Dedico este blog a todos que são meus alunos ou já foram, principalmente para aqueles que jamais esqueceram como foi ser um aluno da Sora Soraia.
Bem vindo a todos que por aqui passarem.
Super beijo e espero que gostem das postagens.
O que fazer quando seu filho não gosta de uma matéria?
Quando a criança vai mal em uma matéria, pais e escolas devem se reunir para analisar os motivos e encontrar soluções.
Texto Adriana Carvalho
É possível fazer com que seu filho passe a gostar de determinadas matérias. Atividades lúdicas e exemplo dos pais aproximam os pequenos dos conteúdos. Seu filho torce o nariz para Matemática? Diz que não vê nenhuma graça em História? Não suporta Ciências? Quando a criança mostra dificuldades ou resistências com uma ou mais matérias, prejudicando o seu rendimento escolar, a primeira ideia que pode passar pela cabeça dos pais é que é necessário procurar ajuda de um professor particular ou do reforço escolar. Porém, antes de recorrer a essa solução, primeiro é necessário investigar os motivos da dificuldade do aluno.
A raiz do problema pode estar nas mais diversas causas, desde a dificuldade de compreensão do conteúdo, passando por falta de disciplina para estudar e até mesmo por problemas de relacionamento com o professor. “Pais e escola devem ter sempre o olhar atento para perceber quando o aluno apresenta problema com uma matéria. Quando isso acontece, é necessário que ambas as partes se reúnam para analisar causas e possíveis soluções”, afirma Valéria Galego, orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento. Ela acrescenta que não se pode deixar de ter uma boa conversa com a criança, para entender seus motivos. Esse diálogo não será o momento de cobrar da criança bons resultados, mas sim de procurar oferecer ajuda para superar o problema. “O papel do professor também é muito importante e por vezes é necessário dedicar uma atenção individual maior ao aluno quando ele apresenta baixo rendimento”, explica Valéria.
Além disso, há a questão das aptidões: desde cedo dá para notar as preferências e a vocação das crianças para determinadas disciplinas. “Ter preferências é normal em qualquer dimensão nossa vida: temos uma cor preferida, um livro, um amigo. E isso é comum nos estudos também, onde os alunos mostram suas preferências e habilidades em determinadas áreas. Mas cabe aos adultos aproximá-los de todas as áreas para que eles tenham um amplo repertório de conhecimentos. Muitas vezes o estímulo pode até fazer com que eles passem a gostar da área que diziam não gostar”, afirma.
Seja qual for o motivo de o seu filho não gostar de uma matéria, o importante é mostrar para a criança que ela está em uma fase em que precisa se desenvolver em todas as áreas para que tenha uma base sólida de conhecimentos. Segundo Valéria Galego, despertar o interesse das crianças por cada uma das disciplinas ensinadas na escola pode ser mais simples do que se pensa. “Há muita coisa em nosso cotidiano que pode aproximar as crianças dos estudos. Nem precisamos sair de casa para encontrar pistas de biologia, da física, da matemática. O que precisamos é mudar o foco do olhar”, diz Valéria. Uma simples chuva que cai pode ser um objeto de estudo de ciências. “Da mesma forma, ao montar a mesa para o jantar podemos falar sobre as influências da cultura no modo como nos alimentamos ou podemos entrar nas questões matemáticas do tempo e das quantidades utilizadas para o preparo”, explica ela.
Há também uma série de atividades que podem despertar o gosto por disciplinas diversas, conforme ressalta Eugênia Castro, coordenadora pedagógica no colégio Madre Alix: “Os pais também podem levar os filhos a museus, a teatros, ao cinema, para que garantam uma maior percepção da realidade e do mundo. Também podem ler livros, ouvir música. Com essas atividades a criança vai despertar sua criatividade e vivência em várias áreas de estudo”.
Para romper as resistências que os filhos possam ter com uma matéria, outro ponto crucial é que os pais não deem o mau exemplo. “Quase sempre escuto pais dizendo ‘meu filho não gosta de Matemática, eu não gostava, minha esposa muito menos’. Quando os pais mudam o discurso, tudo fica mais simples e claro para os filhos”, diz Valéria Galego. Segundo ela, é preciso direcionar o olhar das crianças para o que está acontecendo a sua volta. “Dessa forma elas vão descobrir que além dos muros da escola também se aprende”, afirma a orientadora.
1. O que fazer quando seu filho não gosta de Matemática
Para gostar de qualquer disciplina, inclusive da Matemática, considerada assustadora para muita gente, é preciso entender a sua utilidade e a sua lógica. Quando uma matéria é imposta como algo que demanda apenas decorar um sem número de fórmulas e cálculos sem sentido, não é possível aprender com prazer. Segundo Eugênia Castro, coordenadora pedagógica no colégio Madre Alix, em São Paulo, os pais podem estimular a criança a gostar da Matemática, fazendo-a perceber onde ela está presente em seu dia a dia em atividades bem simples. Podem, por exemplo, ensinar os conceitos de fração ao pedir que o filho corte 1/4 do pedaço do bolo ou ajudem a conferir se o caixa da loja entregou o troco correto. "Eles também podem fazer com que os filhos participem do orçamento familiar. Por exemplo, podem mostrar aos filhos quanto se gasta no mercado ou com atividades de lazer. Ao dar a mesada ao filho, podem falar que ele poderia guardar 10% e ajudar a criança a fazer o cálculo", diz ela.
2. O que fazer quando seu filho não gosta de Língua Portuguesa
Uma arma muito importante para gostar da Língua Portuguesa é a leitura, conforme pontua afirma Valéria Galego, orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento. "A leitura aproxima todos nós da língua de forma prazerosa. Se seu filho resiste a ler, leia para ele. Deixe que a leitura faça parte da sua rotina diária. Ou ainda, escolha um dia e um horário para que todos em sua casa parem o que estão fazendo para ler, assim como param para assistir um programa de TV", orienta ela. Mas atenção: leitura não deve ser imposição, deve ser um prazer. Como diz a escritora Adélia Prado, "livros devem ser oferecidos como uma caixa de bombons". Por isso, deixe que ele escolha seus "sabores preferidos". Um passeio à livraria ou à biblioteca de sua cidade pode abrir a ele um leque de oportunidades de leitura. Já para estimular a escrever bem, que tal ajudar seu filho a montar um blog na internet? Ele pode escolher o assunto que quiser e exercitar escrever textos e fazer argumentações sobre o tema eleito.
3. O que fazer quando seu filho não gosta de Idiomas estrangeiros
Saber se comunicar em um idioma estrangeiro como inglês ou espanhol é muito importante não só para o futuro profissional como também em atividades do dia a dia das crianças. "Os pais podem ajudar o filho a perceber a utilidade e o prazer de aprender um idioma estrangeiro mostrando as situações em que ele se depara com esses idiomas", afirma Eugênia Castro, coordenadora pedagógica no colégio Madre Alix. Mostre para seus filhos cartazes, propagandas, rótulos de produtos com palavras ou expressões em inglês ou espanhol. Pesquise com ele na internet em quantos países no mundo se fala inglês ou espanhol e a influência desses idiomas em nossas vidas. Você também pode fazer atividades divertidas para exercitar o estudo dos idiomas, como assistir a filmes e ouvir músicas. Escolha um artista ou banda que seu filho goste, pesquise com ele a letra da música. Cante junto para exercitar a pronúncia e procure fazer a tradução para entender a letra. Ele gosta de vídeo games e jogos de computador? Eis outra grande oportunidade para que ele exerça o domínio do idioma inglês, já que muitos desses passatempos demandam conhecer expressões estrangeiras.
4. O que fazer quando seu filho não gosta de História
Para estimular o gosto pela História, a orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento, Valéria Galego sugere que os pais comecem por analisar junto com o filho sua própria história e a de sua família. "Mostre fotos antigas, conte histórias da família, mostra a importância de objetos que pertenceram a seus antepassados. Comece a resgatar a história que está próxima de seu filho. Deixe que ele conheça episódios da infância dos pais ou dos avós", orienta ela. Depois disso, vocês podem explorar juntos a História que está além da sua casa e da sua família. Isso pode ser feito fazendo visitas a lugares históricos da cidade onde você mora. Também vale programar visitas a museus e assistir filmes baseados em histórias reais.
5. O que fazer quando seu filho não gosta de Geografia
O estudo e a importância da Geografia vão muito além de decorar nomes de países e suas capitais. A geografia está presente quando percebemos as diferenças de vegetação em diferentes paisagens, como na cidade ou na praia. Está quando observamos as características diferentes entre as áreas mais ricas e mais pobres de uma cidade. Quando a família vai viajar, por exemplo, os pais podem mostrar ao filho um mapa do local, indicar a ele a localização da cidade em relação a sua casa, sua posição dentro do país. "Podem também refletir juntos sobre a economia local, como vivem os habitantes, qual o tipo de relevo, etc", diz a orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento, Valéria Galego.
6. O que fazer quando seu filho não gosta de Ciências
Assim como as demais disciplinas, as Ciências também englobam uma série de conhecimentos essenciais para nosso dia a dia. É por meio do estudo dela que podemos entender como e porque a chuva cai. Da mesma forma, se não estudássemos Ciências não poderíamos entender a maneira correta de nos alimentar ou a importância de proteger e preservar o meio ambiente.
Para estimular o filho no estudo de Ciências os pais devem aguçar a curiosidade que já é natural entre as crianças sobre os fenômenos que acontecem a sua volta. "Por que às vezes chove granizo?", "Para onde vai o Sol depois que ele se põe"?, "Por que alguns animais nascem de ovos e outros da barriga da mãe?". "O estudo das Ciências é muito envolvente e vai bem além das lições de casa", diz a orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento, Valéria Galego.
O estudo do Universo e a curiosidade em tentar entendê-lo é milenar. Muitos humanos dedicaram suas vidas a estudar o universo, seu surgimento e características. E Universo é matéria de estudo em sala de aula.
As aulas de geografia, ciências, história falam de história, cada uma na sua particularidade, mas o assunto persiste na grade curricular. E por que? Hora, porque temos que saber sobre onde vivemos e tudo o que gira em torno deste assunto, pois há sempre conexões com tudo o que acontece na natureza.
Estudar o Universo é tão importante que é tema de filme, séries e livros. Quem nunca ouviu falar dos filmes "Star Wars"? Bom, não é só este que tem como tema o Universo, são vários. Farei um post relacionando estas obras. Mas neste post venho falar de literatura.
George e o Segredo do Universo, de Lucy e Stephen Hawking (tradução de Laura Alves e Aurélio Rebelo; Ediouro; 306 páginas; 39,90 reais) – Em Uma Breve História do Tempo, livro de 1988 que vendeu mais de 10 milhões de exemplares, o físico inglês Stephen Hawking explicava as mais complexas teorias da astrofísica para o público leigo. Escrito em parceria com sua filha Lucy,George e o Segredo do Universo pretende traduzir os mesmos conceitos científicos para as crianças. O George do título é um menino criado na fazenda por pais retrógrados, que odeiam tecnologia. Ele acaba conhecendo a vizinha Annie e seu supercomputador Cosmos, que o apresenta aos buracos negros e a outros segredos do universo. O livro conta com um belo caderno de imagens, incluindo as mais recentes fotos da superfície de Marte.
Trechos de George e o Segredo do Universo, de Lucy e Stephen Hawking
Capítulo Trinta e Dois
George prosseguiu:
E então vocês podem perguntar: e daí? O que uma nuvem de poeira tem a ver conosco? Por que nos importamos com o que aconteceu há bilhões de anos no espaço cósmico? Por que precisamos saber isso? Nos interessa? Bem, interessa, sim, porque aquela nuvem de poeira é a razão de estarmos hoje aqui. Agora sabemos que as estrelas são formadas de gigantescas nuvens de gás no espaço cósmico. Algumas dessas estrelas terminam as suas vidas se transformando em buracos negros que lentamente, muito lentamente, deixam escapar objetos, até desaparecerem numa enorme explosão. Outras estrelas explodem antes de se tornarem buracos negros e enviam ao espaço toda a matéria que têm no interior. Sabemos que todos os elementos de que somos formados foram criados no ventre dessas estrelas que explodiram há muito tempo. As pessoas da Terra, os animais, as plantas, as pedras, o ar e os oceanos são formados de elementos forjado dentro das estrelas. Independentemente das nossas crenças, somos todos filhos das estrelas. E a Natureza demorou bilhões e bilhões de anos para nos formar a partir desses elementos.
George fez um segundo de pausa.
Portanto, como vêem, demorou um tempo incrivelmente longo para nos formar e formar o nosso planeta. E o nosso planeta não é como qualquer outro planeta do Sistema Solar. Há uns maiores e mais impressionantes, porém nenhum nos serve de lar. Vênus, por exemplo, é quente demais. Em Mercúrio um dia dura cinqüenta e nove dos nossos dias aqui na Terra. Imaginem só se um dia na escola durasse cinqüenta e nove! Seria horrível.
George fez uma pausa por um momento e depois continuou a falar, com o salão inteiro atento às suas palavras enquanto ele descrevia algumas das maravilhas do Sistema Solar. Finalmente ele chegou à parte que considerava a mais importante, no final da sua apresentação.
O nosso planeta é admirável, e é nosso,resumiu. Pertencemos a ele, e todos nós somos feitos das mesmas substâncias que o próprio planeta. Precisamos, de fato, cuidar dele. Há anos o meu pai vem dizendo isso, e eu apenas me sentia envergonhado. Só percebia que ele era muito diferente dos outros pais. Mas agora não me sinto mais assim: ele está certo em dizer que nós devemos parar de maltratar a Terra. E está certo em dizer que todos nós podemos nos esforçar um pouco mais.
Falar de Ayrton Senna para a geração final dos anos 70 e início dos anos 80, ainda se terá algumas lembranças. Mas e a geração 2000? Será que elas realmente sabem quem foi Ayrton Senna (além de piloto de formula 1).
Esta galera que não acordou domingo cedo só para vê-lo correr, domingos estes que tinham um sabor diferente, que não passou pelas alegrias ao vê-lo receber a bandeirada, ao fazer uma ultrapassagem espetacular, que não viveu a dor de perdê-lo, de chorar por ele como se fosse da família; não sabe quem foi Ayrton Senna do Brasil.
E nesta data que comemoramos seu 54° aniversário, vou-lhes contar um pouco sobre Ayrton Senna.
Ayrton Senna (1960-1994) foi piloto brasileiro de Fórmula 1. Conquistou três vezes o campeonato mundial correndo pela McLaren.
Em 10 anos de Fórmula 1, disputou 116 corridas, conquistou 65 pole positions e venceu 41 competições. Venceu seis vezes o GP de Mônaco. Era chamado "O Rei de Mônaco".
Ayrton Senna (1960-1994) nasceu em São Paulo, no dia 21 de março de 1960. Filho de um empresário do ramo metalúrgico, Ayrton Senna da Silva desde cedo interessou-se por carros de corrida. Aos quatro anos, ganhou de presente um pequeno kart de 1 HP, com o qual começou a brincar no pátio da empresa de seu pai. Três anos depois, passou a treinar no kartódromo de Interlagos, em São Paulo. Com oito anos, Ayrton Senna correu pela primeira vez num kart profissional, competindo com adultos. Em 1974, foi campeão paulista na categoria júnior, conquistando o título de campeão brasileiro na mesma categoria no ano seguinte. Conquistou diversos títulos no kart, chegando a campeão sul-americano, e foi duas vezes vice-campeão mundial, em 1979 e 1980. Em novembro desse ano, Ayrton Senna fez testes para ingressar na equipe Van Dieman, de Fórmula 1600, na Inglaterra. Participou de diversas competições, obtendo várias vitórias. No ano seguinte, por um breve intervalo, voltou ao Brasil, disposto a assumir os negócios na empresa de seu pai, mas logo retornou à Inglaterra.
Em 1982, Senna disputou o Campeonato Europeu 1600. Nesse mesmo ano, transferiu-se para a Fórmula Fiat 2000. A entrada de Ayrton Senna na Fórmula 1 começou em 1983, quando disputou a Fórmula 3 na Inglaterra. Bem-sucedido nessa temporada, obteve propostas para competir na McLaren e na Williams. Acabou escolhendo uma equipe pequena, a Toleman. Em 1985, Senna passou a competir pela Lotus, uma equipe de tamanho médio com a qual preparou o salto que daria em sua carreira. Na Lotus, disputou 48 grandes prêmios entre 1985 e 1987, vencendo seis vezes. Passou a competir com pilotos consagrados, como Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet. Senna acertou sua entrada na McLaren Honda em 1987. Com tecnologia de ponta, a McLaren associava aerodinâmica e potência. Com ela, conquistou o primeiro campeonato mundial em 1988, no ano seguinte foi vice-campeão, atrás do francês Alain Prost, seu companheiro de equipe, e tornou a vencer nas duas temporadas seguintes (1990-1991), sagrou-se tricampeão mundial na categoria, ganhando mais alcunhas como o rei da chuva, pela habilidade para dirigir em pistas molhadas, ou Mr. Mônaco, por suas cinco vitórias consecutivas nesse circuito. Nessa época, a inimizade entre Senna e o também piloto da McLaren Alain Prost tornou-se pública.
O ano de 1992 marcou a decadência da equipe da Honda. Senna teve problemas em várias provas e acabou a temporada em quarto lugar. No ano seguinte, Senna despediu-se da McLaren, completando uma prova pela última vez, em Adelaide, na Austrália. O campeão mundial transferiu-se para a Williams em 1994, numa transação de 20 milhões de dólares. No dia 1o de maio, Senna liderava a prova no circuito de Imola, na Itália, quando saiu da pista na curva Tamburello e bateu no muro de proteção a 210 km/h. Foi socorrido na pista. Quando a equipe médica chegou, porém, o piloto já estava em coma.
No dia 4 de maio de 1994, seu corpo chegou ao Brasil. Consternada, a população de São Paulo assistiu ao cortejo fúnebre que foi do aeroporto à Assembléia Legislativa. Coberto com uma bandeira do Brasil, o corpo do campeão foi velado por milhares de pessoas, recebendo honras de Chefe de Estado. Em dez anos de Fórmula 1, Ayrton Senna disputou 161 corridas, venceu 41 e conquistou 65 pole positions (primeira posição de largada). O impacto de sua morte ainda hoje entristece os brasileiros.
1982 - Formula Ford 2000 - Equipe Rushen Green Racing (dois campeonatos: Campeonato Inglês Pace British FF 2000 (PB) e Campeonato Europeu de 2000 (EFDA))
07/03 - PB - Brands Hatch - 1º (pole e volta mais rápida)
27/03 - PB - Oulton - 1º (pole e volta mais rápida)
28/03 - PB - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
04/04 - PB - Donnington - 1º (pole e volta mais rápida)
09/04 - PB - Snetterton - 1º (pole e volta mais rápida)
12/04 - PB - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
18/04 - EFDA - Zolder - pole e abandono
02/05 - EFDA - Donnington
03/05 - PB - Mallory - 1º (volta mais rápida)
09/05 - EFDA - Zolder - pole, volta mais rápida e abandono
O uso de filmes em sala de aula como ferramenta do ensino e aprendizagem já virou objeto de estudo. Há vários artigos e dissertações sobre o tema, inclusive o livro "COMO USAR O CINEMA NA SALA DE AULA" de Marcos Napolitano. Esta obra de apoio para professores busca revelar caminhos para transformar a exibição de filmes na sala de aula em um recurso rico, lúdico e extremamente sedutor. Descreve os procedimentos básicos para analisar um filme e indica numerosas atividades práticas, com sugestões de títulos e de abordagens por disciplina ou por temas transversais.
Marcos Napolitano nasceu em São Paulo, 1962. Formou-se em História na USP, onde também realizou seu mestrado (1994) e doutorado (1999). A tese de doutorado defendida no programa de História Social, intitulou-se Seguindo a canção: engajamento político e indústria cultural na Música Popular Brasileira (1959/69), publicado em 2001, pela Annablumme / FAPESP. É autor de Cultura Brasileira – entre a utopia e a massificação - 1950/80 (São Paulo, Ed, Contexto, 2001) e Como usar a TV em Sala de Aula (Contexto, 1999).Desde 1994 é professor de teoria de história e de história da cultura brasileira na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Curitiba, onde também orienta várias pesquisas de pós-graduação na área de História da Música.
O uso de ferramentas diversas na prática didática é importante, como destaca Moraes e Torres (2004), que diz que as estratégias de ensino devem favorecer uma aprendizagem que integre vários sentidos: imaginação, intuição, colaboração e impactos emocionais. Os aspectos estéticos, tais como a fotografia, o filme, a música, a dança, o teatro, a literatura e as artes plásticas agregam uma sofisticação à relação ensino-aprendizagem, visto que proporcionam a vivência e a interatividade, conectando sentidos, sentimentos e razão.
E são muitos os filmes que podem ser utilizados para estudar temas abordados em sala de aula. Abaixo a lista de títulos sobre a Crise do socialismo, fim da União Soviética, Conflito entre Israel e Palestina, Terrorismo e guerras dos anos 2000.
Crise do socialismo, fim da União Soviética Adeus, Lênin (Good Bye, Lênin!)
O protagonista da trama, Alexander (Daniel Brühl), em 7 de outubro de 1989, durante as festividades pelos 40 anos da RDA, vai às ruas do lado oriental de Berlim, onde vive com a família, para protestar contra o governo. Mistura-se aos manifestantes que sua mãe (Kathrin Sass), professora identificada com o regime de orientação soviética, condena. Alexandre definia sua mãe como "casada com a pátria socialista". Um ataque cardíaco, no entanto, a deixa em coma no hospital durante oito meses, tempo suficiente para que não assista à queda do muro de Berlim e a implantação no país do sistema capitalista. Quando afinal desperta, Alexander quer preservá-la do choque e a leva para o apartamento da família, cuidadosamente preservado como se a RDA ainda existisse.
Seu esforço será o de manter, nessa espécie de museu do socialismo, um país que, enfim, encontra o destino grandioso que jamais havia lhe sorrido. Wolfgang Becker encerra o filme com a imagem de uma estrela vermelha danificada que se reconstrói.
Assista ao filme legendado:
Conflito entre Israel e Palestina Lemon Tree
Salma, uma viúva palestina, vê sua plantação ser ameaçada quando seu novo vizinho, o Ministro de Defesa de Israel, se muda para a casa ao lado. A Força de Segurança Israelense logo declara que os limoeiros de Salma colocam em risco a segurança do Ministro, e, por isso, precisam ser derrubados. Junto com o jovem advogado Ziad Daud, Salma resolve levar o caso à Suprema Corte de Israel e tentar salvar sua plantação. Sua determinação faz brotar o interesse de sua vizinha Mira Navon, esposa do Ministro, que é mantida isolada em sua nova casa e em sua vida infeliz. Apesar de suas diferenças, as duas desenvolvem um forte laço.
Veja o trailer:
Paradise Now
Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira. A operação não ocorre como o planejado e eles acabam se separando. Distantes um do outro, com bombas escondidas em seus corpos, Khaled e Said devem enfrentar seus destinos e defender suas convicções.
Veja o trailer:
Promessas de um Novo Mundo
Documentário que retrata a história de sete crianças israelenses e palestinas em Jerusalém. Apesar de morarem no mesmo lugar, elas vivem em mundos completamente distintos, separados por diferenças religiosas. Com idades entre 8 e 13 anos, raramente elas falam por si mesmas e estão isoladas pelo medo. Neste filme, suas histórias oferecem uma nova e emocionante perspectiva sobre o conflito no Oriente Médio. Melhor filme na escolha do público no Festival Internacional de Roterdã de 2001: um caso inédito, já que o filme ainda não tinha distribuição na Europa.
Assista a cenas do filme:
Terrorismo, guerras dos anos 2000
Guerra ao Terror
JT Sanborn (Anthony Mackie), Brian Geraghty (Owen Eldridge) e Matt Thompson (Guy Pearce) integram o esquadrão anti-bombas do exército americano, em ação em pleno Iraque. Eles trabalham na destruição de um explosivo, fazendo com que seja detonado sem que atinja alguém. Entretanto, um erro faz com que o artefato exploda e mate Thompson. Em seu lugar é enviado o sargento William James (Jeremy Renner), que possui grande sangue frio em ação. Isto gera alguns desentendimentos com Sanborn, que o considera irresponsável. Apesar disto, o trio segue na ativa, tendo consciência de que cada dia concluído de trabalho é um dia a mais de vida.
Assista ao trailer:
Restrepo
Entre 2007 e 2008, no Vale do Korengal, no Afeganistão, um pelotão de quinze soldados americanos está em serviço. Apelidado de Restrepo, em homenagem a um médico da equipe morto em ação, o grupo ocupa um posto de grande perigo. Em seu cotidiano no bunker, não faltam demonstrações de amizade e camaradagem, mas o verdadeiro heroísmo se manifesta no momento de enfrentar as diferenças culturais, o tédio, o medo e o cansaço. Sem sair do vale, o filme se contenta em observar a realidade palpável e pouco vista da guerra experimentada pelos soldados. Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance.
Veja o trailer:
Caminho para Guantánamo
10 de setembro de 2001. A mãe de Asif Iqbal (Afran Usman), um jovem de 19 anos, retorna do Paquistão anunciando que encontrou uma noiva para ele. Nove dias depois Asif segue para o Paquistão, para encontrá-la e também conhecer a terra de seus pais. Asif convida Ruhel (Farhad Harun), Shafiq (Riz Ahmed) e Monir (Waqar Siddiqui), seus amigos, para acompanhá-lo. Em Karachi, após 2 dias de viagens turísticas, eles vão rezar em uma mesquita. Lá ouvem de um líder local que o Afeganistão precisa de voluntários, o que faz com que sigam para Kandahar. Porém a cidade logo é bombardeada pelos americanos, como represália pelos atentados terroristas de 11 de setembro. Eles tentam retornar ao Paquistão, mas Monir desaparece e os demais são capturados pelas forças aliadas. É o início de uma série de torturas que os amigos sofrem, já que ninguém acredita que são turistas europeus. Em janeiro de 2002 eles são enviados à prisão americana de Guantanamo, em Cuba, onde durante 2 anos e meio tentam convencer os guardas sobre suas verdadeiras identidades.
Veja o trailer:
Fahrenheit 9/11
Fahrenheit 9/11 é um documentário americano de 2004 escrito, estrelado e dirigido pelo cineasta estadunidense Michael Moore. Fala sobre as causas e consequências dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, fazendo referência à posterior invasão do Iraque, liderada por esse país e pela Grã-Bretanha. Além disso, tenta decifrar os reais alcances dos vínculos que existiriam entre as famílias do presidente George W. Bush e a de Osama bin Laden.
O título do filme faz referência ao livro Fahrenheit 451 (233°C, que representa a temperatura em que arde o papel), escrito em 1953 por Ray Bradbury, e também aos atentados de 11 de setembro de 2001, já que "11/9" se escreve "9/11" nos países de língua inglesa.
Sugerindo "a temperatura que arde a liberdade", este documentário ressalta especificamente a relação entre a família Bush e pessoas próximas a ela, com membros de eminentes famílias da Arábia Saudíta (incluindo a família de Bin Laden), em uma relação que se estende durante mais de trinta anos, assim como a evacuação de familiares de Osama bin Laden organizada pelo governo de George W. Bush depois dos ataques de 11 de setembro. Se bem que essa relação de negócios entre os clãs Bush e Bin Laden não seja discutida, a mesma não é amplamente conhecida.
A partir daí, o filme dá pistas sobre as verdadeiras razões que têm impulsionado o governo Bush a invadir o Afeganistão em 2001 e Iraque em 2003, ações que, segundo Moore, correspondem mais à proteção dos interesses das indústrias petrolíferas norte-americanas do que ao desejo de libertar os respectivos povos ou evitar potenciais ameaças. O documentário insinua que a guerra com o Afeganistão não teria como principal objetivo capturar os líderes da Al Qaeda e, sim, favorecer a construção de um oleoduto, e que o Iraque não era, no momento da invasão, uma ameaça real para os Estados Unidos, senão uma fonte potencial de benefícios para as empresas norte-americanas.
Assista ao documentário:
A Hora Mais Escura
Os ataques terroristas sofridos pelos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 deram início a uma época de medo e paranoia do povo americano em relação ao inimigo, onde todos os esforços foram realizados na busca pelo líder da Al Qaeda, Osama bin Laden. Maya (Jessica Chastain) é uma agente da CIA que está por trás dos principais esforços em capturar Laden, por ter descoberto os interlocutores do líder do grupo terrorista. Com isso ela participa da operação que levou militares americanos a invadir o território paquistanês, com o objetivo de capturar e matar Bin Laden.
Acredito que há muitos filmes excelentes e que podem ser utilizados por professores para trabalhar temas estudados em sala de aula. Os filmes estimulam debates e permitem ampliar a percepção da turma sobre um determinado assunto.
A telona pode funcionar como uma preciosa ferramenta didática para a aprendizagem de conteúdos de diversas disciplinas. "O cinema é uma experiência cultural importante, assim como a música e a literatura. A escola precisa levar isso em conta e tratar esse trio com igualdade", diz Marcos Napolitano, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e especialista na utilização de filmes em aula.
Dando sequência aos posts sobre filmes que podem ser usados em sala de aula, abaixo está listado filmes sobre Guerra do Vietnã, a Luta dos direitos civis dos negros, a América Latina das décadas de 1950 e 1960 e sobre a África no século 20.
Guerra do Vietnã
Platoon
Um dos retratos mais emocionantes dos horrores da Guerra do Vietnã, dirigido por um ex-combatente, Platoon, levou o Oscar de filme, direção, montagem e som.
O filme mostra a trajetória do jovem Chris, que troca a matrícula na universidade para servir como recruta no Vietnã, experimentando toda violência e loucura de uma carnificina sem sentido.
Na guerra o jovem trava contato com os sargentos Barnes e Elias. O primeiro, um assassino brutal e psicopata e o segundo, um pacifista inteligente e sensível. Apesar do maniqueísmo, o filme possui cenas antológicas, como a chegada ao Vietnã, a chacina de uma vila vietnamita e o primeiro contato do pelotão ("platoon") com o inimigo.
Veja cenas do filme:
Apocalipse Now
O Capitão Willard (Martin Sheen) recebe a missão de encontrar e matar o comandante das Forças Especiais, Coronel Kurtz (Marlon Brando), que aparentemente enlouqueceu e se refugiou nas selvas do Camboja, onde comanda um exército de fanáticos.
Veja o trailer:
Corações e Mentes
Corações & Mentes mostra friamente o confronto dos Estados Unidos na Ásia, envolvendo o Vietnã. Usando uma gama de fontes como: entrevistas para jornais nos Estados Unidos, filmagens jornalísticas no teatro da guerra e conflitos gerados em outros países. Davis constrói com detalhes um poderoso retrato dos efeitos desastrosos de uma guerra. Corações & Mentes é uma experiência emocional chocante como violentas, que desaconselhamos a pessoas com problemas cardíacos. Obra controversa, vencedora do Oscar de Melhor Documentário em 1974. Como a história está se repetindo na guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, este filme nunca esteve tão atual. Um dos mais poderosos filmes anti-guerra de todos os tempos.
Uma investigação sobre a Guerra do Vietnã, através de imagens da guerra e entrevistas com ex-combatentes americanos e sobreviventes vietnamitas, analisando assuntos como a duração do conflito, o militarismo e o racismo entranhado na cultura dos Estados Unidos.
Assista ao documentário:
Luta dos direitos civis dos negros
Mississipi em Chamas
O filme foi criticado por muitos, incluindo o historiador Howard Zinn, pela sua "ficcionalização" da história real. Enquanto os agentes da Agência Federal de Investigação são apresentados no filme como heróis, na realidade a Agência Federal de Investigação e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos mal protegeram os civis ameaçados da pequena cidade e, supostamente, teriam observado pessoas sendo espancadas sem intervir. Veja o trailer:
Malcolm X
Malcolm X é um filme norte-americano de 1992, do gênero drama biográfico, sobre o ativista afro-americano Malcolm X. Dirigido e co-escrito por Spike Lee, o filme é estrelado por Denzel Washington, Angela Bassett, Albert Hall, Al Freeman, Jr., e Delroy Lindo. Lee tem um papel secundário como Shorty, um personagem parcialmente baseado em um verdadeiro criminoso e trompeteiro chamado Malcolm "Shorty" Jarvis. O co-fundador do Partido dos Panteras Negras, Bobby Seale, o reverendo Al Sharpton, e o futuro presidente da África do Sul, Nelson Mandela fazem participações especiais.
O filme dramatiza eventos importantes da vida de Malcolm: sua carreira criminal, seu encarceramento, sua conversão ao Islã, seu ministério como membro da Nação da Islã e seu posterior desentendimento com a organização, seu casamento com Betty X, sua peregrinação à cidade sagrada de Mecca e reavaliação de seus pontos de vista sobre brancos, e seu assassinato em 21 de Fevereiro de 1965. Incidentes definidores, incluindo a morte de seu pai, a doença mental de sua mãe, e suas experiências com o racismo são dramatizados em flashbacks.
O roteiro de Malcolm X, co-creditado a Lee e Arnold Perl, é em grande parte baseado no livro de Alex Haley de 1965, A Autobiografia de Malcolm X. Haley colaborou com Malcolm no livro, começando em 1963 e o completou após a morte de Malcolm.
Malcolm X foi distribuído pela Warner Bros. e lançado em 18 de Novembro de 1992. Denzel Washington ganhou o prêmio de Melhor Ator da New York Film Critics Circle Awards e foi nomeado para um Oscar de melhor ator. Em 2010, o filme foi selecionado para preservação na National Film Registry nos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso como sendo "culturalmente, historicamente, ou esteticamente significante".
Veja a cenas do filme:
América Latina das décadas de 1950 e 1960
Diários de Motocicleta
Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicana que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.
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Chove Sobre Santiago
Um jornalista anda de carro pelas ruas de Santiago no dia 11 de setembro de 1973. Chove e ele observa a estranha movimentação nas ruas enquanto ouve notícias pelo rádio. O drama/documentário de Helvio Soto, de 1975, foi rodado na Bulgária (onde o diretor estava exilado na época) e vai aos poucos, mostrando os anos do governo da Unidade Popular no Chile (1970-1973) e o dia do golpe, com todos os detalhes violentos, incluindo o Estádio Nacional transformado em prisão dos ‘subversivos’ e a tomada do Palácio La Moneda.
É possível acompanhar como foi tramado o golpe pelas Forças Armadas e todas as sabotagens e boicotes que geraram desabastecimento e jogaram a classe média contra o governo de Salvador Allende.
Mesmo durante o governo socialista, o general Augusto Pinochet esteve à frente das Forças Armadas, assim como toda a estrutura burocrático-militar foi mantida intacta. O filme ainda traz o último discurso de Allende, transmitido pelo rádio de dentro do Palácio La Moneda, já completamente cercado pelos tanques e, também, o enterro do poeta chileno Pablo Neruda, talvez a única manifestação política pública depois do golpe. A trilha sonora é de Astor Piazzolla, que dispensa comentários ou apresentações.
Apesar de o filme fazer uma referência poética ao título, “Chove Sobre Santiago” foi o nome da operação arquitetada pelas forças reacionárias do Chile e apoiada pelos EUA através da CIA, que culminou com o golpe de Estado no dia 11 de setembro de 1973. A operação Chove Sobre Santiago colaborou ativamente com a Operação Condor, que trocava informações sobre ativistas de esquerda em todo o Cone Sul.
A ditadura chilena foi responsável por um dos maiores banhos de sangue entre as ditaduras sul-americanas, só perdendo para a Argentina. Oficialmente foram mais de três mil mortos, mas estima-se quase vinte mil mortos e desaparecidos.
Embora tenha muitos defeitos, desde montagem, fotografia e até mesmo a estranheza do diálogo em francês sobre uma história que se passa em um país sul-americano, é um filme muito especial. Principalmente para ativistas de esquerda. Eu o assisti pelo menos trinta vezes na adolescência e início da minha militância política, no final dos anos 80. E ainda emociona.
Veja cenas do filme:
O Segredo de Seus Olhos
Benjamin Esposito (Ricardo Darín) se aposentou recentemente do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal. Com bastante tempo livre, ele agora se dedica a escrever um livro. Benjamin usa sua experiência para contar uma história trágica, a qual foi testemunha em 1974. Na época o Departamento de Justiça onde trabalhava foi designado para investigar o estupro e consequente assassinato de uma bela jovem. É desta forma que Benjamin conhece Ricardo Morales (Pablo Rago), marido da falecida, a quem promete ajudar a encontrar o culpado. Para tanto ele conta com a ajuda de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), seu grande amigo, e com Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), sua chefe imediata, por quem nutre uma paixão secreta.
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África no século 20
O Último Rei da Escócia
The Last King of Scotland (título em portugues:O Último Rei da Escócia), é um filme inglês de 2006, do gênero drama histórico, dirigido por Kevin Macdonald.
O filme é baseado no livro homônimo de Giles Foden sobre o militarIdi Amin Dada, ditador de Uganda entre 1971 a 1979 , após um golpe de Estado. A história, apesar de ser baseada em fatos verídicos, é contada através da perspectiva de um fictício médico escocês.O médico recém-formado Nicholas Carrigan resolve se aventurar pelo mundo em busca de novas experiências. O destino escolhido é Uganda, país localizado na região central da África. Lá, o médico reside em uma pequena cidade, servindo o hospital principal. O presidente do país, Idi Amin, sofre uma pequena lesão nas mãos enquanto visita a cidade. Por acaso, o médico requisitado para socorre-lo é Carrigan,que acaba por prestar socorro ao presidente. A partir disso, Amin propõe a ele que se torne seu médico pessoal. Relutante, Nicholas aceita a proposta. Durante seu mandato, o médico se torna também seu amigo e conselheiro, participando de reuniões e representando do presidente em algumas ocasiões. Devido à algumas situações, ao decorrer do tempo Nicholas descobre que Amin não é quem parecia ser.
Temendo pela própria vida, o jovem médico decide sair do país, que se tornara perigoso para ele. Ao mesmo tempo que Garrigan vive o dilema de ter que matar o presidente para poder sair do país, ele se vê numa difícil situação ao se envolver com uma das mulheres do ditador.
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Diamante de Sangue
Tendo como pano de fundo o caos e a guerra civil que dominou Serra Leoa na década de 1990, Diamante de Sangue conta a história de Danny Archer (LEOARDO DICAPRIO), um ex-mercenário do Zimbábue, e Solomon Vandy (DJIMON HOUNSOU), um pescador da etnia Mende. Ambos são africanos, mas suas histórias e circunstâncias de vida são totalmente diferentes até que o destino os reúne numa busca para recuperar um raro diamante rosa, o tipo de pedra que pode transformar uma vida...ou acabar com ela.
Solomon, que foi arrancado de sua família e forçado a trabalhar nos campos de diamante, encontra a pedra extraordinária e se arrisca a escondê-la ciente de que, se for descoberto, será morto imediatamente. Mas ele também sabe que o diamante poderia não apenas fornecer os meios para salvar a esposa e as filhas de uma vida de refugiadas, como também ajudar a resgatar seu filho, Dia, de um destino muito pior como soldado infantil.
Mesmo que já estejamos no século XXI, em muitos locais, inclusive no Brasil, trabalhadores ainda são mantidas como escravos. Neste filme de Edward Zwick, a lamentável condição de trabalhadores-escravos de Serra Leoa foi revelada.
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Hotel Ruanda
Em 1994 um conflito político em Ruanda levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países, os ruandenses tiveram que buscar saídas em seu próprio cotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul Rusesabagina (Don Cheadle), que era gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país. Contando apenas com sua coragem, Paul abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito.
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O Jardineiro Fiel
Uma ativista (Rachel Weisz) é encontrada assassinada em uma área remota do Quênia. O principal suspeito do crime é seu sócio, um médico que encontra-se atualmente foragido. Perturbado pelas infidelidades da esposa, Justin Quayle (Ralph Fiennes) decide partir para descobrir o que realmente aconteceu com sua esposa, iniciando uma viagem que o levará por três continentes.
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Escravidão
Django Livre
Filme de Quentin Tarantino, causou polêmica por onde passou por, segundo diretor Spike Lee, tratar a escravidão de forma "desrespeitosa". Ambientado no sul dos Estados Unidos dois anos antes da Guerra Civil, Django Livre é estrelado por Jamie Foxx como Django, um escravo cujo histórico brutal com seus ex-senhores o coloca cara a cara com o caçador de recompensas alemão, dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está no encalço dos sanguinários irmãos Brittle, e Django é o único que pode levá-lo à sua recompensa. O heterodoxo Schultz compra Django com a promessa de alforriá-lo assim que capturar os Brittle – mortos ou vivos. O sucesso leva Schultz a libertar Django, embora os dois optem por não seguirem caminhos separados. Em vez disso, Schultz caça os criminosos mais perigosos do sul dos E.U.A. tendo Django ao seu lado. Aperfeiçoando suas habilidades vitais de caça, Django permanece focado em um único objetivo: encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), a esposa que ele havia perdido para o tráfico de escravos há muito tempo. A busca de Django e Schultz acaba levando-os até Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o proprietário de “Candyland”, uma fazenda abominável onde os escravos são preparados pelo treinador Ace Woody (Kurt Russell) para lutarem entre si por esporte. Explorando a fazenda sob falsos pretextos, Django e Schultz despertam a desconfiança de Stephen (Samuel L. Jackson), o fiel escravo doméstico de Candie. Suas manobras são percebidas, e uma organização traiçoeira fecha um cerco ao seu redor. Se Django e Schultz quiserem escapar levando Broomhilda, eles precisam escolher entre a independência e a solidariedade, entre o sacrifício e a sobrevivência. Veja o trailer:
Amistad
Em 1997 Steven Spielberg liderou o projeto que pretendeu contar a história real da embarcação La Amistad, que levou escravos africanos para os Estados Unidos.Baseado em um evento real, este filme relata a incrível história de um grupo de escravos africanos que se rebela e se apodera do controle do navio que os transporta e tenta retornar à sua terra de origem. Quando o navio, La Amistad, é aprisionado, esses escravos são levados para os Estados Unidos, onde são acusados de assassinato e são jogados em uma prisão à espera do seu destino. Uma empolgante batalha se inicia, o que capta o interesse de toda a nação e confronta os alicerces do sistema judiciário norte-americano. Entretanto, para os homens e mulheres sendo julgados, trata-se simplesmente de uma luta pelos diretos básicos de toda a humanidade... liberdade.
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Quilombo
Em 1984 o diretor Cacá Diegues comandou a produção franco-brasileira que pretendia narrar a história de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negros da história do país.Num engenho de Pernambuco, por volta de 1650, um grupo de escravos se rebela e ruma ao Quilombo dos Palmares, onde existe uma nação de ex-escravos fugidos que resiste ao cerco colonial, entre eles Ganga Zumba, um príncipe africano. Tempos, seu herdeiro e afilhado, Zumbi, contesta as ideias conciliatórias de Ganga Zumba e enfrenta o maior exército jamais visto na história colonial brasileira.
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Manderlay
Após deixarem para trás a cidade de Dogville, Grace (Bryce Dallas Howard) e o pai (Willem Dafoe) acabam por acaso nos portões da fazenda de Manderlay, no sul dos Estados Unidos. Lá Grace descobre uma estrutura escravagista em pleno funcionamento, apesar de estarmos em 1933, quando já fora abolida a escravatura. Ela se envolve então nas relações entre os empregados negros e seus patrões, apenas para descobrir que os laços que regem estas relações são bem mais complexos do que ela pensava.
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Besouro
Este filme de João Daniel Tikhomiroff chamou atenção pelas lutas coreografadas e efeitos especiais. A história do famoso capoeirista só foi possível porque ser uma sociedade em que a escravidão tinha acabado de ser abolida.
Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que -- ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física -- desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.
Quando Manoel Henrique Pereira nasceu, não havia nem dez anos que o Brasil tinha sido o último país do mundo a libertar seus escravos.
Naqueles tempos pós-abolição nossos negros continuavam tão alijados da sociedade que muitos deles ainda se questionavam se a liberdade tinha sido, de fato, um bom negócio. Afinal, antes de 1888 eles não eram cidadãos, mas tinham comida e casa para morar. Após a abolição, criou-se um imenso contingente de brasileiros livres, porém desempregados e sem-teto. A maioria sem preparo para trabalhar em outros serviços além daqueles mesmos que já realizavam na época da escravatura. E quase todos ainda sem a plena consciência de sua cidadania. O resultado desse quadro, principalmente nas regiões rurais, onde estavam os engenhos de açúcar e plantações de café, foi o surgimento de um grande contingente de negros libertos que continuavam, mesmo anos após a abolição, submetendo-se aos abusos e desmandos perpetrados por fazendeiros e senhores de engenho.
Assim era sociedade rural brasileira de 1897, ano em que Manoel Henrique Pereira, filho dos ex-escravos João Grosso e Maria Haifa, nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
Vinte anos depois, Manoel já era muito mais conhecido na cidade como Besouro Mangangá - ou Besouro Cordão de Ouro -, um jovem forte e corajoso, que não sabia ler nem escrever, mas que jogava capoeira como ninguém e não levava desaforo para casa. Como quase todos os negros de Santo Amaro na época, vivia em função das fazendas da região, trabalhando na roça de cana dos engenhos. Mas, ao contrário da maioria, ele não tinha medo dos patrões. E foram justamente os atritos com seus empregadores - e posteriormente com a polícia - que deixaram Besouro conhecido e começaram a escrever a sua imortalidade na cultura negra brasileira.
Há poucos registros oficiais sobre sua trajetória, mas é de se supor que a postura pouco subserviente do capoeirista tenha sido interpretada pelas autoridades da época como uma verdadeira subversão. Não por acaso, constam nas histórias sobre ele episódios de brigas grandiosas com a polícia, nas quais ele sempre se saía melhor, mesmo quando enfrentava as balas de peito aberto. Relatos de fugas espetaculares, muitas vezes inexplicáveis, deram origem a seu principal apelido: Mangangá é uma denominação regional para um tipo de besouro que produz uma dolorosa ferroada. O capoeirista era, portanto, "aquele que batia e depois sumia". E sumia como? Voando, diziam as pessoas...
Histórias como essas, verdadeiras ou não, foram aos poucos construindo a fama de Besouro. Que se tornou um mito - e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil - nos anos que se sucederam à sua morte.
Morte que ocorreu, também, num episódio cercado de controvérsias. Sabe-se que ele foi esfaqueado, após uma briga com empregados de uma fazenda. Registros policiais de Santo Amaro indicam que ele foi vítima de uma emboscada preparada pelo filho de um fazendeiro, de quem era desafeto. Já a lenda reza que Besouro só morreu porque foi atingido por uma faca de ticum, madeira nobre e dura, tida no universo das religiões afro-brasileiras como a única capaz de matar um homem de "corpo fechado".
E Besouro, o mito, certamente era um desses.
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As Aventuras de Huck Finn
Em adaptação do clássico de Mark Twain, Stephen Sommers dirige um novato Elijah Wood na pele do garoto que atravessa os Estados Unidos para libertar seu amigo Jim. A inesquecível história de dois amigos bem diferentes: um garoto travesso e um escravo fugido. Eles se unem para enfrentar uma viagem ao longo do rio Mississipi. Nessa incrível jornada rumo à liberdade, deparam-se com os mais diversos perigos, vivendo as mais fantásticas aventuras. Não deixe de ver esta envolvente história cheia de emoções.
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Lincoln
Grande candidato do Oscar 2013 (foram 12 indicações), o filme de Steven Spielberg narra a vida do ex-presidente norte-americano responsável por assinar o decreto de libertação do escravos. "Lincoln" é adaptado do livro biográfico «Team of Rivals: The Political Genius of Abraham Lincoln», de Doris Kearns Goodwin, mas em vez de retratar toda a vida do presidente norte-americano centra-se apenas nos seus últimos quatro meses de vida, nomeadamente na abolição da escravatura e no fim da Guerra Civil Americana. A votação renhida na Câmara dos Representantes pela 13ª emenda, que ilegaliza a escravatura, é um dos pontos centrais do filme.
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Quanto Vale ou é Por Quilo?
Neste filme brasileiro de 2005, a situação de escravos do Brasil colonial é comparada à venda da imagem da pobreza através de ONGs e a atividade conhecida como “marketing social”. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.
Assista ao filme:
Tempo de Glória
A Guerra Civil norte-americana foi um dos períodos fundamentais para a abolição da escravatura no século XIX e este filme narra a história do primeiro batalhão militar formado por ex-escravos. Veja o trailer:
E o Vento Levou
Um dos filmes mais bem-sucedidos da história também toca no delicado tema da escravidão ao narrar a trajetória de ex-donos de escravos negros que entram em falência após a Guerra Civil norte-americana. Veja cenas do filme: