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Química - Matéria

A matéria e suas propriedades

A Química é a ciência que estuda a constituição da matéria, sua estrutura interna, as relações entre os diversos tipos de materiais encontrados na natureza, além de determinar suas propriedades, sejam elas físicas – como, por exemplo, cor, ponto de fusão, densidade, etc. – ou químicas, que são as transformações de uma substância em outra.

Matéria, Corpo e Objeto

Chamamos matéria a tudo que tem massa, ocupa lugar no espaço e pode, portanto, de alguma forma, ser medido. Por exemplo: madeira, alumínio, ferro, ar, etc.

Corpo é uma porção limitada da matéria e objeto é um corpo fabricado para um determinado fim.


O bloco de parafina é um corpo
 
A vela é um objeto

Resumindo, podemos dizer que o ferro é matéria, uma barra de ferro é um corpo e um portão de ferro é um objeto.

Propriedades Gerais da Matéria
São comuns a toda e qualquer espécie de matéria, independentemente da substância de que ela é feita. As principais são: massa, extensão, impenetrabilidade, divisibilidade, compressibilidade e elasticidade.

Massa

A massa é uma propriedade dos corpos relacionada à quantidade de matéria que o corpo possui.
Ela é uma grandeza que pode ser medida. A medida padrão utilizada para medir a massa é oquilograma (kg), segundo o sistema internacional de Unidades (SI). O grama (g) é uma unidade de massa derivada do quilograma, e é empregado na medida de pequenas quantidades de massa.
A balança é o instrumento utilizado para medir a massa.

   Balança de pratos  
 
Balança eletrônica

Volume

O volume é uma grandeza que indica o espaço ocupado por uma determinada quantidade de matéria.
No sistema internacional (SI), a unidade que mede o volume é o metro cúbico (m3). Também é comum a utilização do litro ou do mililitro (mL) na medida de volume. O leite, o refrigerante e muitos outros líquidos podem ser medidos usando-se o litro como unidade de medida.

O decímetro cúbico e o litro
O decímetro cúbico (dm3) é o volume de um cubo cuja aresta meça 1 dm (um decímetro), ou seja, 10 cm. Essa unidade é equivalente ao litro (L)
1 dm3 = 1L

O centímetro cúbico e o mililitro
O centímetro cúbico (cm3) é o volume de um cubo cuja aresta meça 1 cm. Agora acompanhe o raciocínio: Um decímetro cúbico corresponde a mil centímetros cúbicos (1 dm3) = (1000 cm3). O mililitro (mL) é a milésima parte do litro e, assim, um litro corresponde a mil mililitros (1L = 1000 mL).
Como um décimo cúbico equivale a um litro, podemos, então afirmar que:

1 dm3 = 1L = 1.000 cm3 = 1000 ml

Assim, decorre que: 1cm3 = 1 ml
Extensão: Propriedade que a matéria tem de ocupar um lugar no espaço. O volume mede a extensão de um corpo.



Para medir o volume do peixe pode-se colocar água num copo graduado e, em seguida, mergulhar o peixe lá dentro, como se vê na figura. A diferença de volume visto pela graduação do copo é o volume ocupado pelo peixe. Pode-se fazer isso com qualquer objeto que deseja-se conhecer o volume.

                   Inércia

Propriedade que a matéria tem em permanecer na situação em que se encontra, seja em movimento, seja em repouso. Quanto maior for a massa de um corpo, mais difícil alterar seu movimento, e maior a inércia. A massa mede a inércia de um corpo.


Impenetrabilidade

Dois corpos não podem ocupar, simultaneamente o mesmo lugar no espaço.

O ar é uma matéria que ocupa espaço e que não deixa a água entrar molhando o papel.


Compressibilidade

Propriedade da matéria que consiste em ter volume reduzido quando submetida a determinada pressão.


Ao puxar o êmbolo, o interior da seringa é preenchido pelo ar. Quando o êmbolo é empurrado, o ar em seu interior é comprimido, pois sua saída da seringa foi obstruída pelo dedo.

Elasticidade

 
Propriedade que a matéria tem de retornar seu volume inicial - após cessada a força que causa a compressão.

O êmbolo está sendo empurrado para a saída de ar da seringa, mas essa saída é obstruida pelo dedo. O êmbolo, ao ser liberado da força a que era submetido, retorna à posição inicial na seringa, e isso mostra a elasticidade do ar.


Divisibilidade

Propriedade que a matéria tem se reduzir-se em partículas extremamente pequenas.


Indestrutibilidade

A matéria não pode ser criada nem destruída, apenas transformada.


 Propriedades Específicas da Matéria

Existem propriedades que são características de algumas matérias. Por exemplo, o ouro apresenta propriedades que o ferro não possui. Ele e o ferro apresentam propriedades que a água não tem. Já a água apresenta propriedades não encontradas no oxigênio, e assim por diante. Isso ocorre porque as substâncias ouro, ferro, água, oxigênio etc. são diferentes entre si.
As propriedades específicas nos permite distinguir uma substância de outra. Dentre as propriedades específicas, podemos citar:
  • Propriedades físicas: ponto de fusão, ponto de ebulição, densidade.
  • Propriedades organolépticas: São as propriedades percebidas pelos sentidosSão elas: odor, sabor, cor, brilho, etc.
  • Propriedades químicas: reações químicas.

Cor 

Diferentes materiais apresentam diferentes cores.

Barra de ouro
 
Moedas de prata


Dureza
É definida pela resistência que a superfície oferece quando riscada por outro material. A substância mais dura que se conhece é o diamante, usado para cortar e riscar materiais como o vidro.

O quadro é mais duro que o giz, pois ele risca o giz que é desgastado.


Brilho
É a propriedade que faz com que os corpos reflitam a luz de modo diferente.

 

 Maleabilidade

Propriedade que permite à matéria ser moldada. Existem materiais maleáveis e não-maleáveis.


Ductilidade

Propriedade que permite transformar materiais em fios. Um exemplo é o cobre, usado em forma de fios em instalações elétricas e o ferro na fabricação de arames.



Magnetismo

Algumas substâncias têm a propriedade de serem atraídas por ímãs, são as substâncias magnéticas.

Densidade

É também chamada de massa específica de uma substância, é a razão (d) entre a massa dessa substância e o volume por ela ocupado.
Com uma balança podemos determinar a massa de pedaços de cortiça de volume conhecido. Assim, por exemplo, determina-se experimentalmente que (para a variedade de cortiça utilizada):
  • 1 cm3 de cortiça tem massa 0,32 g;
  • 2 cm3 de cortiça têm massa 0,64 g;
  • 100 cm3 de cortiça têm massa 32 g;
  • 1.000 cm3 de cortiça têm massa 320 g.
Analogamente, pode-se determinar a massa de pedaços de chumbo de volume conhecido. Chega-se, por exemplo, a que:
  • 1 cm3 de chumbo tem massa 11,3 g;
  • 2 cm3de chumbo têm massa 22,6 g;
  • 100 cm3 de chumbo têm massa 1.130 g;
  • 1.000 cm3 de chumbo têm massa 11.300 g.

Percebeu alguma regularidade?

A massa e o volume da cortiça são diretamente proporcionais. Quando o volume aumenta, a massa aumenta na mesma proporção. Matematicamente, podemos dizer que a razão (divisão) entre a massa e o volume de um pedaço de cortiça fornece resultado constante. O mesmo se pode afirmar para o chumbo.
O conceito da densidade

A razão entre a massa e o volume para a cortiça é:

O resultado obtido (0,32g/cm3) é a densidade da cortiça, grandeza que nos informa o quanto de massa existe em um certo volume. Um volume de 1cm3 de cortiça tem massa 0,32 g, um volume de 2 cm3 tem massa de 0,64g e assim por diante.

Para o chumbo, temos:

A densidade do chumbo (11,3 g/cm3) é, portanto, diferente da densidade da cortiça. Um centímetro cúbico de chumbo tem maior massa que um centímetro cúbico de cortiça.
Vamos definir de modo mais geral.
Em palavras: A densidade de um objeto ou de uma amostra de certo material ou substância é o resultado da divisão da sua massa pelo seu volume.

Em equação:    

A unidade da densidade é composta por uma unidade de massa dividida por uma unidade de volume. Assim, podemos expressá-la, por exemplo, em g/cm3, g/L, kg/L etc.




fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Oitava_quimica/materia8.php

Técnicas de conservação de alimentos - Compotas

Porque num mundo moderno, prático esquecemos as mais básicas práticas de conservação de alimentos?
Essas práticas surgiram quase que com a humanidade, para garantir o processo da vida. Primeiro foi o sol, depois o sal e credita-se aos árabes, mas especificamente aos mesopotâmios a origem das conservas de frutas. Eram compotas, geleias, doces em barras, frutas cristalizadas que eram utilizadas para fins medicinais. Foram os árabes os introdutores do açúcar tanto na farmacopeia quanto na cozinha.
Na Europa essa arte foi introduzida pelos Cruzados, e o método tradicional de preparação dessas delícias pouco se alterou por séculos, continuando a ser simples e rápido. Quem não fica com água na boca quando sente o cheirinho das frutas cozinhando misturadas ao açúcar?

O primeiro texto conhecido aparentando uma compota – marmelos confeitados no mel, remonta aos primórdios da nossa Era, figurando num dos 37 volumes da História Natural de Plínio, o antigo, autor romano do século 1. Pouca gente sabe que cientistas e personagens importantes da nossa História se envolveram nesse tema pesquisando e praticando técnicas que são utilizadas até hoje. Temos um manuscrito batizado de “Notas de Cucina” de Leonardo da Vinci, com 80 receitas (a maioria salgada, já que o açúcar era pouco presente na dieta européia daquela época).
Mas a primeira obra publicada “Traité des Fardements et des Confitures” que aborda a arte e a maneira de fazer compotas e geleias vem do século 16, assinada pelo médico, astrólogo e praticante da alquimia Michel de Nostre-Dame, mais conhecido por Nostradamus. Sua receita de geleia de marmelo valeu-lhe elogios do anúncio papal de Avignon, pela sua doçura celestial.
As conservas em Portugal eram feitas de forma caseira pelas mulheres, servindo de sustento às famílias, mas há também o envolvimento dos homens, os chamados conserveiros, confeiteiros e alfoeleyros (fabricantes de alféloas, um doce de calda de açúcar ou de melado em ponto). Foram, porém, os conventos e recolhimentos femininos que expandiram a arte da doçaria e conservaria, a partir do século 17. Essa tradição doceira marcou a culinária portuguesa até os dias de hoje, conferindo-lhe identidade, como as queijadas de Sintra, os ovos moles de Aveiro entre outros, receitas transmitidas de geração em geração.
Com a expansão da produção do açúcar, o doce tornou-se mais popular, mas ainda em ocasiões comemorativas ou no encerramento de uma boa refeição. Depois invadiu o horário dos lanches e passou a ser considerado um mimo, um presente, ofertado como sinal de apreço. Vasco da Gama oferecia conservas da Ilha da Madeira, famosas por seu diferencial utilizando especiarias. Logo se alastrou pela sociedade, conquistando vários significados: status, amor, festa ou sociabilidade.
Para nós que temos a saúde e a sustentabilidade como meta é fundamental buscar a sabedoria desses alquimistas, pois os alimentos orgânicos são sazonais obedecem a safras e estações do ano. Conservá-los, portanto garante melhor aproveitamento do produto e também tê-los à nossa disposição durante todo o ano.
Conservas, geleias e compotas são opções criativas como petiscos, além disso, dão um toque especial no sabor tanto de pratos salgados como doces. Elas serão nossas companheiras e uma arma eficaz na conservação dos alimentos mais puros, como era antigamente. Com elas poderemos usufruir das frutas, verduras, legumes e grãos durante todo o ano, sem sofrer as conseqüências dos agrotóxicos, sementes transgênicas, conservantes e outros aditivos químicos.
Segundo Maria Lucia Gomensoro, autora do Pequeno Dicionário de Gastronomia (Editora Objetiva), nos diz: “Compota é um doce feito com frutas, frescas ou secas, inteiras ou em pedaço, cozidas em uma calda de água e açúcar, de ponto grosso normalmente. Pode ser aromatizada com especiarias ou bebida alcoólica, como brandy ou licor. As conservas, em geral, são salgadas”.
Vamos nos embrenhar neste mundo de delicadezas, dedicação e delícias, experimentar as dicas e receitas de compotas, geleias e conservas, com a vantagem da sua durabilidade e pureza, que facilitam muito nosso dia a dia.
Estamos na época dos morangos orgânicos, que delícia, pena que logo acaba!
Vamos aproveitar e fazer uma deliciosa Geleia de Morango:

Geleia de Morango

Ingredientes:
  • 10 xícaras de chá de morango orgânico
  • 08 xícaras de chá de açúcar cristal orgânico
  • Suco de 01 limão orgânico
Modo de Preparar:
Lave e retire os cabos, coloque no escorredor. Amasse com o garfo e meça em xícaras, junte o açúcar orgânico, limão e leve ao fogo. Mexa no início, depois pare para não formar muita espuma. Deixe até formar ponto de geleia. Retire a espuma, acondicione em frascos, retire o ar, tampe e pasteurize.
Envasamento e a Pasteurização
  • Esterilize os vidros e as tampas em água fervendo.
  • Coloque rapidamente a geleia ainda quente até 1 cm da borda. Passe uma espátula ou uma faca em volta retirando o ar, você vai perceber umas bolhas subindo quando pararem de subir está concluído.
  • Limpe as bordas com um pano limpo. Cubra os vidros cheios com uma toalha limpa para protegê-los contra poeira.
  • Não sacuda os vidros e nem mexa muito com eles, isso quebra a geléia e incorpora ar na mesma, prejudicando a textura e a aparência.
  • Os vidros estarão prontos para serem armazenados e fechados assim que a geléia estiver fria e consistente. Tampe, vede bem, coloque os vidros em uma panela com água fria o suficiente para envolver 3/4 da altura dos vidros, leve ao fogo e ferva por meia hora. Deixe esfriar na água e rotule. Guarde em lugar fresco e seco.
  • Depois de abertos, guarde na geladeira.
Usos Gastronômicos
Sobre fatias de pão, torradas ou bolachas no café da manhã ou no lanche;
Recheio de bolos, rocamboles ou outros doces;
Cobertura de tortas.
Misturadas àquele iogurte do artigo dos Industrializados ou ao sorvete.
Variações: Faça com outras frutas da época.

Antepasto de berinjela com nozes

Ingredientes:
  • 4 berinjelas Orgânicas grandes
  • 2 pimentões vermelhos Orgânicos cortados em tiras
  • 1 cebola Orgânica picada
  • 4 dentes de alho Orgânicos picados e espremidos
  • Azeite Extra Virgem
  • Pimenta vermelha
  • 1/2 kg de uvas passa branca
  • 1/2 kg de nozes picadas
  • 3 colheres (sopa) de orégano
  • Sal Marinho
  • Louro
  • Vinagre de maçã
Modo de Preparar:
Em uma panela ferva as berinjelas cortadas em tiras sem casca com água, temperada com sal, louro e vinagre. Escorra a água e esprema.
Junte os pimentões e cozinhe. Junte os outros ingredientes e mexa bem.
Regue com bastante azeite e leve ao forno para assar.
Envasamento e a Pasteurização: proceda da mesma forma que a geléia de morango.
Usos Gastronômicos
Sobre fatias de pão, torradas ou bolachas acompanhando os lanches;
Fica muito bom no macarrão;
Sirva como entrada.
Variações: abobrinha, pimentão com alho poro.
Geléias, conservas e compotas, delicadas e deliciosas, plenas do sentimento de quem as prepara, são ótimas opções de alimento. Faça delas seu hobby, sua maneira de enviar bons pensamentos e bons presságios a quem você ama. Crie, decore e presenteie. Quem receber vai sentir seu afeto. Um presente personalizado que agrada os olhos, desperta o paladar, aquece o coração e materializa o carinho.
fonte: http://www.coletivoverde.com.br/compotas-geleias/

QUÍMICA - Ligações Químicas

Na natureza, todos os sistemas tendem a adquirir a maior estabilidade possível. Os átomos ligam-se uns aos outros para aumentar a sua estabilidade. Os gases nobres são as únicas substâncias formadas por átomos isolados.
Conclusão: os átomos dos gases nobres são os únicos estáveis.
Os átomos dos gases nobres são os únicos que possuem a camada da valência completa, isto é, com oito elétrons (ou dois, no caso da camada K).
Conclusão: a saturação da camada da valência com oito elétrons (ou dois, no caso da camada K) aumenta a estabilidade do átomo.
A configuração eletrônica com a camada da valência completa é chamada configuração estável. Os átomos dos gases nobres são os únicos que já têm a camada da valência completa.
Teoria do octeto

Surgiu com a associação entre estabilidade dos gases nobres e o fato de possuíram 8 elétrons na última camada.
Para atingir uma situação estável, os átomos tendem a buscar uma estrutura eletrônica cuja camada de valência contenha 8 elétrons igual ao gás nobre que tenha o número atômico mais próximo.
Os átomos menores em número de elétrons tendem a alcançar o dueto, ou seja, procuram conseguir dois elétrons na camada de valência como o hélio: (Z = 2), logo 1s2. É o caso do hidrogênio e do lítio.
Por ser a última camada, quando dois átomos se encontram a camada de valência de um toca a camada de valência do outro. A observação dos átomos já conhecidos, permite estabelecer algumas regras para a ligação eletrônica:
1º quando um átomo tiver 8 elétrons na camada de valência, existira uma “estabilidade” e ele não se ligará a outros átomos. Por isso não se pode formar nenhum composto químico com os gases nobres hélio (He); neônio (Ne); argônio (Ar); criptônio (Kr); xenônio (Xe); e randônio (Rn).
2º Quando um átomo possuir menos de 8 elétrons na camada de valência, ele tende a “associar-se” a outros átomos para completar ou eliminar a camada incompleta.
3º Com 1, 2 ou 3 elétrons na última camada, o átomo procura eliminar.
4º Com 5, 6, 7 elétrons na camada de valência, a tendência é completar.
5º Com 4 elétrons na última camada, tanto faz eliminar ou completar, dependerá do elemento químico em questão.Existe, então, uma regra prática para verificar a distribuição eletrônica de um átomo. No entanto, é importante saber que essa regra tem muitas exceções.
Levando-se em conta a representação universal das camadas (K L M N O P Q), distribui-se os elétrons do elemento químico, levando-se em conta a quantidade máxima de elétrons em cada camada, até chegar à camada de valência do elemento em questão.
Observe
Lembrando mais uma vez que o número atômico Z = nº de prótons, e que um átomo neutro possui nº de prótons = nº de elétrons, para um elemento cujo nº atômico é 20 (Z = 20) temos a seguinte representação:

Nº máximo
de e-
28183232182
CamadasKLMNOPQ
20 Ca (Z=20)2
8
?
?

Colocando 2 na 1ª camada; mais 8 na segunda, na terceira camada, onde cabe 18 elétrons, você poderia colocar 10, dessa forma completaria a quantidade de elétrons que os átomos do cálcio possuem. No entanto, na última camada cabem apenas 8 elétrons. Se isso bastasse, talvez você pudesse escrever assim:

Nº máximo
de e-
28183232182
CamadasKLMNOPQ
20 Ca (Z=20)2
8
9
1

No entanto, o mínimo de elétrons que pode ter em uma camada é 2, sendo assim, o correto no caso do cálcio (20Ca) é escrever:

Nº máximo
de e-
28183232182
CamadasKLMNOPQ
20 Ca (Z=20)2
8
82


Ligações Químicas
Ligação iônica ou eletrovalente é a atração eletrostática entre íons de cargas opostas num retículo cristalino. Esses íons formam-se pela transferência de elétrons dos átomos de um elemento para os átomos de outro elemento.
Para se formar uma ligação iônica, é necessário que os átomos de um dos elementos tenham tendência a ceder elétrons e os átomos do outro elemento tenham tendência a receber elétrons.
Quando os átomos de dois elementos A e B têm ambos tendência a ceder ou a receber elétrons, não pode se formar uma ligação iônica entre eles.
Os átomos com tendência a ceder elétrons apresentam um, dois ou três elétrons na camada da valência; são todos átomos de metais, com exceção dos átomos de H e He. Os átomos com tendência a receber elétrons apresentam quatro, cinco, seis e sete elétrons na camada da valência; são os átomos dos não-metais e do H.
Uma ligação iônica forma-se entre um metal e um não-metal ou entre um metal e o H. Os elétrons são transferidos dos átomos dos metais para os dos não-metais ou do H.
Os átomos dos metais, cedendo elétrons, transformam-se em íons positivos ou cátions, e os átomos dos não-metais ou do H, recebendo elétrons, transformam-se em íons negativos ou ânions.
Todo ânion monoatômico tem configuração estável, semelhante à de um gás nobre, porque, na formação do ânion, o átomo recebe exatamente o número de elétrons que falta para ser atingida a configuração estável.
Nem todo cátion monoatômico tem configuração estável. O átomo, ao ceder os elétrons de sua camada da valência , nem sempre fica com configuração estável.
Os cátions dos metais alcalinos e alcalino-terrosos, bem como o cátion de alumínio, têm configurações estáveis. Os cátions dos metais de transição não têm, em sua maioria, configuração estável.
Exemplo: A configuração eletrônica do Sódio e do Cloro segundo o diagrama de Linus Pauling fica do seguinte modo:
11Na 1s2 2s2 2p6 3s1
17Cl 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5
O sódio possui 1 elétron na última camada. Basta perder este elétron para que ele fique estável com 8 elétrons na 2ª camada.
O cloro possui 7 elétrons na última camada. É bem mais fácil ele receber 1 elétron e ficar estável do que perder 7 elétrons para ficar estável, sendo isto o que acontece.
Agora tudo está perfeito. O sódio quer doar 1 elétron e o cloro quer receber 1 elétron. Eles se aproximam e o sódio doa seu elétron que está em excesso e o cloro o recebe.
Veja o esquema abaixo:
Ligação Química

Valência É o número de ligações que um átomo precisa fazer para adquirir uma configuração estável, como a configuração de um gás nobre.
Com exceção do hélio, os gases nobres (listados na coluna 8ª da Tabela Periódica) apresentam oito elétrons na camada de valência, observe:

KLMNOPQ
He(Z = 2)2
Ne(Z = 10)28
Ar(Z = 18)28188
Kr(Z = 36)2818188
Xe(Z = 54)281832188
Rn(z = 86)28183232188
Eletrovalência é a valência do elemento na forma iônica. É igual à carga do seu íon monoatômico.
Ligação covalente ou molecular É aquela onde os átomos possuem a tendência de compartilhar os elétrons de sua camada de valência, ou seja, de sua camada mais instável. Neste tipo de ligação não há a formação de íons, pois as estruturas formadas são eletronicamente neutras.
Ligação Química
Note que há o compartilhamento de elétrons entre os átomos de hidrogênio e os de oxigênio. Os elétrons da nuvem eletrônica não pertencem exclusivamente ao hidrogênio nem ao oxigênio; pertencem aos dois átomos simultaneamente.~

A ligação covalente pode ser: simples, dupla ou tripla de acordo com o nº de pares de electrões compartilhados.
  • Ligação covalente simples: ligação química onde participa um par de elétrons  Simboliza-se por um traço entre os átomos ligados. Por exemplo H-H.
  • Ligação covalente dupla: ligação química onde participa dois pares de elétrons  Simboliza-se por dois traços entre os átomos ligados. Por exemplo O=O.
  • Ligação covalente tripla: ligação química onde participa três pares de eléctrons  Simboliza-se por três traços entre os átomos ligados. Por exemplo N≡N.

Ligação dativa ou coordenada Este tipo de ligação ocorre quando os átomos envolvidos já atingiram a estabilidade com os oito ou dois elétrons na camada de valência.
Ligação Química
Note que as setas vermelhas indicam as ligações dativas; onde o átomo de enxofre "doa" um par de elétrons para cada átomo de oxigênio; e os traços indicam o compartilhamento de elétrons que ocorre normalmente entre o enxofre e o oxigênio.
Ligação metálica é constituída pelos elétrons livres que ficam entre os cátions dos metais (modelo do gás eletrônico ou do mar de elétrons). Os metais são constituídos por seus cátions mergulhados em um mar de elétrons.
A ligação metálica explica a condutividade elétrica, a maleabilidade, a ductilidade e outras propriedades dos metais.
Eletronegatividade de um elemento é uma medida da sua capacidade de atrair os elétrons das ligações covalentes das quais ele participa.
Quanto maior for a capacidade de um átomo de atrair os elétrons das ligações covalentes das quais ele participa, maior será a sua eletronegatividade.
Ligação covalente polar é aquela que constitui um dipolo elétrico. Forma-se quando as eletronegatividades dos elementos ligados são diferentes.
Ligação covalente apolar é aquela que não constitui dipolo elétrico. Neste caso, as eletronegatividades dos átomos ligados são iguais.

TIPOS DE SUBSTÂNCIAS

Substância iônica ou eletrovalente é toda substância que apresenta pelo menos uma ligação iônica. Mesmo as substâncias que apresentam ligações iônicas e covalentes são classificadas como iônicas.
Substância molecular apresenta somente ligações covalentes e é formada por moléculas discretas.
Substância covalente apresenta somente ligações covalentes e é formada por macromoléculas.
Propriedade das substâncias iônicas
Alto ponto de fusão (PF) e ponto de ebulição (PE).
Sólidas à temperatura ambiente.
Conduzem a corrente elétrica no estado fundido e não no estado sólido.
Cristais duros e quebradiços.
As substâncias moleculares não apresentam as propriedades acima. As substâncias covalentes, ao contrário das moleculares, têm PF e PE altíssimos (analogia com as iônicas).

FÓRMULAS ELETRÔNICAS E ESTRUTURAIS

Estruturas de Lewis ou fórmulas eletrônicas são representações dos pares de elétrons das ligações covalentes entre todos os átomos da molécula, bem como dos elétrons das camadas da valência que não participam das ligações covalentes.
Estruturas de Couper ou fórmulas estruturais planas são representações, por traços de união, de todas as ligações covalentes entre todos os átomos da molécula.
Simples ligação é uma ligação covalente entre dois átomos (A - B).
Ligação dupla são duas ligações covalentes entre dois átomos (A = B).
Ligação tripla são três ligações covalentes entre dois átomos (A º B).


Fontes: www.geocities.com
            www.mundoeducação.com.br

http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com.br/2013/03/ligacoes-quimicas-resumo-com-questoes.html

Chiclete?










    Ninguém sabe ao certo quando o homem começou a mascar resinas extraídas de árvores, mas há registros históricos de que vários povos da Antiguidade, como os gregos, já tinham esse costume. O hábito também era comum no continente americano, antes mesmo da colonização européia. O látex do sapotizeiro - árvore que dá o sapoti - era usado como goma de mascar pelos maias e astecas, entre outras civilizações pré-colombianas. A essa resina os nativos davam o nome de chicle. A guloseima que conhecemos hoje surgiu no final do século 19. Mais precisamente em 1872, ano em que o inventor americano Thomas Adams fabricou o primeiro lote de chicletes em formato de bola e aromatizando as resinas naturais com extrato de alcaçuz (planta da família das leguminosas e do gênero Glycyrrhiza que possui raízes adocicadas, ricas em glicirrizina e das quais se extrai um xarope usado em confeitaria, em medicamentos para tosse e na produção de alguns tipos de cerveja). Nas décadas seguintes, ele abriu várias fábricas para atender a demanda crescente dos consumidores americanos pelo novo produto.
     Em meados do século 20, especialmente após a Segunda Guerra (1939-1945), as resinas naturais foram substituídas por substâncias sintetizadas a partir do refino do petróleo. "O motivo para essa troca foi o custo de fabricação, já que a resina natural é muito mais cara que a borracha sintética", diz o engenheiro químico Múcio Almeida, gerente de desenvolvimento de produtos da Adams do Brasil. A partir da década de 1960, surgiram os primeiros chicletes sem açúcar, que, segundo os fabricantes, além de diminuírem os riscos de cáries, ajudam a manter os dentes limpos, pois estimulam a produção de saliva, que remove partículas de alimentos. Com ou sem açúcar, é bom tomar alguns cuidados com essa guloseima. Crianças pequenas que engolem a goma correm o risco de ter as vias aéreas bloqueadas ou de ter interrompido o fluxo intestinal. Outro alerta: mascar com a barriga vazia pode causar problemas estomacais, pois há um estímulo desnecessário à produção de enzimas gástricas.

Passo-a-passo do processo de fabricação do chiclete:

1º- O primeiro passo é a produção da goma base. Ela tem como ingredientes: borracha sintética e parafina (ambas derivadas do petróleo), óleos vegetais (são substâncias emulsificantes que dão liga a mistura) e antioxidantes (conservantes químicos). A mistura ainda leva carbonato de cálcio para dar mais volume.

2º- A goma base vai para as fábricas de chiclete propriamente ditas, onde é derretida e a ela adicionados outros ingredientes como: açúcar ou adoçante, aromas, corantes, ácidos cítricos (naqueles chicletes que possuem um sabor azedinho) e glicerina (substância que dá liga ao produto).

3º- Pronta, essa mistura é despejada em placas para esfriar e endurecer, depois a mistura é cortada em tiras e então fatiada no tamanho exato que cada chiclete terá.

4º- Alguns chicletes possuem uma casquinha crocante em volta da goma, para formá-la, os chicletes já fatiados são banhados em um xarope feito de açúcar ou adoçante e amido.

5º- A última etapa é a embalagem e comercialização do produto.

Após esse longo processo, o chiclete está pronto para ser consumido. É só mascar e se deliciar com seus sabores.






http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiu-e-como-e-feito-o-chiclete
http://chicleteiros-chicleteiros.blogspot.com.br/2011/09/fabricacao-do-chiclete.html

ELEIÇÕES 2026 X ESCOLA LAICA

  As Eleições de 2026 representam um marco decisivo para o futuro socioeconômico e institucional do Brasil.     O pleito impacta diretament...