Vanguardas Artísticas - Dadaísmo

O dadaísmo foi um movimento artístico que surgiu na Europa (cidade suíça de Zurique) no ano de 1916. Possuía como característica principal a ruptura com as formas de arte tradicionais, com forte conteúdo anárquico. O próprio nome do movimento deriva de um termo inglês infantil: dadá (brinquedo, cavalo de pau), observando-se a falta de sentido e a quebra com o tradicional deste movimento.

Características principais do dadaísmo:
- Objetos comuns do cotidiano são apresentados de uma nova forma e dentro de um contexto artístico;
- Irreverência artística;
- Combate às formas de arte institucionalizadas;
- Crítica ao capitalismo e ao consumismo;
- Ênfase no absurdo e nos temas e conteúdos sem lógica;
- Uso de vários formatos de expressão (objetos do cotidiano, sons, fotografias, poesias, músicas, jornais etc) na composição das obras de artes plásticas;
- Forte caráter pessimista e irônico, principalmente com relação aos acontecimentos políticos do mundo.
  

Principais artistas dadaístas:
- Marcel Duchamp
- Hans Rarp
- Francis Picabia
- Max Ernst
- Man Ray
- Raoul Hausmann
- Guillaume Apollinaire
- Hugo Ball
- Johannes Baader
- Arthur Cravan
- Jean Crotti
- George Grosz
- Richard Huelsenbeck
- Marcel Janco
- Clement Pansaers
- Hans Richter
- Sophie Täuber

- Julius Evola

    E para vivenciar este modelo artístico que tanto embaralha nossa mente, os alunos do 9º ano, coletivamente, produziram um poema dadaísta, onde cada aluno escreveu uma frase. Segue abaixo suas produções.

Poema do 9ºA 
FOGO

O Fogo é mal
Mariazinha foi pular a fogueira e se queimou
Fogo queima
Quando te vejo, pego fogo
O fogo queima
A água apaga o fogo
O fogo é um perigo
O fogo é uma fonte de calor
Macacos não sabem brincar com fogo
Fogo, fogo, fogo, onde surgiu o fogo?
O fogo desperta a paixão
A casa de João está toda destruída por causa do fogo.

Poema do 9ºB
LUA

A lua hoje está muito brilhante
Quando a lua está cheia, ela fica muito bela
A lua é brilhante
Hoje a lua está cheia
Há quem diga que não é sua a lua que te dei
A lua é maneira
Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu
A lua me traiu, acreditei que era pra valer!
Pura chuva
Seu brilho resplandece no céu
Amanhã a previsão é de lua cheia
E o luar decalca nas paredes frias
A lua brilha no céu à noite
Lua, aquela que flutua
A lua no céu brilha à noite
A lua é bonita quando brilha à noite
Amo lua, amo luar, amo você em primeiro lugar
Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu?
Nóis viaja pra lua
Faz iluminar a escuridão
A lua nos faz viajar

Vanguardas Artísticas - Cubismo

       Neste mês, os alunos do 9º ano começaram a estudar os movimentos artísticos que trouxeram muita inovação ao mundo das artes, chamado "Vanguardas Artísticas".
      Os movimentos artísticos que se iniciam no final do século XIX ao começo do século XX, principalmente na Europa, são considerados "Vanguardas Artísticas", pois traziam idéias, conceitos, muitas vezes inovadores, à frente do seu tempo, que influênciavam até mesmo a política dos países. Estas manifestações artísticas podem ser ordenadas cronologicamente em: Fauvismo (1905-1908), Expressionismo (1905-1933), Futurismo (1909-1914), Cubismo (1907-1914), Dadaísmo (1916-1922) e Surrealismo (1924).

CUBISMO
     O Cubismo desenvolveu-se inicialmente na pintura, valorizando as formas geométricas (como esferas, cones e cilindros) ao mesmo tempo em que revelava um objeto em seus múltiplos ângulos. A pintura cubista surgiu em 1907 e conheceu seu declínio com a Primeira Guerra, terminando em 1914. Em 1908, o artista Georges Braque expôs alguns quadros em Paris no Salão de Outono. Numa de suas telas apareciam telhados que se fundiam com árvores, dando a sensação de cubos. O pintor Henri Matisse teria expressado nesta oportunidade, que "ele despreza as formas, reduz tudo a esquemas geométricos, a cubos", derivando daí a denominação Cubismo. O pintor espanhol Pablo Picasso é considerado como o gênio do Cubismo, e seu nome se transformou em ícone do movimento cubista.
      
      Para familiarizar-se com o Cubismo, os alunos fizeram um trabalho com imagens de revista denominado "auto-retrato cubista", deem uma olhada no resultado final.









                                                       


Releitura de Concreção de Luiz Sacilotto

     Obras realizadas em papel sulfite nº60 , utilizando régua e lápis para traçar as linhas. A pintura, feita de lápis de cor, os alunos treinaram a paciência, para fazer traços leves e que preenchessem todo branco da folha sem marcá-la, dando homogeneidade à cor.









John James Audubon

Olá pessoal! Hoje é aniversário do naturalista mundialmente conhecido po suas ilustrações científicas de aves. Quando um cientista faz um desenho de um ser vivo,  ele precisa ser bem verossemelhante. Saiba mais sobre ele:

    




 John James Audubon (26 de abril de 1785 - 2 de janeiro de 1851) foi um naturalista norte-americano de origem francesa, especializado na ilustração científica de aves. O seu trabalho mais conhecido The Birds of America (As Aves da América em língua portuguesa) alcançou, durante a sua vida, sucesso comercial e trouxe-lhe enorme popularidade junto do público. O prestígio científico alcançado pela obra valeu-lhe elogios rasgados dos seus pares e permitiu-lhe tornar-se no segundo americano (depois de Benjamin Franklin) a incluir a selecta Royal Society britânica para as ciências.
       Em nome deste sonho, Audubon percorreu os Estados Unidos da América em busca das aves que pretendia desenhar, enquanto Lucy Bakewell suportava a família como professora. A sua insistência em procurar os seus modelos na Natureza, em vez de utilizar exemplares taxidermizados em museus era então uma abordagem totalmente nova da ilustração científica. Isto não significa, porém, que Audubon fosse um ecologista: ele fazia o seu trabalho de campo acompanhado de papel e material de desenho, mas também de uma espingarda que usava para matar as aves que pretendia ilustrar. Uma vez mortas, as aves eram repostas em posição de vida com arames e então desenhadas.
      Em 1826, Audubon tinha a maioria das suas estampas preparadas e começou a procurar uma editora para publicar a sua obra-prima, o livro The Birds of America. Audubon, no entanto, não encontrou nenhuma casa editorial em Nova York ou Filadélfia que quisesse arriscar o negócio, e decidiu procurar a sua sorte na Europa. Com o dinheiro poupado pela mulher, comprou uma passagem e rumou ao Velho Continente.
     Audubon foi um sucesso quase imediato no Reino Unido, em parte devido à qualidade dos seus desenhos, em parte pelas suas qualidades de marketing. Para vender o The Birds of America, Audubon adoptou uma aparência propositadamente exótica, deixando crescer o cabelo e aparecendo nos salões britânicos vestido de pioneiro americano, à maneira de David Crocket. As subscrições da obra não tardaram e Audubon pode contratar uma litografia para imprimir as cerca de 200 cópias das 435 gravuras que compunham o The Birds of America. Cada uma foi vendida ao preço exorbitante de 1000 dólares americanos e entregues em volumes de 10 gravuras cada ao longo dos doze anos seguintes. O rei Jorge IV do Reino Unido foi um dos subscritores e entusiastas de Audubon, mas não foi o único. O Barão Georges Cuvier elogiou publicamente o trabalho de Audubon como um monumento à ornitologia e a Royal Academy convidou-o para se tornar membro.
     Audubon regressou às Américas em 1829, com os objectivos de encontrou mais subscritores da sua obra e de fazer mais viagens, a fim de completar as gravuras que lhe faltavam. Neste período, Audubou procurou popularizar a sua obra ao editar, em 1840, uma versão mais barata do livro The Birds of America, acessível também à classe média. O sucesso da Octavo Edition foi imediato e a primeira edição esgotou rapidamente as 1200 cópias impressas.
   Com os seus méritos reconhecidos e situação financeira estabilizada, Audubon comprou uma propriedade perto do rio Hudson, mas não parou de trabalhar. O seu trabalho seguinte Viviparous Quadrupeds of North America, ocupou os seus últimos anos e foi elaborado em colaboração com os seus dois filhos, John e Victor. Audubon morreu em 1851 e este livro foi publicado postumamente em 1852.

Obras de Luiz Sacilotto

  

Aulas de Artes

      Neste mês de abril substitui o professor Marcos, de Artes, e para isto fui buscar nas lembranças de minhas aulas de educaçção artísitica, material para trabalhar com os alunos. Entre pontos e linhas, conheci as obras de Luiz Sacilotto, por sinal, brasileiro. Encantada, passei algumas releituras de seus trabalhos nas aulas de artes. Abaixo, um pouquinho da biografia deste espetacular artista.
LUIZ SACILOTTO
Filho de imigrantes italianos, Luiz Sacilotto nasceu em Santo André, Estado de São Paulo,em 1924.
O artista nasceu e cresceu no maior pólo industrial do país em um período de grande desenvolvimento social, político e econômico, sempre ouvindo os apitos das fábricas.Foi nesta cidade que montou seu ateliê-residência. Diplomado em 1943 em escola profissional, ingressou no ano seguinte na Hollerith do Brasil como desenhista e projetista de esquadrias metálicas.
Paralelamente, Sacilotto desenvolveu sua carreira artística. Sua obra conheceu uma fase figurativa, na década de 40, e o período concreto, que se estendeu por toda a segunda metade do século passado. Participou da exposição "Ruptura", realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1952 e foi um dos signatários do manifesto de mesmo nome, que marcou o início do movimento concretista brasileiro. Waldemar Cordeiro, que liderava o grupo, identificaria posteriormente Sacilotto como "viga mestra da arte concreta", movimento que segundo o crítico de arte Enock Sacramento, maior estudioso da obra do artista, "foi responsável pela mais incisiva renovação da visualidade brasileira no Século XX.
Desde cedo seu currículo se construiu de forma coerente e invejável. Participou de seis Bienais de São Paulo em 1951, 53, 55, 57, 61 e 67; da Bienal de Veneza em 1952, da Exposição Nacional de Arte Concreta em São Paulo em 1956 e no Rio de Janeiro em 1957. Expôs também na Konkrete Kunst (exposição nacional de arte concreta em Zurique) em 1960 organizada por Max Bill em diversas galerias.
A Arte Concreta foi um dos movimentos artísticos mais importantes ocorridos no Brasil no século XX, influenciando a literatura, a arquitetura, a música, o desenho industrial, a comunicação visual.
A sistematização do movimento, repetição e os jogos ópticos são os pontos fundamentais para a construção de sua obra que mantém-se sempre ligada e relacionada aos meios de produção. O jogo dinâmico que impõe às suas imagens nos provoca o olhar, percebemos seus recortes, seus giros, a multiplicidade das formas geométricas, o jogo interminável das ilusões ópticas.
Sacilotto sempre se manteve interessado em experimentações, desde o início fez uso de materiais e técnicas diversas. Trabalhou com um grande rigor formal sem renunciar à sensibilidade.
Luiz Sacilotto faleceu dia 09 de fevereiro de 2003 no ABC paulista onde sempre viveu. Deixou um significativo conjunto de obras que evidencia sua importante trajetória artística: desenhos, gravuras, guaches, esculturas, pinturas, obras públicas, além de um grande número de projetos.
Luiz Sacilotto era um artista universal que sempre se manteve fiel a sua obra e seus conceitos. Um exemplo de artista sensível à emoção das linhas exatas e ângulos rigidamente traçados.

Paula Caetano
Artista Plástica e mestre em Artes Visuais

Professora Multifunção

Olá, queridos alunos!
Este ano a Sora Soraia teve seu posto perdido. Mas calma lá...... não totalmente. Vocês ainda terão o prazer das minhas aulas quando por ventura algum professor faltar. Serei professora multifuncional este ano!! Vejo-os em breve, pois...

Ser professor é ser artista,
malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo...
é ser mãe, pai, irmã e avó,
É ser palhaço, estilhaço,
é ser ciência, paciência...
É ser informação,
É ser ação.
É ser bússula, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido?...Muito.
Defendido? Nunca.
o seu filho passou?...
Claro, é um gênio.

Não passou?
O professor não ensinou.

Ser professor...
É um vício ou vocação?
É outra coisa...
É ter nas mãos o mundo de
AMANHÃ

AMANHÃ
os alunos vão-se...
e ele, o mestre, de mãos vazias,
fica com o coração partido.
recebe novas turmas,
novos olhinhos ávidos de
Cultura
e ele, o professor,
vai despejando
com toda a ternura,
o saber, a orientação
nas cabecinhas nova que
amanhã
luzirão no firmamento da Pátria.
fica a saudade...
a Amizade...


O pagamento real?
Só na eternidade

ELEIÇÕES 2026 X ESCOLA LAICA

  As Eleições de 2026 representam um marco decisivo para o futuro socioeconômico e institucional do Brasil.     O pleito impacta diretament...