HISTÓRIA - Egito

    
    A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) entre 3200 a.C (unificação do norte e sul) a 32 a.c (domínio romano).
     Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.
     A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras.Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida. 
     A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para registrar os textos.
    A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).  
   A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida.  Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.
Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para uma outra vida boa aqueles de coração leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam : chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).
   A civilização egípcia destacou-se muito nas áreas de ciências. Desenvolveram conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.
    No campo da arquitetura podemos destacar a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Grande parte delas eram erguidas com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides e a esfinge de Gizé são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.



HISTÓRIA - Declaração de Independência


     A Declaração de Independência tornou-se um texto intemporal em que é explicitada a filosofia dos direitos naturais do homem e da auto-determinação dos povos. O autor conjugou o constitucionalismo britânico com aos valores humanos fundamentais, apresentando a sua conclusão de uma forma facilmente compreensível. No célebre segundo parágrafo uniu numa frase uma cosmologia, uma teoria política e uma crença, ao afirmar que as verdades que declarava eram evidentes, indiscutíveis. De fato a ideia não era nova, vinha de John Locke, dos filósofos do Iluminismo e de dissidentes políticos britânicos, mas era a primeira vez que era tão claramente exposta, sendo que Jefferson considerava que sendo uma parte tão clara da opinião americana, ele só tinha tentado «apresentar à humanidade a evidência do assunto.
      Os princípios de igualdade, dos direitos naturais do homem, da soberania do povo e do direito de revolta da população, deram à Revolução Americana uma ideia de superioridade moral que se conjugou com uma teoria do governo em liberdade. De fato, era a primeira vez que na criação de um novo país se defendia  que eram os direitos dos povos, e não os dos dirigentes, que estavam na origem da fundação de uma nova nação.



DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA
Determinação do Segundo Congresso Continental, 4 de julho de 1776
Declaração unânime dos treze Estados Unidos da América
Quando, no decurso da História do Homem, se torna necessário a um povo quebrar os elos políticos que o ligavam a um outro e assumir, de entre os poderes terrenos, um estatuto de diferenciação e igualdade ao qual as Leis da Natureza e do Deus da Natureza lhe conferem direito, o respeito que é devido perante as opiniões da Humanidade exige que esse povo declare as razões que o impelem à separação.
Consideramos estas verdades por si mesmo evidentes, que todos os homens são criados iguais, sendo-lhes conferidos pelo seu Criador certos Direitos inalienáveis, entre os quais se contam a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade. Que para garantir estes Direitos, são instituídos Governos entre os Homens, derivando os seus justos poderes do consentimento dos governados. Que sempre que qualquer Forma de Governo se torne destruidora de tais propósitos, o Povo tem Direito a alterá-la ou aboli-la, bem como a instituir um novo Governo, assentando os seus fundamentos nesses princípios e organizando os seus poderes do modo que lhe pareça mais adequado à promoção da sua Segurança e Felicidade. É verdade que a sensatez aconselha que não se substituam Governos há muito estabelecidos por razões levianas e momentâneas; e de facto a experiência mostra-nos que, enquanto lhe for possível suportar as contrariedades, a Humanidade está mais disposta a sofrer do que a reparar os erros abolindo as formas a que se habituaram. Mas quando um extenso rol de abusos e usurpações, invariavelmente com um mesmo Objetivo, evidencia a intenção de o enfraquecer sob um Despotismo absoluto, é seu direito, é seu dever, destituir tal Governo e nomear novos Guardas para a sua segurança futura. Tal tem sido o paciente sofrimento destas Colónias; e tal é agora a necessidade que as obriga a alterar os seus anteriores Sistemas de Governo. A história do atual Rei da Grã-Bretanha é uma história de sucessivas injúrias e usurpações, todas com o Objetivo último de estabelecer um regime absoluto de Tirania sobre estes Estados. Para provar tudo isto, que se apresentem os factos perante o Mundo honesto.
Ele recusou a Aprovação de Leis, as mais favoráveis e necessárias ao bem comum.
Proibiu os seus Governadores de aprovar Leis de importância imediata e premente, suspendendo a sua aplicação até que estas obtivessem a sua aprovação; e ao suspendê-las deste modo, negligenciou claramente a atenção que lhes era devida.
Recusou aprovar outras Leis para a fixação de grandes áreas populacionais, exceto no caso dessas pessoas prescindirem do direito de Representação nos Corpos Legislativos, um direito inestimável para elas e terrível apenas para os Tiranos.
Convocou os Corpos Legislativos para lugares invulgares, desconfortáveis e distantes do arquivo dos Registos públicos, com o intento único de, vencidos pelo cansaço, os induzir a aceitar as suas disposições.
Dissolveu repetidamente as Câmaras dos Representantes por estas se oporem com grande determinação às suas investidas sobre os direitos do povo.
Após tais dissoluções, recusou durante muito tempo a eleição de novas Câmaras; por essa razão, os Poderes Legislativos, insuscetíveis de extinção, regressaram ao Povo para que este os exercesse; entretanto, o Estado permanecia vulnerável a todos os perigos de invasão exterior, bem como de convulsões internas.
Fez o possível para impedir o povoamento destes Estados; com essa finalidade, embargou as Leis de Naturalização de Estrangeiros; recusou aprovar outras leis que estimulassem a migração para o nosso território e agravou as condições para novas Apropriações de Terras.
Obstruiu a Aplicação da Justiça, recusando a Aprovação de Leis que estabelecessem Poderes Judiciais.
Fez depender os Juízes apenas e só da sua Vontade para o exercício dos seus cargos públicos, assim como para o valor e pagamento dos seus salários.
Instituiu uma multiplicidade de Novos Cargos Públicos, tendo enviado um batalhão de Funcionários para atormentar o nosso povo e sorver a sua substância.
Manteve no nosso seio, em tempo de paz, Exércitos Permanentes, sem o Consentimento dos nossos Corpos Legislativos.
Tornou a Força Militar independente e superior ao Poder Civil.
Aliou-se a terceiros para nos submeter a uma jurisdição que não se enquadra na nossa Constituição e que não é reconhecida pelas nossas Leis, tendo dado a sua Aprovação às supostas Leis daí resultantes, as quais:
Autorizam o aquartelamento grandes corporações de forças armadas entre nós;
As eximem, por meio de simulacros de julgamentos, do castigo por quaisquer Assassínios que venham a cometer sobre os Habitantes destes Estados;
Asfixiam as nossas Relações Comerciais com todas as partes do mundo;
Impõem-nos Impostos sem o nosso Consentimento;
Privam-nos, em muitos casos, das vantagens de um Julgamento com Jurados;
Permitem que nos levem para além-mar, onde somos julgados por supostos delitos;
Abolem o livre Sistema das Leis Inglesas numa Província vizinha, estabelecendo ali um Governo Arbitrário, e alargando as suas fronteiras, por forma a utilizá-la prontamente como um exemplo e um ótimo instrumento para a introdução das mesmas regras despóticas nestas Colónias;
Anulam as nossas concessões de privilégios, abolindo as nossas Leis mais valiosas e alterando profundamente a Forma dos nossos Governos;
Suspendem os nossos próprios Corpos Legislativos, permitindo que outros se declararem investidos com o poder de legislar em nosso nome, em toda e qualquer circunstância.
Ele abdicou do Governo neste território, tendo-nos declarado fora da sua Proteção e fazendo Guerra contra nós.
Saqueou os nossos mares, pilhou as nossas Costas, queimou as nossas cidades e destruiu as vidas do nosso povo.
Encontra-se neste momento a transportar grandes Exércitos de Mercenários estrangeiros para completar a obra de morte, desolação e tirania já anteriormente iniciada, com requintes de Crueldade e Perfídia sem paralelo mesmo nas Eras mais bárbaras, sendo absolutamente indigno de exercer o cargo de Chefe de uma nação civilizada.
Obrigou os nossos Concidadãos que foram levados como Prisioneiros para alto mar a pegar em Armas contra o seu País, a tornarem-se os carrascos dos seus amigos e irmãos, ou a sucumbirem eles próprios nas suas mãos.
Instigou insurreições internas entre nós, tendo procurado provocar os habitantes das nossas fronteiras, os impiedosos Selvagens Índios, cujo conhecido permanente estado de guerra, representa a destruição indiscriminada das pessoas de quaisquer idades, sexo e condições.
Enquanto suportávamos tais Opressões, nos mais humildes termos lançámos Apelos para que reconsiderasse. Aos nossos sucessivos Apelos respondeu apenas com injúrias acrescidas. Um Soberano cujo carácter fica assim marcado pelo modo de ação que define um Tirano, não serve como governante de um povo livre.
Não deixámos de dar a devida atenção aos nossos irmãos britânicos. De tempos a tempos, avisámo-los das tentativas por parte dos seus corpos legislativos para estender uma jurisdição injustificável sobre nós. Lembrámo-lhes as circunstâncias da nossa emigração e colonização deste território. Apelámos à sua justiça e magnanimidade inerentes, rogando-lhes que, face à origem comum que nos une, negassem estas usurpações, pois estas haveriam inevitavelmente de conduzir à extinção das nossas relações e ligação. Não deram igualmente ouvidos à voz da justiça e da consanguinidade. Temos pois que reconhecer a necessidade da nossa separação, pelo que os consideraremos, tal como o resto da Humidade, Inimigos na Guerra, Amigos na Paz.
Assim sendo, nós, Representantes dos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, reunidos em Congresso Geral, suplicando ao Juiz Supremo do mundo pela retidão das nossas intenções, em nome e com a autoridade que o nobre Povo destas Colónias nos conferiu, anunciamos e declaramos solenemente que estas Colónias Unidas são e devem ser por direito ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES; que ficam exoneradas de toda a Fidelidade perante a Coroa Britânica e que qualquer vínculo político entre elas e o Estado da Grã-Bretanha é e deve ser totalmente dissolvido; e que, na qualidade de ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES, assiste-lhes toda a competência para declarar Guerra, assinar a Paz, contrair Alianças, estabelecer Relações Comerciais e levar a cabo quaisquer decisões ou ações, tal como compete aos ESTADOS INDEPENDENTES. E para sustentação desta Declaração, confiando plenamente na proteção da Divina Providência, empenhamos mutuamente as nossas Vidas, os nossos Bens e a nossa Honra sagrada.


Filmes relacionados ao tema: Independência dos Estados Unidos
  • O Veleiro da Aventura, de Clarence Brown sobre os colonos de Plymouth e a chegada do Mayflower
  • O Patriota, Mel Gibson
  • Revolução, Al Pacino vive um camponês que não escolhe o envolvimento no irremediável turbilhão da revolução de Independência dos Estados Unidos.

HISTÓRIA - Benjamin Franklin

BENJAMIN FRANKLIN
   
     Benjamin Franklin (Boston, 17 de janeiro de 1706 — Filadélfia, 17 de abril de 1790) foi um jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata, inventor e enxadrista estadunidense. Foi um dos líderes da Revolução Americana, conhecido por suas citações e experiências com a eletricidade. Religioso, calvinista, e uma figura representativa do iluminismo.       
     Deixou os estudos aos dez anos de idade e aos doze começou a trabalhar como aprendiz do seu irmão, James, um impressor que publicava um jornal chamado "New England Courant". Em 1758, o ano em que ele deixou de escrever para o almanaque, imprimiu O sermão do pai Abraão, hoje considerado o texto mais famoso da literatura produzida na América nos tempos coloniais. Entretanto, Franklin estava preocupado cada vez mais com os assuntos públicos; fundou a Universidade da Pensilvânia e a sociedade filosófica americana, com o fim de fomentar a comunicação das descobertas entre os homens da ciência. Ele já tinha começado a pesquisa da estática, que o iria ocupar, juntamente com outros temas científicos, com a política e com os negócios, até ao fim da sua vida.
    Franklin realizando o famoso experimento da pipa. Em 1748 Franklin vendeu o seu negócio e, tendo adquirido uma riqueza notável, pôde dispor de mais tempo livre para os estudos. Num espaço de poucos anos fez descobertas sobre a eletricidade que lhe deram reputação internacional. Ele identificou as cargas positiva e negativa e demonstrou que os raios são um fenómeno de natureza elétrica. Franklin tornou esta teoria inesquecível através da experiência extremamente perigosa de fazer voar uma pipa durante uma tempestade, em 1 de outubro de 1752. Nos seus escritos, ele demonstra que estava consciente dos perigos e dos modos alternativos de demonstrar que o trovão era elétrico. Se Franklin fez a experiência, ele não a fez da forma descrita – ela teria sido fatal.
     As invenções de Franklin incluíram o pára-raios, o aquecedor de Franklin - franklin stove (um aquecedor a lenha que se tornou muito popular, debitando uma corrente de ar diretamente na área a aquecer), as lentes bifocais e o corpo de bombeiros norte-americano.
    Franklin estabeleceu duas áreas de estudo importantes das ciências naturais: eletricidade e meteorologia. Na sua obra clássica A história das teorias da eletricidade e do Éter, Sir Edmund Whittaker refere-se à inferência de Franklin de que quando se esfrega uma substância não se cria nenhuma carga elétrica, mas esta é apenas transferida, de modo que "a quantidade total em qualquer sistema isolado é invariável". Esta asserção é conhecida como o "princípio da conservação da carga". E em 1785, Benjamin Franklin criou as primeiras lentes bifocais. A sobreposição de duas lentes na frente de cada olho permitia ao indivíduo enxergar de longe e de perto com um único acessório.
    Como tipógrafo e editor de jornais, Franklin frequentava os mercados dos agricultores para angariar notícias. Um dia notou que a notícia que dava conta de uma tormenta num lugar distante da Pensilvânia deveria se referir à mesma tormenta que visitara Filadélfia em dias recentes. Concluiu que algumas tormentas se deslocam, o que levou aos mapas sinópticos da meteorologia dinâmica, substituindo a dependência única pelos gráficos da climatologia. Em 1751, Franklin e o Dr. Thomas Bond obtiveram o alvará da legislatura da Pensilvânia para estabelecer um hospital. O hospital da Pensilvânia seria o primeiro hospital a ser criado naquela nação nascente que se chamará Estados Unidos da América. 
    Em 1754, Franklin liderou a delegação da Pensilvânia ao congresso de Albany. Este encontro de várias colônias tinha sido requerido pela associação comercial (Board of Trade) inglesa para melhorar as relações com os índios na defesa perante os franceses. Franklin propôs um amplo plano de união para as colônias. Apesar de o plano não ter sido adotado, elementos dele encontraram posteriormente lugar nos artigos da confederação e da Constituição Americana. Na política, Franklin foi um hábil administrador, mas também uma figura controversa: usou sua influência para favorecer familiares. O seu mais notável serviço ao público consistiu na reforma do sistema postal. Ganhou fama de estadista por seus serviços diplomáticos, atuando na ligação das colônias com a Grã-Bretanha e mais tarde com a Rússia.
    Após o retorno à América, Benjamin Franklin tomou parte no caso Paxton, que levou à perda do seu assento na assembleia. Em 1764 foi novamente enviado para Inglaterra como agente das colônias, desta vez a pedido do Rei, para retirar o governo das mãos dos proprietários. Em Londres, opôs-se ativamente à proposta da Lei do Selo (Stamp Act), mas perdeu popularidade por ter assegurado a um amigo o cargo de agente fiscal nos EUA. Nem seu trabalho eficaz no apoio à revogação da lei recuperou sua popularidade. Continuou, porém, seus esforços na defesa das colônias mesmo quando as disputas avançavam para a crise da revolução, o lhe causou conflito irreconciliável com o seu filho, que permaneceu ardentemente leal ao governo britânico. Em 1767, Franklin atravessou o canal até França, onde foi recebido com honra; mas antes do seu regresso para casa, em 1775, perdeu sua posição como ministro dos correios (postmaster), devido ao papel que teve na divulgação em Filadélfia da famosa carta de Hutchinson e Oliver. Na sua chegada a Filadélfia, foi eleito membro do congresso continental e assistiu a redação da Declaração da Independência Americana.
     Franklin conduziu os assuntos de Estado do seu país com tal sucesso, incluindo a importante aliança militar e a negociação do tratado de Paris em 1783, que, quando regressou definitivamente aos EUA, recebeu um lugar meritório na independência americana, apenas superado pelo próprio George Washington. Quando foi chamado a regressar aos EUA em 1785, o rei honrou-o com a encomenda de um retrato pintado por Joseph Siffred Duplessis, que hoje está exposto na Galeria do Retrato Nacional do Instituto Smithsonian em Washington.
    Além de defensor ardoroso da união das colônias inglesas, tinha como princípios os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, sendo também considerado um importante iluminista. Entretanto, suas ideias eram mais radicais do que as da maior parte de seus contemporâneos: criticava a escravidão e tornou-se defensor da abolição dos escravos. 
     Benjamin Franklin também é conhecido pelos seus pensamentos em relação à moral. Refutava a atitude de esbanjar dinheiro e aprovava quem poupava e aplicava o dinheiro nas atividades produtivas. Valorizava o trabalho como atividade indispensável para essa realização, característica marcante da cultura calvinista e do liberalismo econômico.  
    Após seu retorno da França em 1785, Franklin dedicou-se à abolição da escravatura, tendo-se tornado presidente da sociedade que visava a esse fim e à libertação dos negros ilegalmente retidos em cativeiro. Faleceu em 17 de abril de 1790. Encontra-se sepultado no Christ Church Burial Ground, Filadélfia, Pensilvânia nos Estados Unidos.

HISTÓRIA - Processo de Independência dos Estados Unidos

 
      A independência dos Estados Unidos foi o primeiro movimento político inspirado nos ideais iluministas.
   Até o momento da Declaração de Independência que foi adotada em Julho de 1776, as Treze Colônias e Grã-Bretanha estavam em guerra há mais de um ano. As relações entre as colônias e a metrópole estava se deteriorando desde o final dos Guerra dos Sete Anos em 1763 (A Guerra dos Sete Anos foram conflitos internacionais que ocorreram entre 1756 e 1763, durante o reinado de Luís XV, entre a França, a Áustria e seus aliados (Saxônia, Rússia, Suécia e Espanha), de um lado, e a Inglaterra, Portugal, a Prússia e Hannover, de outro). A guerra tinha mergulhado o governo britânico em uma profunda dívida, e assim o Parlamento aprovou uma série de medidas para aumentar a receita fiscal das colônias.
    Em 16 de Dezembro de 1773, um grupo de colonos, disfarçados de indígenas, assaltaram três navios britânicos no porto de Boston atirando o carregamento de chá ao mar. Este episódio ficou conhecido como Boston Tea Party e marcou o início da revolta.
    Ao longo das décadas de 1760 e 1770, as relações políticas entre a Inglaterra e as Treze Colônias se tornavam cada vez mais complicadas. Por um lado, a Inglaterra desejava impor tributos e exigências que nunca antes impôs aos colonos norte-americanos. Em contrapartida, os moradores das Treze Colônias, acostumados com a autonomia, não pretendiam se submeter a essa nova política da metrópole britânica. As treze colônias eram Massachusetts, Rhode Island, Connecticut, Nova Hampshire, Nova Jérsei, Nova Iorque, Pensilvânia, Delaware, Virgínia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia.
 
   
       Insatisfeitos com tal situação, os mais proeminentes representantes das colônias decidiram se reunir no Primeiro Congresso Continental da Filadélfia, organizado em 1774. Nesse evento, seus participantes lavraram um documento em que exigiam o fim dos impostos estabelecidos pelas autoridades britânicas. Sem contar com pretensões separatistas, essa primeira ação política dos colonos pretendia reverter pacificamente o tom intervencionista adotado pelos britânicos.
    Sem obter o efeito esperado, outros colonos apostaram que o conflito militar pudesse dar fim às pretensões colonialistas do governo inglês. Em 1775, alguns colonos já se organizaram militarmente para a realização de um confronto contra a Inglaterra. No decorrer do conflito (batalha de Lexington, batalha de Concord e batalha de Bunker Hill), os representantes das colônias reuniram-se no segundo Congresso da Filadélfia (1775) e Thomas Jefferson, democrata de ideias avançadas, redigiu a Declaração da Independência dos Estados Unidos da América, promulgada em 4 de Julho de 1776, dando um passo irreversível e um contingente maior de partidários defendeu a separação definitiva por meio da organização do confronto direto.
 
    No mês de junho de 1776, a Virgína declarou a sua independência, após publicar a Declaração dos Direitos Humanos. No mês seguinte, inspirados pela ação da primeira colônia, os demais partidários norte-americanos promulgaram a Declaração de Independência, redigida pela ação dos líderes Samuel Adams, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson. Antes disso, as tropas norte-americanas tomaram a cidade de Boston, ação que demarcou os primeiros confrontos contra as forças britânicas.
   Inicialmente, sem contar com uma organização militar coesa, os colonos sofreram derrotas para as já experientes e bem munidas tropas inglesas. Em muitos casos, os colonos dividiam-se entre a manutenção de suas colheitas e a participação nos campos de guerra. Mesmo obtendo êxito na Batalha de Saratoga (1777), os líderes norte-americanos bem sabiam que não poderiam vencer esse confronto sem o vindouro apoio de alguma potência europeia. Por isso, Benjamin Franklin foi enviado para negociar o apoio militar da França, que desejava uma revanche após a derrota imposta pela Inglaterra na Guerra dos Sete Anos (1756 - 1763). Pela ação do marquês de La Fayette, o governo francês enviou um destacamento de 7500 homens a serem liderados pelo general Rochambeau. Logo em seguida, os próprios franceses convenceram a Espanha a também lutarem contra os ingleses.
   Graças ao apoio militar recebido, os colonos conseguiram finalmente derrotar as forças metropolitanas inglesas na batalha de Yorktown, em 1781. Dois anos mais tarde, as autoridades políticas da Inglaterra reconheceram a independência das Treze Colônias com a assinatura do Tratado de Versalhes. Na França, o conhecimento da tonalidade ideológica liberal tomada nas guerras de independência inspirou o desenvolvimento da Revolução Francesa, em 1789.
 
     O Significado da Independência
    Com a Independência surgiu uma nova organização política, baseada nos princípios liberais do iluminismo; a república moderna. Nessa forma de governo, as decisões dos cidadãos eram soberanas para conduzir a nação, ao contrário do que ocorria nos regimes aristocráticos (monarquia).
   Entretanto, muitos norte americanos não tinham direito à participação política, pois não eram cidadãos. A escravidão africana foi mantida por mais quase cem anos, os indígenas continuaram sendo perseguidos e expulsos de suas terras e as mulheres conquistaram o direito ao voto apenas no século XX.
 
 
 
 
 
    Mais informações em:

HELEN POTTER


HELEN BEATRIX POTTER
 



Helen Beatrix Potter (28 de julho de 1866 — 22 de dezembro de 1943) foi uma grande escritora, ilustradora, micologista e conservacionista inglesa, célebre por seus livros infantis de grande originalidade e valor intemporal. Sua obra mais famosa é A História do Pedro Coelho, um relato das travessuras do Peter Rabbit na horta do Seu Gregório. Beatrix Potter nasceu no nº 2 de Bolton Garden, em Kensington square,Londres, no dia 28 de julho de 1866. Sua família, da alta burguesia, era ligada ao comércio de algodão. Ela estudou em casa e recebeu da governanta uma educação vitoriana. Teve um irmão, Bertram, seis anos mais novo do que ela.
Quando Bertram foi estudar fora, Beatrix, uma menina tímida, reservada e solitária, tinha como companhia os seus animais de estimação. Ela gostava de observar o comportamento deles e começou a desenhá-los quando tinha nove anos. Nas férias de verão, viajava com a família para o campo. Foi primeiro para a Escócia e, mais tarde, para Lake District, na Grã-Bretanha. Aprendeu a apreciar a natureza de perto. Mais tarde estudou arte e história natural.
Beatrix Potter procurou várias editoras para publicar seus livros. Fez setenta tentativas e sessenta e nove falharam. Sua carreira como escritora e ilustradora infantil começou quando A História do Pedro Coelho foi publicada por Frederick Warne em 1902. Em 1905, com o dinheiro que ganhou, comprou sua primeira propriedade em Lake Districk, uma fazenda chamada Hill Top, na cidade de Near Sawrey. A fazenda e seus arredores começaram a aparecer nas suas histórias.
OBRAS COMPLETAS
§  A História do Pedro Coelho - 1902
§  The Tale of Squirrel Nutkin - 1903
§  The Tailor of Gloucester - 1903
§  The Tale of Benjamin Bunny - 1904
§  The Tale of Two Bad Mice - 1904
§  The Tale of Mrs. Tiggy-Winkle - 1905
§  The Tale of The Pie and The Patty-Pan - 1905
§  The Tale of Mr. Jeremy Fischer - 1906
§  The Story of a Fierce Bad Rabbit - 1906
§  The Story of Miss Moppet - 1906
§  The Tale of Tom Kitten - 1907
§  The Tale of Jemima Puddle-Duck - 1908
§  The Tale of Samuel Whiskers or The Roly-Poly Pudding - 1908
§  The Tale of the Flopsy Bunnies - 1909
§  The Tale of Ginger and Pickles - 1909
§  The Tale of Mrs. Tittlemouse - 1910
§  The Tale of Timmy Tiptoes - 1911
§  The Tale of Mr. Tod - 1912
§  The Tale of Pigling Bland - 1913
§  Appley Dapply's Nursery Rhymes - 1917
§  The Tale of Johnny Town-Mouse - 1918
§  Cecily Parsley's Nursery Rhymes - 1922
§  The Tale of Little Pig Robinson - 1930

SISTEMA IMUNOLÓGICO


A Defesa do Corpo Humano

Os leucócitos ou glóbulos brancos são células do sangue fundamentais na defesa do corpo contra as doenças. Existem leucócitos de vários tipos, como os linfócitos, granulócitos e monócitos e fagócitos.
Os fagócitos englobam os microrganismos e depois os destroem por fagocitose. Nos locais onde ocorre fagocitose, podem acumular-se bactérias mortas, substâncias químicas e glóbulos brancos, que juntos formam pus.
O sangue desempenha papel muito importante na defesa do organismo. Mas ele só precisa entrar em ação depois que outras barreiras protetoras, como, por exemplo, a pele, as mucosas, os ácidos de estômago, falharem.
Essas barreiras evitam a entrada de micróbios causadores de doença (patogênicos ou patógenos) e outros agentes nocivos ao corpo. Porém, se algum micróbio patógeno conseguir chegar ao interior do corpo, causando infecção. É então que o exército de fagócitos entra em cena, “engolindo” e digerindo os invasores no mesmo local por onde eles entraram. 



Quase sempre, os fagócitos acabam rapidamente com os invasores. Mas às vezes o inimigo se mostra mais forte ou mais numeroso e começa a multiplicar-se mais depressa do que os fagócitos podem destruí-los.
Quando isso acontece, é a vez de os micróbios enfrentarem a mais avançada linha de defesa do organismo – os linfócitos. Estes, além de garantir a vitória nessa primeira luta, eliminando os microrganismos atuais, ainda podem garantir também que o próximo ataque do mesmo inimigo não passará de uma breve visita! A esse mecanismo de defesa a longo prazo chamamos imunidade.

IMUNIDADE
A capacidade de resistir ao ataque de agentes patógenos, ou imunidade, pode ser ativa ou passiva.
Quando temos alguma infecção, os linfócitos produzem anticorpos específicos. São substâncias químicas que só atacam o microrganismo causador da doença. Depois da cura da infecção, alguns desses anticorpos “feitos de encomenda” para aquele determinado micróbio permanecem no sague da pessoa por meses, anos ou até por toda a vida.
Se o tal microrganismo volta a atacar tempos depois, a “patrulha” de anticorpos imediatamente faz sua identificação e passa as informações para os linfócitos. Assim, eles podem produzir sem demora grande quantidade de anticorpos específicos contra o microrganismo, que não tem tempo de iniciar a infecção.
Assim acontece toda vez que o mesmo micróbio faz nova investida. Chamamos esse tipo de imunidade de imunidade ativa natural.
Em alguns casos, a imunidade ativa natural pode ser provocada artificialmente pela aplicação de vacinas.
Vacinação é a introdução no organismo de pequena quantidade de micróbios mortos ou enfraquecidos pelo calor. Às vezes, em lugar do próprio micróbio aplica-se alguma substância produzida por ele, antes a enfraquecendo de modo semelhante ao que se faz com o próprio patógeno. Nos dois casos, a vacina funciona como elemento estranho ao organismo (antígeno) que estimula os linfócitos a produzir anticorpos específicos, mas sem chegar a nos causar a doença.
A vacinação consiste na mais efetiva proteção contra doenças infecciosas como sarampo, poliomielite, tétano, catapora e outras.

A imunidade passiva não exige esforço do organismo. É conseguida quando anticorpos produzidos num organismo são transferidos para outro.
Um exemplo de imunidade passiva não exige esforço do organismo. É conseguida quando anticorpos produzidos num organismo são transferidos para outro.
Um exemplo de imunidade passiva ocorre em bebês que ainda estão no útero e lá recebem, pelo cordão umbilical, todos os anticorpos que o sangue da mãe contém. Esses anticorpos, porém, só duram algum tempo depois do nascimento, a não ser que a mãe amamente a criança. Nesse caso, o leite continua fornecendo à criança os anticorpos maternos.
Outro exemplo de imunidade passiva acontece quando se toma, por exemplo, soro antitetânico (contra tétano), antirrábica (contrariava) ou antiofídico (contra veneno de cobras). Esse tipo de soro é feito aplicando-se o antígeno apropriado em cavalos. Depois de algum tempo, quando os animais já produziram anticorpos em quantidade suficiente, extrai-se o plasma deles e com esse material fabricam-se os soros específicos.
Os soros são muito úteis quando não é possível à pessoa fabricar os próprios anticorpos. Seu único problema é que não estimulam a produção de anticorpos no organismo da pessoa. Assim, só fornecem proteção por algum tempo.

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