Réveillon

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Réveillon é o substantivo masculino com origem no idioma francês usado para descrever uma festa de passagem de ano.

Quanto à etimologia, réveillon tem origem no verbo em francês réveiller, que significa "acordar" ou "reanimar" (em sentido figurado). Assim, o réveillon é o despertar do novo ano.

Inicialmente, esta palavra era usada para descrever uma refeição leve que era feita à noite, que impedia que as pessoas dormissem. Um pouco mais tarde, foi usado para qualificar a ceia de véspera de Natal. Apenas por volta do século XX o termo reveillón passou a designar as celebrações do Ano Novo.

As festas do Réveillon são uma grande atração turística em vários locais do mundo, com grandes espetáculos de fogo de artifício à meia noite. Um Réveillon muito famoso é o que ocorre no Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana.

Muitas pessoas têm dúvidas quanto à ortografia desta palavra, mais concretamente entre reveillon, réveillon ou reveillón. A forma correta é réveillon, com acento na primeira sílaba.

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História do Réveillon 

O ano-novo do calendário gregoriano começa em 1º de janeiro (“dia de ano-novo”), assim como era no calendário romano. Existem inúmeros calendários que permanecem em uso em certas regiões do planeta e que calculam a data do ano-novo de forma diferente. 

A comemoração ocidental tem origem num decreto do imperador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o “dia do ano-novo” em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (sendo, portanto, bifronte) – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). O povo romano era politeísta, ou seja, adorava vários deuses diferentes, e não existe nenhum relato de que o povo judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano-novo, nem que tão pouco que os primeiros cristãos o tenham feito.

A festa de Ano Novo já é uma tradição no Brasil e em boa parte do mundo, assumindo, em muitos casos, um caráter religioso cristão. No entanto, a origem do Réveillon é muito anterior ao cristianismo, sendo geralmente atribuída à Mesopotâmia, em 2000 a.C., em uma comemoração a algo como o “Festival de Ano Novo”. Persas, fenícios, assírios e gregos, desde tempos remotos, também realizavam as suas celebrações de passagem de ano.

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Réveillon Chinês
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Ano novo judeu
Mas é claro que cada cultura e cada região comemora a sua passagem à sua maneira e em datas específicas. Os chineses, por exemplo, marcam o seu ano novo ao final de janeiro ou no início de fevereiro, enquanto os judeus comemoram no que é, para nós, final de setembro ou início de outubro. Já para os muçulmanos a passagem de ano é celebrada no mês de maio.

No Brasil, assim como na maior parte dos países de tradição ocidental, o Réveillon é comemorado no dia 1º de janeiro. Isso resulta de uma decisão do calendário romano, por volta de 743 a.C., que foi mantida pelo calendário juliano e preservada quando a Igreja Católica adotou oficialmente o calendário gregoriano já no século XVI.

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Atualmente, o mais comum durante a comemoração do Ano Novo é o show de fogos de artifício, além das inúmeras tradições que variam de um país para outro. No Brasil, por exemplo, existem várias tradições herdadas das religiões de matriz africana e afro-brasileira, tais como o Candomblé e, principalmente, a Umbanda.

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Culto à Iemanjá
O culto à Iemanjá com oferendas ao mar é praticado até mesmo por pessoas que não fazem parte dessas religiões, tendo uma grande receptividade junto ao público católico. Outro hábito herdado dessas religiões é o ato de vestir-se de branco, uma superstição pela promoção da paz e, na origem, um hábito para reverenciar as cores do orixá Oxalá.

Para muitos, o Réveillon é um momento de renovação, de planejar ou de colocar em prática planos antigos. Assim, são várias as simpatias e superstições para que tudo ocorra bem, como comer lentilhas, pular sete ondas (o número sete também se relaciona a religiões e crenças), entre outros inúmeros hábitos. É claro que isso tudo se trata de simbolismos, sendo, portanto, práticas de manifestação cultural que revelam as relações de identidade das pessoas em relação à sociedade e ao espaço.

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De qualquer forma, aproveite este momento de alegria e paz para mentalizar coisas boas e fortificar seu espirito para o ano novo que se inicia. 

Nos vemos em 2018!! 
                                 Professora Soraia

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https://www.significados.com.br/reveillon/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ano-novo
http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/reveillon.htm

Natal

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O significado do Natal é o nascimento de Jesus Cristo e sua comemoração é anual, o que acontece há mais de 1600 anos no dia 25 de dezembro. Natal (com inicial maiúscula) é, então, o nome da festa religiosa cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo, a figura central do Cristianismo. O dia de Natal, 25 de dezembro, foi estipulado pela Igreja Católica no ano de 350 através do Papa Julio I, sendo mais tarde oficializado como feriado.
A Bíblia não diz nada sobre o dia exato em que Jesus nasceu e por isso a comemoração do Natal não fazia parte das tradições cristãs no início. O Natal começou a ser celebrado para substituir a festa pagã da Saturnália, que por tradição acontecia entre 17 e 25 de dezembro. A comemoração do Natal em substituição dessa celebração foi uma tentativa de facilitar a aceitação do cristianismo entre os pagãos.
A história do Natal está descrita na Bíblia, nos evangelhos de Mateus e Lucas. De acordo com a história do Natal descrita na Bíblia, Jesus nasceu em Belém, em um estábulo.

Um dos textos mais conhecidos sobre o Natal se encontra na Bíblia, em Lucas 2:1-14:

"Naqueles dias, César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano. Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria. E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se.
Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judeia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi. Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.
Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados.
Mas o anjo lhes disse: "Não tenham medo. Estou trazendo boas-novas de grande alegria para vocês, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto servirá de sinal para vocês: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura".
De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo:
"Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens
aos quais ele concede
o seu favor"."

As comemorações de Natal incluem a presença de diversos símbolos tradicionais como a ceia de Natal, árvore de Natal, o Papai Noel, as músicas, a troca de presentes, o presépio, a iluminação e outras decorações natalinas. 

Significados de alguns símbolos natalinos:

Árvore de Natal

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A árvore de Natal é um dos símbolos mais populares, e normalmente é um pinheiro. Há muitas versões sobre a associação da árvore ao Natal. Uma delas é que o formato triangular do pinheiro representaria a Santíssima Trindade. O costume de enfeitar as árvores de Natal surgiu em 1539 em Estrasburgo. Na América Latina, apenas no século XX teve início essa tradição. Atualmente, as árvores são naturais ou artificiais, sendo que estas últimas encontram-se à venda em cores variadas.

Papai Noel

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Inspirado na figura de São Nicolau, um bispo do século III, o Papai Noel é responsável por trazer os presentes das crianças no Natal, segundo a tradição.

Estrela de Natal

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Simboliza a estrela que guiou os magos até o local do nascimento de Jesus, segundo o relato do Evangelho de Mateus, na Bíblia.

Presentes de Natal
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Os magos deram presentes para Jesus e o bispo Nicolau (que originou Papai Noel) era conhecido por dar presentes. Trocar presentes é uma das tradições de natal mais antigas.

Velas de Natal
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Tanto as velas de Natal como as outras iluminações de natal simbolizam Jesus, que afirmou ser "a luz do mundo".








Fonte:

https://www.significados.com.br/natal/


Invertebrados - Poríferos

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O filo Porifera abriga animais aquáticos, geralmente marinhos, sem tecidos ou órgãos definidos e sésseis, e se encontram fixados ao substrato. Podem variar quanto à forma, cor e tamanho. O corpo é cilíndrico, oco, com uma abertura na região aérea, denominada ósculo e revestido por células pavimentosas, denominadas pinacócitos, as quais são interrompidas com algumas aberturas, denominadas porócitos. Estas propiciam a entrada de água contendo alimento e oxigênio, motivo pelo qual consideramos as esponjas como sendo animais filtradores.

As esponjas não possuem sistema nervoso e células sensoriais. Apesar disso, a maioria é capaz de se contrair quando submetida a estímulos fortes, transmitidos de célula para célula.

Internamente, na espongiocela, há células flageladas: os coanócitos, que permitem um fluxo de água contínuo nesta região, propiciando, inclusive, a eliminação de excreções e gás carbônico com a mesma. O alimento – partículas orgânicas e bactérias – fica preso em projeções localizadas ao redor do flagelo, onde pode ocorrer a digestão intracelular ou fazer com que seja direcionado para células denominadas amebócitos.

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Entre pinacócitos e coanócitos há o meso-hilo, uma matriz gelatinosa cujas células, os amebócitos, têm capacidade de se diferenciar em qualquer um dos tipos celulares do indivíduo e têm condições de realizar digestão e distribuir os nutrientes para as outras células.

É nesta matriz gelatinosa, também, que se localizam a espículas, estruturas de sustentação das esponjas constituídas de carbonato de cálcio ou sílica. Algumas espécies com espículas de sílica podem ser, também, sustentadas por fibras flexíveis e de natureza proteica, constituídas de espongina. Há, ainda, representantes que possuem apenas tais fibras, sendo estas as esponjas utilizadas para banho.

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Por regeneração de partes perdidas do corpo e formação de broto a partir da célula-mãe se dá a reprodução assexuada dos espongiários.

A reprodução sexuada pode existir, consistindo em fecundação dos espermatozoides (que se diferenciam a partir dos coanócitos) com óvulos (diferenciados a partir dos amebócitos ou coanócitos) no meso-hilo, resultando em uma blástula ciliada que, após algum tempo vivendo como componente do plâncton, se fixa a um substrato e se torna uma esponja verdadeira.

Apesar de a maioria das esponjas ser monoica, há espécies dioicas, com sexos separados.

Invertebrados

INVERTEBRADOS

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O Reino Animalia é dividido, artificialmente, em invertebrados e vertebrados (esses últimos, os possuidores de espinha dorsal e caixa craniana). Essa divisão tem como único objetivo facilitar o estudo dos animais.

Chamamos de invertebrados os animais que não possuem coluna vertebral nem crânio. São exemplos: as esponjas, as águas-vivas, os vermes causadores da esquistossomose (barriga-d’água), as lombrigas, os polvos, as minhocas, as formigas, e as estrelas-do-mar.
 
Com as mais diversas formas e tamanhos, os invertebrados desempenham diversas funções em cadeias alimentares, contribuindo com a dinâmica populacional de toda a teia alimentar.

Os filos dos poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos (nematódeos), moluscos, anelídeos, artrópodes e equinodermos são os representantes desse grupo. Assim, de parasitas a fontes de alimentos, esses seres fazem parte de nossa vida e dia a dia.

Dentre esses oito, os artrópodes merecem destaque especial, por constituírem o grupo mais diversificado e com mais representantes – contribuindo para que os invertebrados dominem cerca de 99% do Reino Animalia. Com exoesqueleto de quitina, corpo segmentado, apêndices articulados, tamanho diminuto, respiração aérea e capacidade de voar que alguns possuem, estes animais conquistaram os mais diversos ambientes de terra firme. Os artrópodes são divididos em subfilos e estes, em classes. Dentro do Subfilo Uniramia encontramos as Classes Diplopoda, representada pelos piolhos de cobra; Chilopoda, pelas centopeias; e Insecta, por uma gama de representantes, sendo, inclusive, a única que abriga animais alados. Baratas, cupins, traças-de-livro, libélulas, gafanhotos, bichos-pau, piolhos, barbeiros, besouros, borboletas, cigarras, abelhas, mosquitos e pulgas são alguns poucos exemplos desses animais.

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Dessa forma, podemos perceber que todo inseto é artrópode, mas nem todo artrópode (filo), é inseto (classe)! Por exemplo, as aranhas: são invertebrados e artrópodes, mas pertencem à outra classe: a dos aracnídeos e, portanto, não é inseto, como é diversas vezes confundida.


Fonte:
http://brasilescola.uol.com.br/animais/invertebrados.htm
https://escolakids.uol.com.br/invertebrados.htm

Vertebrados - Mamíferos

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Os mamíferos são animais classificados na classe Mammalia. Nela existem animais pesando de 3g a 160 toneladas e medindo de 8 cm até 30 m de comprimento. Podemos encontrar mamíferos em vários ambientes, como na água doce, na água salgada, no ar e na terra firme. Alguns mamíferos (o rato, por exemplo) transmitem microrganismos patogênicos prejudiciais ao homem, mas há mamíferos muito importantes para o ser humano (como a vaca e a cabra, na obtenção de leite, carne, couro, lã, dentre tantas outras coisas).

Há características exclusivas da classe dos mamíferos, são elas:
  • glândulas mamárias;
  • corpo total ou parcialmente coberto por pelos;
  • dentes diferenciados com incisivos, caninos, pré-molares e molares;
  • diafragma, uma membrana muscular que separa o tórax do abdome e que auxilia na ventilação dos pulmões.
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Os pelos que recobrem o corpo dos mamíferos são constituídos de queratina e são formados no interior dos folículos pilosos, nos quais se abre uma glândula sebácea que produz gordura e que tem a função de lubrificar a pele e os pelos, contribuindo para sua impermeabilização. Os pelos nos mamíferos têm a função de proteção e também de isolante térmico, mantendo a temperatura do corpo sempre constante. Sob a pele dos mamíferos há uma camada de células que armazenam gorduras (adipócitos), formando o panículo adiposo. Essa camada de gordura serve como reserva de alimento e também como isolante térmico.



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A baleia e o golfinho são mamíferos aquáticos que não apresentam pelos, pois a presença deles poderia interferir na velocidade da natação. Esses animais possuem uma camada de gordura muito grossa sob a pele, o que impede que eles percam calor do corpo para o ambiente. É importante lembrar que, na fase embrionária, baleias e golfinhos apresentam pelos.
Alguns mamíferos apresentam garras, unhas, chifres e cascos. As garras e os cascos de alguns mamíferos são formados por queratina, enquanto que os cornos, estruturas permanentes, podem ser formados por queratina, como no rinoceronte; ou osso coberto por queratina ou pele, como no boi e no antílope. Os chifres encontrados em alguns grupos de mamíferos são constituídos por ossos e são revestidos por peles apenas durante o crescimento, como nos veados e alces. Nesses mamíferos, os chifres são trocados a cada ano.

As glândulas sudoríparas presentes em alguns mamíferos produzem suor e, com isso, ajudam a baixar a temperatura corporal. Isso acontece porque, ao evaporar, a água presente no suor retira o calor da pele e do sangue, resfriando o corpo.

Em todos os mamíferos, exceto na preguiça, no peixe-boi e no tamanduá, há sete vértebras cervicais, além da cauda que apresenta um número variável de vértebras. Nos humanos, a cauda é vestigial e corresponde ao cóccix.

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Todos os mamíferos, sejam aquáticos ou não, apresentam pulmões constituídos por alvéolos pulmonares, onde ocorrem as trocas gasosas, processo chamado de hematose. O coração dos mamíferos apresenta quatro câmaras, sendo que a circulação é dupla e completa. O sistema urinário dos mamíferos é formado por um par de rins, órgãos que excretam a ureia. A urina de todos os mamíferos passa pelos ureteres, bexiga e uretra, com exceção dos monotremados, que possuem apenas uma abertura (cloaca) para o sistema digestório, reprodutor e urinário.

O sistema nervoso dos mamíferos é bem desenvolvido. Seu cérebro apresenta inúmeras dobras, fazendo com que sua área superficial seja muito grande em relação ao seu volume. Os mamíferos são animais que têm capacidade de inteligência, memória e aprendizado maior que a dos outros vertebrados.
Assim como outros vertebrados, os mamíferos são dioicos, ou seja, apresentam sexos separados. Com fecundação interna, os mamíferos apresentam desenvolvimento direto, sendo quase todos vivíparos, ou seja, o filhote se desenvolve no interior do útero da mãe.

Os mamíferos são classificados em três subclasses: 
  • Prototheria (monotremados), 
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Ornitorrinco
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Equidna
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  • Metatheria (marsupiais) e 
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Canguru
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  • Eutheria (placentários), que serão estudadas separadamente.
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Feto de Golfinho no útero da fêmea
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Prothoteria

Os monotremados são os únicos representantes vivos da Subclasse Prototheria, Superdivisão Australosphenida. Na atualidade, existem somente cinco animais pertencentes a esta ordem, divididos em duas Famílias: Ornithorhynchidae, representada pelo ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus); e Tachyglossidae, contendo indivíduos chamados popularmente de équidnas (Tachyglossus aculeatus, Zaglossus attenboroughi, Zaglossus bartoni e Zaglossus bruijnii). Todas estas espécies são encontradas somente na Oceania, mais especificamente na Austrália e Nova Guiné, embora as três últimas se encontrem criticamente em perigo, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, IUCN.

Apesar de possuírem pelos, glândulas mamárias e coração com quatro cavidades, os monotremados apresentam diferenças gritantes, se comparados à maioria dos mamíferos. Tais animais, por exemplo, põem ovos, entre 12 e 20 dias após a gestação, sendo incubados em ninhos, no caso dos ornitorrincos; ou em bolsas localizadas no ventre da mãe, no caso das équidnas. Após o nascimento, os filhotes se alimentam do leite que emana de uma área especializada na pele materna, chamada auréola, e recebem cuidado parental por cerca de cinco anos. Outras diferenças incluem a ausência de tetas e dentes, a existência de somente uma abertura para a eliminação de fezes e urina, e para a cópula e ovoposição; e a presença de focinhos ou bicos altamente especializados. Quanto a estes, são coriáceos, e contêm receptores eletromagnéticos utilizados, principalmente, para detectar presas.

Uma curiosidade adicional sobre tais animais é que os machos possuem esporões em suas patas traseiras cujo veneno é tão potente quanto o de uma serpente peçonhenta!

Methateria

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Os marsupiais são animais vivíparos que pertencem à subclasse dos mamíferos metatherios, cujos embriões se desenvolvem no útero e nascem precocemente (sem estar completamente formado), terminando o desenvolvimento no interior de uma bolsa de pele (o marsúpio), uma extensão ventral da barriga da mãe.

Os marsupiais mais conhecidos são: os cangurus, os coalas e o demônio da tasmânia (Austrália), os gambás e as cuícas (América do Sul).

Esses mamíferos com placenta rudimentar, portanto com reduzido período gestacional (de 13 a 35 dias), inicialmente alojam os embriões no interior da cavidade uterina, até que se esgote o suprimento nutricional do saco vitelínico (anexo embrionário).

Após o nascimento, o pequeno ser, ainda imaturo, se agarra aos pelos da mãe em direção ao marsúpio, que contêm glândulas mamarias, fornecendo alimento (leite) aos filhotes que ali completam seu desenvolvimento.

Eutheria

Eutheria, um grupo que abrange cerca de 95% dos mamíferos em todo o planeta, reunindo os animais com desenvolvimento embrionário essencialmente na cavidade abdominal, alojados no interior do útero materno, com suporte aos anexos: placenta, saco vitelínico, âmnio, cavidade amniótica e cordão umbilical.

Durante a fase embrionária, o organismo gerado recebe os nutrientes e gás oxigênio para o seu completo desenvolvimento até o momento do nascimento.

Entre as principais Ordens dessa Subclasse, destacam-se as listadas abaixo:

  • Xenarthra (edentados) → Animais sem dentes ou com reduzido número e tamanho de dentes, porém com garras bem evidentes. Exemplo: Tamanduá, tatu e preguiça.
  • Lagomorpha (lagomorfos) → Animais portadores de dois pares de dentes incisivos inseridos na maxila, um com posição anterior (mais proeminente) e o outro situado lateralmente a esses (menos proeminente). Exemplo: Coelho e lebre.
  • Rodentia (roedores) → Animais que possuem dois pares de dentes incisivos inseridos um em cada maxila, crescendo continuamente e adaptados ao hábito de roer alimentos. Exemplo: Porco-espinho, capivara, rato, esquilo e cutia.
  • Carnívora (carnívoros) → Animais com dentes caninos bem desenvolvidos, típico de animais predadores, adaptados a perfurar e rasgar a carne de suas presas. Exemplo: Leão, hiena, morsa, cão e gato.
  • Insetívora (insetívoros) → Animais de pequeno porte, com focinho alongado e pontiagudo. Exemplo: Ouriço-cacheiro.
  • Quiróptera (quirópteros) → Animais voadores, com membros anteriores modificados em asas. Algumas espécies são insetívoras, frutíferas e outras hematófagas. Exemplo: morcegos.
  • Artiodactyla (artiodactílos) → Animais geralmente herbívoros, com número par de dedos (dois ou quatro) protegidos por casco. Exemplo: boi, porco, camelo e carneiro.
  • Cetácea (cetáceos) → Animais marinhos com membros anteriores modificados em nadadeiras e os posteriores ausentes. Exemplo: Baleia e golfinho.
  • Perissodactyla (perissodáctilos) → Animais geralmente herbívoros, com número impar de dedos (um ou três) e caminham sobre o casco. Exemplo: cavalo, zebra e rinoceronte.
  • Sirenia (sirênios) → Animais aquáticos com membros posteriores reduzidos e modificados em nadadeiras e cauda propulsora bem desenvolvida. Exemplo: peixe-boi.
  • Proboscídea (probocídeos) → Animais com narina e lábio superior fusionados em forma de tromba e dentes incisivos superiores com maior evidência. Exemplo: elefante.
  • Primates (primatas) → Animais com mãos e pés contendo cinco dedos distintos e adaptados para apreensão, postura ereta ou semiereta e cabeça formando ângulo reto com o pescoço. Exemplo: chipanzé, gorila, mico e o próprio homem.

Fonte:
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/classe-mammalia.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/marsupiais.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/euterios.htm

FÍSICA - Ondas sonoras e os instrumentos musicais.

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A Física da Música


por: Naylor Oliveira
Características sonoras
A ciência pode hoje apontar certas características físicas de um som musical que o distingue de sons que são apenas ruídos. Utilizando instrumentos que transcrevem as ondas sonoras em imagens visuais (tais como o “osciloscópio”), os cientistas aprenderam que a maioria dos sons musicais formam estruturas definidas por ondas e descritas por funções matemáticas (chamadas de “função seno” ou “senóide”), e que cada instrumento produz uma modalidade matemática diferente. O som é medido fisicamente por três grandezas; a intensidade, a freqüência e o timbre. Intensidade refere-se à amplitude das oscilações da pressão do ar. Freqüência é o número de vezes que a oscilação ocorre por unidade de tempo. E timbre é relativo à presença de harmônicos no som.

Através de um ociloscópio, podemos “ler” a matemática que há por trás da música.
Cada tipo de instrumento musical tem uma espécie de “assinatura”: um conjunto de características sonoras associadas que têm uma descrição matemática extremamente precisa, embora possam parecer subjetivas. O som pode ser representado pela soma de diversas ondas individuais, o que chamamos de “componentes deFourier”. O que diferencia um instrumento de outro são as amplitudes e a duração de cada um dos harmônicos presentes no som resultante.

Uma corda de um piano, quando tocada, emite simultaneamente vários outros sons. Estes sons são chamados de “harmônicos” e podem ser determinados matematicamente. A intensidade de cada um dos harmônicos determina o timbre do instrumento.
A esse conjunto de características chamamos de timbre. A mesma nota emitida por uma trompa soa diferente quando produzida por um violino. Isto acontece porque, embora a freqüência fundamental dos sons seja a mesma em ambos os instrumentos, a excitação das freqüências harmônicas é diferente. No violino, uma extensa gama de harmônicos comparece junto à fundamental, e do conjunto desses sons resulta o timbre do instrumento.

Mesmo uma única corda pode vibrar em vários harmônicos simultaneamente. O timbre do instrumento é a soma destes harmônicos em conjunto com as características da caixa acústica do violão.
Outras caracterizações da música envolvem harmonia e ritmo. A harmonia é a relação que se estabelece entre notas musicais, de maneira a criar uma sensação agradável. Pode ser dada por regras matemáticas de proporção, mas como podemos ter uma infinidade de regras, a harmonia torna-se subjetiva, variando de acordo com o estilo almejado. Os modelos clássicos tomavam partido do pensamento pitagórico-platônico, buscando na música a proporção áurea. Por outro lado, o rock, como proposta moderna de música, subverteu as regras e fez música com acordes que, de acordo com os clássicos, seriam desagradáveis à audição humana.
Ritmo relaciona sucessões de tempos musicais tônicos e átonos, isto é, “fortes” e “fracos”. Pode se definir o ritmo como algo que se aproxima das batidas cardíacas, ou seja, varia de acordo com a emoção que se deseja expor: mais acelerado e frenético ou calmo e suave. Se para a harmonia, mesmo com regras matemáticas, temos uma subjetividade muito forte e presente, com relação ao ritmo tudo se torna subjetivo, isto é, a única maneira de se avaliar um ritmo é baseado em sentimentos e emoções.
Fontes sonoras
Fonte sonora é qualquer corpo capaz de fazer o ar oscilar com ondas de freqüência e amplitude detectáveis pelos nossos ouvidos. No entanto, as fontes mais variadas e ricas em qualidade sonora são os instrumentos musicais, que, de forma geral, podem ser classificados em três grandes grupos: os instrumentos de percussão (como tambor, atabaque, bongô, bateria e xilofone), os instrumentos de corda (como violino, viola, contrabaixo, harpa, piano e violoncelo) e os instrumentos de sopro (como clarineta, flauta, flautim, oboé, fagote, órgão de sopro e saxofone). Lembro também de um “instrumento” muitas vezes esquecido: nossa voz é um complexo de mecanismos presentes tanto nos instrumentos de sopro, cordas ou percursão.
Cada instrumento musical tem a característica de emitir uma mesma nota com timbre diferente dos demais instrumentos. Isso dá ao instrumento uma qualidade particular, que o torna único.
Instrumentos de corda

Os instrumentos de corda têm uma caixa acústica que amplifica o som produzido pela vibração das cordas, como o caso do violino, da viola, do violoncelo, do contra-baixo e do violão.
Na maioria desses instrumentos, o comprimento das cordas são geralmente variados pelos dedos da mão esquerda. Obtêm-se os diferentes tons variando tal comprimento. A harpa e o piano são exceções. Por não ser possível variar o comprimento das cordas da harpa, seus pedais variam a tensão aplicada em tais cordas. Já o piano possui cordas com tensões definidas. Utiliza-se de alavancas associadas à teclas para que se acione a corda.

Assim como o piano, o berimbau é um instrumento de corda percurtida.
A maioria dos instrumentos, no entanto, possui cordas presas a um braço e sobre uma caixa acústica de madeira (utilizada para amplificar o som). A madeira e os espaços de ar no corpo de um violino, por exemplo, são essenciais na produção de um som com qualidade. Um bom violino tem a virtude especial de vibrar fielmente com cada corda e nas diversas alturas, mesmo nas mais agudas. Um violino deficiente altera as vibrações, aumentando algumas e omitindo outras.
O estudo dos instrumentos de corda está baseado na teoria das ondas estacionárias, ou seja, na freqüência das ondas sonoras que as cordas emitem. Essas freqüências naturais dependem de três fatores: a densidade linear das cordas (a massa da corda dividida pelo volume que a mesma ocupa), o módulo da tração a que elas estão submetidas (se a corda está mais apertada ou frouxa no braço do instrumento) e o comprimento linear da corda.
Instrumentos de sopro
Nos instrumentos de corda, os músicos vibram tais cordas e esta vibração se transmite ao instrumento, que vibra o ar, produzindo o som que chega a nossos ouvidos. Por outro lado, nos instrumentos de sopro, o músico vibra o ar diretamente, utilizando-se dos próprios lábios, da força do diafragma e do controle das aberturas do instrumento (com seus dedos).
Se soprarmos várias garrafas (que contenham quantidades distintas de água) por seu gargalo, perceberemos diferentes sons. As que contiverem mais ar (consequentemente menos água) produzirão um tom mais baixo do que as outras. A coluna de ar mais longa, tal como a corda mais longa, produz um som mais grave.

Exemplos de instrumentos de sopro: clarineta, clarone, fagote, oboé, sax alto, sax soprano, sax tenor e sax barítono.
Na maioria dos instrumentos de sopro, da flauta ao órgão, muda-se a freqüência do som alterando-se o comprimento da coluna de ar. Em instrumentos onde o ar é movimentado pela boca do instrumentista, o músico aumenta a coluna de ar cobrindo os orifícios do instrumento e a diminui os descobrindo. Isso é feito com as pontas dos dedos diretamente ou com auxílio de teclas ou chaves. No entanto, o órgão de sopro (comumente utilizado em igrejas góticas) movimenta o ar através de um mecanismo próprio, e o controle da coluna de ar se dá por meio das teclas que acionam tubos de diferentes comprimentos e diâmetros.

Através do movimento do ar dentro da coluna de ar, temos o som dos instrumentos de sopro e seus harmônicos.
O bocal de uma clarineta, por exemplo, tem uma lâmina fina de bambu, conhecida como “palheta”. Soprando no bocal, a palheta vibra, produzindo, deste modo, uma onda sonora que se propaga para a extremidade aberta do instrumento, onde é parcialmente refletida. A onda refletida volta para o bocal, reflete-se de novo, e assim por diante. As ondas, viajando de uma extremidade para outra do tubo, vibram com uma certa freqüência. Se encurtássemos o tubo, as ondas viajariam uma distância menor, voltando ao ponto de partida em menos tempo; a freqüência seria assim aumentada e o som se tornaria mais agudo. Em vez de cortar o tubo, pressionamos chaves, de modo a abrir os orifícios existentes nos lados. Isto tem o mesmo efeito que encurtar o tubo, permitindo assim a execução de uma escala.
Nos instrumentos da categoria dos metais, o que produz a vibração do ar é a vibração dos lábios do músico; porém o princípio é o mesmo. No trombone de vara, faz-se o aumento e a redução da coluna de ar movimentando para dentro e para fora um tubo em forma de U (isto é, encurtando ou aumentando o comprimento do tubo). Em outros instrumentos como o trompete, a tuba, a trompa e o trombone de pistos, o bombardino e outros, existem chaves que controlam a passagem do ar por vários segmentos de tubo, alterando assim a distância total percorrida pela onda sonora. Outros instrumentos que não possuem partes móveis nem chaves, como a corneta,  o clarim, a trompa de caça e outros, podem emitir apenas uma gama reduzida de frequências, ou seja, apenas as notas correspondentes aos harmônicos da nota fundamental do instrumento.

No trombone de vara a coluna de ar é variada movendo a extensão em forma de U.
Instrumentos de percussão
Os sons dos instrumentos de percussão dependem da vibração da película flexível em que se bate, com baquetas ou com as mãos. A pele do tambor, por exemplo, é extremamente esticada nas bases de uma superfície cilíndrica de madeira ou de metal. As vibrações da pele e do corpo do tambor produzem o som. Em alguns tipos de tambor pode-se alterar a freqüência do som variando-se previamente a tensão da pele. No timbale, o músico consegue alterar a tensão que a pele é presa ao tambor durante a execução sinfônica.

Nos instrumentos de percussão, o que vale para a música é o ritmo, e não a harmonia. Acima temos a conga, o bongô, a bateria e o pandeiro.
Como instrumentos de ritmo, os tambores produzem sons que diferem radicalmente dos produzidos por instrumentos mais melodiosos. Um bumbo (ou zabumba) e uma tuba, por exemplo, produzem sons de muito baixa intensidade. Mas a tuba toca uma nota musical definida matematicamente, ao passo que o som do bumbo é mais explosivo do que melódico. A razão disto é que a nota da tuba é composta de um certo número de ondas sonoras, cada qual com um comprimento de onda específico, ao passo que a pele em vibração do bumbo e o seu interior cavernoso produzem um enxame desorganizado de ondas. Em vista do tamanho do bumbo, suas ondas são quase todas de baixa intensidade, mas incoerentes demais para compor uma nota reconhecível. Os tambores compreendem a subdivisão mais importante dos instrumentos de percussão. Tais instrumentos podem abranger quase tudo o que produz som quando percutido.
Hoje em dia, com o avanço da eletrônica em todas as modalidades do conhecimento humano, os instrumentos acabaram se subdividindo em duas categorias: os acústicos (corda, sopro e percussão) e os eletrônicos.
Instrumentos Eletrônicos
Datam da década de 1960 e são compostos por sintetizadores. São exemplos a guitarra, o teclado, o contra-baixo, etc. Hoje em dia, quase todo instrumento tem sua versão eletrônica.
Há aproximadamente 40 anos foi criado o que veio a ser chamado sintetizador, que nada mais é do que um aparelho capaz de criar uma infinidade de timbres sonoros. Quando o instrumentista aperta uma das teclas do sintetizador, este acaba produzindo eletronicamente a freqüência correspondente, junto com um grande número de harmônicos. Em seguida estes harmônicos são amplificados e ajustados a fim de dar uma maior ou menor intensidade nesta freqüência específica. A somatória de todas as freqüências de saída denominam-se “som sintetizado”.

Um sintetizador consegue reproduzir sons em diversos timbres, simulando outros instrumentos.
Com a finalidade de criar um som, o músico faz ajustes nas intensidades das freqüências envolvidas, a fim de conseguir um timbre que o satisfaça. Porém, antes de 1985, não era possível conseguir sons contendo timbres naturais, como o violino ou o trompete, devido ao fato destes instrumentos produzirem um número muito grande de harmônicos em seus sons.
Com a invenção do sampler (“amostrador”), criou-se o caminho inverso, ou seja, este dispositivo era capaz de captar os sons produzidos por algum instrumento musical e armazená-los em sua memória. Com os conseqüentes avanços no campo da eletrônica, hoje em dia já se produzem cd’s totalmente compostos por sons sintetizados, imitando guitarra, flauta, baixo, etc. Existem modernos teclados eletrônicos que produzem os sons de diversos instrumentos, uma verdadeira orquestra em um único aparelho.
Por fim, acompanhando os avanços dos instrumentos eletrônicos, surgiu uma linguagem de transmissão de dados digital especialmente destinada à música, denominada MIDI (do inglês: musical instrument digital interface), que interliga qualquer instrumento musical a um sintetizador por meio de um cabo conector. Deste modo, caso se registre no sampler do sintetizador o som de uma tuba, pode-se conectar outro instrumento musical, por exemplo um banjo, e, ao tocá-lo, sairá o timbre musical da tuba.
Assim, música é pura arte, mas mesmo a mais essencial das artes pode ser avaliada e estudada pelo universo da Física.

Adaptado e ampliado de uma publicação originalmente hospedada em http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_25/musica.html
Adaptado e revisado por Levi de Paula Tavares em novembro de 2011
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Fonte:
https://musicaeadoracao.com.br/25359/a-fisica-da-musica/ Acessado em 27 de novembro de 2018.






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