Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens

Microrganismos - Experimento

      Os alunos do 7° ano da Escola Estadual Prof. Leontina Silva Busch desenvolveram um experimento para "caçar" os microrganismos. Em grupos, os alunos prepararam um meio de cultura, isto é, uma preparação ideal para cultivar e manter os microrganismos vivos. 
       O meio de cultura pode ser sólida, liquida ou gelatinosa e deve conter energia e todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento desses seres vivos. Os alunos preparam um meio gelatinoso, usando gelatina incolor, açúcar e caldo de carne. 
           Preparado o meio de cultura, os alunos esfregaram uma haste flexível de algodão em locais da escola onde acreditavam existir muitos microrganismos e depois passaram levemente sobre a superfície de suas placas com o meio de cultura, fechando com filme plástico.
            O experimento ficou em repouso em local seco e arejado por 5 dias.








          Após coletada as amostras de microrganismos, os recipientes foram fechados com filme plástico e foram colocados em local seco e arejado. Assim os microrganismos se desenvolveram.



 
 
 






Fonte: Caderno Do Aluno - 7°ano - Governo do Estado de São Paulo.

Microrganismos


Resultado de imagem para Microrganismos

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2nmUpqQ-TQw4V_0aFZg_n77MZD1ncC5IKLtxnH9b1Z5hfmRri2cudSbI3VfHUIcoPSUIkkiX2O3jPbcLkkI1s4HI4wisU2IDwaKQmFxae_ekvYDlQSkMKjDosBqk75Lidh8VFNoEWKD4/s1600/microrganismos-289x300.jpg


    Os Microrganismos são uma forma de vida que não pode ser visualizada sem auxílio de um microscópio. Estes seres diminutos podem ser encontrados no ar, no solo, e, inclusive, no homem.Com relação ao seu contato com o homem, este pode ocorrer de forma positiva e indispensável à vida (bactérias nitrificantes) ou bastante negativa, neste caso, os efeitos prejudiciais à saúde, e, até mesmo à vida do homem, se dá pelo contato com Microrganismos patogênicos (causadores de doenças).


Estes seres tão minúsculos não são todos iguais, eles podem ser muito diferentes em tamanho e modo de vida. Contudo, todos têm em comum uma estrutura bastante simples e a impossibilidade de serem vistos sem o uso de microscópio.


O conhecimento deste tipo de vida se deu graças a descobertas ocorridas ao longo de muitos anos. O ápice destas descobertas ocorreu em 1878, quando Pasteur apresentou a "Teoria dos Germes", a partir daí, deu-se início a chamada Era Bacteriológica.


As pesquisas de Pasteur foram acompanhadas por um grande número de cientistas e médicos. Alguns deles, impressionados pelas descobertas, promoveram mudanças bastante significativas em seus métodos de trabalho.


 Além dos Microrganismos já identificados e classificados (bactérias, fungos, parasitas), havia uma outra categoria que só pôde ser observada após a invenção do microscópio eletrônico. Tratava-se de um ser de estrutura organizacional bastante simples e de existência já presumida: o vírus.

Resultado de imagem para Microrganismoshttps://cptstatic.s3.amazonaws.com/imagens/enviadas/materias/materia11273/microrganismos-alimentos-cursos-cpt.jpg

Importância da invenção do microscópio


 Somente após a invenção do microscópio, foi possível identificar uma grande variedade de seres vivos. A partir daí, eles passaram a fazer parte da classificação dos seres vivos em reinos. 


Eles compõem o Reino Monera (seres unicelulares como bactérias e algas azuis), Protista (seres unicelulares como protozoários e algas eucariontes) e Fungi ( seres uni ou pluricelulares como fungos elementares e fungos superiores).





Fonte:http://www.todabiologia.com/microbiologia/microorganismos.htm

QUÍMICA - Fermentação

A Fermentação

        Uma mudança química em matéria animal e vegetal provocada por leveduras microscópicas, bactérias, ou mofos é  chamada de fermentação. Exemplos de fermentação são o azedamento de leite, o crescimento da massa de pão, e a conversão de açúcares e amidos em álcool. Muitas substâncias químicas industriais e vários antibióticos usados em medicamentos modernos são produzidos através de fermentação sob condições controladas.

        O resultado da fermentação é que uma substância seja  quebrada em compostos mais simples. Em alguns casos a fermentação é usada para modificar um material cuja modificação seria difícil ou muito cara se métodos químicos convencionais fossem escolhidos. A fermentação é sempre iniciada por enzimas formadas nas celas dos organismos vivos. Uma enzima é um catalisador natural que provoca uma mudança química sem ser afetado por isto. 
  
       A levedura comum é um fungo composto de minúsculas células tipo vegetais similares às bactérias. Suas enzimas invertase e zimase quebram  açúcar em álcool e gás carbônico. Elas crescem o pão e transformam suco de uva em vinho. Bactérias azedam o leite produzindo ácidos láctico e buturico. Células do corpo humano produzem enzimas digestivas, como pepsina e renina que transformam comida em uma forma solúvel. 
  
       Os produtos de fermentação foram usados desde a antiguidade. Habitantes das cavernas descobriram que a carne envelhecida tem um sabor mais agradável que a carne fresca. Vinho, cerveja, e pão são tão velhos quanto a agricultura. Queijo, que envolve a fermentação de leite ou creme é outra comida muito antiga. O valor medicinal de produtos fermentados é conhecido de há muito tempo. Os chineses usavam coalho de feijão-soja mofado para curar infecções de pele há 3.000 anos atrás. Os índios da America Central  tratavam feridas infetadas com fungos. 
  
 A verdadeira causa de fermentação, porém, não era compreendida até o século XIX. O cientista francês Louis Pasteur, enquanto estudando problemas dos cervejeiros e vinicultores da França, encontrou que um tipo de levedura produz vinho bom, mas um segundo tipo torna-o azedo. Esta descoberta conduziu à teoria da origem de doenças de Pasteur . 
  
        A química das fermentações é uma ciência nova que ainda está em suas fases mais iniciais. É a base de processos industriais que convertem matérias-primas como grãos, açúcares, e subprodutos industriais em muitos produtos sintéticos diferentes. Cepas cuidadosamente selecionadas de mofos, leveduras e bactérias, e são usadas. 
  
        A Penicilina é um antibiótico que destrói muitas bactérias causadoras de doenças. É derivado de um mofo que cresce em uma mistura fermentativa de substâncias cuidadosamente selecionadas para este propósito. A Penicilina industrial e muitos outros antibióticos se tornaram uma área muito importante da indústria farmaceutica.


        O Ácido cítrico é uma das muitas substâncias químicas produzidas por microorganismos. É usado em limpadores de metal e como um preservativo e agente de sabor em alimentos. O Ácido cítrico é responsável pelo sabor azedo de frutas cítricas. Poderia ser obtido delas, mas necessitaria muitos milhares de frutos para produzir a quantia de ácido cítrico atualmente feita pela fermentação de melado com o mofo Aspergillus niger. 
  
        Um produto de fermentação, Terramicina, é adicionado a rações animais para acelerar o crescimento dos animais e os proteger de doenças. Certas vitaminas são feitas através de fermentação de mofos; e as próprias enzimas, extraídas de vários microorganismos, têm muitos usos na fabricação de alimentos e medicamentos.

 
Extraído da Enciclopédia Interativa Compton, Compton’s NewMedia, Inc.
FONTE: http://penta.ufrgs.br/~julio/pao/aferment.htm

Astronomia - Lua, Super Lua, Eclipse e Lua de sangue.



         Superlua e eclipse total ocorrem ao mesmo tempo na noite deste domingo

   Eclipse poderá ser observado durante mais de uma hora a partir de 23h11. Lua estará em seu ponto mais próximo da Terra.

        Em seu ponto mais próximo da Terra, a Lua, que estará grande e luminosa, se vestirá de vermelho no final deste domingo (27) em um eclipse total, um fenômeno magnífico que só voltará a acontecer em 2033. "As condições convergem para que seja um eclipse espetacular", garantiu o astrônomo Pascal Descamps, do Observatório de Paris, à agência AFP.

       O eclipse total da Lua poderá ser observado durante mais de uma hora, por volta das 23h11 até 0h23 (horário de Brasília), do continente americano até o Oriente Médio. Segundo o astônomo Cassio Barbosa, autor do blog Observatório, o Brasil estará em situação privilegiada para acompanhar o evento.

     A Lua não produz luz própria, aproveitando a que recebe do Sol. No domingo, o astro estará alinhado com o Sol e a Terra.

    "Teremos um eclipse total porque a sombra da Terra engolirá toda a Lua", explicou à AFP Pascal Descamps. "A circunferência de sombra da Terra mede aproximadamente três vezes o tamanho aparente de nosso satélite", afirmou, podendo absorver a totalidade da Lua.

     A Lua vai desaparecer do nosso campo de visão, privada dos raios solares, e reaparecerá pintada de vermelha - por isso, também é conhecida como "lua sangrenta" ou lua de sangue.

   O vermelho se deve a um fenômeno luminoso. É pela refração dos raios solares que atravessam a atmosfera , com exceção dos vermelhos. Estes últimos sofrerão outro fenômeno: a atmosfera os desviará e iluminarão a superfície lunar.


fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/09/superlua-e-eclipse-total-ocorrem-ao-mesmo-tempo-na-noite-deste-domingo.html

Química - Matéria

A matéria e suas propriedades

A Química é a ciência que estuda a constituição da matéria, sua estrutura interna, as relações entre os diversos tipos de materiais encontrados na natureza, além de determinar suas propriedades, sejam elas físicas – como, por exemplo, cor, ponto de fusão, densidade, etc. – ou químicas, que são as transformações de uma substância em outra.

Matéria, Corpo e Objeto

Chamamos matéria a tudo que tem massa, ocupa lugar no espaço e pode, portanto, de alguma forma, ser medido. Por exemplo: madeira, alumínio, ferro, ar, etc.

Corpo é uma porção limitada da matéria e objeto é um corpo fabricado para um determinado fim.


O bloco de parafina é um corpo
 
A vela é um objeto

Resumindo, podemos dizer que o ferro é matéria, uma barra de ferro é um corpo e um portão de ferro é um objeto.

Propriedades Gerais da Matéria
São comuns a toda e qualquer espécie de matéria, independentemente da substância de que ela é feita. As principais são: massa, extensão, impenetrabilidade, divisibilidade, compressibilidade e elasticidade.

Massa

A massa é uma propriedade dos corpos relacionada à quantidade de matéria que o corpo possui.
Ela é uma grandeza que pode ser medida. A medida padrão utilizada para medir a massa é oquilograma (kg), segundo o sistema internacional de Unidades (SI). O grama (g) é uma unidade de massa derivada do quilograma, e é empregado na medida de pequenas quantidades de massa.
A balança é o instrumento utilizado para medir a massa.

   Balança de pratos  
 
Balança eletrônica

Volume

O volume é uma grandeza que indica o espaço ocupado por uma determinada quantidade de matéria.
No sistema internacional (SI), a unidade que mede o volume é o metro cúbico (m3). Também é comum a utilização do litro ou do mililitro (mL) na medida de volume. O leite, o refrigerante e muitos outros líquidos podem ser medidos usando-se o litro como unidade de medida.

O decímetro cúbico e o litro
O decímetro cúbico (dm3) é o volume de um cubo cuja aresta meça 1 dm (um decímetro), ou seja, 10 cm. Essa unidade é equivalente ao litro (L)
1 dm3 = 1L

O centímetro cúbico e o mililitro
O centímetro cúbico (cm3) é o volume de um cubo cuja aresta meça 1 cm. Agora acompanhe o raciocínio: Um decímetro cúbico corresponde a mil centímetros cúbicos (1 dm3) = (1000 cm3). O mililitro (mL) é a milésima parte do litro e, assim, um litro corresponde a mil mililitros (1L = 1000 mL).
Como um décimo cúbico equivale a um litro, podemos, então afirmar que:

1 dm3 = 1L = 1.000 cm3 = 1000 ml

Assim, decorre que: 1cm3 = 1 ml
Extensão: Propriedade que a matéria tem de ocupar um lugar no espaço. O volume mede a extensão de um corpo.



Para medir o volume do peixe pode-se colocar água num copo graduado e, em seguida, mergulhar o peixe lá dentro, como se vê na figura. A diferença de volume visto pela graduação do copo é o volume ocupado pelo peixe. Pode-se fazer isso com qualquer objeto que deseja-se conhecer o volume.

                   Inércia

Propriedade que a matéria tem em permanecer na situação em que se encontra, seja em movimento, seja em repouso. Quanto maior for a massa de um corpo, mais difícil alterar seu movimento, e maior a inércia. A massa mede a inércia de um corpo.


Impenetrabilidade

Dois corpos não podem ocupar, simultaneamente o mesmo lugar no espaço.

O ar é uma matéria que ocupa espaço e que não deixa a água entrar molhando o papel.


Compressibilidade

Propriedade da matéria que consiste em ter volume reduzido quando submetida a determinada pressão.


Ao puxar o êmbolo, o interior da seringa é preenchido pelo ar. Quando o êmbolo é empurrado, o ar em seu interior é comprimido, pois sua saída da seringa foi obstruída pelo dedo.

Elasticidade

 
Propriedade que a matéria tem de retornar seu volume inicial - após cessada a força que causa a compressão.

O êmbolo está sendo empurrado para a saída de ar da seringa, mas essa saída é obstruida pelo dedo. O êmbolo, ao ser liberado da força a que era submetido, retorna à posição inicial na seringa, e isso mostra a elasticidade do ar.


Divisibilidade

Propriedade que a matéria tem se reduzir-se em partículas extremamente pequenas.


Indestrutibilidade

A matéria não pode ser criada nem destruída, apenas transformada.


 Propriedades Específicas da Matéria

Existem propriedades que são características de algumas matérias. Por exemplo, o ouro apresenta propriedades que o ferro não possui. Ele e o ferro apresentam propriedades que a água não tem. Já a água apresenta propriedades não encontradas no oxigênio, e assim por diante. Isso ocorre porque as substâncias ouro, ferro, água, oxigênio etc. são diferentes entre si.
As propriedades específicas nos permite distinguir uma substância de outra. Dentre as propriedades específicas, podemos citar:
  • Propriedades físicas: ponto de fusão, ponto de ebulição, densidade.
  • Propriedades organolépticas: São as propriedades percebidas pelos sentidosSão elas: odor, sabor, cor, brilho, etc.
  • Propriedades químicas: reações químicas.

Cor 

Diferentes materiais apresentam diferentes cores.

Barra de ouro
 
Moedas de prata


Dureza
É definida pela resistência que a superfície oferece quando riscada por outro material. A substância mais dura que se conhece é o diamante, usado para cortar e riscar materiais como o vidro.

O quadro é mais duro que o giz, pois ele risca o giz que é desgastado.


Brilho
É a propriedade que faz com que os corpos reflitam a luz de modo diferente.

 

 Maleabilidade

Propriedade que permite à matéria ser moldada. Existem materiais maleáveis e não-maleáveis.


Ductilidade

Propriedade que permite transformar materiais em fios. Um exemplo é o cobre, usado em forma de fios em instalações elétricas e o ferro na fabricação de arames.



Magnetismo

Algumas substâncias têm a propriedade de serem atraídas por ímãs, são as substâncias magnéticas.

Densidade

É também chamada de massa específica de uma substância, é a razão (d) entre a massa dessa substância e o volume por ela ocupado.
Com uma balança podemos determinar a massa de pedaços de cortiça de volume conhecido. Assim, por exemplo, determina-se experimentalmente que (para a variedade de cortiça utilizada):
  • 1 cm3 de cortiça tem massa 0,32 g;
  • 2 cm3 de cortiça têm massa 0,64 g;
  • 100 cm3 de cortiça têm massa 32 g;
  • 1.000 cm3 de cortiça têm massa 320 g.
Analogamente, pode-se determinar a massa de pedaços de chumbo de volume conhecido. Chega-se, por exemplo, a que:
  • 1 cm3 de chumbo tem massa 11,3 g;
  • 2 cm3de chumbo têm massa 22,6 g;
  • 100 cm3 de chumbo têm massa 1.130 g;
  • 1.000 cm3 de chumbo têm massa 11.300 g.

Percebeu alguma regularidade?

A massa e o volume da cortiça são diretamente proporcionais. Quando o volume aumenta, a massa aumenta na mesma proporção. Matematicamente, podemos dizer que a razão (divisão) entre a massa e o volume de um pedaço de cortiça fornece resultado constante. O mesmo se pode afirmar para o chumbo.
O conceito da densidade

A razão entre a massa e o volume para a cortiça é:

O resultado obtido (0,32g/cm3) é a densidade da cortiça, grandeza que nos informa o quanto de massa existe em um certo volume. Um volume de 1cm3 de cortiça tem massa 0,32 g, um volume de 2 cm3 tem massa de 0,64g e assim por diante.

Para o chumbo, temos:

A densidade do chumbo (11,3 g/cm3) é, portanto, diferente da densidade da cortiça. Um centímetro cúbico de chumbo tem maior massa que um centímetro cúbico de cortiça.
Vamos definir de modo mais geral.
Em palavras: A densidade de um objeto ou de uma amostra de certo material ou substância é o resultado da divisão da sua massa pelo seu volume.

Em equação:    

A unidade da densidade é composta por uma unidade de massa dividida por uma unidade de volume. Assim, podemos expressá-la, por exemplo, em g/cm3, g/L, kg/L etc.




fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Oitava_quimica/materia8.php

TRABALHO DE CIÊNCIAS - 7°ANO

      

          Ah êee galera! Vamos agitar este começo de ano.
     
       Preparei para vocês uma atividade sobre o Universo, nosso tema de estudo neste bimestre. abaixo estão as instruções para a realização do trabalho.
  • Trabalho escrito com letra legível e caprichada em folha de almaço.
  • Na primeira folha produzir uma ilustração como capa, colocar nome e ano.
  • Leia as perguntas, pesquise as respostas e escreva-as na folha: perguntas e respostas.
1) Qual a composição de astros do Sistema Solar?
2) Explique por que Plutão é considerado um planeta anão.
3) O planeta Terra realiza movimentos. Fale sobre eles e como eles acontecem.
4) O que são as estações do ano?
5) Explique sobre as estrelas cadentes.
6) A ciência acredita que existe outros planetas. Qual a mais nova descoberta da ciência com relação a novos planetas?

Técnicas de conservação de alimentos - Compotas

Porque num mundo moderno, prático esquecemos as mais básicas práticas de conservação de alimentos?
Essas práticas surgiram quase que com a humanidade, para garantir o processo da vida. Primeiro foi o sol, depois o sal e credita-se aos árabes, mas especificamente aos mesopotâmios a origem das conservas de frutas. Eram compotas, geleias, doces em barras, frutas cristalizadas que eram utilizadas para fins medicinais. Foram os árabes os introdutores do açúcar tanto na farmacopeia quanto na cozinha.
Na Europa essa arte foi introduzida pelos Cruzados, e o método tradicional de preparação dessas delícias pouco se alterou por séculos, continuando a ser simples e rápido. Quem não fica com água na boca quando sente o cheirinho das frutas cozinhando misturadas ao açúcar?

O primeiro texto conhecido aparentando uma compota – marmelos confeitados no mel, remonta aos primórdios da nossa Era, figurando num dos 37 volumes da História Natural de Plínio, o antigo, autor romano do século 1. Pouca gente sabe que cientistas e personagens importantes da nossa História se envolveram nesse tema pesquisando e praticando técnicas que são utilizadas até hoje. Temos um manuscrito batizado de “Notas de Cucina” de Leonardo da Vinci, com 80 receitas (a maioria salgada, já que o açúcar era pouco presente na dieta européia daquela época).
Mas a primeira obra publicada “Traité des Fardements et des Confitures” que aborda a arte e a maneira de fazer compotas e geleias vem do século 16, assinada pelo médico, astrólogo e praticante da alquimia Michel de Nostre-Dame, mais conhecido por Nostradamus. Sua receita de geleia de marmelo valeu-lhe elogios do anúncio papal de Avignon, pela sua doçura celestial.
As conservas em Portugal eram feitas de forma caseira pelas mulheres, servindo de sustento às famílias, mas há também o envolvimento dos homens, os chamados conserveiros, confeiteiros e alfoeleyros (fabricantes de alféloas, um doce de calda de açúcar ou de melado em ponto). Foram, porém, os conventos e recolhimentos femininos que expandiram a arte da doçaria e conservaria, a partir do século 17. Essa tradição doceira marcou a culinária portuguesa até os dias de hoje, conferindo-lhe identidade, como as queijadas de Sintra, os ovos moles de Aveiro entre outros, receitas transmitidas de geração em geração.
Com a expansão da produção do açúcar, o doce tornou-se mais popular, mas ainda em ocasiões comemorativas ou no encerramento de uma boa refeição. Depois invadiu o horário dos lanches e passou a ser considerado um mimo, um presente, ofertado como sinal de apreço. Vasco da Gama oferecia conservas da Ilha da Madeira, famosas por seu diferencial utilizando especiarias. Logo se alastrou pela sociedade, conquistando vários significados: status, amor, festa ou sociabilidade.
Para nós que temos a saúde e a sustentabilidade como meta é fundamental buscar a sabedoria desses alquimistas, pois os alimentos orgânicos são sazonais obedecem a safras e estações do ano. Conservá-los, portanto garante melhor aproveitamento do produto e também tê-los à nossa disposição durante todo o ano.
Conservas, geleias e compotas são opções criativas como petiscos, além disso, dão um toque especial no sabor tanto de pratos salgados como doces. Elas serão nossas companheiras e uma arma eficaz na conservação dos alimentos mais puros, como era antigamente. Com elas poderemos usufruir das frutas, verduras, legumes e grãos durante todo o ano, sem sofrer as conseqüências dos agrotóxicos, sementes transgênicas, conservantes e outros aditivos químicos.
Segundo Maria Lucia Gomensoro, autora do Pequeno Dicionário de Gastronomia (Editora Objetiva), nos diz: “Compota é um doce feito com frutas, frescas ou secas, inteiras ou em pedaço, cozidas em uma calda de água e açúcar, de ponto grosso normalmente. Pode ser aromatizada com especiarias ou bebida alcoólica, como brandy ou licor. As conservas, em geral, são salgadas”.
Vamos nos embrenhar neste mundo de delicadezas, dedicação e delícias, experimentar as dicas e receitas de compotas, geleias e conservas, com a vantagem da sua durabilidade e pureza, que facilitam muito nosso dia a dia.
Estamos na época dos morangos orgânicos, que delícia, pena que logo acaba!
Vamos aproveitar e fazer uma deliciosa Geleia de Morango:

Geleia de Morango

Ingredientes:
  • 10 xícaras de chá de morango orgânico
  • 08 xícaras de chá de açúcar cristal orgânico
  • Suco de 01 limão orgânico
Modo de Preparar:
Lave e retire os cabos, coloque no escorredor. Amasse com o garfo e meça em xícaras, junte o açúcar orgânico, limão e leve ao fogo. Mexa no início, depois pare para não formar muita espuma. Deixe até formar ponto de geleia. Retire a espuma, acondicione em frascos, retire o ar, tampe e pasteurize.
Envasamento e a Pasteurização
  • Esterilize os vidros e as tampas em água fervendo.
  • Coloque rapidamente a geleia ainda quente até 1 cm da borda. Passe uma espátula ou uma faca em volta retirando o ar, você vai perceber umas bolhas subindo quando pararem de subir está concluído.
  • Limpe as bordas com um pano limpo. Cubra os vidros cheios com uma toalha limpa para protegê-los contra poeira.
  • Não sacuda os vidros e nem mexa muito com eles, isso quebra a geléia e incorpora ar na mesma, prejudicando a textura e a aparência.
  • Os vidros estarão prontos para serem armazenados e fechados assim que a geléia estiver fria e consistente. Tampe, vede bem, coloque os vidros em uma panela com água fria o suficiente para envolver 3/4 da altura dos vidros, leve ao fogo e ferva por meia hora. Deixe esfriar na água e rotule. Guarde em lugar fresco e seco.
  • Depois de abertos, guarde na geladeira.
Usos Gastronômicos
Sobre fatias de pão, torradas ou bolachas no café da manhã ou no lanche;
Recheio de bolos, rocamboles ou outros doces;
Cobertura de tortas.
Misturadas àquele iogurte do artigo dos Industrializados ou ao sorvete.
Variações: Faça com outras frutas da época.

Antepasto de berinjela com nozes

Ingredientes:
  • 4 berinjelas Orgânicas grandes
  • 2 pimentões vermelhos Orgânicos cortados em tiras
  • 1 cebola Orgânica picada
  • 4 dentes de alho Orgânicos picados e espremidos
  • Azeite Extra Virgem
  • Pimenta vermelha
  • 1/2 kg de uvas passa branca
  • 1/2 kg de nozes picadas
  • 3 colheres (sopa) de orégano
  • Sal Marinho
  • Louro
  • Vinagre de maçã
Modo de Preparar:
Em uma panela ferva as berinjelas cortadas em tiras sem casca com água, temperada com sal, louro e vinagre. Escorra a água e esprema.
Junte os pimentões e cozinhe. Junte os outros ingredientes e mexa bem.
Regue com bastante azeite e leve ao forno para assar.
Envasamento e a Pasteurização: proceda da mesma forma que a geléia de morango.
Usos Gastronômicos
Sobre fatias de pão, torradas ou bolachas acompanhando os lanches;
Fica muito bom no macarrão;
Sirva como entrada.
Variações: abobrinha, pimentão com alho poro.
Geléias, conservas e compotas, delicadas e deliciosas, plenas do sentimento de quem as prepara, são ótimas opções de alimento. Faça delas seu hobby, sua maneira de enviar bons pensamentos e bons presságios a quem você ama. Crie, decore e presenteie. Quem receber vai sentir seu afeto. Um presente personalizado que agrada os olhos, desperta o paladar, aquece o coração e materializa o carinho.
fonte: http://www.coletivoverde.com.br/compotas-geleias/

Reino dos Fungos

Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu. É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas por praticamente qualquer tipo de ambiente.

Características gerais apresentadas pelos fungos:

- Se desenvolvem, principalmente, em locais com grande presença de material orgânico e umidade. A ausência de luminosidade também facilita o desenvolvimento dos fungos.

- Podem ser pluricelulares (compostos por mais de uma célula) ou unicelulares (composto por apenas uma célula). Os fungos pluricelulares, que são a maioria, possuem o talo que é denominado micélio. Este micélio é composto por filamentos (hifas).

- Os fungos não possuem clorofila.

- A nutrição dos fungos é heterotrófica, ou seja, os nutrientes que necessitam para viver são obtidos através de matéria orgânica. Porém, os fungos não ingerem as matérias orgânicas, mas obtém seus nutrientes através de um processo de absorção. A digestão ocorre fora do corpo, ou seja, eles liberam enzimas que digerem a matéria orgânica e só depois deste processo os nutrientes são absorvidos.

- Podem se reproduzir de forma sexuada ou assexuada.

- A reprodução através de esporos também é muito comum em várias espécies de fungos.

- Possuem a capacidade de armazenar material reserva que, assim como muitos animais, é o glicogênio.


Fungos Unicelulares

À primeira vista, parece que todo o fungo é macroscópico. Existem, porém, fungos microscópicos, unicelulares. Entre estes, pode ser citado o Saccharomyces cerevisiae. Esse fungo é utilizado para a fabricação de pão, cachaça, cerveja etc., graças à fermentação que ele realiza.



Saccharomyces: fungos unicelulares. Note que os pequenos brotos são novos indivíduos que estão sendo formados por reprodução assexuada.

Fungos Pluricelulares

Os fungos pluricelulares possuem uma característica morfológica que os diferencia dos demais seres vivos. Seu corpo é constituído por dois componentes: o corpo de frutificação é responsável pela reprodução do fungo, por meio de células reprodutoras especiais, os esporos, e o micélio é constituído por uma trama de filamentos, onde cada filamento é chamado de hifa.

Na maioria dos fungos, a parede celular é complexa e constituída de quitina, a mesma substância encontrada no esqueleto dos artrópodes.


O carboidrato de reserva energética da maioria dos fungos é o glicogênio, do mesmo modo que acontece com os animais.

Tipos de Hifas

Dependendo do grupo de fungos, as hifas podem apresentar diferentes tipos de organização. Nas hifas cenocíticas, presentes em fungos simples, o fio é contínuo e o citoplasma contém numerosos núcleos nele inserido. 

Fungos mais complexos, possuem hifas septadas, isto é, há paredes divisórias (septos) que separam o filamento internamente em segmentos mais ou menos parecidos. Em cada septo há poros que permitem o livre trânsito de material citoplasmático de um compartimento a outro. Pelos poros das hifas septadas ocorre trânsito de citoplasma e de núcleos de uma célula para outra. Nos fungos, os núcleos são haploides.



Nutrição dos Fungos 

Fungos crescem melhor em habitats úmidos e escuros, porém são encontrados universalmente onde quer que exista matéria orgânica disponível. Eles necessitam de umidade para crescer e podem obter água da atmosfera, bem como do meio sobre o qual vivem. Quando o ambiente torna-se muito seco, os fungos sobrevivem entrando num estado de repouso ou produzindo esporos, que são resistentes à aridez. Embora o pH ótimo para a maioria das espécies seja ± 5,6, alguns fungos podem tolerar e crescer em ambientes onde o pH varia de 2 a 9. Muitos fungos são menos sensíveis à altas pressões osmóticas que as bactérias, e podem crescer em soluções de sais concentradas ou soluções de açúcares, que inibem ou previnem o crescimento bacteriano. Os fungos também crescem num amplo intervalo de temperatura. 

Os fungos não possuem clorofila, como nas plantas, por isso não podem realizar fotossíntese, e consequentemente, não produzem seu próprio alimento. Eles soltam ao seu redor uma substância chamada exoenzima, que é praticamente igual à uma enzima digestiva. Essas enzimas digerem moléculas orgânicas do ambiente, e então o fungo absorve o seu alimento que foi digerido pelas exoenzimas. 


Existem dois nichos ecológicos para os fungos: decompositores e parasitas. A diferença entre os dois é que os parasitas se fixam em organismos vivos, enquanto os decompositores se fixam em organismos mortos. Os parasitas ainda podem serinsectívoros ou helmintívoros, respectivamente, comedores de insetos ou minhocas. O primeiro, libera uma substância pegajosa à sua volta, onde moscas e pequenos insetos ficam presos e são digeridos pelas exoenzimas. O segundo, o fungo libera substâncias tranquilizantes que imobilizam as minhocas. 


Reprodução nos fungos

Reprodução Assexuada

Fragmentação

A maneira mais simples de um fungo filamentoso se reproduzir assexuadamente é por fragmentação: um micélio se fragmenta originando novos micélios.

Brotamento

Leveduras como Saccharomyces cerevisae se reproduzem por brotamento ou gemulação. Os brotos (gêmulas) normalmente se separam do genitor mas, eventualmente, podem permanecer grudados, formando cadeias de células.

Esporulação

Nos fungos terrestres, os corpos de frutificação produzem, por mitose, células abundantes, leves, que são espalhadas pelo meio. Cada células dessas, um esporo conhecido como conidiósporo (do grego, kónis = poeira), ao cair em um material apropriado, é capaz de gerar sozinha um novo mofo, bolor etc.

Para a produção desse tipo de esporo a ponta de uma hifa destaca-se do substrato e, repentinamente, produz centenas de conidiósporos, que permanecem unidos até serem liberados. É o que acontece com o fungo penicillium, que assim foi chamado devido ao fato de a estrutura produtora de esporos - o conídio - se assemelhar a um pincel.

Micografia eletrônica de varredura mostrando o corpo de frutificação do Penicillium sp. frequente bolor encontrado em frutas. Os pequenos e leves esporos esféricos (conidiósporos) brotam de conídios que surgem na extremidade de uma hifa especializada, o conidióforo. 
Laranja contaminada com Penicillium sp , vista a olho nú.













Em certos fungos aquáticos, os esporos são dotados de flagelos, uma adaptação à dispersão em meio líquido. Por serem móveis e nadarem ativamente, esses esporos são chamados zoósporos.


Reprodução Sexuada

No ciclo reprodutivo de alguns fungos aquáticos, há a produção de gametas flagelados, que se fundem e geram zigotos que produzirão novos indivíduos. Nos fungos terrestres, existe um ciclo de reprodução no qual há produção de esporos por meiose. Desenvolvendo-se, esses esporos geram hifas haploides que posteriormente se fundem e geram novas hifas diploides, dentro dos quais ocorrerão novas meioses para a produção de mais esporos meióticos. A alternância de meiose e fusão de hifas (que se comportam como gametas) caracteriza o processo como sexuado.

De modo geral, a reprodução sexuada dos fungos se inicia com a fusão de hifas haploides, caracterizando aplasmogamia (fusão de citoplasmas). Os núcleos haploides geneticamente diferentes, provenientes de cada hifa parental, permanecem separados (fase heterocariótica, n + n).

Posteriormente, a fusão nuclear (cariogamia) gera núcleos diploides que, dividindo-se por meiose, produzem esporos haploides. Esporos formados por meiose são considerados sexuados (pela variedade decorrente do processo meiótico).


Classificação dos Fungos

Classificar fungos não é tarefa fácil. Trata-se de um grupo muito antigo (mais de 540 milhões de anos) e existem muitas dúvidas a respeito de sua origem e evolução.

Os quitridiomicetos, constituídos por cerca de 790 espécies, são os prováveis ancestrais dos fungos. Vivem em meio aquático e em solos úmidos próximos a represas, rios e lagos. Vivem da absorção da matéria orgânica que decompõe e, muitas vezes, parasitam algas, protozoários, outros fungos, plantas e animais. Algumas espécies causam considerável prejuízo em plantas de cultivo (alfafa e milho).

Os ascomicetos, com cerca de 32.000 espécies, são os que formam estruturas reprodutivas sexuadas, conhecidas como ascos, dentro das quais são produzidos esporos meióticos, os ascósporos. Incluem diversos tipos de bolores, as trufas, as Morchellas, todos filamentos, e as leveduras (Saccharomyces sp.), que são unicelulares.

Os basidiomicetos, com cerca de 22.000 espécies, são os que produzem estruturas reprodutoras sexuadas, denominadas de basídios, produtores de esporos meióticos, os basidiósporos. O grupo inclui cogumelos, orelhas-de-pau, as ferrugens e os carvões, esses dois últimos causadores de doenças em plantas.

Os zigomicetos, com cerca de 1.000 espécies, são fungos profusamente distribuídos pelo ambiente, podendo atuar como decompositores ou como parasitas de animais. Os mais conhecidos é o Rhizobux stolonifer, bolor que cresce em frutas, pães e doces - seu corpo de frutificação é uma penugem branca que lembra filamentos de algodão, recheados de pontos escuros que representam os esporângios.

Os deuteromicetos, ou fungos conidiais, que já foram conhecidos como fungos imperfeitos, constituem um grupo de fungos que não se enquadra no dos anteriores citados. Em muitos deles, a fase sexuada não é conhecida ou pode ter sido simplesmente perdida ao longo do processo evolutivo. De modo geral, reproduzem-se assexuadamente por meio da produção de conidiósporos. A esse grupo pertencem diversas espécies de Penicillium (entre as quais a que produz penicilina) e Aspergillus (algumas espécies produzem toxinas cancerígenas).

Liquens

A microscopia eletrônica mostra as hifas de fungo entrelaçadas com a alga.
Os liquens são associações simbióticas de mutualismo entre fungos e algas. Os fungos que formam liquens são, em sua grande maioria, ascomicetos (98%), sendo o restante, basidiomicetos. As algas envolvidas nesta associação são as clorofíceas e cianobactérias. Os fungos desta associação recebem o nome de micobionte e a alga, fotobionte, pois é o organismo fotossintetizante da associação.

A natureza dupla do liquen é facilmente demonstrada através do cultivo separado de seus componentes. Na associação, os fungos tomam formas diferentes daquelas que tinha quando isolados, grande parte do corpo do liquen é formado pelo fungo.


Morfologia 

Normalmente existem três tipos de talo:

  • Crostoso: o talo é semelhante a uma crosta e encontra-se fortemente aderido ao substrato.








  • Folioso: o talo é parecido com folhas














  • Fruticoso: o talo é parecido com um arbusto e tem posição ereta.
















Reprodução

Os líquens não apresentam estruturas de reprodução sexuada. O micobionte pode formar conídios,ascósporos ou basidiósporos. As estruturas sexuadas apresentam forma de apotécio. Os esporos formados pelos fungos do líquen germinam quando entram em contato com alguma clorofícea ou cianobactéria.

O fotobionte se reproduz vegetativamente. O liquen pode se reproduzir assexuadamente por sorédios, que são propágulos que contém células de algas e hifas do fungo, e por isídios, que são projeções do talo, parecido com verrugas. O liquen também pode se reproduzir por fragmentação do talo.


Habitat 

Os líquens possuem ampla distribuição e habitam as mais diferentes regiões. Normalmente os líquens são organismos pioneiros em um local, pois sobrevivem em locais de grande estresse ecológico. Podem viver em locais como superfícies de rochas, folhas, no solo, nos troncos de árvores, picos alpinos, etc. Existem líquens que são substratos para outros líquens.

A capacidade do líquen de viver em locais de alto estresse ecológico deve-se a sua alta capacidade de dessecação. Quando um líquen desseca, a fotossíntese é interrompida e ele não sofre pela alta iluminação, escassez de água ou altas temperaturas. Por conta desta baixa na taxa de fotossíntese, os líquens apresentam baixa taxa de crescimento.


Os Fungos e sua Importância

Ecológica

Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos, quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudicando-o ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que ambos se beneficiam. Além desses modos mais comuns de vida, existem alguns grupos de fungos considerados predadores que capturam pequenos animais e deles se alimentam.
Em todos os casos mencionados, os fungos liberam enzimas digestivas para fora de seus corpos. Essas enzimas atuam imediatamente no meio orgânico no qual eles se instalam, degradando-o à moléculas simples, que são absorvidas pelo fungo como uma solução aquosa.



Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da matéria orgânica, propiciando a reciclagem de nutrientes. Juntamente com as bactérias saprófagas, eles compõem o grupos dos organismos decompositores, de grande importância ecológica. No processo da decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao ambiente, podendo ser novamente utilizada por outros organismos.

Apesar desse aspecto positivo da decomposição, os fungos são responsáveis pelo apodrecimento de alimentos, de madeira utilizada em diferentes tipos de construções de tecidos, provocando sérios prejuízos econômicos. Os fungos parasitas provocam doenças em plantas e em animais, inclusive no homem. 

A ferrugem do cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungo; as pequenas manchas negras, indicando necrose em folhas, como a da soja, ilustrada a seguir, são devidas ao ataque por fungos.

Folha da soja com sintomas da ferrugem asiática.


Em muitos casos os fungos parasitas das plantas possuem hifas especializadas - haustórios - que penetram nas células do hospedeiro usando os estomas como porta de entrada para a estrutura vegetal. Das células da planta captam açúcares para a sua alimentação.

Dentre os fungos mutualísticos, existem os que vivem associados a raízes de plantas formando asmicorrizas (mico= fungo; rizas = raízes). Nesses casos os fungos degradam materiais do solo, absorvem esses materiais degradados e os transferem à planta, propiciando-lhe um crescimento sadio. A planta, por sua vez, cede ao fungo certos açucares e aminoácidos de que ele necessita para viver.


Algumas plantas que formam as micorrizas naturalmente são o tomateiro, o morangueiro, a macieira e as gramíneas em geral.

As micorrizas são muito freqüentes também em plantas típicas de ambientes com solo pobre de nutrientes minerais, como os cerrados, no território brasileiro. Nesses casos, elas representam um fator importante de adaptação, melhorando as condições de nutrição da planta.

Certos grupos de fungos podem estabelecer associações mutualísticas com cianobactérias ou com algas verdes, dando origem a organismos denominados líquens. Estes serão discutidos posteriormente.


Econômica

Muito fungos são aeróbios, isto é, realizam a respiração, mas alguns são anaeróbios e realizam afermentação.

Camembert 
Destes últimos, alguns são utilizados no processo de fabricação de bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho, e no processo de preparação do pão. Nesses processos, o fungo utilizado pertence à espécie Saccharomyces cerevisiae, capaz de transformar o açúcar em álcool etílico e CO2 (fermentação alcoólica), na ausência de O2. Na presença de O2 realizam a respiração. Eles são, por isso, chamados de anaeróbios facultativos.

Na fabricação de bebidas alcoólicas o importante é o álcool produzido na fermentação, enquanto, na preparação do pão, é o CO2. Neste último caso, o CO2 que vai sendo formado se acumula no interior da massa, originando pequenas bolhas que tornam o pão poroso e mais leve. 


Roquefort 

O aprisionamento do CO2 na massa só é possível devido ao alto teor de glúten na farinha de trigo, que dá a "liga" do pão. Pães feitos com farinhas pobres em glúten não crescem tanto quanto os feitos com farinha rica em glúten.

Imediatamente antes de ser assado, o teor alcoólico do pão chega a 0,5%; ao assar, esse álcool evapora, dando ao pão um aroma agradável.

Alguns fungos são utilizados na indústria de laticínios, como é o caso do Penicillium camemberti e do Penicillium roqueforte, empregados na fabricação dos queijos Camembert e Roquefort, respectivamente. 

Algumas espécies de fungos são utilizadas diretamente como alimento pelo homem. É o caso da Morchella e da espécie Agaricus brunnescens, o popular cogumelo ou champignon, uma das mais amplamente cultivadas no mundo.

Morchella

Agaricus


Doenças Causadas por Fungos


As micoses que aparecem comumente nos homens são doenças provocadas por fungos. As mais comuns ocorrem na pele, podendo-se manifestar em qualquer parte da superfície do corpo.

São comuns as micoses do couro cabeludo e da barba (ptiríase), das unhas e as que causam as frieiras (pé-de-atleta).

As micoses podem afetar também as mucosas como a da boca. É o caso do sapinho, muito comum em crianças. Essa doença se manifesta por múltiplos pontos brancos na mucosa.

Existem, também, fungos que parasitam o interior do organismo, como é o caso do fungo causador da histoplasmose, doença grave que ataca os pulmões. 


Importância Econômica

Os líquens produzem ácidos que degradam rochas e ajudam na formação do solo, tornando-se organismos pioneiros em diversos ambientes. Esses ácidos também possuem ação citotóxica e antibiótica.

Quando a associação é com uma cianobactéria, os líquens são fixadores de nitrogênio, sendo importantes fontes de nitrogênio para o solo.

Os líquens são extremamente sensíveis à poluição, sobrevivendo de bioindicadores de poluição, podendo indicar a qualidade do ar e até quantidade de metais pesados em áreas industriais.

Algumas espécies são comestíveis, servindo de alimento para muitos animais.














Fontes: 


http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biofungos.php


http://www.todabiologia.com/microbiologia/caracteristicas_fungos.htm




ELEIÇÕES 2026 X ESCOLA LAICA

  As Eleições de 2026 representam um marco decisivo para o futuro socioeconômico e institucional do Brasil.     O pleito impacta diretament...