Imagem Invertida

    As aulas de Artes devem propiciar aos alunos o desenvolvimento de habilidades manuais no uso da régua, lápis, tesoura e cola, além de orientar o desenvolvimento de técnicas de pintura com lápis de cor, aquarela, guache entre outras. Com material escolar básico, o professor de Artes deve exercitar a sua criatividade para elaborar atividades interessantes a seus alunos.
     Objetivando apenas o uso de lápis, régua, tesoura e cola, eu apresentei aos alunos a atividade "Imagem Invertida" e abaixo estão alguns dos trabalhos.

     

 








Astronomia - Estações do Ano

  


O planeta Terra não permanece estático, realizando, portanto, uma série de movimentos. A rotação, por exemplo, é responsável pela alternância entre dias e noites. Já a translação (deslocamento da Terra em torno do Sol) provoca uma variação da radiação solar que atinge a superfície terrestre durante o ano.

No movimento de translação, o eixo da Terra apresenta uma inclinação de 23°27’ em relação ao plano orbital. Esse fenômeno, juntamente com a translação, é responsável pelas quatro estações do ano: primavera, verão, outono e inverno.

Cada estação apresenta características peculiares, sendo que o verão é marcado por dias mais longos que as noites; e o inverno, por noites mais longas que os dias. No início do outono e durante a primavera, os dias e as noites têm a mesma duração.

Essa diferenciação na radiação solar durante o ano influencia diretamente na reprodução dos animais, nos aspectos da cobertura vegetal, na temperatura, nas chuvas, na agricultura entre outros fatores. Esse ciclo é de fundamental importância para a manutenção da vida na Terra, proporcionando uma variação dos elementos climáticos e belas paisagens.

Se a Terra não se inclinasse em seu eixo, não existiriam as estações. Cada dia teria 12 horas de luz e 12 horas de escuridão. E como o eixo do planeta terra forma um ângulo com seu plano orbital, existe o verão e o inverno, dias longos e dias curtos. Durante o Verão, os dias amanhecem mais cedo e as noites chegam mais tarde. Ao longo dos três meses desta estação, o sol se volta, lentamente para a direção norte e os raios solares diminuem sua inclinação. No início do Outono, os dias e as noites têm a mesma duração: 12 horas. Isso é porque a posição do sol está exatamente na linha do Equador.

Porém, o sol, vai continuar se distanciando aparentemente para norte. A partir daí, os raios solares atingem o mínimo de inclinação no início do Inverno, e, ao contrário do Verão, os dias serão mais curtos e as noites mais longas.

Então, o Sol vai começar a se deslocar na direção sul. Começando então a Primavera e os dias e as noites terão a mesma duração.

Portanto, as estações do ano e a inclinação dos raios solares variam com a mudança da posição da Terra em relação ao Sol. Quando o Pólo Norte se inclina em direção ao Sol, o hemisfério Norte se aquece ao calor do verão. Seis meses mais tarde, a Terra percorreu metade de sua órbita. Agora o Pólo Sul fica em ângulo na posição do Sol. É verão na Austrália e faz frio na América do Norte.
















Bilbiografia:


BRANCO, S. M.;Um passeio pelas estações do ano. Editora Moderna. 48p.


http://www.smartkids.com.br/pergunte/estacoes/


http://planeta.terra.com.br/arte/observatoriophoenix/k_ensaios/24_k04.htm


http://astro.if.ufrgs.br/tempo/mas.htm


http://www.techs.com.br/meimei/historias/historia55.htm


Maria Sibylla Merian

    

    A página inicial do Google homenageia nesta terça-feira (2), a ilustradora científica e naturalista Maria Sibylla Merian, no seu 366º aniversário. Ela estudou insetos e plantas fazendo pinturas detalhadas sobre eles.


   Maria Sibylla Merian nasceu no dia 2 de abril de 1647, na cidade de Frankfurt. Ela é filha do gráfico suíço Matthäus Merian The Elder, que acabou falecendo com Maria ainda criança. Após a morte de seu pai, a mãe da naturalista se casou com o pintor Marrel Jacob. Depois de aprender a desenhar com seu padastro e passar dois anos em Amsterdã, Maria Sibylla viajou ao Suriname, onde observou a metamorfose das borboletas e as desenhou em detalhes, publicando "Metamorphosis insectorum Surinamensium" na volta à Europa - a obra exibia outros insetos latino-americanos. Durante o tempo na colônia holandesa, a entomologista também criticou a escravatura e a maneira como índios e negros eram tratados no Suriname.







Ovos Pintados




    Na história do povo ucraniano sempre esteve presente uma tradição de colorir ovos na época em que o Sol voltava triunfante, eliminando a neve que cobria a rica terra negra da Ucrânia. Em escavações arqueológicas, foram encontrados indícios desta arte a mais de 3.000 anos antes de Cristo, sendo que naquela época, eram utilizadas ferramentas muito rústicas para se confeccionar uma pêssanka. A explicação para o interesse do ser humano antigo pelo ovo, está no fato do mesmo possuir uma magia incrível, pois de uma forma simples e rude, surgiria a vida.

    Com o passar dos anos, as ferramentas gradativamente evoluíram e com elas o homem conseguiu melhorar suas condições materiais e também os resultados da suas pinturas em ovos, surgindo melhores definições daquilo que desejava expressar.
 
    Os ucranianos, em paridade com todos os povos antigos, veneravam a natureza e os regentes dos elementos. Assim como outros povos antigos veneravam o Sol com Apolo e seu carro puxado por leões, os ucranianos reconheciam no mesmo astro, o Dajbóh, e à ele ofereciam homenagens, pois novamente traria luz e calor para a Terra. O verde substituiria o branco da neve, as flores voltariam a desabrochar, as árvores ofereceriam seus frutos novamente e o povo poderia trabalhar a terra para obter seu sustento.

    A antiga e tradicional Festa da Primavera, transformou-se na Páscoa cristã, por se tratar da mesma época. O povo continuava com os antigos festejos, mas mudava-se gradativamente o sentido da ocasião festiva. As pêssankas, continuaram existindo, o povo não deixou o costume de colorir ovos para expressar seus sentimentos, mas o clero religioso fez com que se abandonassem as crenças nos entes da natureza, deviam ser extintos os costumes tidos como pagãos.

    As pessoas passaram então a fazer pêssankas para dar aos parentes e amigos respeitados, na época da Páscoa, para demonstrar tudo aquilo que desejavam para seus entes queridos. As pequenas obras de arte também passaram a aparecer em datas importantes, como casamentos e nascimentos, como materialização das boas intenções que se queria expressar.

Leia mais: http://historiofobia.blogspot.com/2010/04/pessanka-os-ovos-pintados-da-cultura.html#ixzz2OCn5dRhB

     E nada melhor para uma aula de artes, próxima da páscoa, do que fazer pêssankas!!! Abaixo segue as fotos do alunos da Escola Municipal José Júlio fazendo arte!



 








Páscoa

A Páscoa e seu significado

    A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem. Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.
    Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito.
    Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão. 
     Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior al equinócio da Primavera (21 de março).
    Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

A História do coelhinho da Páscoa e os ovos 
  
    A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.
    Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.
     A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII. A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!


 "Feliz Páscoa" em diferentes idiomas:

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EVOLUÇÃO - Fósseis


Fósseis


    Fósseis (termo latino que significa "ser desenterrado" ou "extraído da Terra") são restos ou vestígios (traços) de animais, vegetais e de outros microorganismos (algas, fungos e bactérias) que viveram em tempos pré-históricos e estão naturalmente preservados nas rochas sedimentares. Embora exista uma tendência para considerarmos fósseis apenas as ossadas de dinossauros e de outros grandes vertebrados pré-históricos extintos, na realidade, o registro fóssil contém representantes da maioria dos grupos biológicos, incluindo desde o Homem fóssil até aqueles grupos representados por formas de vida microscópica, que só podem ser vistos através do auxílio de instrumentos ópticos.
    O termo "fóssil" vem do latim "fossilis", que significa "extraído da Terra". Sendo assim, podemos definir um fóssil como Fósseis Corpóreos, ou restos (ossos, conchas) e Fósseis-traço ou vestígios(pegadas, ovos, tubos, moldes de conchas) de organismos que viveram no passado, dentre outras definições.


http://www.ufrgs.br/paleodigital/Introducao.html

A importância dos fósseis


    Os fósseis são uma importante ferramenta para os geólogos e biólogos. Os fósseis constituem importante evidência do processo evolutivo. Através do estudo dos fósseis os geólogos são capazes de identificar o paleoambiente gerador das rochas sedimentares bem como sua idade relativa, o movimento dos continentes, a variação do clima da Terra etc. A indústria do petróleo, em todo o mundo, utiliza-se também das informações oferecidas pelos fósseis para encontrar óleo, gás natural, etc.
   Por outro lado, os biólogos, que procuram entender como surgiu a grande diversidade de organismos, utilizam os fósseis nos seus estudos evolutivos. O entendimento dos processos que controlaram a evolução e dispersão dos organismos por toda Terra são úteis para a compreensão de temas como o surgimento da vida, surgimento de novas espécies, crises biológicas etc.

http://www2.igc.usp.br/replicas/importancia.htm




http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2013/03/estudo-mostra-que-fossil-de-baleia-azul-achado-em-iguape-tem-2-mil-anos.html
4/03/2013 07h19 - Atualizado em 14/03/2013 11h17

Estudo mostra que fóssil de baleia azul achado em Iguape tem 2 mil anos.
Estimativa inicial é que o fóssil fosse de 6 mil anos atrás.


Ossos da baleia continuam na Unesp em São Vicente (Foto: Mariane Rossi/G1)
Ossos da baleia continuam na Unesp em São Vicente (Foto: Mariane Rossi/G1)
     Os fósseis de uma baleia azul (Balaenoptera musculus) que foram encontrados em uma praia de Iguape, no litoral de São Paulo, em agosto do ano passado, foram oficialmente datados e são de 2 mil anos atrás. Alunos e pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São Vicente, no litoral de São Paulo, são os responsáveis pelos fósseis. O professor Francisco Buchmann, que comandou a equipe, disse que inicialmente a previsão é que o fóssil estivesse no local há pelo menos 6 mil anos, mas um estudo americano revelou a verdadeira data em que a baleia encalhou na praia em Iguape.
     Segundo Buchmann, os pesquisadores acreditavam que a baleia tinha vivido há 6 mil anos porque sabiam que nesta data houve uma grande variação do mar, que provocou fortes erosões no litoral. “Mas foi uma variação de 2 mil anos atrás que provocou o encalhe da baleia. As variações pararam e a praia cobriu a baleia”, explica o professor.

Professor Francisco Buchmann fala sobre os fósseis da baleia azul (Foto: Mariane Rossi/G1)

     Para realizar a datação oficial, eles mandaram pedaços do fóssil para serem analisados nos Estados Unidos. “Para não ter dúvidas mandamos duas amostras iguais, pedaços do crânio, cerca de 100 gramas”, falou Buchmann.
    O professor explica que a datação é feita por carbono 14. Essa substância encontrada no ar é absorvida por todos os seres vivos tanto quanto o carbono normal (carbono 12) de maneira constante durante quase todo o tempo. Quando o ser vivo morre, ele para de absorver carbono e continua a decair o número de átomos e este não é mais reposto. “A relação entre carbono 12 e carbono 14 me diz a idade do material”, disse ele. O resultado das duas amostras foi igual. O estudo determinou que a baleia viveu há 2 mil anos atrás, com uma margem de erro de 30 anos para mais ou para menos.
   Buchmann pretende levar a datação oficial do fóssil, encontrado em Iguape, para um Congresso em Natal. Após as discussões sobre a pesquisa científica, a ideia é publicar a descoberta em uma revista da área de paleontologia. Além disso, o pesquisador e os alunos da Unesp de São Vicente continuarão fazendo visitas no local onde o fóssil da baleia azul foi encontrado. “Nós continuamos monitorando aquela área, houve variações muito fortes. No inverno podem aparecer mais coisas, mais ossos, mais baleias, porque as tempestades erodem a região”, disse Buchmann.

    
Alunos e pesquisadores com os fósseis
(Foto: Francisco Sekiguchi Buchmann/Divulgação)

Relembre a descoberta
     Um morador da cidade encontrou o objeto na areia da praia e avisou a equipe do Laboratório de Estratigrafia e Paleontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São Vicente. O professor da área e oceanógrafo Francisco Buchmann foi até a praia do Leste, em Iguape, e constatou que o material se tratava de ossos de uma baleia, em processo de fossilização. No local havia parte do crânio da baleia, parte da mandíbula, escápula, vértebras, costelas e uma parte do ouvido característica da baleia azul (Balaenoptera musculus), o que pôde definir a espécie do animal.
      Ele e 25 alunos do curso de Biologia Marinha e Gerenciamento Costeiro ficaram no local entre os dias 22 de agosto e 2 de setembro para realizar a escavação. O primeiro passo foi retirar grandes pedaços de troncos de árvores que estavam em cima do crânio do animal. Logo depois, foi feita uma barricada feita com sacos de areia para que o mar não avançasse e cobrisse novamente os fósseis.
      Um gerador de energia elétrica e uma bomba submersa foram usadas para retirar a água dentro da escavação. Depois de diversas etapas deste processo, os alunos e o professor conseguiram um guincho elétrico, um tripé e uma talha para a retirada dos ossos menores e elevação do crânio acima das ondas. Eles tiveram que construir uma espécie de estrada na areia para poder remover o crânio da praia e colocá-lo no caminhão, que levou os ossos e colocou em frente a um dos laboratórios de pesquisa, na sede da universidade em São Vicente.
      Segundo Buchmann, provavelmente a baleia encalhou numa antiga praia quanto o nível do mar era muito acima do que vemos atualmente. Muito tempo depois, houve a variação da linha de costa devido a erosão costeira, o que expôs o crânio e ossos ao ambiente de água salgada. Ele estima que a baleia pesava entre 20 e 30 toneladas.
      As oito peças estão sendo restauradas e preservadas pelo especialista. Uma parte de um fóssil foi encaminhado aos Estados Unidos para análise.

     Para que os alunos tivessem uma noção de como se formam alguns fósseis, os aluno da Escola Municipal José Júlio utilizaram os seguintes materiais:

  • massa de modelar
  • gesso em pó
  • copo
  • colher
  • água
  • moldes de plástico

  Primeiramente os alunos amassaram a massa de modelar até formar um disco grosso de massa, sobre ela pressionaram o molde de plástico , retirando delicadamente de forma que a impressão do molde fique marcada na massa. Para o gesso, colocaram cinco colheres de gesso em pó em um copo e três colheres de água, misturaram até dissolver bem e deixaram descansar a mistura. Após 3 minutos despejaram o gesso sobre a massa de modelar. Deixaram secar por 24 horas.
    Após a secagem, foi só separar a massa do gesso seco. Para se parecer mais como um fóssil, pintaram como uma mistura de cola e água com terra.




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