Recuperação Escolar


    As aulas de recuperação ou provas, dependendo da escola, não são fáceis para ninguém. Elas exigem do aluno o esforço e dedicação que, provavelmente, não foram empregados durante o resto do ano. Para que você supere esse momento com boas notas e possa aproveita o resto das férias, veja as dicas e conselhos que separamos a seguir:

Como sobreviver a recuperação na escola

1. A importância das aulas
  Para manter a motivação e não perder o foco pense em quão importantes essas aulas são. Você precisa delas para passar de ano e conseguir atingir as notas e exigências das matérias da próxima série ou da faculdade.

2. Durma bem

  Não fique acordado até mais tarde nos dias anteriores às aulas. Durma bem e o suficiente para que sua concentração possa estar em boa forma no dia seguinte.

3. Café da manhã completo

   Se você estiver com fome e sem energia durante as aulas e provas será difícil de concentrar e a sensação de que o tempo não passa será maior. Coma frutas, cereais e iogurtes. Evite refeições a base de açúcar, por exemplo, pão branco com geleia ou outro creme doce, eles não oferecem energia suficiente e podem engordar.

4. Seja educado
  Se você está de recuperação no fim do ano não coloque toda a sua frustração em cima de funcionários e professores da escola. Eles estão lá para ajudá-lo e devem ser respeitados.


5. Faça todas as lições de casa

  Se você deixar de fazer as lições de casa será mais difícil de aprender as matérias que teve dificuldade e seu professor vai reclamar. Mostre que está se esforçando e com certeza as suas notas irão aumentar.

6. Pare de reclamar

   Dizer o tempo todo que "isso é uma droga, para que tenho que aprender?" não vai fazer você passar de ano, mas sim deixá-lo mais desmotivado e deprimido. Pare de reclamar e se preocupar com as coisas erradas e concentre-se naquilo que pode (e deve) ser feito.

7. Música

    Muitas pessoas conseguem se concentrar melhor quando escutam música. Se esse é seu caso e, principalmente, se seu professor permitir, traga seu mp3 ou outro aparelho portátil e escute músicas enquanto estiver estudando sozinho ou o professor não estiver explicando a matéria. Mas atenção, não use esta desculpa para fingir que está realizando suas atividades.Você é o único prejudicado se fizer isso.

8. Não se distraia

  A falta de concentração é uma das piores inimigas da recuperação. Se você se distrair durante as explicações e não manter o foco durante os exercícios todo o tempo investido para a recuperação será perdido e você não conseguirá alcançar as metas exigidas.




http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/10/01/970381/8-dicas-sobreviver-recuperaco-na-escola.html

Final de Ano Escolar


   Fim de ano na escola é sinônimo de aflição, muitos pais ficam preocupados com a possível retenção do filho na série cursada, principalmente com aqueles que apresentam notas baixas no decorrer de todos os bimestres. Esse é o período em que pais e alunos pressionam coordenação e professores para oferecerem possíveis chances de recuperação. 

    Alguns pais recorrem aos professores particulares para um reforço maior com o objetivo de não permitir que o seu filho perca o ano. Em muitos casos o aprender fica em segundo plano, o importante mesmo é a aprovação, isso porque todos sabem dos prejuízos resultantes de uma reprovação escolar. 

   Existem ocasiões em que um aluno deve ser retido isso (quando não detém o conhecimento mínimo para avançar para a série seguinte), mas existem casos em que o aluno teve dificuldade somente em uma parte do semestre, para eles a recuperação é uma boa alternativa, pois é possível obter bons resultados de aprendizagem. 

    Os pais devem perceber que seus filhos estão na escola para aprender, não para atingir notas somente. Grande parte das famílias leva em conta as notas, aprendizagem é irrelevante. 

   Final de segundo semestre na escola é um período que envolve toda a família, as atitudes da mesma com o aluno devem ser aplicadas de maneira prudente para não causar nenhum tipo de trauma no educando.




Por Eduardo de Freitas
Equipe Brasil Escola
http://educador.brasilescola.com/orientacoes/fim-ano-na-escola.htm

Os métodos de conservação de alimentos



Os métodos de conservação de alimentos permitem que se possa guardá-los para uso futuro sem que se estraguem. Os homens pré-históricos secavam a comida ao sol ou guardavam-na em cavernas frescas. Atualmente ainda se usa a secagem (desidratação) e o resfriamento (refrigeração) para preservar os alimentos. No entanto, a ciência desenvolveu outros métodos de preservação dos alimentos. Entre esses métodos estão o enlatamento, o congelamento rápido, a adição de produtos químicos, a liofilização e a irradiação.

Graças aos métodos de conservação dos alimentos, as pessoas podem manter uma dieta saudável durante o ano inteiro. Pode-se comer na mesma refeição sardinhas em lata portuguesas, suco de caju do Nordeste e pêssegos em calda argentinos. Quase todo mundo come diariamente alimentos que passaram por um processo de conservação: suco de laranja em lata, carne-de-sol, bacalhau seco, frutas secas, banha e óleos vegetais, por exemplo.

Muitas donas-de-casa preferem enlatar os alimentos ou submetê-los a um congelamento rápido. Porém, a maioria dos alimentos em conserva é preparada pela indústria de processamento de produtos alimentícios.

Todos os métodos de conservação de alimentos visam à obtenção de alimentos saudáveis e saborosos. As donas-de-casa e as indústrias de processamento de alimentos tomam muito cuidado ao escolher, preparar e industrializar os alimentos que pretendem conservar. Devem trabalhar em condições de limpeza e usar apenas produtos frescos de primeira qualidade, no estado próprio de amadurecimento. Devem jogar fora todos os pedaços estragados ou machucados e remover as partes que não vão ser comidas, como as cascas dos legumes e frutas e os caroços. Os principais métodos de conservação dos alimentos são: armazenamento em câmaras frigoríficas, enlatamento, congelamento, secagem, liofilização e cura. Além disso, o tratamento com antibióticos ou a exposição aos raios ultravioleta ajuda a conservar alguns alimentos.

O Armazenamento em Câmaras Frigoríficas conserva os alimentos frescos em temperaturas baixas. Essas temperaturas, geralmente de -1°C a 10°C. não impedem que os alimentos se estraguem. No entanto, retardam o desenvolvimento dos microrganismos e a ação das enzimas. A duração dos alimentos assim conservados depende do tipo de alimento, da temperatura em que é armazenado e da quantidade de umidade existente no ar da câmara frigorífica. Os alimentos não devem ficar ressecados ou muito úmidos. É muito comum dar mofo nos alimentos úmidos. A circulação do ar na câmara contribui para que a temperatura se mantenha constante. Também retira os gases que alguns alimentos desprendem. Alguns desses gases encurtam a duração das frutas armazenadas.

Os grandes frigoríficos conservam grandes suprimentos de maçãs, pêras, manteiga, queijo e ovos por períodos de seis a dez meses. A maioria dos outros alimentos pode ser armazenada por apenas algumas semanas ou alguns meses. Às vezes os agricultores colhem as frutas e hortaliças antes de amadurecerem, mas depois de terem atingido seu pleno crescimento. Alguns alimentos amadurecem dentro das câmaras frigoríficas ou durante o transporte em vagões ou caminhões-frigoríficos. As indústrias de processamento de carne usam o armazenamento em câmaras frigoríficas para amaciar a carne. Colocam a carne em câmaras frigoríficas durante sete a dez dias. O frio impede que os microrganismos estraguem a carne, mas permite que a ação lenta das enzimas amoleça os tecidos mais duros. Isso torna a carne mais macia.

O Enlatamento tem duas finalidades: esterilizar os alimentos, isto é, eliminar todos os microrganismos, e manter os alimentos livres do contato com o ar, para livrá-los de germes. O aquecimento dos alimentos a uma temperatura elevada destrói os microrganismos e paralisa a ação das enzimas. Para manter os alimentos fora do contato com o ar, os enlatadores e as donas-de-casa os acondicionam em recipientes de vidro ou metal hermeticamente fechados. Retiram o ar dos recipientes e os vedam com tampas que fechem hermeticamente. A vedação afasta os microrganismos e ajuda a evitar a oxidação dos alimentos. A maioria dos alimentos enlatados se conserva bem por mais de um ano.

Nas fábricas de enlatados, os técnicos em alimentação testam amostras dos alimentos nos diferentes estágios de enlatamento. Esses técnicos determinam o grau de amadurecimento e a composição dos alimentos crus. Verificam se nenhuma substância estranha entrou nas latas, e se o processo de enlatamento destruiu as enzimas e microrganismos que podem estragar os alimentos. Finalmente, verificam se os alimentos seguem os padrões exigidos pela companhia e pelo governo.

Os principais processos de enlatamento são os seguintes: método convencional de retortas, preaquecimento e enlatamento do alimento quente e enlatamento rápido. As donas-de-casa usam mais ou menos os mesmos métodos dos enlatadores comerciais. Porém, elas lidam com pequenas quantidades de alimentos e usam equipamentos menos complicados.

Método Convencional de Retortas. É o processo comercial mais comum de enlatamento. É usado na conservação da maioria dos vegetais, frutas, peixes e carnes. Os enlatadores enchem e vedam os recipientes e em seguida submetem os alimentos a um processo de aquecimento. Colocam os recipientes em enormes retortas (cozedores), usando água ou vapor para produzir temperatura de 100ºC a 120ºC, a fim de eliminar os germes. O tempo de esterilização depende de temperatura, do tamanho do recipiente e do tipo de alimento. Os recipientes com maiores quantidades de alimentos levam mais tempo para serem esterilizados do que os recipientes com menores quantidades.

As donas-de-casa usam um método semelhante para conservar frutas e tomates. Colocam alimentos crus ou ligeiramente aquecidos em recipientes de vidro esterilizados e os cozinham em uma panela de pressão, ou em banho-maria se o alimento for muito ácido. Outro método de fazer conservas em casa é o acondicionamento dos alimentos quentes, usados para legumes, carnes e compotas. As donas-de-casa aquecem os alimentos até o ponto de fervura, mas não os cozinham antes de colocá-los nos recipientes. Os recipientes vedados são então esterilizados em panelas de pressão.

Preaquecimento e Enlatamento do Alimento Quente. Nesse método, os enlatadores primeiro aquecem bem os alimentos em caldeirões abertos ou em aparelhos especiais. Em seguida colocam-nos ainda quentes em recipientes esterilizados e vedam os recipientes. O calor dos alimentos mata qualquer microrganismo que possa entrar nos recipientes enquanto são cheios. Os enlatadores comerciais usam esse método apenas para conservar alimentos muito ácidos como suco de laranja, massa de tomate e geléias ou gelatinas. As temperaturas usadas no preaquecimento e no enlatamento dos alimentos quentes não passam de 90°C. Os alimentos não ácidos, como carne ou peixe, exigem temperaturas mais altas para esterilização. As donas-de-casa usam esses métodos principalmente para fazer conservas, gelatinas, compotas e picles.

Enlatamento Rápido. Os métodos de enlatamento rápido usam temperaturas altas, de 120° a 140°C durante curtos períodos de tempo. O enlatamento rápido evita certas mudanças que ocorrem nos alimentos durante períodos mais longos de aquecimento. Esse método só é usado com poucos tipos de alimentos, porque ocorrem mudanças químicas durante o armazenamento após o enlatamento. Entre os alimentos comercializados enlatados por este método estão os alimentos para bebês, o creme de milho, as carnes em conserva e molhos.

O Congelamento é, depois do enlatamento, o método mais usado para a conservação de alimentos. As indústrias de processamento de produtos alimentícios e as donas-de-casa congelam a maioria das frutas e legumes, assim como alguns tipos de carne, peixes, aves e laticínios. As indústrias também congelam muitos alimentos prontos que vão desde batatas fritas a pratos de carne completos.

A Secagem, ou desidratação é o método que retira a maior parte do líquido dos alimentos.
Os microrganismos não podem desenvolver-se nos alimentos secos. A secagem também reduz o tamanho e o peso dos alimentos, tornando-os mais fáceis de serem transportados e armazenados. As indústrias escaldam os legumes e algumas frutas antes da secagem, para evitar as mudanças causadas pelas enzimas. A escalda consiste em expor os alimentos ao vapor de água ou colocá-los em água fervendo. As indústrias muitas vezes tratam maçãs, pêras e pêssegos com anidrido sulfuroso para evitar as enzimas e outras mudanças químicas, especialmente o escurecimento das frutas. Os alimentos podem ser secos ao sol, em fornos, em máquinas especiais chamadas desidratadoras e em câmaras pulverizadoras.

Secagem ao Sol. É o método mais antigo de secar alimentos. Os alimentos são colocados em bandejas e expostos ao sol. Após vários dias já se evaporou uma quantidade de umidade suficiente para que se possa considerá-los livres dos perigos do armazenamento. As indústrias secam ao sol muitas frutas, alguns vegetais e alguns peixes. As donas-de-casa também usam esse método para secar frutas.

Secagem no Forno. Esse método usa o calor de um forno ou estufa para evaporar a umidade dos alimentos. O forno ou estufa fica na parte inferior de uma construção. O alimento é colocado em prateleiras feitas de ripas e o calor sob através das aberturas entre as ripas. O processo pode levar vários dias. Durante esse período, os operários viram e mudam o alimento de lugar várias vezes para certificar-se de que está completamente seco.

Desidratadoras. Essas máquinas levam menos tempo para secar determinada quantidade de alimentos do que os outros meios de secagem. Algumas desidratadoras usam um vácuo parcial para fazer a água evaporar a uma temperatura baixa. Devido à temperatura mais baixa, ocorrem menos transformações químicas causadas pelo calor.

Câmaras Pulverizadoras. Servem para desidratar ovos, leite e sucos de frutas e de hortaliças. Pelo método de secagem por pulverização, o alimento líquido é pulverizado através de pulverizadores para dentro de câmaras de secagem especialmente desenhadas. As partículas de alimentos se depositam em forma de pó no fundo das câmaras. A secagem por jatos de ar quente é usada principalmente para as hortaliças. Os desidratadores forçam o ar quente para cima dos alimentos colocados em bandejas dentro de câmaras especiais. O ar aquecido, ao passar sobre os alimentos, absorve e leva consigo a umidade.

Liofilização. Nesse processo, a água é removida dos alimentos enquanto ainda estão congelados. O alimento congelado é resfriado até cerca de -30ºC. Em seguida, é colocado em bandejas em uma câmara de vácuo e o calor é aplicado lentamente. Por esse método a água congelada contida no alimento evapora sem passar pelo estado líquido. O alimento não é submetido a temperaturas elevadas até que a maior parte da umidade tenha sido removida. A secagem leva de quatro a 12h, dependendo do tipo de alimento, do tamanho das partículas e do sistema de secagem utilizado. Os alimentos conservados por esse método são geralmente envoltos em um gás inerte como o nitrogênio. Devem ser acondicionados em recipientes à prova de umidade. A liofilização geralmente produz alimentos secos de melhor qualidade, mas é um método de secagem mais caro que os outros.

A Cura retarda o crescimento dos microrganismos dentro dos alimentos e geralmente destrói muitos deles na superfície dos alimentos. A cura consiste em salgar, defumar, cozinhar e secar, ou em alguma combinação desses tratamentos. Em alguns tipos de cura, certos compostos químicos além do sal podem ser usados, mas as quantidades e tipos desses compostos são regulamentados. Há leis que proíbem o uso de produtos químicos que possam causar doenças na população. Entre os produtos mais usados estão o sal, o açúcar, o vinagre e a fumaça de madeira. Outros produtos químicos permitidos em alguns alimentos são os nitritos de sódio e de potássio, o anidrido sulfuroso e o ácido benzóico. A quantidade de nitrito de sódio usada na cura deve ser limitada. Em certas condições, o nitrito de sódio pode se combinar com outros produtos químicos e formar compostos que podem causar o câncer.


Sal




  Deve ser usado em grande quantidade para controlar o desenvolvimento de microrganismos. Como o sal tem gosto muito forte, só pode ser usado em grandes quantidades em alimentos nos quais ele acrescente sabor, como nas carnes de vaca, de porco e de peixe. Geralmente coloca-se esse tipo de alimento em soluções de água salgada para que absorva o sal ou esfrega-se sal seco até que penetre no alimento. Os alimentos em forma de picles são conservados com sal.


Açúcar


 


  Em grandes quantidades, retarda o desenvolvimento de microrganismos. Os fabricantes e as donas-de-casa adicionam açúcar ou melaço às geléias e gelatinas e, na maioria das vezes, às frutas enlatadas ou congeladas, para ajudar a conservá-las. O açúcar também melhora o gosto desses alimentos. O leite condensado contém açúcar como agente de conservação.




Vinagre

    É usado para fazer picles de tomates verdes, pepinos, couves-flores, cebolas, beterrabas, arenques, sardinhas e outros alimentos que tem bom gosto quando ácidos. O ácido acético do vinagre retarda o desenvolvimento de microrganismos.


Fumaça de Madeira

    Contém produtos químicos que retardam o desenvolvimento de microrganismos. No entanto, a defumação modifica o cheiro e o gosto dos alimentos. Os processadores de produtos alimentícios só usam esse método para conservar carnes e peixes, porque a fumaça não estraga o seu gosto. A fumaça conserva bem a carne e o peixe quando é combinada com a salga e a secagem. As carnes que vão ser defumadas, como presunto, toucinho e outros produtos curados com sal, são pendurados em um defumadouro. A fumaça vem de um fogo de combustão lenta.

Os Antibióticos são compostos químicos produzidos por microrganismos vivos. São indicados pelos médicos para destruir os microrganismos que tornam as pessoas doentes Os cientistas descobriram que os antibióticos também podem ser usados para dificultar a ação dos microrganismos que estragam os alimentos. Em alguns países, como no Canadá, os processadores de produtos alimentícios mergulham os peixes em uma solução fraca de Aureomicina e de Terramicina. Isso retarda o desenvolvimento de microrganismos e permite que os peixes possam ser armazenados em câmaras refrigeradas por mais tempo. Os antibióticos são também acrescentados à água do mar refrigerada, para conservar os peixes enquanto são transportados em navios.

Os Raios Ultravioleta podem destruir a maioria dos microrganismos, mas seu uso na conservação dos alimentos ainda é pouco difundido. São usados nas fábricas de pão para matar os esporos que existem no ar, para controlar o mofo nos queijos embalados e reduzir os estragos que as bactérias fazem nas carnes. As indústrias de processamento de carne expõem a carne aos raios ultravioleta durante o processo de amaciamento. Os raios esterilizam a superfície da carne, em que vive a maioria dos microrganismos. Assim, a carne pode ser guardada por vários dias, a uma temperatura de até 16°C, sem que seja estragada pelos microrganismos. As carnes que não são irradiadas, ou tratadas com raios ultravioleta, devem ser mantidas em temperaturas mais baixas. A temperatura relativamente alta permite que as enzimas amaciadoras trabalhem mais depressa. 

Os conservantes impedem o alimento de apodrecer e permitem que o consumidor compre uma variedade de produtos disponíveis fora da estação usual. Os alimentos estragam com facilidade: as bactérias fazem a estrutura apodrecer e putrificar; as enzimas causam mudanças inaceitáveis como escurecimento; algumas células das partes machucadas morrem, levando à descoloração e eventualmente ao apodrecimento; as gorduras se tornam rançosas como resultado da oxidação.

Os conservantes tradicionais incluem o sal, o vinagre, o álcool e os temperos. O ácido acético é o principal componente do vinagre e pode ser considerado um aditivo natural, mas passou por testagem extensa e tem um número E (E260). A radiação pode ser utilizada como um conservante porque destrói as bactérias e enzimas que estragam os alimentos. Também pode ser utilizada para adiar o amadurecimento das frutas e o brotamento de vegetais como as batatas. 







Por que usar aditivos? 


Muitos dos alimentos que comemos atualmente contêm aditivos. Os aditivos são utilizados nos alimentos por muitas razões, incluindo as seguintes: 
Para manter os alimentos frescos até serem consumidos, ampliando as opções de alimentos. 
Para permitir que os alimentos sejam embalados, armazenados, preparados e utilizados de modo conveniente. 
Para estender a duração do alimento. 
Para reduzir o custo dos ingredientes. 
Para acrescentar nutrientes. 


O processo da radiação só é utilizado com licença e é monitorado por um comitê governamental. Outros conservantes incluem: 
Ácido benzóico e benzoatos, que são encontrados em muitos alimentos frescos como ervilhas, bananas e frutas vermelhas como o morango e a amora; os benzoatos causam reações adversas em alguns indivíduos. 
Dióxido de sulfa destrói a tiamina e não é, portanto, permitido em alimentos que sejam uma fonte significativa de tiamina. É utilizado para destruir as leveduras, as quais podem causar a fermentação dos produtos alimentícios. 
Os nitratos e nitritos eliminam as bactérias que causam o botulismo, uma forma letal de envenenamento alimentar, e conservam a cor vermelha da carne. Os nitritos podem reagir com outras substâncias químicas no intestino para formar as nitrosaminas, que podem causar câncer em animais experimentais, embora não haja evidência que façam o mesmo em humanos. 


A pasteurização é um tratamento térmico que elimina os microorganismos termossensíveis (todos os patogênicos e outros não esporulados) existentes no alimento. A temperatura não passa dos 100°C, podendo este aquecimento ser produzido por vapor, água quente, radiações ionizantes, calor seco, microondas, etc.


Utiliza-se a pasteurização quando os tratamentos térmicos mais elevados trazem perdas de qualidade significativas, quando os agentes microbianos responsáveis pelas alterações no alimento não são muito termorresistentes ou quando deseja-se destruir agentes competitivos (ex: antes de uma fermentação).


A pasteurização pode ser feita de maneira rápida - temperatura alta, tempo curto (HTST - "high temperature, short time"), usando-se temperaturas superiores a 70°C por alguns segundos - ou de maneira lenta - temperatura baixa, tempo longo (LTLT - "low temperature, long time"), com temperaturas entre 58°C e 70°C por alguns minutos.


A pasteurização é fundamental no processamento de: 
Alimento infantil à base de maçã e banana 
Antepasto de Berinjela 
Catchup 
Cerveja 
Cogumelo em conserva 
Molho de pimenta 
Suco de laranja 
Suco de Laranja Concentrado 
Vinagre de maçã 
Geléia de pimentão 


Apertização: método descoberto por Nicolas Apert em 1809 na França, é na atualidade um dos mais utilizados pela indústria alimentícia. Utilizando-se de latas ou vidros para o acondicionamento dos produtos, estes são lacrados e submetidos a altas temperaturas em autoclaves (retordas), as quais tem por princípio de funcionamento o mesmo das panelas de pressão domésticas. Com o uso desses equipamentos é possível submeter os produtos a altas temperaturas sem que a água de constituição destes entre em ebulição, o que poderia degenerar a aparência desses alimentos. O tempo e a temperatura a ser empregada no tratamento dependerá entre outros fatores dos tipos de produtos e embalagens utilizadas.


Bibliografia



http://www.lincx.com.br/lincx/orientacao/alimentos/alimentos_aditivos.html





http://www.educacional.com.br/enciclopedia/res_verbete.asp?id=172973




http://www8.ufrgs.br/tecvege/feira/opconser/opc_pasteur.htm 


http://www.unioeste.br/agais/proc_agroindu.html 




Por: André Amato





fonte: http://www.coladaweb.com/biologia/alimentos/conservacao-de-alimentos

Técnicas de conservação de alimentos - Compotas

Porque num mundo moderno, prático esquecemos as mais básicas práticas de conservação de alimentos?
Essas práticas surgiram quase que com a humanidade, para garantir o processo da vida. Primeiro foi o sol, depois o sal e credita-se aos árabes, mas especificamente aos mesopotâmios a origem das conservas de frutas. Eram compotas, geleias, doces em barras, frutas cristalizadas que eram utilizadas para fins medicinais. Foram os árabes os introdutores do açúcar tanto na farmacopeia quanto na cozinha.
Na Europa essa arte foi introduzida pelos Cruzados, e o método tradicional de preparação dessas delícias pouco se alterou por séculos, continuando a ser simples e rápido. Quem não fica com água na boca quando sente o cheirinho das frutas cozinhando misturadas ao açúcar?

O primeiro texto conhecido aparentando uma compota – marmelos confeitados no mel, remonta aos primórdios da nossa Era, figurando num dos 37 volumes da História Natural de Plínio, o antigo, autor romano do século 1. Pouca gente sabe que cientistas e personagens importantes da nossa História se envolveram nesse tema pesquisando e praticando técnicas que são utilizadas até hoje. Temos um manuscrito batizado de “Notas de Cucina” de Leonardo da Vinci, com 80 receitas (a maioria salgada, já que o açúcar era pouco presente na dieta européia daquela época).
Mas a primeira obra publicada “Traité des Fardements et des Confitures” que aborda a arte e a maneira de fazer compotas e geleias vem do século 16, assinada pelo médico, astrólogo e praticante da alquimia Michel de Nostre-Dame, mais conhecido por Nostradamus. Sua receita de geleia de marmelo valeu-lhe elogios do anúncio papal de Avignon, pela sua doçura celestial.
As conservas em Portugal eram feitas de forma caseira pelas mulheres, servindo de sustento às famílias, mas há também o envolvimento dos homens, os chamados conserveiros, confeiteiros e alfoeleyros (fabricantes de alféloas, um doce de calda de açúcar ou de melado em ponto). Foram, porém, os conventos e recolhimentos femininos que expandiram a arte da doçaria e conservaria, a partir do século 17. Essa tradição doceira marcou a culinária portuguesa até os dias de hoje, conferindo-lhe identidade, como as queijadas de Sintra, os ovos moles de Aveiro entre outros, receitas transmitidas de geração em geração.
Com a expansão da produção do açúcar, o doce tornou-se mais popular, mas ainda em ocasiões comemorativas ou no encerramento de uma boa refeição. Depois invadiu o horário dos lanches e passou a ser considerado um mimo, um presente, ofertado como sinal de apreço. Vasco da Gama oferecia conservas da Ilha da Madeira, famosas por seu diferencial utilizando especiarias. Logo se alastrou pela sociedade, conquistando vários significados: status, amor, festa ou sociabilidade.
Para nós que temos a saúde e a sustentabilidade como meta é fundamental buscar a sabedoria desses alquimistas, pois os alimentos orgânicos são sazonais obedecem a safras e estações do ano. Conservá-los, portanto garante melhor aproveitamento do produto e também tê-los à nossa disposição durante todo o ano.
Conservas, geleias e compotas são opções criativas como petiscos, além disso, dão um toque especial no sabor tanto de pratos salgados como doces. Elas serão nossas companheiras e uma arma eficaz na conservação dos alimentos mais puros, como era antigamente. Com elas poderemos usufruir das frutas, verduras, legumes e grãos durante todo o ano, sem sofrer as conseqüências dos agrotóxicos, sementes transgênicas, conservantes e outros aditivos químicos.
Segundo Maria Lucia Gomensoro, autora do Pequeno Dicionário de Gastronomia (Editora Objetiva), nos diz: “Compota é um doce feito com frutas, frescas ou secas, inteiras ou em pedaço, cozidas em uma calda de água e açúcar, de ponto grosso normalmente. Pode ser aromatizada com especiarias ou bebida alcoólica, como brandy ou licor. As conservas, em geral, são salgadas”.
Vamos nos embrenhar neste mundo de delicadezas, dedicação e delícias, experimentar as dicas e receitas de compotas, geleias e conservas, com a vantagem da sua durabilidade e pureza, que facilitam muito nosso dia a dia.
Estamos na época dos morangos orgânicos, que delícia, pena que logo acaba!
Vamos aproveitar e fazer uma deliciosa Geleia de Morango:

Geleia de Morango

Ingredientes:
  • 10 xícaras de chá de morango orgânico
  • 08 xícaras de chá de açúcar cristal orgânico
  • Suco de 01 limão orgânico
Modo de Preparar:
Lave e retire os cabos, coloque no escorredor. Amasse com o garfo e meça em xícaras, junte o açúcar orgânico, limão e leve ao fogo. Mexa no início, depois pare para não formar muita espuma. Deixe até formar ponto de geleia. Retire a espuma, acondicione em frascos, retire o ar, tampe e pasteurize.
Envasamento e a Pasteurização
  • Esterilize os vidros e as tampas em água fervendo.
  • Coloque rapidamente a geleia ainda quente até 1 cm da borda. Passe uma espátula ou uma faca em volta retirando o ar, você vai perceber umas bolhas subindo quando pararem de subir está concluído.
  • Limpe as bordas com um pano limpo. Cubra os vidros cheios com uma toalha limpa para protegê-los contra poeira.
  • Não sacuda os vidros e nem mexa muito com eles, isso quebra a geléia e incorpora ar na mesma, prejudicando a textura e a aparência.
  • Os vidros estarão prontos para serem armazenados e fechados assim que a geléia estiver fria e consistente. Tampe, vede bem, coloque os vidros em uma panela com água fria o suficiente para envolver 3/4 da altura dos vidros, leve ao fogo e ferva por meia hora. Deixe esfriar na água e rotule. Guarde em lugar fresco e seco.
  • Depois de abertos, guarde na geladeira.
Usos Gastronômicos
Sobre fatias de pão, torradas ou bolachas no café da manhã ou no lanche;
Recheio de bolos, rocamboles ou outros doces;
Cobertura de tortas.
Misturadas àquele iogurte do artigo dos Industrializados ou ao sorvete.
Variações: Faça com outras frutas da época.

Antepasto de berinjela com nozes

Ingredientes:
  • 4 berinjelas Orgânicas grandes
  • 2 pimentões vermelhos Orgânicos cortados em tiras
  • 1 cebola Orgânica picada
  • 4 dentes de alho Orgânicos picados e espremidos
  • Azeite Extra Virgem
  • Pimenta vermelha
  • 1/2 kg de uvas passa branca
  • 1/2 kg de nozes picadas
  • 3 colheres (sopa) de orégano
  • Sal Marinho
  • Louro
  • Vinagre de maçã
Modo de Preparar:
Em uma panela ferva as berinjelas cortadas em tiras sem casca com água, temperada com sal, louro e vinagre. Escorra a água e esprema.
Junte os pimentões e cozinhe. Junte os outros ingredientes e mexa bem.
Regue com bastante azeite e leve ao forno para assar.
Envasamento e a Pasteurização: proceda da mesma forma que a geléia de morango.
Usos Gastronômicos
Sobre fatias de pão, torradas ou bolachas acompanhando os lanches;
Fica muito bom no macarrão;
Sirva como entrada.
Variações: abobrinha, pimentão com alho poro.
Geléias, conservas e compotas, delicadas e deliciosas, plenas do sentimento de quem as prepara, são ótimas opções de alimento. Faça delas seu hobby, sua maneira de enviar bons pensamentos e bons presságios a quem você ama. Crie, decore e presenteie. Quem receber vai sentir seu afeto. Um presente personalizado que agrada os olhos, desperta o paladar, aquece o coração e materializa o carinho.
fonte: http://www.coletivoverde.com.br/compotas-geleias/

12 dicas para valorizar o professor do seu filho

Entenda porque o professor do seu filho merece ser valorizado e conheça algumas ações simples que ajudam a garantir isso.


professor é o grande protagonista do ensino. Sem a interação dele com os alunos, o processo de aprendizagem não é otimizado. Para pesquisadores de diversas áreas, não há dúvidas de que o papel do professor é determinante para obom desempenho escolar dos alunos. Quanto melhor for o desempenho do professor, melhor será o desempenho do aluno. Outros fatores - como escolaridade dos pais, infraestrutura escolar, acesso a materiais didáticos também influenciam a aprendizagem, claro, mas a qualificação do professor é o que mais impacta no êxito do aluno. 
O professor pode, por exemplo, proporcionar condições para alargar os horizontes da vida de um aluno, estimulando, por exemplo, o gosto pelo conhecimento. Ele dá para os alunos o exemplo de que estudar é bom e vale a pena. Ele ainda estimula o pensamento critico e a leitura do mundo.

É muito importante que este profissional seja e se se sinta valorizado. É o que mostra o exemplo de países como a Finlândia que tem um dos melhores sistemas de ensino do mundo. "Lá, o professor tem papel de destaque na sociedade. Tanto que os melhores alunos das melhores escolas têm esta como a primeira opção de carreira", diz Amábile Mansutti, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). 

A equação da valorização docente envolve."Salário inicial atraente, bons planos de carreira, formação inicial e continuada e boas condições de trabalho são fundamentais", explica Marli André, professora da PUC-SP. Tudo isso, porém, é da alçada dos gestores públicos. Mas a família também pode fazer sua parte.
O Educar para Crescer entrevistou essas duas especialistas e Pamela Mason (Harvard) para destacar 12 ações que contribuem para dar aos mestres a importância que eles merecem:
  • RESPEITAR O PROFESSOR
Ensine seu filho a respeitar o professor - afinal, ele será seu grande parceiro no processo de aprendizagem.
  • SER UM ALUNO APLICADO
Estimule que seu filho tenha postura de estudante (respeitar os horários de entrada e saída e manter cadernos organizados, por exemplo).
  • ESCUTAR OS COLEGAS
Oriente seu filho a sempre ouvir o professor e os colegas.

  • VALORIZAR O PROFESSOR
Valorize o professor sem qualquer preconceito de gênero, idade, raça etc. E lembre-se que ele estudou e se preparou para exercer sua função.
  • MOSTRAR INTERESSE
Demonstre interesse pelo trabalho do professor, sem cobrança excessiva.

  • PARTICIPAR DA EDUCAÇÃO DO SEU FILHO
Frequente as reuniões e os demais eventos na escola (saraus, festas, eventos esportivos etc).
  • SER AMIGO DO PROFESSOR
Estabeleça uma parceria com ele, acompanhando a formação do seu filho.
  • EXERCER SEUS DIREITOS
Reivindique uma escola em boas condições (trabalhar e estudar em um ambiente limpo, organizado e com boa infraestrutura é crucial).
  • INFORMAR-SE SOBRE A ESCOLA
Procure saber se a escola oferece formação continuada a ele.
  • APOIAR AS IDEIAS DO PROFESSOR

Aprecie as iniciativas do professor, como a ideia de reunir as produções das crianças em um livro ou de fazer uma apresentação para a comunidade.
  • EDUCAR NÃO É SÓ NA ESCOLA
Compreenda que os papéis da escola e da família são complementares - cabe à primeira favorecer o desenvolvimento das capacidades da garotada e à segunda, acolhê-los num ambiente provedor e afetivo.
  • IMPORTAR-SE COM POLÍTICA
Eleja governantes comprometidos com a causa da valorização docente.

Halloween - 31 de Outubro




    O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxônicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos, sendo que não existe ao certo referências precisas de onde surgiram essas celebrações.

     A palavra Halloween tem origem na Igreja católica. Vem de uma tradição contraída do dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos, é um dia católico de observância em honra de santos. Mas, no século V DC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro. O feriado era Samhain, o Ano novo Céltico. Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra "Hallowinas" - nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia).

       Mas os estudiosos dizem que a palavra Halloween surgiu da seguinte forma:

      O nome é, na realidade, uma versão encurtada de "All Hallows' Even"(Noite de Todos os Santos), a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows' Day). 
"Hallow" é uma palavra do inglês antigo para "pessoa santa" e o dia de todas as "pessoas santas" é apenas um outro nome para Dia de Todos os Santos, o dia em que os católicos homenageiam todos os santos. Com o tempo, as pessoas passaram a se referir à Noite de Todos os Santos, "All Hallows' Even", como "Hallowe'en", e mais tarde simplesmente "Halloween".

      O Halloween marca o fim oficial do verão e o início do ano-novo. Celebra também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis.

     Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol. Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe'en. Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte. Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos.


      Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir, (Panati). 
Os Romanos adotaram as práticas célticas, mas no primeiro século depois de Cristo, eles as abandonaram.
    
  O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passou ser conhecido como o "Dia das Bruxas".

     A brincadeira de "doces ou travessuras" é originária de um costume europeu do século IX, chamado de "souling" (almejar). No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas (ou Finados aqui no Brasil), os cristãos iam de vila em vila pedindo "soul cakes" (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha. Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.


Abóboras e velas: Jack O'Lantern (Jack da Lanterna)


    A vela na abóbora provavelmente tem sua origem no folclore irlandês. Um homem chamado Jack, um alcoólatra grosseiro, em um dia 31 de Outubro bebeu excessivamente e o diabo veio levar sua alma. Desesperado, Jack implora por mais um copo de bebida e o diabo concede. Jack estava sem dinheiro para o último trago e pede ao Diabo que se transformasse em uma moeda. O Diabo concorda. Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz. Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano inteiro. Sem opção, o Diabo concorda.

      Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e faz até caridade.  Mas a mudança não dura muito tempo, não.

     No próximo ano, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o Diabo aparece. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O diabo promete partir por mais dez anos. Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça. O diabo aceita e Jack o liberta da árvore. Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre, e em seguida tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno.

    Chegando lá, encontra o diabo, o qual ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada, e como castigo, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de um nabo para que dure mais tempo e sai perambulando. Devido à esse acontecimento, sua alma penada passa a ser conhecida como Jack O'Lantern (Jack da Lanterna).
 
      Os nabos na Irlanda eram usados como "lanternas do Jack" originalmente, mas quando os imigrantes vieram para a América, eles descobriram que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então começaram à utilizar abóboras iluminadas com uma brasa por dentro ao invés de nabos. Por isso a tradição de se fazer caricaturas em abóboras e iluminá-las por dentro com uma vela na época de Halloween.

    Segundo a lenda, quem presta atenção e consegue ver uma pequena luz fraca na noite de 31 de outubro, é porque conseguiu ver a passagem de Jack procurando uma saída do limbo em que está preso.




Atividade 7° ano - Fungos e Bactérias

Aê galerinha que está querendo aumentar seu conhecimento e melhorar seu conceito em Ciências. Realizem estas atividades sobres o Reino dos Fungos e Bactérias!




Reino dos Fungos

Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu. É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas por praticamente qualquer tipo de ambiente.

Características gerais apresentadas pelos fungos:

- Se desenvolvem, principalmente, em locais com grande presença de material orgânico e umidade. A ausência de luminosidade também facilita o desenvolvimento dos fungos.

- Podem ser pluricelulares (compostos por mais de uma célula) ou unicelulares (composto por apenas uma célula). Os fungos pluricelulares, que são a maioria, possuem o talo que é denominado micélio. Este micélio é composto por filamentos (hifas).

- Os fungos não possuem clorofila.

- A nutrição dos fungos é heterotrófica, ou seja, os nutrientes que necessitam para viver são obtidos através de matéria orgânica. Porém, os fungos não ingerem as matérias orgânicas, mas obtém seus nutrientes através de um processo de absorção. A digestão ocorre fora do corpo, ou seja, eles liberam enzimas que digerem a matéria orgânica e só depois deste processo os nutrientes são absorvidos.

- Podem se reproduzir de forma sexuada ou assexuada.

- A reprodução através de esporos também é muito comum em várias espécies de fungos.

- Possuem a capacidade de armazenar material reserva que, assim como muitos animais, é o glicogênio.


Fungos Unicelulares

À primeira vista, parece que todo o fungo é macroscópico. Existem, porém, fungos microscópicos, unicelulares. Entre estes, pode ser citado o Saccharomyces cerevisiae. Esse fungo é utilizado para a fabricação de pão, cachaça, cerveja etc., graças à fermentação que ele realiza.



Saccharomyces: fungos unicelulares. Note que os pequenos brotos são novos indivíduos que estão sendo formados por reprodução assexuada.

Fungos Pluricelulares

Os fungos pluricelulares possuem uma característica morfológica que os diferencia dos demais seres vivos. Seu corpo é constituído por dois componentes: o corpo de frutificação é responsável pela reprodução do fungo, por meio de células reprodutoras especiais, os esporos, e o micélio é constituído por uma trama de filamentos, onde cada filamento é chamado de hifa.

Na maioria dos fungos, a parede celular é complexa e constituída de quitina, a mesma substância encontrada no esqueleto dos artrópodes.


O carboidrato de reserva energética da maioria dos fungos é o glicogênio, do mesmo modo que acontece com os animais.

Tipos de Hifas

Dependendo do grupo de fungos, as hifas podem apresentar diferentes tipos de organização. Nas hifas cenocíticas, presentes em fungos simples, o fio é contínuo e o citoplasma contém numerosos núcleos nele inserido. 

Fungos mais complexos, possuem hifas septadas, isto é, há paredes divisórias (septos) que separam o filamento internamente em segmentos mais ou menos parecidos. Em cada septo há poros que permitem o livre trânsito de material citoplasmático de um compartimento a outro. Pelos poros das hifas septadas ocorre trânsito de citoplasma e de núcleos de uma célula para outra. Nos fungos, os núcleos são haploides.



Nutrição dos Fungos 

Fungos crescem melhor em habitats úmidos e escuros, porém são encontrados universalmente onde quer que exista matéria orgânica disponível. Eles necessitam de umidade para crescer e podem obter água da atmosfera, bem como do meio sobre o qual vivem. Quando o ambiente torna-se muito seco, os fungos sobrevivem entrando num estado de repouso ou produzindo esporos, que são resistentes à aridez. Embora o pH ótimo para a maioria das espécies seja ± 5,6, alguns fungos podem tolerar e crescer em ambientes onde o pH varia de 2 a 9. Muitos fungos são menos sensíveis à altas pressões osmóticas que as bactérias, e podem crescer em soluções de sais concentradas ou soluções de açúcares, que inibem ou previnem o crescimento bacteriano. Os fungos também crescem num amplo intervalo de temperatura. 

Os fungos não possuem clorofila, como nas plantas, por isso não podem realizar fotossíntese, e consequentemente, não produzem seu próprio alimento. Eles soltam ao seu redor uma substância chamada exoenzima, que é praticamente igual à uma enzima digestiva. Essas enzimas digerem moléculas orgânicas do ambiente, e então o fungo absorve o seu alimento que foi digerido pelas exoenzimas. 


Existem dois nichos ecológicos para os fungos: decompositores e parasitas. A diferença entre os dois é que os parasitas se fixam em organismos vivos, enquanto os decompositores se fixam em organismos mortos. Os parasitas ainda podem serinsectívoros ou helmintívoros, respectivamente, comedores de insetos ou minhocas. O primeiro, libera uma substância pegajosa à sua volta, onde moscas e pequenos insetos ficam presos e são digeridos pelas exoenzimas. O segundo, o fungo libera substâncias tranquilizantes que imobilizam as minhocas. 


Reprodução nos fungos

Reprodução Assexuada

Fragmentação

A maneira mais simples de um fungo filamentoso se reproduzir assexuadamente é por fragmentação: um micélio se fragmenta originando novos micélios.

Brotamento

Leveduras como Saccharomyces cerevisae se reproduzem por brotamento ou gemulação. Os brotos (gêmulas) normalmente se separam do genitor mas, eventualmente, podem permanecer grudados, formando cadeias de células.

Esporulação

Nos fungos terrestres, os corpos de frutificação produzem, por mitose, células abundantes, leves, que são espalhadas pelo meio. Cada células dessas, um esporo conhecido como conidiósporo (do grego, kónis = poeira), ao cair em um material apropriado, é capaz de gerar sozinha um novo mofo, bolor etc.

Para a produção desse tipo de esporo a ponta de uma hifa destaca-se do substrato e, repentinamente, produz centenas de conidiósporos, que permanecem unidos até serem liberados. É o que acontece com o fungo penicillium, que assim foi chamado devido ao fato de a estrutura produtora de esporos - o conídio - se assemelhar a um pincel.

Micografia eletrônica de varredura mostrando o corpo de frutificação do Penicillium sp. frequente bolor encontrado em frutas. Os pequenos e leves esporos esféricos (conidiósporos) brotam de conídios que surgem na extremidade de uma hifa especializada, o conidióforo. 
Laranja contaminada com Penicillium sp , vista a olho nú.













Em certos fungos aquáticos, os esporos são dotados de flagelos, uma adaptação à dispersão em meio líquido. Por serem móveis e nadarem ativamente, esses esporos são chamados zoósporos.


Reprodução Sexuada

No ciclo reprodutivo de alguns fungos aquáticos, há a produção de gametas flagelados, que se fundem e geram zigotos que produzirão novos indivíduos. Nos fungos terrestres, existe um ciclo de reprodução no qual há produção de esporos por meiose. Desenvolvendo-se, esses esporos geram hifas haploides que posteriormente se fundem e geram novas hifas diploides, dentro dos quais ocorrerão novas meioses para a produção de mais esporos meióticos. A alternância de meiose e fusão de hifas (que se comportam como gametas) caracteriza o processo como sexuado.

De modo geral, a reprodução sexuada dos fungos se inicia com a fusão de hifas haploides, caracterizando aplasmogamia (fusão de citoplasmas). Os núcleos haploides geneticamente diferentes, provenientes de cada hifa parental, permanecem separados (fase heterocariótica, n + n).

Posteriormente, a fusão nuclear (cariogamia) gera núcleos diploides que, dividindo-se por meiose, produzem esporos haploides. Esporos formados por meiose são considerados sexuados (pela variedade decorrente do processo meiótico).


Classificação dos Fungos

Classificar fungos não é tarefa fácil. Trata-se de um grupo muito antigo (mais de 540 milhões de anos) e existem muitas dúvidas a respeito de sua origem e evolução.

Os quitridiomicetos, constituídos por cerca de 790 espécies, são os prováveis ancestrais dos fungos. Vivem em meio aquático e em solos úmidos próximos a represas, rios e lagos. Vivem da absorção da matéria orgânica que decompõe e, muitas vezes, parasitam algas, protozoários, outros fungos, plantas e animais. Algumas espécies causam considerável prejuízo em plantas de cultivo (alfafa e milho).

Os ascomicetos, com cerca de 32.000 espécies, são os que formam estruturas reprodutivas sexuadas, conhecidas como ascos, dentro das quais são produzidos esporos meióticos, os ascósporos. Incluem diversos tipos de bolores, as trufas, as Morchellas, todos filamentos, e as leveduras (Saccharomyces sp.), que são unicelulares.

Os basidiomicetos, com cerca de 22.000 espécies, são os que produzem estruturas reprodutoras sexuadas, denominadas de basídios, produtores de esporos meióticos, os basidiósporos. O grupo inclui cogumelos, orelhas-de-pau, as ferrugens e os carvões, esses dois últimos causadores de doenças em plantas.

Os zigomicetos, com cerca de 1.000 espécies, são fungos profusamente distribuídos pelo ambiente, podendo atuar como decompositores ou como parasitas de animais. Os mais conhecidos é o Rhizobux stolonifer, bolor que cresce em frutas, pães e doces - seu corpo de frutificação é uma penugem branca que lembra filamentos de algodão, recheados de pontos escuros que representam os esporângios.

Os deuteromicetos, ou fungos conidiais, que já foram conhecidos como fungos imperfeitos, constituem um grupo de fungos que não se enquadra no dos anteriores citados. Em muitos deles, a fase sexuada não é conhecida ou pode ter sido simplesmente perdida ao longo do processo evolutivo. De modo geral, reproduzem-se assexuadamente por meio da produção de conidiósporos. A esse grupo pertencem diversas espécies de Penicillium (entre as quais a que produz penicilina) e Aspergillus (algumas espécies produzem toxinas cancerígenas).

Liquens

A microscopia eletrônica mostra as hifas de fungo entrelaçadas com a alga.
Os liquens são associações simbióticas de mutualismo entre fungos e algas. Os fungos que formam liquens são, em sua grande maioria, ascomicetos (98%), sendo o restante, basidiomicetos. As algas envolvidas nesta associação são as clorofíceas e cianobactérias. Os fungos desta associação recebem o nome de micobionte e a alga, fotobionte, pois é o organismo fotossintetizante da associação.

A natureza dupla do liquen é facilmente demonstrada através do cultivo separado de seus componentes. Na associação, os fungos tomam formas diferentes daquelas que tinha quando isolados, grande parte do corpo do liquen é formado pelo fungo.


Morfologia 

Normalmente existem três tipos de talo:

  • Crostoso: o talo é semelhante a uma crosta e encontra-se fortemente aderido ao substrato.








  • Folioso: o talo é parecido com folhas














  • Fruticoso: o talo é parecido com um arbusto e tem posição ereta.
















Reprodução

Os líquens não apresentam estruturas de reprodução sexuada. O micobionte pode formar conídios,ascósporos ou basidiósporos. As estruturas sexuadas apresentam forma de apotécio. Os esporos formados pelos fungos do líquen germinam quando entram em contato com alguma clorofícea ou cianobactéria.

O fotobionte se reproduz vegetativamente. O liquen pode se reproduzir assexuadamente por sorédios, que são propágulos que contém células de algas e hifas do fungo, e por isídios, que são projeções do talo, parecido com verrugas. O liquen também pode se reproduzir por fragmentação do talo.


Habitat 

Os líquens possuem ampla distribuição e habitam as mais diferentes regiões. Normalmente os líquens são organismos pioneiros em um local, pois sobrevivem em locais de grande estresse ecológico. Podem viver em locais como superfícies de rochas, folhas, no solo, nos troncos de árvores, picos alpinos, etc. Existem líquens que são substratos para outros líquens.

A capacidade do líquen de viver em locais de alto estresse ecológico deve-se a sua alta capacidade de dessecação. Quando um líquen desseca, a fotossíntese é interrompida e ele não sofre pela alta iluminação, escassez de água ou altas temperaturas. Por conta desta baixa na taxa de fotossíntese, os líquens apresentam baixa taxa de crescimento.


Os Fungos e sua Importância

Ecológica

Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos, quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudicando-o ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que ambos se beneficiam. Além desses modos mais comuns de vida, existem alguns grupos de fungos considerados predadores que capturam pequenos animais e deles se alimentam.
Em todos os casos mencionados, os fungos liberam enzimas digestivas para fora de seus corpos. Essas enzimas atuam imediatamente no meio orgânico no qual eles se instalam, degradando-o à moléculas simples, que são absorvidas pelo fungo como uma solução aquosa.



Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da matéria orgânica, propiciando a reciclagem de nutrientes. Juntamente com as bactérias saprófagas, eles compõem o grupos dos organismos decompositores, de grande importância ecológica. No processo da decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao ambiente, podendo ser novamente utilizada por outros organismos.

Apesar desse aspecto positivo da decomposição, os fungos são responsáveis pelo apodrecimento de alimentos, de madeira utilizada em diferentes tipos de construções de tecidos, provocando sérios prejuízos econômicos. Os fungos parasitas provocam doenças em plantas e em animais, inclusive no homem. 

A ferrugem do cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungo; as pequenas manchas negras, indicando necrose em folhas, como a da soja, ilustrada a seguir, são devidas ao ataque por fungos.

Folha da soja com sintomas da ferrugem asiática.


Em muitos casos os fungos parasitas das plantas possuem hifas especializadas - haustórios - que penetram nas células do hospedeiro usando os estomas como porta de entrada para a estrutura vegetal. Das células da planta captam açúcares para a sua alimentação.

Dentre os fungos mutualísticos, existem os que vivem associados a raízes de plantas formando asmicorrizas (mico= fungo; rizas = raízes). Nesses casos os fungos degradam materiais do solo, absorvem esses materiais degradados e os transferem à planta, propiciando-lhe um crescimento sadio. A planta, por sua vez, cede ao fungo certos açucares e aminoácidos de que ele necessita para viver.


Algumas plantas que formam as micorrizas naturalmente são o tomateiro, o morangueiro, a macieira e as gramíneas em geral.

As micorrizas são muito freqüentes também em plantas típicas de ambientes com solo pobre de nutrientes minerais, como os cerrados, no território brasileiro. Nesses casos, elas representam um fator importante de adaptação, melhorando as condições de nutrição da planta.

Certos grupos de fungos podem estabelecer associações mutualísticas com cianobactérias ou com algas verdes, dando origem a organismos denominados líquens. Estes serão discutidos posteriormente.


Econômica

Muito fungos são aeróbios, isto é, realizam a respiração, mas alguns são anaeróbios e realizam afermentação.

Camembert 
Destes últimos, alguns são utilizados no processo de fabricação de bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho, e no processo de preparação do pão. Nesses processos, o fungo utilizado pertence à espécie Saccharomyces cerevisiae, capaz de transformar o açúcar em álcool etílico e CO2 (fermentação alcoólica), na ausência de O2. Na presença de O2 realizam a respiração. Eles são, por isso, chamados de anaeróbios facultativos.

Na fabricação de bebidas alcoólicas o importante é o álcool produzido na fermentação, enquanto, na preparação do pão, é o CO2. Neste último caso, o CO2 que vai sendo formado se acumula no interior da massa, originando pequenas bolhas que tornam o pão poroso e mais leve. 


Roquefort 

O aprisionamento do CO2 na massa só é possível devido ao alto teor de glúten na farinha de trigo, que dá a "liga" do pão. Pães feitos com farinhas pobres em glúten não crescem tanto quanto os feitos com farinha rica em glúten.

Imediatamente antes de ser assado, o teor alcoólico do pão chega a 0,5%; ao assar, esse álcool evapora, dando ao pão um aroma agradável.

Alguns fungos são utilizados na indústria de laticínios, como é o caso do Penicillium camemberti e do Penicillium roqueforte, empregados na fabricação dos queijos Camembert e Roquefort, respectivamente. 

Algumas espécies de fungos são utilizadas diretamente como alimento pelo homem. É o caso da Morchella e da espécie Agaricus brunnescens, o popular cogumelo ou champignon, uma das mais amplamente cultivadas no mundo.

Morchella

Agaricus


Doenças Causadas por Fungos


As micoses que aparecem comumente nos homens são doenças provocadas por fungos. As mais comuns ocorrem na pele, podendo-se manifestar em qualquer parte da superfície do corpo.

São comuns as micoses do couro cabeludo e da barba (ptiríase), das unhas e as que causam as frieiras (pé-de-atleta).

As micoses podem afetar também as mucosas como a da boca. É o caso do sapinho, muito comum em crianças. Essa doença se manifesta por múltiplos pontos brancos na mucosa.

Existem, também, fungos que parasitam o interior do organismo, como é o caso do fungo causador da histoplasmose, doença grave que ataca os pulmões. 


Importância Econômica

Os líquens produzem ácidos que degradam rochas e ajudam na formação do solo, tornando-se organismos pioneiros em diversos ambientes. Esses ácidos também possuem ação citotóxica e antibiótica.

Quando a associação é com uma cianobactéria, os líquens são fixadores de nitrogênio, sendo importantes fontes de nitrogênio para o solo.

Os líquens são extremamente sensíveis à poluição, sobrevivendo de bioindicadores de poluição, podendo indicar a qualidade do ar e até quantidade de metais pesados em áreas industriais.

Algumas espécies são comestíveis, servindo de alimento para muitos animais.














Fontes: 


http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biofungos.php


http://www.todabiologia.com/microbiologia/caracteristicas_fungos.htm




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