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QUARENTENA - Dica de Leitura

 Biografia de Jorge Amado reconstitui saga da literatura brasileira ...

10 de agosto – Nascimento de Jorge Amado 

 

     Jorge Amado nasceu no dia 10 de agosto de 1912, um sábado, em Itabuna, no sul do estado da Bahia, a cerca de 426 quilômetros da capital, Salvador. Mudou-se com a família para Ilhéus, onde passaria a infância e teria contato com vivências que marcariam intensamente a sua vida e a literatura, como o mar e o cacau.

   Iniciou na escrita profissional aos catorze anos como repórter nos jornais O ImparcialO Jornal e Diário da Bahia. Na década de 1930 foi estudar direito na Faculdade Nacional de Direito no Rio de Janeiro e conheceu intelectuais como Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, entre outros.

      Estreou na literatura com O país do carnaval (1931), durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945), foi censurado e preso por causa de sua militância política, e eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1945, ano de seu casamento com Zélia Gattai.

     Em 1947, o PCB foi caçado e seus militantes perseguidos e presos. Jorge Amado então teve que se exilar com a família na França e na Tchecoslováquia. De volta ao Brasil, afastou-se da militância e dedicou-se inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

     Autor de clássicos da literatura brasileira como Capitães da AreiaGabriela, Cravo e CanelaTieta do AgresteTenda dos Milagres, entre outros, sua obra foi adaptada para cinema, teatro e televisão. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas e publicados no Brasil pelo Grupo Companhia das Letras desde 2008.

     A obra amadiana foi agraciada com prêmios nacionais e internacionais, entre os quais destacam-se os prêmios Jabuti (1959, 1995) e Camões (1995). Recebeu títulos honorários das ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e Argentina; além dos títulos de doutor honoris causa de universidades do Brasil, Itália, França, Portugal e Israel.

     Jorge Amado morreu no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, no domingo, 6 de agosto de 2001. Foi cremado segundo o seu desejo, e suas cinzas enterradas ao pé de uma mangueira no jardim de sua casa, no mesmo dia em que completaria 89 anos.

     A literatura de Jorge Amado possui grande valor e importância para a educação. A cultura do cacau, a amálgama de crenças e o sincretismo religioso, os terreiros de Candomblé, a desigualdade social e a vivacidade dos excluídos estampada nas ruas de Salvador, as fortes mulheres protagonistas, a miscigenação e o racismo são algumas das peças-chave que compõem seus livros, caracterizados por uma intensa identificação do povo brasileiro com a riqueza cultural brasileira, com a denúncia social e a representação regional. 
Jorge Amado, o mosaico | VEJA

A editora Companhia das Letras, em seu site, tem um espaço para os profissionais da educação. Nestes links abaixo há vários materiais de apoio relacionados ao universo de Jorge Amado.



 https://www.companhiadasletras.com.br/sala_professor/

Volta às Aulas


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Mais um ano letivo se inicia. 
Que seja muito produtivo!

          Todo início de ano escolar é uma festa, para os pais... para muitos alunos também. Rever os colegas e compartilhar os momentos das férias é sempre muito prazeroso, porém estou aqui para lembrar que a ESCOLA é muito mais do que isso.

 Escola é
 ... o lugar que se faz amigos.
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é sobretudo, gente
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.

O Diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”
Nada de conviver com as pessoas e depois,
Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede, Indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade, É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!

Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil! Estudar, trabalhar, crescer, 
Fazer amigos, educar-se, ser feliz.
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.


(Paulo Freire)

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Novos modelos de sala de aula

     Nós professores estamos em constante estudo e aprimoramento. E em uma das minhas pesquisas e leituras, encontrei o texto do professor da USP, José Moram, que publicou na Revista Educatrix um trabalho sobre novos modelos de sala de aula. 
     Sabemos que o mundo está mudando e que é necessário rever os modelos de educação. Então, vou disponibilizar este trabalho para que todos que procuram novas perspectivas para a sala de aula.
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Novos modelos de sala de aula José Moran Professor da USP. Orientador de projetos inovadores na educação
 www2.eca.usp.br/moran 
Publicado na Revista Educatrix, n.7, Editora Moderna, p. 33-37


     "A sala de aula tradicional é asfixiante para todos, principalmente para os mais novos. Está trazendo pressões insuportáveis para todos: Crianças e jovens insatisfeitos, professores estressados e doentes, porque há questões mais profundas que exigem novos projetos pedagógicos. Insistimos num modelo ultrapassado, centralizador, autoritário com professores mal pagos e mal preparados para ensinar um conjunto de assuntos, que os destinatários – os alunos – não valorizam. Se não mudarmos o rumo rapidamente, caminhamos para tornar a escola pouco interessante, relevante, só certificadora.       Não basta aumentar o número de horas na escola (período integral) se mantivermos uma estrutura fragmentada de ensinar cada assunto, matéria, área de conhecimento. Quando insistimos em melhorar os processos sem mudar o modelo convencional, ele não nos serve para um mundo que exige pessoas muito mais competentes em lidar com a mudança, com a complexidade, com a convivência em projetos diferentes e com pessoas de culturas e formações diferentes. A escola padronizada, que ensina e avalia a todos de forma igual e exige resultados previsíveis, ignora que a sociedade do conhecimento é baseada em competências cognitivas, pessoais e sociais, que não se adquirem da forma convencional e que exigem proatividade, colaboração, personalização e visão empreendedora.       A sala de aula se amplia, dilui, mistura com muitas outras salas e espaços físicos, digitais e virtuais, tornando possível que o mundo seja uma sala de aula, que qualquer lugar seja um lugar de ensinar e de aprender, que em qualquer tempo possamos aprender e ensinar, que todos possam ser aprendizes e mestres, simultaneamente, dependendo da situação, que cada um possa desenvolver seu ambiente pessoal de aprendizagem (PLE) compartilhando-o com outros e neste compartilhamento, enriquecendo-se mutuamente. Este novo cenário pressiona o conceito de sala de aula tradicional. Não é necessário ir sempre a um mesmo lugar para aprender, não precisamos estar sempre com um especialista para aprender, e mesmo quando estamos num espaço convencional como a sala de aula, podemos modificar o que acontece nela: a utilização do espaço de diversas formas, a diversificação de atividades (individuais, grupais e coletivas), as analógicas e as digitais, as de profunda interação física e as de profunda interação virtual. 
     É impossível hoje falar das diferentes salas de aula porque o que está mudando é o mundo, o acesso e compartilhamento de informações e construção individual e coletiva do conhecimento. Se mudamos como aprendemos a sala de aula, esta nunca será mais a mesma (mesmo quando não muda de lugar).
    As escolas que nos mostram novos caminhos estão mudando o modelo disciplinar por modelos mais centrados em aprender ativamente com problemas, desafios relevantes, jogos, atividades e leituras, combinando tempos individuais e tempos coletivos; projetos pessoais e projetos de grupo. Isso exige uma mudança de configuração do currículo, da participação dos professores, da organização das atividades didáticas, da organização dos espaços e tempos."


   Acesse aqui o artigo: Trabalho na íntegra.

Microrganismos


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    Os Microrganismos são uma forma de vida que não pode ser visualizada sem auxílio de um microscópio. Estes seres diminutos podem ser encontrados no ar, no solo, e, inclusive, no homem.Com relação ao seu contato com o homem, este pode ocorrer de forma positiva e indispensável à vida (bactérias nitrificantes) ou bastante negativa, neste caso, os efeitos prejudiciais à saúde, e, até mesmo à vida do homem, se dá pelo contato com Microrganismos patogênicos (causadores de doenças).


Estes seres tão minúsculos não são todos iguais, eles podem ser muito diferentes em tamanho e modo de vida. Contudo, todos têm em comum uma estrutura bastante simples e a impossibilidade de serem vistos sem o uso de microscópio.


O conhecimento deste tipo de vida se deu graças a descobertas ocorridas ao longo de muitos anos. O ápice destas descobertas ocorreu em 1878, quando Pasteur apresentou a "Teoria dos Germes", a partir daí, deu-se início a chamada Era Bacteriológica.


As pesquisas de Pasteur foram acompanhadas por um grande número de cientistas e médicos. Alguns deles, impressionados pelas descobertas, promoveram mudanças bastante significativas em seus métodos de trabalho.


 Além dos Microrganismos já identificados e classificados (bactérias, fungos, parasitas), havia uma outra categoria que só pôde ser observada após a invenção do microscópio eletrônico. Tratava-se de um ser de estrutura organizacional bastante simples e de existência já presumida: o vírus.

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Importância da invenção do microscópio


 Somente após a invenção do microscópio, foi possível identificar uma grande variedade de seres vivos. A partir daí, eles passaram a fazer parte da classificação dos seres vivos em reinos. 


Eles compõem o Reino Monera (seres unicelulares como bactérias e algas azuis), Protista (seres unicelulares como protozoários e algas eucariontes) e Fungi ( seres uni ou pluricelulares como fungos elementares e fungos superiores).





Fonte:http://www.todabiologia.com/microbiologia/microorganismos.htm

É hora de estudar!


O que fazer quando seu filho não gosta de uma matéria?

Quando a criança vai mal em uma matéria, pais e escolas devem se reunir para analisar os motivos e encontrar soluções.

                                                                                              Texto Adriana Carvalho

É possível fazer com que seu filho passe a gostar de determinadas matérias. Atividades lúdicas e exemplo dos pais aproximam os pequenos dos conteúdos. Seu filho torce o nariz para Matemática? Diz que não vê nenhuma graça em História? Não suporta Ciências? Quando a criança mostra dificuldades ou resistências com uma ou mais matérias, prejudicando o seu rendimento escolar, a primeira ideia que pode passar pela cabeça dos pais é que é necessário procurar ajuda de um professor particular ou do reforço escolar. Porém, antes de recorrer a essa solução, primeiro é necessário investigar os motivos da dificuldade do aluno. 


A raiz do problema pode estar nas mais diversas causas, desde a dificuldade de compreensão do conteúdo, passando por falta de disciplina para estudar e até mesmo por problemas de relacionamento com o professor. “Pais e escola devem ter sempre o olhar atento para perceber quando o aluno apresenta problema com uma matéria. Quando isso acontece, é necessário que ambas as partes se reúnam para analisar causas e possíveis soluções”, afirma Valéria Galego, orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento. Ela acrescenta que não se pode deixar de ter uma boa conversa com a criança, para entender seus motivos. Esse diálogo não será o momento de cobrar da criança bons resultados, mas sim de procurar oferecer ajuda para superar o problema. “O papel do professor também é muito importante e por vezes é necessário dedicar uma atenção individual maior ao aluno quando ele apresenta baixo rendimento”, explica Valéria.

Além disso, há a questão das aptidões: desde cedo dá para notar as preferências e a vocação das crianças para determinadas disciplinas. “Ter preferências é normal em qualquer dimensão nossa vida: temos uma cor preferida, um livro, um amigo. E isso é comum nos estudos também, onde os alunos mostram suas preferências e habilidades em determinadas áreas. Mas cabe aos adultos aproximá-los de todas as áreas para que eles tenham um amplo repertório de conhecimentos. Muitas vezes o estímulo pode até fazer com que eles passem a gostar da área que diziam não gostar”, afirma. 


Seja qual for o motivo de o seu filho não gostar de uma matéria, o importante é mostrar para a criança que ela está em uma fase em que precisa se desenvolver em todas as áreas para que tenha uma base sólida de conhecimentos. Segundo Valéria Galego, despertar o interesse das crianças por cada uma das disciplinas ensinadas na escola pode ser mais simples do que se pensa. “Há muita coisa em nosso cotidiano que pode aproximar as crianças dos estudos. Nem precisamos sair de casa para encontrar pistas de biologia, da física, da matemática. O que precisamos é mudar o foco do olhar”, diz Valéria. Uma simples chuva que cai pode ser um objeto de estudo de ciências. “Da mesma forma, ao montar a mesa para o jantar podemos falar sobre as influências da cultura no modo como nos alimentamos ou podemos entrar nas questões matemáticas do tempo e das quantidades utilizadas para o preparo”, explica ela. 

Há também uma série de atividades que podem despertar o gosto por disciplinas diversas, conforme ressalta Eugênia Castro, coordenadora pedagógica no colégio Madre Alix: “Os pais também podem levar os filhos a museus, a teatros, ao cinema, para que garantam uma maior percepção da realidade e do mundo. Também podem ler livros, ouvir música. Com essas atividades a criança vai despertar sua criatividade e vivência em várias áreas de estudo”.

Para romper as resistências que os filhos possam ter com uma matéria, outro ponto crucial é que os pais não deem o mau exemplo. “Quase sempre escuto pais dizendo ‘meu filho não gosta de Matemática, eu não gostava, minha esposa muito menos’. Quando os pais mudam o discurso, tudo fica mais simples e claro para os filhos”, diz Valéria Galego. Segundo ela, é preciso direcionar o olhar das crianças para o que está acontecendo a sua volta. “Dessa forma elas vão descobrir que além dos muros da escola também se aprende”, afirma a orientadora.

1. O que fazer quando seu filho não gosta de Matemática

Para gostar de qualquer disciplina, inclusive da Matemática, considerada assustadora para muita gente, é preciso entender a sua utilidade e a sua lógica. Quando uma matéria é imposta como algo que demanda apenas decorar um sem número de fórmulas e cálculos sem sentido, não é possível aprender com prazer. Segundo Eugênia Castro, coordenadora pedagógica no colégio Madre Alix, em São Paulo, os pais podem estimular a criança a gostar da Matemática, fazendo-a perceber onde ela está presente em seu dia a dia em atividades bem simples. Podem, por exemplo, ensinar os conceitos de fração ao pedir que o filho corte 1/4 do pedaço do bolo ou ajudem a conferir se o caixa da loja entregou o troco correto. "Eles também podem fazer com que os filhos participem do orçamento familiar. Por exemplo, podem mostrar aos filhos quanto se gasta no mercado ou com atividades de lazer. Ao dar a mesada ao filho, podem falar que ele poderia guardar 10% e ajudar a criança a fazer o cálculo", diz ela.

2. O que fazer quando seu filho não gosta de Língua Portuguesa

Uma arma muito importante para gostar da Língua Portuguesa é a leitura, conforme pontua afirma Valéria Galego, orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento. "A leitura aproxima todos nós da língua de forma prazerosa. Se seu filho resiste a ler, leia para ele. Deixe que a leitura faça parte da sua rotina diária. Ou ainda, escolha um dia e um horário para que todos em sua casa parem o que estão fazendo para ler, assim como param para assistir um programa de TV", orienta ela. Mas atenção: leitura não deve ser imposição, deve ser um prazer. Como diz a escritora Adélia Prado, "livros devem ser oferecidos como uma caixa de bombons". Por isso, deixe que ele escolha seus "sabores preferidos". Um passeio à livraria ou à biblioteca de sua cidade pode abrir a ele um leque de oportunidades de leitura. Já para estimular a escrever bem, que tal ajudar seu filho a montar um blog na internet? Ele pode escolher o assunto que quiser e exercitar escrever textos e fazer argumentações sobre o tema eleito.

3. O que fazer quando seu filho não gosta de Idiomas estrangeiros

Saber se comunicar em um idioma estrangeiro como inglês ou espanhol é muito importante não só para o futuro profissional como também em atividades do dia a dia das crianças. "Os pais podem ajudar o filho a perceber a utilidade e o prazer de aprender um idioma estrangeiro mostrando as situações em que ele se depara com esses idiomas", afirma Eugênia Castro, coordenadora pedagógica no colégio Madre Alix. Mostre para seus filhos cartazes, propagandas, rótulos de produtos com palavras ou expressões em inglês ou espanhol. Pesquise com ele na internet em quantos países no mundo se fala inglês ou espanhol e a influência desses idiomas em nossas vidas. Você também pode fazer atividades divertidas para exercitar o estudo dos idiomas, como assistir a filmes e ouvir músicas. Escolha um artista ou banda que seu filho goste, pesquise com ele a letra da música. Cante junto para exercitar a pronúncia e procure fazer a tradução para entender a letra. Ele gosta de vídeo games e jogos de computador? Eis outra grande oportunidade para que ele exerça o domínio do idioma inglês, já que muitos desses passatempos demandam conhecer expressões estrangeiras.

4. O que fazer quando seu filho não gosta de História

Para estimular o gosto pela História, a orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento, Valéria Galego sugere que os pais comecem por analisar junto com o filho sua própria história e a de sua família. "Mostre fotos antigas, conte histórias da família, mostra a importância de objetos que pertenceram a seus antepassados. Comece a resgatar a história que está próxima de seu filho. Deixe que ele conheça episódios da infância dos pais ou dos avós", orienta ela. Depois disso, vocês podem explorar juntos a História que está além da sua casa e da sua família. Isso pode ser feito fazendo visitas a lugares históricos da cidade onde você mora. Também vale programar visitas a museus e assistir filmes baseados em histórias reais.

5. O que fazer quando seu filho não gosta de Geografia

O estudo e a importância da Geografia vão muito além de decorar nomes de países e suas capitais. A geografia está presente quando percebemos as diferenças de vegetação em diferentes paisagens, como na cidade ou na praia. Está quando observamos as características diferentes entre as áreas mais ricas e mais pobres de uma cidade. Quando a família vai viajar, por exemplo, os pais podem mostrar ao filho um mapa do local, indicar a ele a localização da cidade em relação a sua casa, sua posição dentro do país. "Podem também refletir juntos sobre a economia local, como vivem os habitantes, qual o tipo de relevo, etc", diz a orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento, Valéria Galego.

6. O que fazer quando seu filho não gosta de Ciências

Assim como as demais disciplinas, as Ciências também englobam uma série de conhecimentos essenciais para nosso dia a dia. É por meio do estudo dela que podemos entender como e porque a chuva cai. Da mesma forma, se não estudássemos Ciências não poderíamos entender a maneira correta de nos alimentar ou a importância de proteger e preservar o meio ambiente. 

Para estimular o filho no estudo de Ciências os pais devem aguçar a curiosidade que já é natural entre as crianças sobre os fenômenos que acontecem a sua volta. "Por que às vezes chove granizo?", "Para onde vai o Sol depois que ele se põe"?, "Por que alguns animais nascem de ovos e outros da barriga da mãe?". "O estudo das Ciências é muito envolvente e vai bem além das lições de casa", diz a orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento, Valéria Galego.






















http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/filho-nao-gosta-materia-783066.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar

Família e educação




9 contribuições da neurociência para a Educação de seu filho

Especialistas dão dicas de como pais podem ajudar a desenvolver plenamente o potencial do cérebro de seu filho

Texto Iana Chan

http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/contribuicoes-neurociencia-educacao-791927.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar

    Não há receita para educar os filhos, mas a Ciência tem apontado caminhos para a difícil tarefa de fazer com que os pequenos tenham uma vida plena,saudável e bem-sucedida. Nas últimas décadas, o estudo do cérebro trouxe várias contribuições para o trabalho de pais e de professores.

   Conhecer como funciona o cérebro não é pouca coisa. Esse órgão de 1,5 kg comanda nosso desenvolvimento físico, social, emocional, linguístico e cognitivo. Personalidade, emoção, linguagem, memória, pensamento... Está tudo lá. E a chamada neurociência já descobriu alguns mecanismos que contribuem para o desenvolvimento saudável do cérebro. "Ao revelar essa coreografia cerebral, a neurociência nos mostra a melhor forma de interferir", diz Elvira Souza Lima, pós-doutorada pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e pesquisadora em desenvolvimento humano, com formação em Neurociência, Psicologia, Antropologia e Música. 

   Um desenvolvimento cerebral saudável, dizem os especialistas, precisa de estímulo e proteção. "As experiências no começo da vida formam a base para todo o desenvolvimento posterior", explica diretor do Centro para o Desenvolvimento Infantil de Harvard, nos Estados Unidos, Jack Shonkoff, que defende a importância da interação das crianças com a família e a proteção contra o chamado estresse tóxico. "Precisamos assegurar ambientes acolhedores, estáveis e estimulantes para as crianças", afirma.


Nota: as falas de Elvira Souza Lima foram coletadas durante o XVII Seminário de Educação Infantil, organizado pelo Centro de Estudos do Colégio Santa Maria, em São Paulo, enquanto as de Jack Shonkoff foram proferidas durante o Seminário Interativo pela Primeira Infância, na Câmara Municipal de São Paulo. 

Veja algumas contribuições que a neurociência trouxe para a Educação:


1. Seu filho não nasce com uma quantidade fixa de inteligência

  Diferente do que se costumava pensar, o cérebro nunca para de se desenvolver. Ele é um órgão que se reorganiza e forma conexões entre neurônios ao longo da vida inteira. É o que os neurocientistas chamam de plasticidade cerebral: a capacidade que o cérebro tem de criar novas conexões e de se adaptar a partir das necessidades. 

"O desenvolvimento humano não depende de raça ou de condição socioeconômica. Todos podem aprender muito, mas só se tiverem oportunidade de serem ensinados e de praticar", diz a pesquisadora Elvira Souza Lima. 

   Isso quer dizer que seu filho não nasce inteligente ou burro. Ele nasce com capacidade de aprender como qualquer outra criança. E seu estímulo desde os primeiros dias de vida é fundamental neste processo.

2. Os primeiros anos são determinantes na vida de seu filho

   O cérebro nunca deixa de se desenvolver, mas com o passar do tempo fica cada vez mais difícil aprender coisas novas. "Quanto mais velho for o indivíduo, mais custoso será mudá-lo, pois a energia necessária para que o cérebro se ajuste, se adapte ou aprenda novos comportamentos será muito maior", diz o diretor do Centro para o Desenvolvimento Infantil de Harvard, nos Estados Unidos, Jack Shonkoff.

   Está provado que no início do desenvolvimento cerebral, nos primeiros anos de vida, as possibilidades são bem maiores. "Por isso, aprender uma língua estrangeira ou a tocar um instrumento musical é tão mais fácil para crianças pequenas", explica a pesquisadora em desenvolvimento humano, Elvira Souza Lima. Com o passar do tempo, as redes neuronais utilizadas tornam-se cada vez mais fortes e mais difíceis de serem alteradas, enquanto as não utilizadas acabam sendo "podadas" pelo cérebro. 

  Para a sociedade, não investir em Educação nos primeiros anos de vida também é ruim. Jack Shonkoff diz que a sociedade paga um preço mais caro por não ter investido na formação de seus cidadãos nos primeiros anos de vida. "Promover mudanças sempre é possível, mas é mais fácil e mais efetivo investir em uma boa base na primeira infância do que pagar os custos de reparo mais tarde", diz.

   Essa é a razão pela qual Shonkoff defende que os gestores públicos foquem na primeira infância. "O desenvolvimento saudável nos primeiros anos de vida cria uma base para todas as necessidades de uma sociedade saudável, não só na área da Educação, mas também da Economia, da Saúde, da Segurança, da Cidadania...", diz.


3. O desenvolvimento do cérebro depende de experiências e estímulos

  As experiências literalmente moldam o cérebro. Experiências e estímulos contínuos aumentam as chamadas sinapses, isto é, a conexão entre diferentes neurônios para a propagação dos impulsos nervosos. Quando uma criança ouve uma canção diferente, brinca de algo novo ou desenha, por exemplo, o cérebro está se exercitando, criando redes de neurônios capazes de fazer ligações cada vez mais rapidamente. "O desenvolvimento cerebral depende da riqueza de vivências e de experiências de um indivíduo", explica Elvira Souza Lima, pesquisadora em desenvolvimento humano.

  Quando essa rede neuronal se forma, além de fixar o conhecimento relacionado, cria uma facilidade para outros aprendizados. Por exemplo, uma criança que aprende uma segunda língua entra em contato com diferentes lógicas, já que cada língua possui seu próprio modo de funcionar. "Isso amplia as redes neuronais para o pensamento lógico, criando uma disposição para outros aprendizados ligados a ele", diz Elvira. 

   Toda a aprendizagem depende da ação do cérebro e todos somos capazes de aprender. Nascemos com um potencial de 100 bilhões de neurônios, mas o desenvolvimento depende da cultura, da vivência, que determinam quais serão os aprendizados a partir desse leque enorme de possibilidades. "Há tribos no deserto de Albuquerque, no Novo México, por exemplo, que desenvolvem o olfato de maneira incrível - eles conseguem sentir o cheiro da tempestade duas horas antes de ela chegar, enquanto nós não desenvolvemos esse sentido, porque não é algo da nossa cultura", diz a pesquisadora.


4. O desenvolvimento do cérebro também é biológico e não pode ser adiantado

   Apesar de ser "movido" a estímulos, o desenvolvimento do cérebro também obedece a uma ordem de amadurecimento. Sabe aquela frase tudo tem seu tempo? "O cérebro demora por volta de 20 anos para amadurecer e ele segue uma ordem dada pela genética, que não podemos adiantar", explica Elvira Souza Lima, pesquisadora em desenvolvimento humano. 

   É muito importante conhecer os marcos do desenvolvimento cerebral para ajustar as expectativas em relação às crianças, sabendo o que é próprio ou não para cada idade. 

  Por exemplo, se você der um lápis grafite para uma criança de 4 anos, ela vai ter dificuldade em utilizá-lo e provavelmente vai quebrar a ponta. "Ela não tem a possibilidade motora e biológica de usar o lápis, o cérebro não está preparado ainda para esse refinamento", explica Elvira. 

  Pais precisam entender que a criança quer agradar, quer responder aos anseios dos adultos a sua volta. Na hora de interagir, os pais devem tomar cuidado para não estressar demais a criança. "Se há uma expectativa que a criança não possa cumprir, é o começo do desastre. Muitas vezes, ela não tem estrutura cerebral para satisfazer esses desejos e pode acabar desenvolvendo comportamentos que mais tarde serão entendidos como patologias e, em última medida, acabam sendo medicadas. Isso é um equívoco e o prejuízo é muito grande", aconselha.


5. Estresse em excesso nos primeiros anos prejudica o desenvolvimento para toda a vida

   Como vimos, as experiências que acontecem cedo na vida da criança afetam o aprendizado e a saúde futura. Para o bem e para o mal. 

  Pense em um momento no qual você se sentiu mais estressado do que nunca, tente se lembrar da sensação física: suores, nó no estômago, boca seca... "Essa é a maneira como o seu corpo o prepara para lidar com ameaças, seja uma ameaça física, seja uma ameaça como um problema inesperado no trabalho. Ela foca sua atenção, fortalece seus músculos. Nós temos muita sorte em ter um sistema de resposta ao estresse, ele nos deixa alerta para enfrentar ou perigo ou para fugir dele", explica Jack Shonkoff, diretor do Centro para o Desenvolvimento Infantil de Harvard, nos Estados Unidos 

  O problema é quando há uma ativação constante desse sistema, que foi feito para atuar em situações específicas e não o tempo todo. Quando a criança sofre abuso e negligência contínuos, ocorre o chamado estresse tóxico, que prejudica seu desenvolvimento cerebral. "Quando não há um adulto acolhedor perto da criança, o estresse tóxico pode reduzir o número de conexões neuronais em regiões importantes do cérebro, num período em que as crianças deveriam estar desenvolvendo conexões novas", explica Shonkoff. 

  O estresse tóxico tem um impacto a longo prazo na aprendizagem, no comportamento e na saúde física e mental. Um estudo mostrou que os maus-tratos sofridos na infância aumentam as chances de desenvolver problemas cardiovasculares quando adultos. Outros estudos também relacionam as experiências adversas nos primeiros anos de vida ao maior uso de álcool e drogas na vida adulta. "O corpo não esquece. Esses adultos não necessariamente continuaram a sofrer depois da infância, mas seus corpos guardaram uma memória biológica dessa experiência", diz o professor. 

   Há duas maneiras de proteger os efeitos do estresse tóxico nas crianças: a presença de adultos que ajudam a amortecer os efeitos do estresse e de adultos que eduquem e mostrem para as crianças como elas próprias podem lidar com o estresse. "O objetivo não deve ser livrar as crianças de estresse, mas ensiná-las a tolerar e lidar com o estresse", explica Jack Shonkoff. 

   Se depois de ler essa informação, você está decidido a proteger seu filho de qualquer frustração ou estresse, vá com calma. O estresse tóxico não é algo pontual, mas uma situação prolongada e excessiva em que a criança não tem apoio de um adulto capaz de protegê-lo. "Se você tem uma relação interativa com seu filho, os efeitos do estresse tóxico são amortecidos. Pais não precisam se culpar ou se desesperar por seus filhos em viverem em situações de estresse - a menos que você deixe seu filho em frente a televisão o dia todo. Se esse é o caso, isso precisa ser mudado", orienta Jack Shonkoff.


6. A Educação Infantil deveria ser o ponto central do processo educativo

  Além de ser a fase em que o cérebro é mais plástico e sensível aos estímulos, é entre os três e os seis anos que são formadas as estruturas cerebrais relacionadas à função simbólica. "É a capacidade que só nós, humanos, temos de simular, de representar na nossa mente, percepções, pensamentos e experiências", explica a pesquisadora em desenvolvimento humano Elvira Souza Lima. Quer ver isso em ação? Quando você ouve a palavra cachorro, o desenho de um cachorro "aparece" na sua cabeça, certo? 

   "É a função mais importante da espécie, porque permite reorganizar dados e imagens que temos em nossa memória em novas ideias", diz ela. A função simbólica é a base para todo o aprendizado posterior. Por isso, a Educação Infantil é considerada hoje o ponto central do processo educativo. "Os pais deveriam investir em Educação Infantil, no desenvolvimento do cérebro da criança. A diversificação de experiências nessa fase forma estruturas cerebrais que vão valer para a vida toda e o resultado desse investimento vai aparecer lá na frente", explica Elvira. 

   A escrita, por exemplo, acontece a partir da função simbólica. A criança pode aprender a desenhar letras sem saber escrever, pois para dominar a escrita, é preciso entender a correspondência entre a forma das palavras e seu sentido. "É semelhante ao caso da criança que aprendeu a contar, mas não consegue aplicar essa informação. Ela pode contar até mil e não saber o que aquilo significa. O aluno lê um problema e depois pergunta "é de mais ou de menos?"", diz a pesquisadora. 

   Todo mundo desenvolve a função simbólica, porém sua riqueza e dimensão dependerão da qualidade e da diversidade das experiências que as crianças vivenciam. "Atividades como brincadeira, música e desenho são ótimas: é quando a criança cria sua própria realidade, constrói significados, faz ligações de sentido…", orienta.


7. A imitação é a principal estratégia de desenvolvimento até os 6 anos

  Você já ouviu a frase "uma ação vale mais do mil palavras"? Pois a neurociência tem a prova científica de que isso funciona - ao menos para as crianças. 

   Quando elas observam os adultos, o cérebro está a mil. "O que a criança vê está sendo trabalhado e fixado pelo cérebro", explica a pesquisadora em desenvolvimento humano Elvira Souza Lima. Os responsáveis por esse feito são os chamados neurônios espelho. "Eles leem o comportamento e não o discurso. Se você mostrar a língua para um bebê, ele mostra a língua em seguida, mesmo ainda sem ter consciência de seu próprio corpo", explica. 

  É importante que pais se lembrem de que as crianças estão formando comportamentos a todo momento e que façam parte desse momento tão rico para o aprendizado. "Separe tempo para os filhos. Pode ser breve afinal, sabemos que ninguém muda de um dia pro outro. Tenham tempo para a conversa e, principalmente, para a escuta", orienta Elvira. 

 Ela recomenda estabelecer um tempo para trocar a televisão por uma atividade prazerosa. "Não precisa ser uma atividade que envolva dinheiro: ir ao parque, ouvir uma música, ler um livro... Atividades manuais, como brincar com massinha ou fazer brigadeiro, também são boas para o desenvolvimento cerebral", diz.


8. As crianças precisam de interação com adultos

   Quando um adulto interage com o bebê, diversos neurônios no cérebro do pequeno formam novas conexões entre si. "Você sorri, a criança sorri. Você faz um barulho, a criança faz um barulho. É esse jogo de ação e reação que literalmente molda a arquitetura do cérebro", explica o diretor do Centro para o Desenvolvimento Infantil de Harvard, nos Estados Unidos, Jack Shonkoff. 

   A interação com os adultos é o principal ingrediente para o desenvolvimento saudável das crianças, pois elas não conseguem aprender sozinhas automaticamente. Quando lemos para as crianças, mesmo que elas ainda não saibam ler, estamos trabalhando a área do cérebro relacionada à linguagem. "O cérebro começa a fazer associações, de que há algo entre aquelas sons e as linhas e as páginas", explica Shonkoff. 

   A necessidade do estímulo aparece muito na questão da leitura, aliás. Um estudo mostrou que crianças de 3 anos já possuem diferenças grandes em relação ao número de palavras que conhecem. "Esse dado depende do estímulo em casa, ele varia se o ambiente é alfabetizador, se os adultos conversam com as crianças", diz Shonkoff, mostrando que as barreiras para o sucesso educacional aparecem cedo, já que o tamanho do vocabulário é um indicador da facilidade com que ela aprenderá a ler. "Temos de intervir muito antes de elas começarem a ir para a escola. Daí a importância do estímulo da família no desenvolvimento das crianças. É preciso conversar com elas, explicar para elas o que está acontecendo e não apenas repetir ‘’Não faça isso ou não faça aquilo’’", alertou.


9. A tecnologia não substitui o estímulo presencial

   A experiência concreta da criança no espaço é fundamental. "Muitos desses brinquedos mais caros e tecnológicos são enrijecidos e fechados: não possibilitam que a criança possa imaginar e transformá-los". Os melhores brinquedos são aqueles não muito estruturados, que dão liberdade para a criança fazer o seu faz de conta. "Massinhas, fantoches e até caixas de papelão encapadas são ótimos!", aconselha Elvira Souza Lima, pesquisadora em desenvolvimento humano. 

  As crianças adoram o tablet, claro. Mas muitas vezes, os pais não têm informação sobre os benefícios e os riscos da tecnologia. "Muitos acham que estão contribuindo para o desenvolvimento da criança ao oferecer dispositivos como o iPad, porém, quando substituem o face a face pela tecnologia, estão tirando da criança a oportunidade de interação, que é muito importante", explica Elvira. "O cérebro que recebe diretamente um olhar e que experimenta o face a face se desenvolve de maneira diferente daquele que só recebe estímulo por meio de algum dispositivo tecnológico", afirma. 

  Esse prejuízo aparece no futuro. "Há jovens bem formados que não conseguem gerenciar pessoas, porque não desenvolveram habilidades emocionais necessárias para lidar com o outro", aponta Elvira.

Gasto energético

    O gasto energético total diário de um indivíduo depende do estado fisiológico ou de saúde, atividade física, idade, constituição física, herança genética e clima. Ainda assim, é possível estimar as necessidades energéticas de um indivíduo através de equações que têm, geralmente, em conta o peso, altura, idade e sexo.

    Em termos gerais, as necessidades totais de energia do organismo podem ser divididas em três vertentes:


METABOLISMO BASAL
Energia gasta na manutenção das funções vitais do organismo mesmo durante o sono; 

EFEITO TÉRMICO DOS ALIMENTOS 
Energia gasta pelo organismo no próprio processo de utilização dos alimentos (digestão, absorção e metabolismo);

ATIVIDADE VOLUNTÁRIA
Energia utilizada para todas as atividades diárias (andar, fazer tarefas domésticas, praticar desporto, etc).

    Tudo o que ingerimos é uma fonte de energia para o organismo, até enquanto dormimos gastamos essa energia.

    Andar, correr ou ver televisão são, porém, formas muito distintas de fazê-lo. Por isso é tão importante assegurar este equilíbrio: entre a energia que repomos através dos alimentos, e a energia que despendemos no dia-a-dia.

    A idade, o peso e a altura são outros factores a ter em conta, mas há mais. E conhecê-los é o primeiro passo para dar ao seu organismo o que ele precisa, na dose certa. A energia que nosso corpo utiliza é obtida dos alimentos e, por isso, você deve ter uma alimentação bem equilibrada.

   Todos nós já realizamos algum tipo de trabalho físico que poderíamos classificar como extremamente "difícil". Por exemplo: subir vários lances de escadas, correr uma quadra para pegar ônibus, levantar caixas pesadas ou escalar uma montanha íngreme. 
    A intensidade e a duração do trabalho são fatores que determinam a dificuldade de execução da tarefa e também o gasto de energia. Para ficar mais claro, vamos tomar como exemplo dois corredores de maratona. Um deles termina a prova em 2,3 horas e o outro, em 3,3 horas. Nesse caso, mostra-se a intensidade da atividade: aquele corredor que terminou a prova antes gastou mais energia que o outro. Com relação à duração, podemos exemplificar desta maneira: se duas pessoas correm com a mesma velocidade, porém uma delas percorre o dobro da distância, aquela que percorreu a maior distância vai precisar de mais energia para poder suportar a sua tarefa.
    Outro fator que interfere no gasto de energia é o tamanho da pessoa. Um homem de 1,80 m com 85 kg vai ter um gasto energético maior que um homem com 1,60 m e 77 kg.

   O gasto energético numa caminhada, que é uma das atividades físicas mais comuns, depende da velocidade (intensidade), da distância percorrida (duração) e do peso corporal da pessoa.
Segundo alguns estudos, a uma velocidade entre 50 e 100 metros/minuto, ou de 3 a 6 km/hora, o gasto energético é de 0,6 kcal a cada quilômetro percorrido. Deve-se considerar ainda o peso corporal. Assim, surgiu a seguinte fórmula:
    
Gasto Energético Caminhada = 0,6 kcal x Distância (km) x Peso Corporal (kg)

Exemplificando: uma pessoa com 90 kg, ao caminhar 8 km, consumirá 432 kcal. Veja a aplicação da fórmula.

Gasto energético = 0,6 kcal x 8 km x 90 kg = 432 kcal

A tabela abaixo relaciona alguns tipos de atividades e o gasto energético em cada uma delas.

TIPOS DE ATIVIDADESGASTO ENERGÉTICO
(kcal/kg/15minutos)
Repouso na cama: horas de sono0,26
Posição sentada: refeições, assistir à TV, trabalho intelectual, etc.0,38
Posição em pé suave: higiene pessoal, trabalhos domésticos leves sem deslocamento, etc.0,57
Caminhada leve (velocidade inferior a 4 km/h): trabalhos domésticos com deslocamento, dirigir carros, etc.0,69
Trabalho manual suave: trabalhos domésticos como limpar chão, lavar carro, jardinagem, etc.0,84
Atividades de lazer e prática de esportes recreativos: voleibol, ciclismo, passeio, caminhada com velocidade de 4 a 6 km/h, etc.1,20
Trabalho manual em ritmo moderado: trabalho braçal, carpintaria, construção, pintura de paredes, etc.1,40
Atividades de lazer e prática de esportes de alta intensidade:futebol, dança aeróbica, natação, tênis, caminhada a uma velocidade superior a 6 km/h, etc.1,50
Trabalhos manuais intensos e prática de esportes competitivos:carregar cargas pesadas, treinamento de atletas profissionais, etc.2,00




Veja abaixo uma tabela com os gastos energéticos de diferentes atividades. Os números estão relacionados a 10 minutos de exercício feitos por um adulto de aproximadamente 70 quilos.

















https://www.nestle.pt/SABOREIAAVIDA/NUTRICAO/ENERGIA/Pages/GastoEnergetico.aspx#
http://www.educacional.com.br/educacao_fisica/alunos/alunos6.asp
http://comerbemtdb.com.br/gastos-caloricos-diferentes-atividades-fisicas/

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Até mais.

Por que choramos?


     O choro pode ter vários significados diferentes: alegria ou dor, vitória ou derrota, heroísmo ou fraqueza. Tudo depende da cultura, da época e do sexo de quem derrama as lágrimas.

por Maria Fernanda Vomero

     De tempos em tempos, os índios tupi-guaranis, que habitam o centro-sul do Brasil, deixam a aldeia onde estão estabelecidos e seguem para o leste, em busca da Terra sem Males – um lugar onde, segundo a tradição, não existe morte. Conta um relato antropológico da primeira década do século XX que, certa vez, um dos índios mais velhos da tribo desatou a chorar e não parou mais. Ele havia sonhado que o grupo devia abandonar imediatamente a aldeia. A emoção do velho com a proximidade da partida fez com que todos se comovessem e chorassem juntos. A choradeira, de horas a fio, teve conotação de despedida, mas também foi sinal de solidariedade e integração do grupo.
    Do ponto de vista fisiológico, as lágrimas comovidas dos tupi-guaranis são praticamente as mesmas que você derrama quando está cortando uma cebola e fica com os olhos irritados. Elas não passam de gotinhas produzidas pela glândula lacrimal e formadas por três camadas: uma película de gordura, mais externa, envolvendo o recheio de água, que fica sobre um filete de muco. São assim também as lágrimas lubrificantes ou basais, que servem para umedecer, nutrir e limpar a córnea, fabricadas numa média de 1 ou 2 microlitros por minuto (1 microlitro equivale a 1 litro dividido por um milhão). Mas há alguma diferença entre as lágrimas com função lubrificante, as que surgem como reflexo a um cisco, e as lágrimas emocionais, como as derramadas pelos índios?

   Sim, há. O que mais intriga os cientistas em nossos dias é justamente esse terceiro tipo, exclusivo dos seres humanos: as lágrimas que são vertidas quando choramos para expressar algum sentimento. Ao contrário das basais e das reflexas, que têm um propósito bem definido, tais lágrimas não trazem nenhum benefício especial para a córnea ou para a superfície ocular. “Por que, então, o olho, motivado por uma emoção qualquer, produz uma secreção?”, pergunta o oftalmologista espanhol Juan Murube Del Castillo, da Universidade de Alcalá, em Madri. A hipótese mais plausível, segundo ele, é que o choro tenha surgido antes da linguagem falada, como uma expressão mímica para comunicar dor.

“O homem já havia esgotado os recursos faciais – como movimentos musculares de levantar a sobrancelha ou de morder os lábios – para revelar estados anímicos de curiosidade, surpresa ou medo, por exemplo”, diz Murube. “Precisava escolher uma nova expressão no rosto para dizer ao outro que sentia dor. As lágrimas foram a melhor escolha.”

    Em busca das razões biológicas que provocam as lágrimas emocionais, Murube tem estudado, desde 1992, episódios de choro de estudantes de medicina, na tentativa de encontrar um ponto em comum entre os estados emocionais que desencadeiam o pranto. Até hoje, cerca de 400 estudantes, de ambos os sexos e com idade entre 23 e 30 anos, já responderam a um questionário semanal sobre quando, onde e por que choravam. Nesses questionários, os jovens relataram a via da informação que os fez chorar (por exemplo, a briga com o namorado ou determinada música no rádio), as manifestações de cada episódio (olhos úmidos, soluços, nó na garganta, lágrimas copiosas etc.), a duração do pranto, horário e dia da semana em que choraram, e assim por diante.
  Depois de analisar mais de 1 100 episódios de choro, Murube chegou a algumas conclusões surpreendentes. A média de choro emocional entre os jovens universitários foi de aproximadamente três vezes por semana para as garotas e duas vezes para os rapazes. (Sim, eles choram! Mesmo que seja às escondidas.) Chora-se mais às sextas-feiras e aos sábados, porque são os dias em que as relações interpessoais se intensificam. A choradeira também é mais comum à noite, quando as pessoas saem do trabalho, encontram a família, vêem os namorados e mergulham em sua vida pessoal.

   Segundo Murube, as lágrimas emocionais podem ser identificadas, em linhas gerais, como “pedidos de ajuda” (dor física, medo, raiva, humilhação, solidão, tristeza) ou como “oferecimentos de ajuda” (solidariedade, entrega religiosa, amor passional, amor humanitário, lembranças sentimentais, alegria). “O choro de pedido de ajuda pode ter surgido entre os seres humanos há uns 50 000 anos, simultaneamente ao aparecimento da linguagem falada e à necessidade de expressar conceitos abstratos”, diz Murube. Milênios mais tarde, apareceu o choro de doação de ajuda, que requeria estados psíquicos mais evoluídos e, sobretudo, empatia – a faculdade mental e emocional de se colocar no lugar do outro.

“As lágrimas são um poderoso instrumento de comunicação com os demais”, afirma Murube. “Mesmo quando chora sozinho, você quer dizer alguma coisa: sua necessidade de atenção ou sua disponibilidade para partilhar.” Do choro do recém-nascido ao pranto no leito de morte, as lágrimas funcionam como palavras – que podem ser sinceras ou estratégicas, copiosas ou escassas. As pessoas que reprimem o próprio choro perdem um importante canal de diálogo.

   O uso das lágrimas para a comunicação aparece nos primórdios da infância. O bebê chora para chamar a atenção dos pais e mostrar a eles suas necessidades físicas. “Trata-se de um artifício típico da espécie humana, cujos filhotes, dependentes, exigem atenção e cuidados durante um bom tempo. Por isso, o choro precisa ser agudo e intenso para funcionar como um bom sinalizador”, diz o etólogo César Ades, da Universidade de São Paulo. O choro também permite que sejam criados laços de apego entre o bebê e seus protetores. Conforme cresce, a criança percebe que, com as lágrimas, pode controlar determinadas situações – ter os pais mais próximos, por exemplo, ou ganhar uma atenção especial.

   Mas o choro dos bebês não encontra receptividade em todas as culturas. Entre os tiv, tribo africana do norte da Nigéria, pais e babás desencorajam o choro das crianças rindo delas, tapando suas bocas e apertando suas narinas. Numa tribo na Terra do Fogo, sul da Argentina, os adultos gritam nos ouvidos dos bebês quando os pequenos ameaçam chorar. Para essas crianças, as lágrimas adquirem um sentido totalmente distinto do nosso. “As emoções estão intimamente relacionadas a um contexto cultural”, diz o antropólogo Guillermo Ruben, da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo. “O ser humano é culturalmente treinado para deixar que os sentimentos aflorem, diante dos outros, em momentos considerados apropriados para isso.” Chorar em velórios, por exemplo, não só é aceitável como também desejável.

As manifestações afetivas, como o choro, são também marcadas pelo momento histórico. Aos homens, na Grécia antiga, era permitido chorar – mas, entre as mulheres, tal gesto não era bem-visto. A expressão dos sentimentos, para os gregos, era uma atitude masculina. No século XVIII, na França, tanto os homens quanto as mulheres podiam derramar lágrimas em público, diante da leitura dos primeiros romances modernos (a leitura, na época, era uma experiência coletiva, feita na presença de cinco ou mais pessoas). Hoje em dia, especialmente em países de cultura latina como o Brasil, os garotos aprendem desde cedo que “homem não chora” e que “chorar é sinônimo de fraqueza”. Lágrimas em público? Só em ocasiões especiais.
   “O choro é uma experiência humana imprecisa e variada”, afirma o historiador da cultura Elias Thomé Saliba, da Universidade de São Paulo. “As manifestações afetivas por meio das lágrimas não são constantes, mas mutáveis, historicamente nômades e culturalmente inventadas.” Um rápido passeio pela história dos costumes mostra como o papel do choro mudou no decorrer do tempo. No período medieval, muitos dos hábitos cotidianos eram realizados em público, sem qualquer constrangimento – entre eles, dar gargalhadas e chorar. “Mas, no começo da época moderna, no Ocidente, tem início um processo civilizador e de disciplinamento desses hábitos”, diz Elias.

Com o refinamento das maneiras – o chamado “pudor” –, atos rotineiros passaram para a discrição do âmbito privado. As lágrimas, então, ficaram restritas à intimidade de cada um. Esse autocontrole coletivo talvez tenha alcançado maior êxito no século XIX, na era vitoriana. Nada de verter lágrimas publicamente. Até os gestos ficam mais contidos. “Veja o caso das carpideiras, as choradeiras profissionais”, diz Elias. “Elas atuavam quase como substitutas das elites aristocráticas, para quem não era de bom tom chorar em público, mesmo que no enterro de um filho.”

   No século XX, num contrafluxo às repressões vitorianas, ganhou força o processo de liberação das emoções em público. As fronteiras entre as esferas pública e privada acabaram ficando mais difusas. Carpideiras continuam existindo – mais pelo aspecto folclórico e tradicional do que propriamente por uma exigência social. Mas o ato de chorar voltou das sombras. Em muitas sociedades, trata-se de um gesto masculino. Nos países islâmicos, o homem chora diante dos demais, enquanto a mulher se aparta para verter suas lágrimas. Guerreiros de algumas tribos indígenas também podem chorar e ser carinhosos publicamente sem qualquer questionamento da sua masculinidade. Mas, em boa parte da cultura ocidental, o choro ganhou conotação feminina. Virou “coisa de mulher”.

   Contam as histórias de bastidores que, em 1939, durante as filmagens de E o Vento Levou, o americano Clark Gable se opôs fortemente a chorar diante das câmeras. Tal situação de fragilidade poderia manchar sua imagem viril. Para os homens mexicanos, assim como para os brasileiros, até hoje não pega bem cair em prantos – mesmo depois de uma desilusão amorosa daquelas. Buscam, então, apoio nos mariachis, cantores de melodias melodramáticas, que estão para os homens apaixonados como as carpideiras estão para os enterros. “Os mexicanos costumam, então, se embebedar e se juntar aos mariachis – não propriamente para chorar, mas para cantar canções de lamento”, diz o antropólogo Guillermo Ruben. (Alguém se lembrou dos machões brasileiros e da sua relação com a música sertaneja?)
   “Estudar as diferentes culturas e suas manifestações é a melhor maneira de compreender o que significa chorar”, afirma o professor Tom Lutz, da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. “As razões pelas quais as pessoas choram, o momento considerado apropriado para o choro, o que representa – para um homem ou para uma mulher – verter lágrimas em público, tudo isso muda.” Na tentativa de entender o complexo e admirável mundo das lágrimas, Lutz fez um passeio pelo universo das representações artísticas e culturais do choro. A aventura resultou no livro Crying – A Natural and Cultural History of Tears (Chorar – Uma história natural e cultural das lágrimas, ainda inédito em português). E encontrou histórias curiosas que, se não dissolvem o mistério do ato de chorar, ao menos reforçam seu caráter fluido e mutável.

“Em 1972, Edmund Muskie, um dos candidatos à presidência dos Estados Unidos, derramou algumas lágrimas”, diz Tom Lutz. “Naquela época, isso foi considerado sinal de fraqueza e ele acabou renunciando à corrida presidencial mais cedo.” Vinte anos mais tarde, o presidente Bill Clinton chorava publicamente nos momentos apropriados e havia um senso geral, especialmente entre as eleitoras, de que isso era algo bom. “Como o significado social das lágrimas muda ao longo do tempo, elas passaram de politicamente desastrosas para vantajosas”, afirma.

   A partir de textos históricos e literários, Lutz identifica diversos tipos de lágrimas emocionais, de acordo com o significado que assumem em contextos diversos. Existem as lágrimas de heroísmo e de consideração – quando Rolando, o guerreiro mais famoso da França medieval, morreu, conta-se que mais de 20 000 cavaleiros choraram tão profusamente que muitos desmaiaram e caíram do próprio cavalo. Há muito tempo as lágrimas têm sido associadas à santidade. Existe também a conotação de penitência, em que o choro funciona como meio de redenção. Os evangelhos contam a história da mulher pecadora que lavou os pés de Jesus Cristo com suas lágrimas. Em outro momento, falam do arrependimento de Pedro, que negou três vezes conhecer Cristo e, depois disso, chorou amargamente, rompendo em soluços.

   Existe também o choro de frustração – como as lágrimas coletivas dos milhares de brasileiros que viram a Seleção perder para o Uruguai, em pleno Maracanã, na Copa do Mundo de 1950. Aliás, em competições, como os jogos olímpicos ou o campeonato mundial de futebol, o choro ganha diferentes significados. A busca por resultados e pela superação de limites, a pressão exercida pelas equipes e as emoções extremadas inevitavelmente levam às lágrimas. Existem os choros de tristeza diante da impossibilidade da vitória. Há as lágrimas de alegria, depois de uma conquista difícil, e de alívio, quando os resultados esperados são atingidos. E, depois da disputa pelo primeiríssimo lugar, sempre aparece o choro dos vencedores – dos vencedores que ganharam e daqueles que perderam pela diferença de milésimos de segundo ou de um gol aos 44 minutos do segundo tempo.

   Estímulos para derramar lágrimas não faltam. Desde os primórdios do teatro, dramaturgos e diretores usam as lágrimas cênicas para emocionar a platéia. Muitas vezes, o público vai ao cinema ou aluga um DVD na expectativa de chorar com o filme a que vai assistir – como ocorria com as peças de Jean Racine, dramaturgo francês do século XVII, e com os romances melosos dos idos de 1800. Existem certas técnicas, usadas na elaboração de roteiros de cinema, que ajudam a emocionar os espectadores: a morte súbita de um personagem, um acidente com uma criança ou uma doença inesperada, por exemplo. Tom Lutz cita o caso de Titanic, de James Cameron, filme assistido por milhões de pessoas no mundo todo. Adolescentes entrevistados depois da sessão confessavam que, mesmo já tendo visto o filme várias vezes antes, voltavam para o cinema simplesmente para chorar. “É ótimo chorar, porque isso torna o filme bem mais agradável”, disse uma garota citada por Lutz.
   Mas, afinal, chorar faz bem? “Certamente faz”, diz o psicólogo transpessoal Roberto Ziemer, de São Paulo. “Diversos problemas psicossomáticos e também episódios de depressão têm sua origem na repressão do choro. As lágrimas ajudam a pessoa não só a expressar suas necessidades, mas também a preenchê-las.” Chorar funciona como uma descarga física e emocional. O filósofo romano Sêneca já tinha escrito: “As lágrimas aliviam a alma”. E um antigo provérbio hindu afirma que chorar faz bem para a aparência (depois que o inchaço dos olhos passar, obviamente). Ou seja, chorar traz benefícios para o corpo, para a alma e para o humor.

   De acordo com Tom Lutz, a maioria das pesquisas atuais sugere que, ao contrário do que se pensa, o pranto não acontece num momento de clímax emocional para desafogar a tensão. As lágrimas aparecem, na verdade, quando o organismo está se restabelecendo da profusão de emoções. Trata-se de uma reação pós-crise, de um mecanismo natural de cura. “Um bom choro vale mais que doses de tranquilizantes”, diz Guillermo Ruben. Portanto, luz verde para as lágrimas. Da próxima vez que sentir emoções fortes, abra as comportas sem culpa.






Fonte:
http://super.abril.com.br/cotidiano/choramos-443091.shtml
Imagens:
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