ATIVIDADES DE RECUPERAÇÃO


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ATENÇÃO

Alunos que desejam aprovação no ano letivo de 2017 deverão entregar as atividades a seguir. É muito importante que vocês se dediquem e façam um bom trabalho para que ele seja validado. O seu comprometimento será analisado e você terá grandes chances de aprovação se realizar todas as atividades corretamente.


"Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido."
                                                                                 Sir Arthur Lewis

Trabalhos de Ciências

7° ano


Atividade 1: Pesquisar as características morfológicas, habitat, reprodução, nome científico e popular de algum ser vivo de nossa biodiversidade. Montar um trabalho caprichado,

capa e registro das fontes de sua pesquisa.
Data de entrega: 24/10

Atividade 2: Preparar um trabalho em que você descreve sobre os dois tipos celulares, procarionte e eucarionte (animal e vegetal). Colocando imagens e legendas. 

Data de entrega: 27/10

Atividade 3: Descrever sobre os diferentes métodos de conservação, sua origem, finalidade e exemplos. Também deve conter informações sobre a importância da rotulagem

dos alimentos industrializados.

Data de entrega: 04/11




6°ano

Atividade 1: Escreva as características das doenças transmitidas pela água: Agente causador, transmissão, sintomas, tratamento e prevenção.
Data da entrega: 24/10

Atividade 2: Faça um esquema que ilustre as etapas do tratamento de água e esgoto e escreva sobre a importância deste tratamento para a saúde das pessoas.
Data de entrega: 27/10

Atividade 3: O que são os 5 R's?

Data de entrega: 04/11



Biodiversidade

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O Brasil ocupa quase metade da América do Sul e é o país com a maior diversidade de espécies no mundo, espalhadas nos seis biomas terrestres e nos três grandes ecossistemas marinhos. São mais de 103.870 espécies animais e 43.020 espécies vegetais conhecidas no país. Suas diferentes zonas climáticas favorecem a formação de zonas biogeográficas (biomas), a exemplo da floresta amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície inundável; o Cerrado, com suas savanas e bosques; a Caatinga, composta por florestas semiáridas; os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica. Além disso, o Brasil possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui ecossistemas como recifes de corais, dunas, manguezais, lagoas, estuários e pântanos. 

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Esta abundante variedade de vida abriga mais de 20% do total de espécies do planeta, encontradas em terra e na água. Em termos globais, o Brasil incorporou as recomendações da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) e apresenta um relatório anula sobre a situação da biodiversidade brasileira, no Panorama da Biodiversidade Global (Global Biodiversity Outlook – GBO). O documento contém, ainda, uma análise das ações globais com o objetivo de assegurar que a biodiversidade seja conservada e usada de forma sustentável, e que os benefícios advindos do uso dos recursos genéticos sejam equitativamente distribuídos. 

A situação da biodiversidade brasileira é acompanhada de perto também pela Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), que tem papel relevante na discussão e implantação das políticas sobre a biodiversidade, bem como identificar e propor áreas e ações prioritárias para pesquisa, conservação e uso sustentável dos componentes da biodiversidade. Uma das grandes preocupações do governo é com as espécies brasileiras ameaçadas de extinção, sobreexplotadas - exploração excessiva, não-sustentável, em com consequências negativas que, cedo ou tarde, serão prejudiciais do ponto de vista físico/quantitativo, qualitativo, econômico, social ou ambiental - ou ameaçadas de sobreexplotação, requerendo políticas específicas de recuperação tanto de fauna terrestre e aquática como de flora. Ocorre que o processo de extinção está relacionado ao desaparecimento de espécies ou grupos de espécies em um determinado ambiente ou ecossistema.
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Explotação
Para as geociências a explotação é um termo técnico usado para referir-se à retirada, extração ou obtenção de recursos naturais, geralmente não renováveis, para fins de aproveitamento econômico, pelo seu beneficiamento, transformação e utilização.

Este termo se contrapõe à exploração, que se refere à fase de prospecção e pesquisa dos recursos naturais. A exploração visa a descoberta, delimitação e definição de tipologia e teores e qualidade da ocorrência do recurso.

Sobre-explotação (ou superexplotação) é entendido como uma explotação excessiva, não-sustentável, em relação a uma explotação julgada ser o máximo possível sobre a base de um critério definido e, assim, trazendo consequências negativas que, cedo ou tarde, serão prejudiciais aos próprios operadores ou a terceiros. Esses critérios podem ser físico/quantitativo, qualitativo, econômico, social ou ambiental.

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Cientistas acabam de estimar quantas espécies existem na Terra. O total chegaria a 8,7 milhões, com 1,3 milhão a mais ou a menos. Apesar do tamanho da margem de erro, é o cálculo mais preciso já feito sobre a presença de vida no planeta. Até então, as estimativas giravam entre 3 milhões e 100 milhões.

Dos 8,7 milhões, 6,5 milhões são espécies terrestres e 2,5 milhões, marinhas. Para a ciência, os números representam um desafio gigantesco, uma vez que a grande maioria ainda não foi classificada ou mesmo descoberta. Os números foram divulgados pelo Censo da Vida Marinha, uma rede de pesquisadores de mais de 80 países em uma iniciativa de dez anos focada na diversidade, distribuição e abundância de vida nos oceanos. Estão em artigo publicado na revista PLoS Biology.Desde que o sueco Carl Linnaeus (1707-1778) publicou, em 1758, um sistema usado até hoje para classificação biológica, cerca de 1,25 milhão de espécies – aproximadamente 1 milhão em terra e 250 mil nos oceanos – foram descritas e seus dados estão disponíveis em bancos de dados. Outras cerca de 700 mil foram descritas mas ainda não publicadas.

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Segundo o estudo, do total estimado de 7,77 milhões de espécies de animais, apenas 953.434 foram descritas e catalogadas. Das espécies marinhas, 11% foram descritas e catalogadas. Entre as plantas o conhecimento é muito maior: das estimadas 298 mil espécies, 215.644 foram descritas e catalogadas.

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O termo biodiversidade - ou diversidade biológica - descreve a riqueza e a variedade do mundo natural.

Para entender o que é a biodiversidade, devemos considerar o termo em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.

A diversidade biológica está presente em todo lugar: no meio dos desertos, nas tundras congeladas ou nas fontes de água sulfurosas. 

A diversidade genética possibilitou a adaptação da vida nos mais diversos pontos do planeta. As plantas, por exemplo, estão na base dos ecossistemas.

Como elas florescem com mais intensidade nas áreas úmidas e quentes, a maior diversidade é detectada nos trópicos, como é o caso da Amazônia e sua excepcional vegetação.


Ameaças à biodiversidade

A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção.

A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.

A sociedade moderna - particularmente os países ricos - desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas.

A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção.

A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.

A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país.

Um caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país.

O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.




Fontes:

http://www.mma.gov.br/biodiversidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Explota%C3%A7%C3%A3o_de_recursos_naturais
https://exame.abril.com.br/ciencia/terra-tem-8-7-milhoes-de-especies-de-seres-vivos-calculam-cientistas/# acessado em 19 de outubro, publicado em 24 ago 2011, 19h09.
https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biodiversidade/

Astronomia - Ano Bissexto

    De quatro em quatro anos temos um ano com 366 dias, este é denominado ano bissexto. Ele foi criado para ajustar o calendário anual ao movimento de translação da Terra.

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    O planeta Terra leva em média 365 dias e 6 horas para completar seu movimento de translação, isto é, uma volta completa em torno do sol. 
    Em razão dessas 6 horas excedentes fora criado um ano com 366 dias, denominado bissexto, que ocorre de quatro em quatro anos, tempo necessário para que o acúmulo das 6 horas gere um dia a mais no calendário. 
   O objetivo de criar o ano bissexto era de ajustar o calendário anual ao movimento de translação da Terra e às estações do ano. Caso o ano bissexto não fosse criado, com certeza teríamos prováveis imprevistos nos equinócios e solstícios, pois o calendário ficaria defasado e o dia em que se comemora o início do inverno, por exemplo, poderia passar a não coincidir com o evento. O mês escolhido para se ter um dia a mais no ano bissexto foi fevereiro, que passa a ter vinte e nove dias.

     Para calcularmos se um ano é bissexto utilizamos uma regra bastante prática: se o ano não terminar em 00 e for divisível por 4 dizemos que ele é bissexto. 
    Um número é divisível por 4 quando a sua dezena é divisível por 4. Por exemplo, 1988 é divisível por 4, pois 88:4 = 22. Portanto, os seguintes anos são bissextos: 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012, 2016, 2020, 2024, 2028, 2032, 2036, 2040, 2044, 2048, 2052, ... . 
     Os anos terminados em 00 serão bissextos se a divisão deles por 400 for exata, isto é, o resto da divisão precisa ser igual a zero.


SAÚDE - Doenças transmitidas pela água



Febre Tifóide

Mulher jovem com erupção cutânea.


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Bactérias da Salmonella typhi vista em microscópio.
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Agente causador: bactéria Salmonella typhi

Transmissão: A principal forma de contágio é pela ingestão de água e alimentos contaminados, mas ocorre com mais frequência em países onde o saneamento é precário ou inexistente. Os alimentos e a água, por sua vez, são contaminados através do contato com urina ou fezes humanas contendo a bactéria. Pode ocorrer um contágio direto pela mão levada à boca em situações de mão suja de fezes, urina, secreção respiratória, vômito ou pus contaminados, mas essa forma de contágio é bastante rara. O ácido gástrico é o primeiro a reagir contra a salmonela, mas a bactéria normalmente resiste a esse ataque e se dirige ao intestino delgado, onde invade a parede intestinal e alcança a circulação sanguínea. A partir do momento em que a salmonela chega à corrente sanguínea, os sintomas começam a aparecer. A salmonela pode entrar em qualquer órgão e se multiplicar no interior das células de defesa. Normalmente, a salmonela invade o fígado, o baço, a medula óssea, a vesícula e o intestino.

Sintomas: doença grave, que apresenta constante febre, alterações intestinais, dor de cabeça, mal-estar, falta de apetite, bradicardia relativa, esplenomegalia, manchas rosadas no tronco do corpo, diarreia e tosse seca, aumento das vísceras e, se não tratada, pode ocorrer uma confusão mental e levar à morte. 

Tratamento: se baseia em antibióticos e processos de reidratação do organismo. Dependendo do quadro clínico do paciente, o tratamento poderá ser feito em casa com medicação oral.

Prevenção: saneamento básico, para que os dejetos humanos não sejam lançados diretamente na natureza, nos rios, lagos. Lavar as mãos com sabão sempre que usar o banheiro e sempre antes de preparar os alimentos. Utilizar sempre água potável e evitar utilizar água de origem desconhecida para beber ou preparar alimentos. Deixar as verduras e alimentos que são comidos crus por 20 minutos em uma solução de água com algumas gotas de vinagre.




Cólera

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Vibrio cholerae visto em microscópio óptico.
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Agente causador: Bactéria do tipo vibrião denominada Vibrio cholerae (vibrião colérico).


Transmissão: ingestão de água e comida contaminada. Indivíduos que não possuem sintomas, mas que possuem a bactéria no intestino podem transmiti-la através das fezes que podem atingir água utilizada para beber, cozinhar e lavar alimentos.

Sintomas: A cólera pode ser benigna com cura espontânea, mas também pode ter evolução rápida, com o paciente indo a óbito em apenas 24 horas. Os sintomas se manifestam após 2 a 3 dias do contágio ou em somente algumas horas. No intestino, a bactéria provoca a produção de grande secreção de líquidos, ocasionando vômitos e diarreia intensa com aspecto de “água de arroz”. Por conta disso, o doente perde muitos líquidos em curto espaço de tempo levando à grave desidratação e morte.

Tratamento: consiste na administração de fluidos com uma solução de reidratação oral (solução de sal, açúcar e água), administração de antibióticos. Existem vacinas (Dukarol e Shanchol) que podem ser utilizadas em áreas endêmicas para diminuir a possibilidade de pegar a cólera.

Prevenção: saneamento básico, para que os dejetos humanos não sejam lançados diretamente na natureza, nos rios, lagos. Lavar as mãos com sabão sempre que usar o banheiro e sempre antes de preparar os alimentos. Utilizar sempre água potável e evitar utilizar água de origem desconhecida para beber ou preparar alimentos. Deixar as verduras e alimentos que são comidos crus por 20 minutos em uma solução de água com algumas gotas de vinagre.





Leptospirose

Bactéria Leptospira vista em microscópio eletrônico.

Agente causador: bactéria Leptospira interrogans

Transmissão: A doença pode ser transmitida através da urina de animais e da água e alimentos contaminados. Os roedores são os principais transmissores da doença para o homem, pois estão em grande quantidade nas cidades e próximos dos habitantes. A bactéria penetra pela pele e mucosas (olhos, nariz e boca). Não há comprovação de transmissão de pessoa a pessoa. No Brasil, a transmissão ocorre principalmente após enchentes, onde há contato com água contaminada com urina de ratos.

Sintomas: A doença pode ser pode ser assintomática. Quando há manifestação dos sintomas, a doença pode regredir espontaneamente de 3 a 7 dias sem deixar sequelas. Os sintomas principais são: febre alta com calafrios, dor de cabeça e dor muscular. Em torno de 15% dos casos há evolução para a fase tardia, com manifestações graves e letais, incluído hemorragias, complicações renais, torpor e coma.

Tratamento: O tratamento é feito a base de antibióticos e muita hidratação do doente. Não devem ser administrados medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico (AAS), porque pode aumentar o risco de sangramento. 

Prevenção: Devemos evitar entrar em águas potencialmente contaminadas (provenientes de enchentes), melhorar as condições de saneamento básico das regiões periféricas das grandes cidades, promovendo a coleta de lixo regular e o funcionamento de redes de esgoto e de drenagem de águas pluviais. A população também pode ajudar evitando jogar lixo nas ruas, evitando assim que o mesmo caia na galeria de águas pluviais, entupindo-a.





Amebíase

Forma de cisto do protozoário e a forma livre.

Agente causador: protozoário Entamoeba histolytica


Transmissão: A transmissão ocorre pela ingestão de alimentos e água contaminados com os cistos das amebas. Em populações sem saneamento básico, o homem é obrigado a fazer suas necessidades no ambiente. Se as fezes estiverem contaminadas com o parasito, o ambiente (principalmente a água) se contamina. Esta água contaminada pode ser usada para beber ou irrigar plantações, fechando o ciclo, e infestando outros indivíduos. O período de incubação varia de sete dias a quatro meses. Os ciclos são resistentes e sobrevivem de 20 horas a 30 dias em diferentes meios (água, fezes frescas, massas e laticínios). Os insetos também ajudam a dispersar os cistos da Entamoeba histolytica.


Sintomas: dores abdominais, gases, cólicas intensas, náuseas, vômitos, diarreias, eliminação de sangue e muco com as fezes. São realizados também testes de ELISA que são bem mais sensíveis e específicos do que exames de microscopia, mas ainda não são usados com muita frequência em áreas endêmicas por possuir um custo elevado de realização.

Tratamento: repouso, utilizando uma dieta rica em proteínas e com hidratação constante. A medicação normalmente utilizada é o Metronidazol por 10 dias por via oral. Se o parasita invadir os tecidos, o tratamento deve contemplar todas as áreas afetadas pelo parasita. Ao término do tratamento, as fezes devem ser examinadas novamente para ter certeza de que a doença foi eliminada.


Prevenção: Várias medidas de prevenção podem ser adotadas, dentre elas:
  • proporcionar saneamento básico para toda a população;
  • utilizar sempre que possível água tratada para beber;
  • lavar as mãos antes e após as refeições;
  • lavar bem frutas e hortaliças e deixá-las de molho em uma solução de água sanitária e água (1 colher de sopa de água sanitária para cada litro de água)
  • filtrar e ferver (por no mínimo 20 minutos) água de poço ou rios antes de bebê-las;
  • evitar o contato com fezes humanas;
  • lavar com muita água e sabão se tiver tido contato com fezes humanas.




Esquistossomose

Sintomas físicos da esquistossomose e exemplares do trematódeo.

Agente causador: trematódeo pertencente ao gênero Schistosoma. No Brasil, esta doença é causada pela espécie Schistosoma mansoni.

Transmissão: Os ovos eliminados pelo homem na urina e nas fezes, evoluem para larvas na água de rios, córregos e lagos. Estas, por sua vez, se alojam e se desenvolvem nos caramujos, que posteriormente liberam a larva adulta, que irá penetrar na pele do homem que entra em contato com águas contaminadas.


Sintomas: A doença apresenta a fase aguda e a crônica. Nesta primeira fase, podem aparecer coceiras e dermatites, febre, inapetência, tosse, diarréia, enjôos, vômitos e emagrecimento. A segunda fase (crônica), geralmente apresenta-se assintomática, podem ocorrer episódios de diarréia, alternando-se com períodos de constipação, podendo haver a evolução para um quadro mais grave, com hepatomegalia (fígado aumentado), cirrose, esplenomegalia (aumento do baço), hemorragias derivadas do rompimento de veias esofágicas, e ascite (acúmulo de líquido na região abdominal). Esta ascite é popularmente chamada de barriga d’água.

Tratamento: O tratamento é feito com medicamentos que combatem este parasita. Existem três substâncias capazes de eliminar o S. mansoni, mas a droga de eleição é o Praziquantel.

Prevenção: Uma boa educação sanitária, saneamento básico, controle dos hospedeiros intermediários (caramujos) e informações sobre o modo de transmissão desta doença, são medidas necessárias para a profilaxia e controle desta doença.




Hepatite Infecciosa (Hepatite A)

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Olho amarelado é um dos sintomas da Hepatite.

Agente causador: vírus chamado Vírus da Hepatite A (HAV).

Transmissão: Via fecal-oral ( ingestão ou contato com água ou alimentos contaminados com fezes de pacientes). Pode ocorrer também entre pessoas que utilizam piscinas com água mal tratada e compartilham toalhas ou lençóis contaminados por fezes.

Sintomas: Mal estar generalizado, dores no corpo, dor na parte direita superior do abdome, dor de cabeça, cansaço, falta de apetite e febre, aversão a alguns alimentos e à fumaça de cigarro. Logo após, surgem, tipicamente: coloração amarelada da mucosa e da pele (icterícia); urina escura, semelhante a chá forte ou coca-cola, às vezes, referida como avermelhada; fezes claras semelhante à massa de vidraceiro e coceira pelo corpo que resulta em marcas na pele.



Tratamento: Não há medicação específica. Quando necessário, o médico indica remédios contra enjoo, dor e febre e repouso. Alguns pacientes necessitam de hidratação intravenosa por não conseguirem ingerir água e alimentos, por causa da náusea e do enjoo. Nos casos fulminantes, que são raros, a única forma de tratamento é o transplante de fígado.

Prevenção: Saneamento básico, principalmente, o controle da qualidade da água para consumo humano e sistema de coleta de dejetos humanos adequado. Quando não há saneamento básico adequado, é importante o uso de água tratada ou fervida para fins alimentares, além de seguir recomendações quanto a proibição de banhos em locais com água contaminada e o uso de desinfetantes em piscinas, pois, o vírus da Hepatite A é eliminado juntamente com as fezes na fase de incubação (de 15 a 45 dias) e nos primeiros 10 dias de icterícia. As fezes contaminam a água que, se não for tratada, contamina os alimentos e os utensílios na hora da lavagem, levando a doença a novos indivíduos. Até mesmo no próprio banho, as pessoas podem ser contaminadas pelo vírus da Hepatite A. Outra forma de prevenção é a vacina para Hepatite A, recomendada para todas as crianças a partir de 1 ano de idade e pessoas que viajam para áreas onde a doença é freqüente. É importante vacinar crianças e adultos que vivem em creches, asilos ou prisões, homo e bissexuais, usuários de drogas injetáveis ou não, pacientes com doença hepática crônica, com AIDS ou doenças da coagulação, pois, esse grupo corre alto risco de serem contagiados.





Giardíase

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Fotomicrografia do protozoário Giardia lamblia.



Agente causador protozoário flagelado Giardia lamblia.

Transmissãoingestão dos cistos do protozoário. Os cistos são formas de resistência que os protozoários em geral podem assumir quando as condições ambientais não são favoráveis. Eles são encontrados em águas de córregos e riachos, que por sua vez são utilizados para irrigar pequenas hortas ou mesmo para o consumo de água. Os cistos, quando ingeridos, não são destruídos pelo ácido estomacal, na verdade, ele os estimula a transformarem-se na forma adulta (chamada de trofozoíta).


SintomasUma pessoa infectada por Giárdia pode apresentar inúmeros sintomas, ou mesmo não apresentá-los, constituindo o que se chama de quadro assintomático. Os sintomas são inespecíficos, o que dificulta um diagnóstico clínico. Os sintomas mais comuns são diarreia, cólicas abdominais, flatulência, distensão abdominal, náuseas, eliminação de fezes gordurosas e fétidas e perda de peso. Alguns deles podem ou não estar presentes, mas a diarreia é sempre o mais comum. Em alguns casos mais graves podem surgir sinais de desnutrição. Com a perda das vilosidades a área total de absorção fica consideravelmente reduzida, prejudicando a absorção de diversos nutrientes, principalmente de gordura. Essa deficiência de absorção leva às fezes gorduras e à perda de muitas vitaminas lipossolúveis, ou seja, que precisam estar dissolvidas em gordura para serem absorvidas.

TratamentoO tratamento preferencial é o feito com ornidazol, via oral em dose única. Usa-se 50 mg/kg/dia em crianças e 2g/dia em adultos. O inconveniente é que não há preparação líquida do ornidazol. Outra opção é o tinidazol, também via oral em dose única, utiliza-se a mesma dosagem do ornidazol para crianças e adultos. Apesar de haver preparação líquida, o tinidazol possui um gosto bastante amargo. Se houver caso de alergia à um destes medicamentos, existem como opções a furazolidona, o metronidazol e a nitrimidazina, que são igualmente muito úteis, mas não está ainda devidamente estabelecida a ação de quantidades isoladas dessas substâncias.

Prevenção: Lavar as mãos é a forma mais simples e eficiente de evitar a maioria dos tipos de infecção. Lave as mãos após usar o banheiro ou trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos. Quando água e sabão não estão disponíveis, desinfetantes à base de álcool são uma excelente alternativa. Evite beber água não tratada de poços rasos, lagos, rios, nascentes, lagoas e riachos, a menos que seja filtrada ou fervida por pelo menos 10 minutos a 70°C. Também tente não engolir água ao nadar em piscinas, lagos ou riachos.






Bibliografia
www.infoescola.com.br

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