HISTÓRIA - Filmes sobre Mitologia


Filmes sobre Mitologia Grega (e Romana)

A mitologia grega procura explicar desde a criação do mundo até os pormenores da vida. Era ensinado às crianças, como forma de prepará-las na compreensão de fenômenos naturais e outros acontecimentos que ocorriam sem o intermédio dos humanos.
Em Roma, a mitologia era bastante semelhante e muitos de seus deuses foram inspirados nos gregos. 
Esta lista traz 10 exemplos de filmes que se utilizaram deste deuses e da antiga literatura, com maior ou menor liberdade.


1.  Fúria de Titãs (2010. Perseu é o filho mortal de Zeus e o único que pode salvá-lo de Hades, o deus das trevas. ele então lidera uma missão por mundos desconhecidos, enfrentando os maiores monstros mitológicos, para derrotar o vilão Hades. o filme foi lançado em 3D, inserido depois das filmagens)

2.  Fúria de Titãs (1981. a primeira versão do mito de Perseu - Harry Hamlin - em sua luta contra Hades e salvar sua amada princesa Andrômeda. hoje os efeitos de stop-motion parecem toscos, mas há 30 anos eram espetaculares. boa diversão)



3.  Malpertuis (só o fato de estar nesta lista já é um SPOILER deste curioso filme belga, dirigido por Harry Kumel em 1971. um marinheiro em passagem por sua cidade natal envolve-se numa confusão, é atingido na cabeça e acorda numa misteriosa mansão gótica, pertencente a um lorde moribundo - Orson Welles. lá encontra sua irmã, parentes e outros excêntricos moradores, num verdadeiro labirinto de personagens da mitologia grega. interessantíssimo)


4.  Percy Jackson e os Olímpianos - O Ladrão de Raios (um garoto descobre que, na verdade é filho do deus Poseidon e que, como ele, muitos semi-deuses adolescentes habitam a Terra. com a ajuda de um sátiro e da filha de Athena, irá enfrentar Hades para provar que não é o ladrão de raios de que é acusado. mais uma tentativa de reeditar o sucesso de Harry Potter... não chegou perto disso)


5.  Hércules (versão animada da Disney das aventuras do herói - na verdade seu nome é Héracles na mitologia grega -, filho de Zeus e Hera que é sequestrado ainda bebê, a mando de seu tio Hades, para que perca seus poderes e possa ser morto. mas o plano dá errado. ao contrário do personagem, um filme fraquinho)


6.  Orfeu Negro (no Carnaval, Orfeu, um condutor de bonde e sambista se apaixona por Eurídice, uma moça do interior, que vai para o Rio fugindo de um estranho, fantasiado de morte. dirigido Marcel Camus, com base na peça de Vinícius de Moraes, por sua vez inspirada no mito de Orfeu, que enfrentou Hades - sempre ele - com a sua música, para resgatar a amada Eurídice. Palma de Ouro em Cannes '59 e Oscar de Filme Estrangeiro)


7.  Jasão e os Argonautas (Jasão retorna após uma viagem de 20 anos e deverá encontrar um velo de ouro - a lã de ouro do carneiro alado Crisômalo -, para recuperar seu trono. assim junta uma equipe, que inclui Hércules, para ir atrás do artefato, enfrentando grandes perigos. bons efeitos, de Ray Harryhausen, para 1963)


8.  E aí Meu Irmão, Cadê Você? (adaptação da Odisséia de Homero para a década de 30, na época da grande depressão americana, com Ulisses - George Clooney -, enfrentando grandes aventuras, para encontrar sua Penélope. deliciosa comédia dos irmãos Coen, num de seus melhores filmes)


9.  Ulisses (versão fiel da Odisséia, onde Ulisses - Kirk Douglas -, após 10 anos de batalhas em Tróia, inicia uma jornada épica para voltar para casa, em Ítaca, e para sua esposa Penélope. percorre mares e caminhos desconhecidos, enfrentando deuses e monstros para seguir vivo ao lado de seus soldados. provavelmente a melhor produção italiana sobre o tema)


10.  Tróia (o príncipe grego Páris provocou uma guerra contra Tróia, ao afastar a bela Helena de seu marido, Menelau. a batalha dura uma década e a esperança de vitória de Tróia está nas mãos do príncipe Heitor e do herói Aquiles - Eric Bana e Brad Pitt. superprodução um tanto decepcionante, baseada na Ilíada de Homero, dirigida por Wolfgang Petersen)

ATIVIDADE - 9 ANO


LEIA OS TEXTOS SOBRE JOÃO GOULART, JÂNIO QUADROS E A DITADURA MILITAR E RESPONDAS AS QUESTÕES ABAIXO:

1) O lema "50 anos de Progresso em 5 anos de governo", caracterizava-­se pelo domínio de nosso
mercado interno por parte das grandes empresas multinacionais que se instalaram no país, sob a 
presidência de(o): 
a) Juscelino Kubitscheck. 
b) Getúlio Vergas. 
c) General Eurico Gaspar Dutra. 
d) Jânio Quadros. 
e) General João Figueiredo. 

2) Faziam parte das Reformas de Base de João Goulart, EXCETO: 
a) reforma agrária, com a divisão dos latifúndios improdutivos; 
b) reforma universitária, com a ampliação do número de vagas nas universidades; 
c) reforma eleitoral, com direito de voto aos analfabetos; 
d) reforma político­partidária com a criação de apenas dois partidos, a UDN e o MDB; 
e) controle da remessa de lucros para o exterior. 

3) Sua campanha eleitoral teve como símbolo a Vassourinha, para varrer a corrupção. Seu governo
caracterizou­se por medidas excêntricas, como a proibição do biquíni e os "bilhetinhos", para expedir suas
ordens. Aproximou­se dos países comunistas e aos sete meses de governo, renunciou alegando ser 
pressionado pelas "Forças Ocultas". 
O texto acima, refere­se a: 
a) Jânio Quadros; 
b) Eurico Gaspar Dutra; 
c) Fernando Collor de Mello; 
d) Tancredo Neves
e) Getúlio Vargas

4)A renúncia do presidente Jânio Quadros provocou no Brasil uma crise institucional que culmina com a: 
a) ascensão ao poder do vice­presidente e a implantação do sistema parlamentarista de 
governo. 
b) ação golpista desencadeada pelo alto comando militar para impedir a posse do vice-­presidente. 
c) convocação extraordinária do Congresso com a finalidade de emendar a carta constitucional. 
d) mobilização imediata da sociedade civil, para exigir o cumprimento das normas constitucionais. 

5) O que representa a imagem abaixo:
a) repressão política.
b) censura à imprensa
c) presos políticos
d) cegueira noturna

6) O que a imagem baixo representa:
a) ufanismo
b) amadorismo
c) militarismo
d) nacionalismo


HISTÓRIA - Regime Militar


O golpe ou regime militar no Brasil ocorreu em 1964 quando os militares assumiram o comando do país com um governo ditatorial por 21 anos. Ao todo foram cinco presidentes e uma equipe que governaram o Brasil até 1985. Teve como característica marcante a falta de democracia, censura perseguição politica tendo atritos com estudantes, artistas, jornalistas e qualquer cidadão que se voltasse contra o regime imposto.
Colocando em prática os chamados Atos Institucionais – AI – finalizando com o mais conhecido AI-5 em 1968, limitou drasticamente a cidadania e criou um código de processo penal onde o Exercito brasileiro e a policia militar tinham o poder de prender os cidadãos suspeitos por falarem algo contra o governo.

Quem esteve à frente

Marechal Castello BrancoNo primeiro governo militar foi o marechal Humberto de Alencar Castello Branco (abril de 1964 a julho de 1967). Dando inícios aos AI, suas medidas mais importantes foram: eleições indiretas para governadores, suspendo assim os direitos políticos dos cidadãos; cassação de mandatos entre outros. De março de 1967 a agosto de 1969, Arthur da Costa e Silva, enfrentou greves e a explosão de movimentos sociais que protestavam como o movimento estudantil universitário.

De 1969 à 1974

Militares da ditaduraPor motivos de saúde o marechal Costa e Silva não cumpriu seu mandato até o final e foi afastado da presidência passando o poder, de agosto a outubro de 1969, para o almirante Augusto Rademaker, da Marinha; general Lira Tavares, do Exército; e brigadeiro Sousa e Melo, da Aeronáutica. O general Emílio Garrastazu Médici (novembro de 1969 a março de 1974) foi considerado o mais repressivo dos ditadores, pois não hesitou em mandar para exílios, prisões e mandar “desaparecer” alguns.

O fim da ditadura

O fim da ditaduraNo governo Geisel (março de 1974 a março de 1979) quando a sociedade brasileira já tinha sofrido muitas mudanças, foi revogado o AI – 5 em 1978. Seu sucessor foi João Baptista de Oliveira Figueiredo (março de 1979 a março de 1985), encerrando assim o período militar, sua grande decisão foi a aprovação da Lei de Anistia, permitindo a volta de exilados e o perdão político.
Beneficiando também os próprios militares que cometeram atos repressivos livrando-os da prisão. Então em 8 de maio de 1985 é que acabaram com os últimos resquicios do regime militar com a aprovação de eleições diretas para presidente, o direito ao voto para os analfabetos entre tantas outras decisões importantes.

HISTÓRIA - João Goulart


Governo João Goulart (1961-1964): Polarização conduz ao golpe

Com a renúncia de Jânio Quadros, a presidência caberia ao vice João Goulart, popularmente conhecido como Jango. No momento da renúncia de Jânio Quadros, Jango se encontrava na Ásia, em visita a República Popular da China. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu o governo provisoriamente.

Porém, os grupos de oposição mais conservadores representantes das elites dominantes e de setores das Forças Armadas não aceitaram que Jango tomasse posse, sob a alegação de que ele tinha tendências políticas esquerdistas. Não obstante, setores sociais e políticos que apoiavam Jango iniciaram um movimento de resistência.

Campanha da legalidade e posse

O governador do estado do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, destacou-se como principal líder da resistência ao promover a campanha legalista pela posse de Jango. O movimento de resistência, que se iniciou no Rio Grande do Sul e irradiou-se para outras regiões do país, dividiu as Forças Armadas impedindo uma ação militar conjunta contra os legalistas. No Congresso Nacional, os líderes políticos negociaram uma saída para a crise institucional.

A solução encontrada foi o estabelecimento do regime parlamentarista de governo que vigorou por dois anos (1961-1962) reduzindo enormemente os poderes constitucionais de Jango. Com essa medida, os três ministros militares aceitaram, enfim, o retorno e posse de Jango. Em 5 de setembro Jango retorna ao Brasil, e é empossado em 7 de setembro. 

O retorno ao presidencialismo em janeiro de 1963, Jango convocou um plebiscito para decidir sobre a manutenção ou não do sistema parlamentarista. Cerca de 80 por cento dos eleitores votaram pelo restabelecimento do sistema presidencialista. A partir de então, Jango passou a governar o país como presidente, e com todos os poderes constitucionais a sua disposição. Porém, no breve período em que governou o país sob regime presidencialista, os conflitos políticos e as tensões sociais se tornaram tão graves que o mandato de Jango foi interrompido pelo Golpe Militar de março de 1964.

Desde o início de seu mandato, Jango não dispunha de base de apoio parlamentar para aprovar com facilidade seus projetos políticos, econômicos e sociais, por esse motivo a estabilidade governamental foi comprometida. Como saída para resolver os frequentes impasses surgidos pela ausência de apoio político no Congresso Nacional, Jango adotou uma estratégia típica do período populista, recorreu a permanente mobilização das classes populares a fim de obter apoio social ao seu governo.

Foi uma forma precária de assegurar a governabilidade, pois limitava ou impedia a adoção por parte do governo de medidas antipopulares, ao mesmo tempo em que seria necessário o atendimento das demandas dos grupos sociais que o apoiavam. Um episódio que ilustra de forma notável esse tipo de estratégia política ocorreu quando o governo criou uma lei implantando o 13º salário. O Congresso não a aprovou. Em seguida, líderes sindicais ligados ao governo mobilizaram os trabalhadores que entraram em greve e pressionaram os parlamentares a aprovarem a lei.

As contradições da política econômica, as dificuldades de Jango na área da governabilidade se tornaram mais graves após o restabelecimento do regime presidencialista. A busca de apoio social junto às classes populares levou o governo a se aproximar do movimento sindical e dos setores que representavam as correntes e idéias nacional-reformistas.

Por esta perspectiva é possível entender as contradições na condução da política econômica do governo. Durante a fase parlamentarista, o Ministério do Planejamento e da Coordenação Econômica foi ocupado por Celso Furtado, que elaborou o chamado Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social. O objetivo do Plano Trienal era combater a inflação a partir de uma política de estabilização que demandava, entre outras coisas, a contenção salarial e o controle do déficit público.

Em 1963, o governo abandonou o programa de austeridade econômica, concedendo reajustes salariais para o funcionalismo público e aumentando o salário mínimo acima da taxa pré-fixada. Ao mesmo tempo, Jango tentava obter o apoio de setores da direita realizando sucessivas reformas ministeriais e oferecendo os cargos a pessoas com influência e respaldo junto ao empresariado nacional e os investidores estrangeiros.

Polarização direita-esquerda, ao longo do ano de 1963, o país foi palco de agitações sociais que polarizaram as correntes de pensamento de direita e esquerda em torno da condução da política governamental. Em 1964 a situação de instabilidade política agravou-se. O descontentamento do empresariado nacional e das classes dominantes como um todo se acentuou. Por outro lado, os movimentos sindicais e populares pressionavam para que o governo implementasse reformas sociais e econômicas que os beneficiassem.

Atos públicos e manifestações de apoio e oposição ao governo eclodem por todo o país. Em 13 de março, ocorreu o comício da estação da Estrada de Ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro, que reuniu 300 mil trabalhadores em apoio a Jango. Uma semana depois, as elites rurais, a burguesia industrial e setores conservadores da Igreja realizaram a "Marcha da Família com Deus e pela Liberdade", considerado o ápice do movimento de oposição ao governo.

As Forças Armadas também foram influenciadas pela polarização ideológica vivenciada pela sociedade brasileira naquela conjuntura política, ocasionando rompimento da hierarquia devido à sublevação de setores subalternos. Os estudiosos do tema assinalam que, a quebra de hierarquia dentro das Forças Armadas foi o principal fator que ocasionou o afastamento dos militares legalistas que deixaram de apoiar o governo de Jango, facilitando o movimento golpista.

O Golpe militar, em 31 de março de 1964, tropas militares lideradas pelos generais Luís Carlos Guedes e Olímpio Mourão Filho desencadeiam o movimento golpista. Em pouco tempo, comandantes militares de outras regiões aderiram ao movimento de deposição de Jango. Em 1 de abril, João Goulart praticamente abandonou a presidência, e no dia 2 se exilou no Uruguai.

O movimento conspirador que depôs Jango da presidência da república reuniu os mais variados setores sociais, desde as elites industriais e agrárias (empresários e latifundiários), banqueiros, Igreja Católica e os próprios militares, todos temiam que o Brasil caminhasse para um regime socialista. O golpe militar não encontrou grande resistência popular, apenas algumas manifestações que foram facilmente reprimidas.

Essa é uma questão importante, pois os pesquisadores do tema ainda não apresentaram explicações satisfatórias, no sentido de entender porque a sociedade brasileira, que na época atravessava um período de dinamismo com o surgimento de movimentos sociais de variados tipos, manteve-se paralisada sem oferecer resistência ao movimento golpista.

Rumo à ditadura, por razões óbvias, os militares chamam o movimento que depôs Jango de Revolução Redentora. Por outro lado, na historiografia brasileira, o movimento de março de 1964 é justificadamente denominado de Golpe Militar. O golpe pôs fim a primeira experiência de regime democrático no país e encerrou com a fase populista.

O regime que se instaurou sobre a égide dos militares foi se radicalizando a ponto de se transformar numa ditadura altamente repressiva que avançou sobre as liberdades políticas e direitos individuais. Os generais se sucederam na presidencia e governaram o país por 21 anos.

HISTÓRIA - Jânio Quadros

JÂNIO QUADROS

Na eleição presidencial de 1960, a vitória coube a Jânio Quadros. Naquela época, as regras eleitorais estabeleciam chapas independentes para a candidatura a vice-presidente, por esse motivo, João Goulart, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) foi reeleito.

A gestão de Jânio Quadros na presidência da República foi breve, durou sete meses e encerrou-se com a renúncia. Neste curto período, Jânio Quadros praticou uma política econômica e uma política externa que desagradou profundamente os políticos que o apoiavam, setores das Forças Armadas e outros segmentos sociais.

A renúncia de Jânio Quadros desencadeou uma crise institucional sem precedentes na história republicana do país, porque a posse do vice-presidente João Goulart não foi aceita pelos ministros militares e pelas classes dominantes.

A crise política

O governo de Jânio Quadros perdeu sua base de apoio político e social a partir do momento em que adotou uma política econômica austera e uma política externa independente. Na área econômica, o governo se deparou com uma crise financeira aguda devido a intensa inflação, déficit da balança comercial e crescimento da dívida externa. O governo adotou medidas drásticas, restringindo o crédito, congelando os salários e incentivando as exportações.

Mas foi na área da política externa que o presidente Jânio Quadros acirrou os ânimos da oposição ao seu governo. Jânio nomeou para o ministério das Relações Exteriores Afonso Arinos, que se encarregou de alterar radicalmente os rumos da política externa brasileira. O Brasil começou a se aproximar dos países socialistas. O governo brasileiro restabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética (URSS).

As atitudes menores também tiveram grande impacto, como as condecorações oferecidas pessoalmente por Jânio ao guerrilheiro revolucionário Ernesto "Che" Guevara (condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul) e ao cosmonáuta soviético Yuri Gagarin, além da vinda ao Brasil do ditador cubano Fidel Castro.


Independência e isolamento

De acordo com estudiosos do período, o presidente Jânio Quadros esperava que a política externa de seu governo se traduzisse na ampliação do mercado consumidor externo dos produtos brasileiros, por meio de acordos diplomáticos e comerciais.

Porém, a condução da política externa independente desagradou o governo norte-americano e, internamente, recebeu pesadas críticas do partido a que Jânio estava vinculado, a UDN, sofrendo também veemente oposição das elites conservadoras e dos militares.

Ao completar sete meses de mandato presidencial, o governo de Jânio Quadros ficou isolado politica e socialmente. Jânio Quadros renunciou a 25 de agosto de 1961.

Política teatral

Especula-se que a renúncia foi mais um dos atos espetaculares característicos do estilo de Jânio. Com ela, o presidente pretenderia causar uma grande comoção popular, e o Congresso seria forçado a pedir seu retorno ao governo, o que lhe daria grandes poderes sobre o Legislativo. Não foi o que aconteceu, porém. A renúncia foi aceita e a população se manteve indiferente.

Vale lembrar que as atitudes teatrais eram usadas politicamente por Jânio antes mesmo de chegar à presidência. Em comícios, ele jogava pó sobre os ombros para simular caspa, de modo a parecer um "homem do povo". Também tirava do bolso sanduíches de mortadela e os comia em público. No poder, proibiu as brigas de galo e o uso de lança-perfume, criando polêmicas com questões menores, que o mantinham sempre em evidência, como um presidente preocupado com o dia-a-dia do brasileiro.


HISTÓRIA - Egito - Pirâmides


PIRÂMIDES

Elas foram construídas  há mais de 2500 anos e resistem até hoje. Cercadas de mistérios, despertam interesse de historiadores, arqueólogos e estudiosos de civilizações antigas. Como resistiram a tantos séculos? Que segredos guardavam dentro delas? Quais funções religiosas exerciam na sociedade?
A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e, portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo, através do processo de mumificação.
A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (joias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros, que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das construções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados.
As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.
A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.
Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante.
Assim como muitas outras culturas, antigas e modernas, os antigos egípcios acreditavam na vida após a morte. Uma particularidade da cultura egípcia, porém, era a ideia de que a vida no plano espiritual era uma continuação da vida terrena, com as mesmas necessidades materiais. Desta forma, os egípcios colocavam em suas tumbas artigos decorativos, joias, comida, ferramentas e outras provisões que viriam a ser úteis após sua morte.
MASTABA
Os egípcios comuns eram enterrados no deserto, com seus corpos simplesmente enrolado em tecido e acompanhados por poucos objetos e comida. Cidadãos mais ricos, como artesãos, podiam arcar com os custos da mumificação (a preservação do corpo também era importante para a vida após a morte) e da construção de um túmulo. Nobres e outros egípcios muito ricos eram enterrados em estruturas  chamadas "mastabas" - uma câmara subterrânea embaixo de uma pequena capela na forma de um banco. 
MASTABA DE SAKKARAH

Mas os faraós e suas rainhas mereciam mais. Por volta de 2630 a.C., a partir da estrutura básica da mastaba, o sacerdote Imhotep projetou um complexo mortuário para o faraó Djoser que viria a ser a primeira pirâmide. Empilhando seis mastabas em tamanho decrescente, Imhotep construiu uma pirâmide em degraus. Como as pirâmides mais conhecidas, continha inúmeras salas e passagens, bem como a câmara mortuária do faraó.

PIRÂMIDE DE DEGRAUS DO FARAÓ DJOSER


PIRÂMIDE E SUAS CÂMARAS SECRETAS

      Ao longo dos séculos seguintes, as pirâmides passaram a ser construídas de forma mais simples e padronizada. Materiais menos resistentes levaram a seu desgaste mais rápido e a maior parte se encontra em péssimo estado. Com uma menor disponibilidade de materiais e a evolução teológica da cultura egípcia, as pirâmides foram eventualmente abandonadas e substituídas por templos mortuários como os encontrados na Cidade de Tebas e no Vale dos Reis onde foi descoberta, por exemplo, a famosa tumba do faraó Tutancamon.
TUMBA DE TUTANKAMON
SESSÕES DA TUMBA DE TUTANKAMON


    As maiores pirâmides egípcias são conhecidas pelo nome de Pirâmides de Gizé porque estão perto da cidade deste nome, localizada às margens do Rio Nilo e nas proximidades das ruínas de Mênfis. Esses monumentos levaram a denominação dos mais notáveis reis da quarta dinastia: Khufu (Queóps), Krafe (Quéfren) e Menkaura (Miquerinos).
    A pirâmide de Quéops excede as outras em tamanho e maravilhas. De acordo com o historiador grego Heródoto, a sua construção teve início cerca de 4 mil anos antes de Cristo e exigiu pelo menos 30 anos de trabalho, no qual foram empregados cerca de mil operários e 2,3 milhões de blocos de pedra. A sua altura é de 148, 2 metros (equivalente a um prédio de 49 andares) e o lado da base mede 232, 8 metros. Nas paredes há uma série de pinturas que representam esse rei em várias ocupações: comendo, conduzindo bois etc.
   As dimensões das duas pirâmides que são vizinhas à de Quéops são menores: a de Quéfren tem 143,5 metros de altura e a de Miquerinos, 66 metros.



Gizé - Pirâmides de Qeóps, Khafre e Miquerinos (da esq. para a dir.)



       Mapa Planalto de Gizé
 Legenda:
1 - Grande Pirâmide de Cheops (Khufu);
2 - Pirâmide da Filha de Cheops;
3 - Túmulo de Hetepheres;
4 - Buracos de Barcos (boat pits);
5 - Boat Museum;
6 - Pirâmide de Khafre;
7 - Templo Mortuário de Khafre;
8 - Passagem do Templo do Vale;
9 - Grande Esfinge;
10 - Templo da Esfinge;
11 - Templo do Vale de Khafre;
12 - Pirâmide de Miquerinos (Menkaure);
13 - Templo Mortuário de Miquerinos;
14 - Passagem de Miquerinos;
15 - Templo do Vale de Miquerinos;
16 - Pirâmides das Rainhas;
17 - Túmulo de Khentkaus;

     E os alunos do 6° ano da Escola Municipal Isabel Figueroa Bréfere mostraram sua criatividade criando sua visões das pirâmides do Egito:






HISTÓRIA - Grécia - Mitologia Grega





Introdução
Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.
Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.
 Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,  políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega. 
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos: Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas: seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
Sátiros: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros: corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
Sereias: mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
Górgonas: mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimera: mistura de leão e cabra que soltava fogo pelas ventas.

Deuses gregos
De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos.
Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.


Conheça os principais deuses gregos :

Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares. 
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Artemis - deusa da caça e da vida selvagem.
Ares - divindade da guerra.
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atena.
Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o tempo.
Hermes - mensageiro dos deuses, representava o comércio e as comunicações.
Hefesto - divindade do fogo e do trabalho.




ATIVIDADE
Escolha um dos personagens mitológicos apresentados acima e escreva sobre ele.Pesquise diversas fontes e conte sua história. Neste trabalho você deve colocar as origens, poderes, batalhas vencidas ou perdidas, lendas etc, ou seja, tudo o que você achar de interessante sobre a opção escolhida.
Quem desejar fazer impresso, ou escrito à mão, não tem problemas.
Bom trabalho!

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