VOLTA ÀS AULAS 2013


            Aê, turminha!!!! Acabou o carnaval, agora é que o ano escolar inicia pra valer. Espero que todos estejam preparados para construir novos conhecimentos e para enfrentar os obstáculos que vêm por aí. Mas não pensem que estão sozinhos nessa. Contem sempre com a ajuda dos seus professores, diretores e funcionários da sua escola. E confie sempre em seus pais, deixando-os à parte de tudo o que acontece com você na escola. Compartilhe com eles o que você aprende, peça ajuda para as lições de casa, mostre que você está ganhando responsabilidades.
              Desejo a todos os meus alunos e ex-alunos que ainda estão na escola uma excelente ano letivo, e que acreditem que as dificuldades existem para serem vencidas. Não desanime ou desista. Faça sempre o seu melhor.
                                             Prof. Soraia Spada



Férias



     Às vezes precisamos de um tempo para renovar as energias por isso ter períodos de descanso ou ferias é muito bom para dar uma nova motivação e força para nossa vida. 

"Apenas desejo a tranquilidade e o descanso, que são os bens que os mais poderosos reis da terra não podem conceder a quem os não pode tomar pelas suas próprias mãos". (René Descartes)

       

Mensagem para meus alunos


      Uau, que ano! Estudamos muito e participamos de muita diversão e projetos interessantes. Começamos a desenvolver as capacidades necessárias para o novo ano. Nós fizemos muitos novos amigos ao longo do caminho também.
    Cada um de nós tem trazido e recebido tanta alegria e felicidade para a nossa sala de aula. Eu estou tão feliz por ter um grupo tão maravilhoso de estudantes neste ano. Todos eles tocaram minha vida e este ano letivo foi muito positivo e gratificante. Eu espero que o passar dos anos possamos manter contato. Hoje, a tecnologia pode nos ajudar a continuar as relações que construímos.
    A comunicação é uma parte essencial de qualquer ano escolar de sucesso. Obrigado por tudo que você tem feito para tornar o nosso ano tão gratificante e inesquecível. Essas pequenas relações vão levar a grandes sucessos para o ano que vem. Mais uma vez, obrigado pelo ano maravilhoso. Tenham um verão fantástico e um feliz Ano Novo!



HISTÓRIA - Filmes sobre Mitologia


Filmes sobre Mitologia Grega (e Romana)

A mitologia grega procura explicar desde a criação do mundo até os pormenores da vida. Era ensinado às crianças, como forma de prepará-las na compreensão de fenômenos naturais e outros acontecimentos que ocorriam sem o intermédio dos humanos.
Em Roma, a mitologia era bastante semelhante e muitos de seus deuses foram inspirados nos gregos. 
Esta lista traz 10 exemplos de filmes que se utilizaram deste deuses e da antiga literatura, com maior ou menor liberdade.


1.  Fúria de Titãs (2010. Perseu é o filho mortal de Zeus e o único que pode salvá-lo de Hades, o deus das trevas. ele então lidera uma missão por mundos desconhecidos, enfrentando os maiores monstros mitológicos, para derrotar o vilão Hades. o filme foi lançado em 3D, inserido depois das filmagens)

2.  Fúria de Titãs (1981. a primeira versão do mito de Perseu - Harry Hamlin - em sua luta contra Hades e salvar sua amada princesa Andrômeda. hoje os efeitos de stop-motion parecem toscos, mas há 30 anos eram espetaculares. boa diversão)



3.  Malpertuis (só o fato de estar nesta lista já é um SPOILER deste curioso filme belga, dirigido por Harry Kumel em 1971. um marinheiro em passagem por sua cidade natal envolve-se numa confusão, é atingido na cabeça e acorda numa misteriosa mansão gótica, pertencente a um lorde moribundo - Orson Welles. lá encontra sua irmã, parentes e outros excêntricos moradores, num verdadeiro labirinto de personagens da mitologia grega. interessantíssimo)


4.  Percy Jackson e os Olímpianos - O Ladrão de Raios (um garoto descobre que, na verdade é filho do deus Poseidon e que, como ele, muitos semi-deuses adolescentes habitam a Terra. com a ajuda de um sátiro e da filha de Athena, irá enfrentar Hades para provar que não é o ladrão de raios de que é acusado. mais uma tentativa de reeditar o sucesso de Harry Potter... não chegou perto disso)


5.  Hércules (versão animada da Disney das aventuras do herói - na verdade seu nome é Héracles na mitologia grega -, filho de Zeus e Hera que é sequestrado ainda bebê, a mando de seu tio Hades, para que perca seus poderes e possa ser morto. mas o plano dá errado. ao contrário do personagem, um filme fraquinho)


6.  Orfeu Negro (no Carnaval, Orfeu, um condutor de bonde e sambista se apaixona por Eurídice, uma moça do interior, que vai para o Rio fugindo de um estranho, fantasiado de morte. dirigido Marcel Camus, com base na peça de Vinícius de Moraes, por sua vez inspirada no mito de Orfeu, que enfrentou Hades - sempre ele - com a sua música, para resgatar a amada Eurídice. Palma de Ouro em Cannes '59 e Oscar de Filme Estrangeiro)


7.  Jasão e os Argonautas (Jasão retorna após uma viagem de 20 anos e deverá encontrar um velo de ouro - a lã de ouro do carneiro alado Crisômalo -, para recuperar seu trono. assim junta uma equipe, que inclui Hércules, para ir atrás do artefato, enfrentando grandes perigos. bons efeitos, de Ray Harryhausen, para 1963)


8.  E aí Meu Irmão, Cadê Você? (adaptação da Odisséia de Homero para a década de 30, na época da grande depressão americana, com Ulisses - George Clooney -, enfrentando grandes aventuras, para encontrar sua Penélope. deliciosa comédia dos irmãos Coen, num de seus melhores filmes)


9.  Ulisses (versão fiel da Odisséia, onde Ulisses - Kirk Douglas -, após 10 anos de batalhas em Tróia, inicia uma jornada épica para voltar para casa, em Ítaca, e para sua esposa Penélope. percorre mares e caminhos desconhecidos, enfrentando deuses e monstros para seguir vivo ao lado de seus soldados. provavelmente a melhor produção italiana sobre o tema)


10.  Tróia (o príncipe grego Páris provocou uma guerra contra Tróia, ao afastar a bela Helena de seu marido, Menelau. a batalha dura uma década e a esperança de vitória de Tróia está nas mãos do príncipe Heitor e do herói Aquiles - Eric Bana e Brad Pitt. superprodução um tanto decepcionante, baseada na Ilíada de Homero, dirigida por Wolfgang Petersen)

ATIVIDADE - 9 ANO


LEIA OS TEXTOS SOBRE JOÃO GOULART, JÂNIO QUADROS E A DITADURA MILITAR E RESPONDAS AS QUESTÕES ABAIXO:

1) O lema "50 anos de Progresso em 5 anos de governo", caracterizava-­se pelo domínio de nosso
mercado interno por parte das grandes empresas multinacionais que se instalaram no país, sob a 
presidência de(o): 
a) Juscelino Kubitscheck. 
b) Getúlio Vergas. 
c) General Eurico Gaspar Dutra. 
d) Jânio Quadros. 
e) General João Figueiredo. 

2) Faziam parte das Reformas de Base de João Goulart, EXCETO: 
a) reforma agrária, com a divisão dos latifúndios improdutivos; 
b) reforma universitária, com a ampliação do número de vagas nas universidades; 
c) reforma eleitoral, com direito de voto aos analfabetos; 
d) reforma político­partidária com a criação de apenas dois partidos, a UDN e o MDB; 
e) controle da remessa de lucros para o exterior. 

3) Sua campanha eleitoral teve como símbolo a Vassourinha, para varrer a corrupção. Seu governo
caracterizou­se por medidas excêntricas, como a proibição do biquíni e os "bilhetinhos", para expedir suas
ordens. Aproximou­se dos países comunistas e aos sete meses de governo, renunciou alegando ser 
pressionado pelas "Forças Ocultas". 
O texto acima, refere­se a: 
a) Jânio Quadros; 
b) Eurico Gaspar Dutra; 
c) Fernando Collor de Mello; 
d) Tancredo Neves
e) Getúlio Vargas

4)A renúncia do presidente Jânio Quadros provocou no Brasil uma crise institucional que culmina com a: 
a) ascensão ao poder do vice­presidente e a implantação do sistema parlamentarista de 
governo. 
b) ação golpista desencadeada pelo alto comando militar para impedir a posse do vice-­presidente. 
c) convocação extraordinária do Congresso com a finalidade de emendar a carta constitucional. 
d) mobilização imediata da sociedade civil, para exigir o cumprimento das normas constitucionais. 

5) O que representa a imagem abaixo:
a) repressão política.
b) censura à imprensa
c) presos políticos
d) cegueira noturna

6) O que a imagem baixo representa:
a) ufanismo
b) amadorismo
c) militarismo
d) nacionalismo


HISTÓRIA - Regime Militar


O golpe ou regime militar no Brasil ocorreu em 1964 quando os militares assumiram o comando do país com um governo ditatorial por 21 anos. Ao todo foram cinco presidentes e uma equipe que governaram o Brasil até 1985. Teve como característica marcante a falta de democracia, censura perseguição politica tendo atritos com estudantes, artistas, jornalistas e qualquer cidadão que se voltasse contra o regime imposto.
Colocando em prática os chamados Atos Institucionais – AI – finalizando com o mais conhecido AI-5 em 1968, limitou drasticamente a cidadania e criou um código de processo penal onde o Exercito brasileiro e a policia militar tinham o poder de prender os cidadãos suspeitos por falarem algo contra o governo.

Quem esteve à frente

Marechal Castello BrancoNo primeiro governo militar foi o marechal Humberto de Alencar Castello Branco (abril de 1964 a julho de 1967). Dando inícios aos AI, suas medidas mais importantes foram: eleições indiretas para governadores, suspendo assim os direitos políticos dos cidadãos; cassação de mandatos entre outros. De março de 1967 a agosto de 1969, Arthur da Costa e Silva, enfrentou greves e a explosão de movimentos sociais que protestavam como o movimento estudantil universitário.

De 1969 à 1974

Militares da ditaduraPor motivos de saúde o marechal Costa e Silva não cumpriu seu mandato até o final e foi afastado da presidência passando o poder, de agosto a outubro de 1969, para o almirante Augusto Rademaker, da Marinha; general Lira Tavares, do Exército; e brigadeiro Sousa e Melo, da Aeronáutica. O general Emílio Garrastazu Médici (novembro de 1969 a março de 1974) foi considerado o mais repressivo dos ditadores, pois não hesitou em mandar para exílios, prisões e mandar “desaparecer” alguns.

O fim da ditadura

O fim da ditaduraNo governo Geisel (março de 1974 a março de 1979) quando a sociedade brasileira já tinha sofrido muitas mudanças, foi revogado o AI – 5 em 1978. Seu sucessor foi João Baptista de Oliveira Figueiredo (março de 1979 a março de 1985), encerrando assim o período militar, sua grande decisão foi a aprovação da Lei de Anistia, permitindo a volta de exilados e o perdão político.
Beneficiando também os próprios militares que cometeram atos repressivos livrando-os da prisão. Então em 8 de maio de 1985 é que acabaram com os últimos resquicios do regime militar com a aprovação de eleições diretas para presidente, o direito ao voto para os analfabetos entre tantas outras decisões importantes.

HISTÓRIA - João Goulart


Governo João Goulart (1961-1964): Polarização conduz ao golpe

Com a renúncia de Jânio Quadros, a presidência caberia ao vice João Goulart, popularmente conhecido como Jango. No momento da renúncia de Jânio Quadros, Jango se encontrava na Ásia, em visita a República Popular da China. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu o governo provisoriamente.

Porém, os grupos de oposição mais conservadores representantes das elites dominantes e de setores das Forças Armadas não aceitaram que Jango tomasse posse, sob a alegação de que ele tinha tendências políticas esquerdistas. Não obstante, setores sociais e políticos que apoiavam Jango iniciaram um movimento de resistência.

Campanha da legalidade e posse

O governador do estado do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, destacou-se como principal líder da resistência ao promover a campanha legalista pela posse de Jango. O movimento de resistência, que se iniciou no Rio Grande do Sul e irradiou-se para outras regiões do país, dividiu as Forças Armadas impedindo uma ação militar conjunta contra os legalistas. No Congresso Nacional, os líderes políticos negociaram uma saída para a crise institucional.

A solução encontrada foi o estabelecimento do regime parlamentarista de governo que vigorou por dois anos (1961-1962) reduzindo enormemente os poderes constitucionais de Jango. Com essa medida, os três ministros militares aceitaram, enfim, o retorno e posse de Jango. Em 5 de setembro Jango retorna ao Brasil, e é empossado em 7 de setembro. 

O retorno ao presidencialismo em janeiro de 1963, Jango convocou um plebiscito para decidir sobre a manutenção ou não do sistema parlamentarista. Cerca de 80 por cento dos eleitores votaram pelo restabelecimento do sistema presidencialista. A partir de então, Jango passou a governar o país como presidente, e com todos os poderes constitucionais a sua disposição. Porém, no breve período em que governou o país sob regime presidencialista, os conflitos políticos e as tensões sociais se tornaram tão graves que o mandato de Jango foi interrompido pelo Golpe Militar de março de 1964.

Desde o início de seu mandato, Jango não dispunha de base de apoio parlamentar para aprovar com facilidade seus projetos políticos, econômicos e sociais, por esse motivo a estabilidade governamental foi comprometida. Como saída para resolver os frequentes impasses surgidos pela ausência de apoio político no Congresso Nacional, Jango adotou uma estratégia típica do período populista, recorreu a permanente mobilização das classes populares a fim de obter apoio social ao seu governo.

Foi uma forma precária de assegurar a governabilidade, pois limitava ou impedia a adoção por parte do governo de medidas antipopulares, ao mesmo tempo em que seria necessário o atendimento das demandas dos grupos sociais que o apoiavam. Um episódio que ilustra de forma notável esse tipo de estratégia política ocorreu quando o governo criou uma lei implantando o 13º salário. O Congresso não a aprovou. Em seguida, líderes sindicais ligados ao governo mobilizaram os trabalhadores que entraram em greve e pressionaram os parlamentares a aprovarem a lei.

As contradições da política econômica, as dificuldades de Jango na área da governabilidade se tornaram mais graves após o restabelecimento do regime presidencialista. A busca de apoio social junto às classes populares levou o governo a se aproximar do movimento sindical e dos setores que representavam as correntes e idéias nacional-reformistas.

Por esta perspectiva é possível entender as contradições na condução da política econômica do governo. Durante a fase parlamentarista, o Ministério do Planejamento e da Coordenação Econômica foi ocupado por Celso Furtado, que elaborou o chamado Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social. O objetivo do Plano Trienal era combater a inflação a partir de uma política de estabilização que demandava, entre outras coisas, a contenção salarial e o controle do déficit público.

Em 1963, o governo abandonou o programa de austeridade econômica, concedendo reajustes salariais para o funcionalismo público e aumentando o salário mínimo acima da taxa pré-fixada. Ao mesmo tempo, Jango tentava obter o apoio de setores da direita realizando sucessivas reformas ministeriais e oferecendo os cargos a pessoas com influência e respaldo junto ao empresariado nacional e os investidores estrangeiros.

Polarização direita-esquerda, ao longo do ano de 1963, o país foi palco de agitações sociais que polarizaram as correntes de pensamento de direita e esquerda em torno da condução da política governamental. Em 1964 a situação de instabilidade política agravou-se. O descontentamento do empresariado nacional e das classes dominantes como um todo se acentuou. Por outro lado, os movimentos sindicais e populares pressionavam para que o governo implementasse reformas sociais e econômicas que os beneficiassem.

Atos públicos e manifestações de apoio e oposição ao governo eclodem por todo o país. Em 13 de março, ocorreu o comício da estação da Estrada de Ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro, que reuniu 300 mil trabalhadores em apoio a Jango. Uma semana depois, as elites rurais, a burguesia industrial e setores conservadores da Igreja realizaram a "Marcha da Família com Deus e pela Liberdade", considerado o ápice do movimento de oposição ao governo.

As Forças Armadas também foram influenciadas pela polarização ideológica vivenciada pela sociedade brasileira naquela conjuntura política, ocasionando rompimento da hierarquia devido à sublevação de setores subalternos. Os estudiosos do tema assinalam que, a quebra de hierarquia dentro das Forças Armadas foi o principal fator que ocasionou o afastamento dos militares legalistas que deixaram de apoiar o governo de Jango, facilitando o movimento golpista.

O Golpe militar, em 31 de março de 1964, tropas militares lideradas pelos generais Luís Carlos Guedes e Olímpio Mourão Filho desencadeiam o movimento golpista. Em pouco tempo, comandantes militares de outras regiões aderiram ao movimento de deposição de Jango. Em 1 de abril, João Goulart praticamente abandonou a presidência, e no dia 2 se exilou no Uruguai.

O movimento conspirador que depôs Jango da presidência da república reuniu os mais variados setores sociais, desde as elites industriais e agrárias (empresários e latifundiários), banqueiros, Igreja Católica e os próprios militares, todos temiam que o Brasil caminhasse para um regime socialista. O golpe militar não encontrou grande resistência popular, apenas algumas manifestações que foram facilmente reprimidas.

Essa é uma questão importante, pois os pesquisadores do tema ainda não apresentaram explicações satisfatórias, no sentido de entender porque a sociedade brasileira, que na época atravessava um período de dinamismo com o surgimento de movimentos sociais de variados tipos, manteve-se paralisada sem oferecer resistência ao movimento golpista.

Rumo à ditadura, por razões óbvias, os militares chamam o movimento que depôs Jango de Revolução Redentora. Por outro lado, na historiografia brasileira, o movimento de março de 1964 é justificadamente denominado de Golpe Militar. O golpe pôs fim a primeira experiência de regime democrático no país e encerrou com a fase populista.

O regime que se instaurou sobre a égide dos militares foi se radicalizando a ponto de se transformar numa ditadura altamente repressiva que avançou sobre as liberdades políticas e direitos individuais. Os generais se sucederam na presidencia e governaram o país por 21 anos.

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