Dia da Escola

23 dicas para seu filho se dar bem na escola

Quanto mais os pais participam da vida escolar, mais os jovens aprendem







 

O apoio dos pais e a manutenção de um bom ambiente familiar como extensão da escola são fatores indispensáveis para o desenvolvimento educacional das crianças. A família pode colaborar de várias maneiras: participando das reuniões da escola e verificando o caderno do estudante diariamente; conversando sobre o cotidiano da escola - o que foi ensinado naquele dia; que tipo de trabalhos foram feitos com os colegas - e impedindo que a criança falte às aulas. 

Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Movimento Todos pela Educalção, ações simples dos familiares na realidade educacional dos filhos podem fazer toda diferença. Ela indica o incentivo à comunicação por bilhetes em casa e que as crianças sejam motivadas a ler para os seus pais. "Não se pode entrar na lógica de como ajudar os filhos apenas nos estudos durante o período de provas. É preciso dizer como o pai pode ajudar na melhoria da alfabetização", diz. Vale lembrar que família pode -e deve-, sim, contribuir com as questões escolares, mas cabe à instituição de ensino a sistematização do conhecimento.

Veja a seguir como colaborar para que o seu filho se dê bem na escola a partir de dicas simples e práticas, baseadas em pesquisas e na experiência dos melhores profissionais da área no Brasil e no mundo.

Feridas Infectadas - CUIDADOS OPCIONAIS

Os cuidados com feridas infectadas são conhecidos desde a antiguidade, conforme é relatado no papiro de Smith. Os cirurgiões egípcios aplicavam açúcar em feridas desde 1700 a.C., através de combinações de mel e unguento aplicados diariamente na lesão com ataduras de pano fino. O mel possui ação bactericida explicada parcialmente pela composição em ácido fórmico, málico e lático, os quais lhe conferem um PH ácido de aproximadamente 4, fornecendo um ambiente desfavorável ao desenvolvimento de microrganismos (ALMEIDA, 1949).
  Nos países em desenvolvimento, o mel continua sendo usado no tratamento de feridas infectadas. Estudos in vitro realizados com esse produto têm comprovado a sua ação inibidora no crescimento de microrganismos patogênicos, incluindo Streptococcus e Staphylococcus coagulase positivo, encontrados em feridas infectadas. Porém, não inibiu certas espécies de Cândida (BOSE, 1982). Outras substâncias que contêm açúcar, como o melaço e os xaropes, têm sido utilizadas desde tempos remotos por outros povos, como os índios do Peru, Chile e Colômbia, com grande sucesso (KNUTSON et al.,1981; FORREST, 1982; HERSZAGE et al., 1982).
  CHIRIFE & HERSZAGE (1982) e HOLANDA (1984) ressaltaram que, embora substâncias naturais como o mel e o açúcar tenham sido usadas através dos tempos para tratamento local de feridas infectadas, nenhum estudo experimental rigoroso foi feito para elucidar a inibição do crescimento bacteriano e a melhora na cicatrização através da utilização desses produtos.


Açúcar nas feridas infectadas

Por ser um produto de fácil acesso e baixo custo, é amplamente difundido. Apresenta inúmeros inconvenientes como: necessidade de trocas frequentes a cada 2 ou 4 horas, dor intensa pela acidificação do meio. O açúcar tem poder bactericida quando usado puro ou em pasta, porém não atua sobre bactérias esporuladas.

Características e Ações

1.    Diminui o edema local.

2.    Reduz a congestão vascular dos tecidos perilesionais, melhorando sua oxigenação e irrigação.

3.    Desbrida os tecidos mortos e desvitalizados, através da degradação de fibrinas.

4.    Estimulação de macrófagos.

5.    Desenvolve a maturação do tecido de granulação – mecanismo desconhecido.

6.    Não tem ação residual.

7.    Não é absorvido pela lesão.

O açúcar, como agente tópico em feridas infectadas, tem sido usado para qualquer tipo de lesão da pele, desde pequenas perdas de substâncias à gangrena. É contraindicado em lesões isquêmicas, devido à irritação dos terminais nervosos.
  O uso do açúcar parece superar todos os agentes tópicos no tratamento das feridas, considerando-se eficácia, inocuidade, tempo de tratamento, tolerância, baixo custo tanto para o paciente quanto para os hospitais, técnica de fácil assimilação e execução em ambiente domiciliar. Apesar de seus inúmeros efeitos benéficos, assim como nos demais tratamentos, não se dispensa o trabalho do cirurgião para limpeza, o desbridamento e a boa hemostasia. O uso deve ser criterioso com relação à frequência de troca do curativo, de 6/6 ou de 8/8h, até que as feridas não sejam mais secretantes, aumentando-se os intervalos de troca para de 12/12 ou de 24/24 h.
  A troca mais frequente do curativo visa a manter a osmolaridade elevada na superfície da lesão, o que é fundamental para que ocorram seus efeitos terapêuticos. A ferida deve ser lavada com soro fisiológico e depois coberta com uma camada de açúcar, até não se visualizar mais o leito da mesma; ocular com gaze e esparadrapo, de acordo com a necessidade.

Sistema Imunológico

LINHAS DE COMBATE DO SISTEMA IMUNE

RESPOSTA INESPECÍFICA
RESPOSTA ESPECÍFICA
Primeira linha de combate
Segunda linha de combate
Terceira linha de combate
Barreiras naturais
Pele e mucosas
Secreções
Flora normal
Peristaltismo
Inflamação
Células fagocitárias
Substâncias antimicrobianas
Altas temperaturas
Anticorpos
Resposta celular citotóxica



PROPRIEDADES DO SISTEMA IMUNE

Especificidade
                                                                                  
O organismo reconhece e reage com a produção de anticorpos específicos contra determinado agente infeccioso.
Diversidade
  O sistema imunológico é capaz de reconhecer milhares de tipos de microorganismos, bastante diferentes uns dos outros, e de desencadear contra cada tipo uma resposta adequada.
Sensibilidade
As células têm uma grande sensibilidade diante de substâncias estranhas que invadem o corpo. Mesmo diante de pequenas quantidades de antígenos, as células se excitam e desencadeiam uma intensa mobilização da nossa defesa.
Aquisição de memória
Uma vez que o sistema imunológico tenha entrado em contato com um agente infeccioso, poderá desenvolver células capazes de reconhecer esse agente, mesmo depois de várias décadas.

Diabetes

Introdução

Diabetes é uma doença causada pela deficiência na produção de insulina. O pâncreas é o órgão responsável pela produção deste hormônio, que tem uma função bastante simples: aumentar a permeabilidade da membrana plasmática a glicose.


Entendendo a Diabetes 
De forma simples podemos dizer que após metabolizada dentro da célula, a glicose é transformada em energia. Isto só é possível porque a insulina age aumentando a permeabilidade da membrana celular, o que permite que a célula receba a glicose e a transforme em energia, para, assim, realizar todas as suas funções.

As principais características desta doença são: hiperglicemia, ou seja, uma elevação da quantidade de glicose no sangue e glicosúria (presença de açúcar na urina).

Entre seus sintomas mais freqüentes estão: o aumento da freqüência em urinar, sede exagerada, apetite exagerado, perda de peso, coceiras e 
doenças na pele, inflamações dos nervos, etc.
Por ter esta deficiência na produção de insulina, o diabético deve evitar doces, massas (pois estas ao serem metabolizadas dentro de nosso organismo são transformadas em glicose), bebidas alcoólicas, etc.
É importante que o diabético sempre controle sua alimentação, pois agindo assim, conseguirá levar uma vida com menos riscos de ser acometido pelas complicações tão comuns aos portadores de diabetes.
Há dois tipos de diabetes, o tipo 1, neste, seu portador é dependente de insulina. Os mais acometidos por este tipo são crianças e adolescentes. Doença auto-imune caracterizada pela destruição das células produtoras de insulina. Quando o organismo pára de produzir o hormônio ou o produz numa quantidade muito pequena, o paciente precisa receber insulina para metabolizar o açúcar.
E o tipo 2, que ao contrário do tipo 1, seus portadores não são dependentes de insulina e sua maior incidência se dá entre os adultos. 
Quem tem diabetes tipo 2, especialmente quem não controla a glicemia, costuma sofrer leves alterações de memória e tem mais risco de desenvolver a doença de Alzheimer, diz Caramelli. "O cérebro é o maior consumidor de glicose do corpo. Se as células não internalizam a glicose, seu funcionamento fica comprometido", afirma o neurologista.
A hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) pode levar à morte de neurônios, explica Rossana Russo Funari, geriatra do Hospital Edmundo Vasconcelos. "Repetidamente, isso leva à demência." Já a hiperglicemia lesiona os pequenos vasos sangüíneos, afetando a irrigação cerebral e matando neurônios.


Diabetes gestacional  É uma doença caracterizada pelo aumento do nível de açúcar no sangue que aparece pela primeira vez na gravidez. Este problema acontece em cerca de 4% das mulheres que ficam grávidas. Ela pode desaparecer depois do parto ou transformar-se num diabetes do tipo 2. Quase todas as mulheres têm algum grau de intolerância à glicose durante a gravidez, já que este é um resultado das mudanças hormonais que ocorrem neste período. Isto significa que os níveis de açúcar no sangue podem estar altos, mas não o suficiente para caracterizar o diabetes. A partir do final da gravidez, estes níveis altos de glicose podem levar ao diabetes gestacional. 

Durante a gravidez, o aumento nos níveis de certos hormônios feitos pela placenta ajuda a transferir os nutrientes da mãe para o feto em desenvolvimento. Outros hormônios são produzidos pela placenta para evitar que a mãe fique com baixos níveis de açúcar no sangue. Para isso, eles bloqueiam a ação da insulina. Conforme os meses vão passando, estes hormônios fazem com que os níveis de glicose na corrente sanguínea fiquem muito altos. Assim, para reverter esta situação, o corpo passa a produzir mais insulina, que carregará o açúcar do sangue para dentro das células. 

Geralmente as mães são capazes de produzir mais insulina, cerca de três vezes a quantidade normal produzida por um adulto, para amenizar os efeitos dos hormônios da gravidez. No entanto, se o pâncreas não conseguir produzir insulina suficiente para baixar os níveis de açúcar no sangue, a mulher poderá desenvolver o diabetes gestacional.

Cetoacidose diabética
Sem conseguir ter acesso à glicose, as células do corpo ficam sedentas por energia e passam a quebrar células de gordura para conseguir açúcar. A quebra das células de gordura produz substâncias chamadas cetonas. Os níveis da cetona no sangue começam a se elevar, o que leva ao aumento da acidez na corrente sanguínea. O fígado, no entanto, continua a mandar o açúcar que está armazenado nele para o sangue, na tentativa de alimentar as células. Mas, como não há insulina para realizar a passagem, o sangue fica cheio de glicose. A combinação entre este açúcar, desidratação e as cetonas leva a um fenômeno chamado cetoacidose, que pode levar à morte se não for tratado rapidamente 

Danos ao corpo: Com o passar do tempo, muita glicose no sangue pode danificar os nervos e pequenos vasos sanguíneos dos olhos, dos rins e do coração. Isto pode aumentar a predisposição para doenças do coração como arteriosclerose, ataque do coração e derrame cerebral.


O DIABETES EMOCIONAL
Há pessoas que encaram as diversidades com elegância, há outras que tem reações diversas e resistem em aceitar os fatos.

Há portadores de diabetes que se sentem melhor com a adesão ao tratamento e descobrem maravilhas na alimentação, controlando, assim a glicemia, e fazendo com que a família também participe e todos acabam aderindo a uma vida saudável.

Tudo depende de cada um e todos nós nos diferenciamos uns dos outros.

As emoções alteram o humor e as reações das pessoas, podendo alterar a glicemia, fator determinante no controle da doença. Expor os problemas e buscar soluções é um binômio que enfrentamos todos os dias, no doce desafio de viver.

Há clientes que precisam ouvir as experiências de pessoas na mesma situação, daí reunir grupos de estudos e debater sobre diabetes e seus desdobramentos, à luz da ciência, o conhecimento faz bem a todos.

São grupos que se identificam e pode realizar grande ajuda para quem precisa de uma palavra amiga, de uma atenção, de um carinho na hora certa, reunidos no lugar certo.

Para muitos o diabetes é perder a liberdade de comer o que mais gosta e na quantidade que comia, tendo que se reeducar e aprender a comer de tudo um pouco e várias vezes ao dia.

As associações de diabéticos existem também para essa função, reunir pessoas para discutir e ampliar o conhecimento sobre o diabetes na sociedade. Este trabalho é muito importante, pois a educação é parte se não o todo na condução da doença ao longo da vida.

Não há cura, mas há tratamento. E os congressos e seminários ocorrem com grande troca de experiências entre os profissionais médicos que trazem essas inovações para seus pacientes. Temos que fazer como a ciência e seus seguidores, ir além.

Há informações que a variabilidade glicêmica é mais prejudicial aos diabéticos do que a glicemia ligeiramente alta. O subir e descer da taxa glicêmica causa muitos prejuízos ao organismo. Existem pessoas que usam de forma inadequada os monitores de glicemia e devem se aconselhar na consulta médica sobre os horários e momentos adequados para melhor controle da glicemia.

Sempre pergunte ao médico que é o responsável pelo tratamento e quem deve dar a correta orientação.

Cabe ao paciente obedecer e seguir as recomendações dos profissionais de saúde, nós somos atentos ao comportamento dos clientes diante dos desafios da doença e estamos prontos para ajudar.


CURA
Na revista científica Diabetes o Dr. Nick e colegas escreveram que uma única injeção da vacina atrasou significativamente a diabetes recente em ratos e oito injeções consecutivas reverteram a doença.

Estudos similares em ratos estabeleceram que a hiperglicemia (taxa alta de açúcar no sangue) mostrou que duas injeções da vacina por semana, por não mais do que 25 dias, poderiam reverter a hiperglicemia e manter níveis normais de açúcar no sangue, mesmo após a vacina ser interrompida.

Partes de uma proteína contida na vacina mostraram que poderiam efetivamente religar as células do sistema imunológico, chamadas de células dendríticas, para suprimir a diabetes.

“Certamente [esta vacina] não irá ‘reverter’ a doença em uma pessoa que tem diabetes há mais de cinco anos”, disse o Dr. Nick Giannoukakis, da Universidade de Pittsburg, EUA.

A vacina para a “cura do diabetes” será testada, para que seja verificada sua segurança, em voluntários com diabetes tipo 1, o que completará os estudos preliminares já em progresso. Assim que a sua segurança for confirmada será testada a habilidade da vacina em reverter diabetes recentemente diagnosticada e a anulação de sua evolução. “Nós esperamos começar isto no fim de 2010 ou começo de 2011”, disse o Dr. Nick. Não foram relatados os sintomas da diabetes que os animais exibiam. 










FONTE:

Hemorróidas


O que são hemorróidas?
         O termo hemorróidas refere-se à condição na qual as veias ao redor do ânus ou reto inferior ficam inchadas e inflamadas. Hemorróidas podem ser resultado de esforço para evacuar. Outros fatores que contribuem para a hemorróida são gravidez, constipação crônica, diarréira e intercurso anal. A hemorróida pode ser dentro do ânus (interna) ou abaixo da pele ao redor do ânus (externa).




As hemorróidas são divididas em dois tipos principais: as internas e externas. “Na verdade, as internas são as verdadeiras hemorróidas”, explica o professor João de Aguiar Pupo Neto, chefe do serviço de Proctologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.
As hemorróidas internas são divididas em quatro graus: “As de primeiro grau são aquelas que não saem para fora do ânus (não se prolapsam), mas podem eventualmente sangrar. As de segundo grau se prolapsam, mas se reduzem espontaneamente. Consideram-se de terceiro grau as que se prolapsam e não se reduzem espontaneamente. Nestes casos, é necessário redução manual ou digital. Já as de quarto grau são aquelas que, mesmo se empurradas para dentro, saem de novo. Ou sejam, estão permanentemente exteriorizadas”, explica o professor. O sangramento está presente em todos os graus. E não existe dor, já que as hemorróidas internas localizam-se em uma região de poucas terminações nervosas sensitivas.
As hemorróidas externas podem ser classificadas em dois tipos. O primeiro são os chamados plicomas, “que são excessos de pele na região perianal”, afirma doutor Pupo. Se elas não incomodarem, não é necessária intervenção cirúrgica. No entanto, caso o paciente apresente dificuldades para limpá-las, ou se elas inflamarem, o ideal é que se faça uma cirurgia para sua retirada.
Quais são os sintomas da hemorróida?
Embora muitas pessoas tenham hemorróidas, nem todas experimentam sintomas. O sintoma mais comum da hemorróida interna é sangue vermelho vivo cobrindo as fezes, sobre o papel higiênico, ou na privada. Porém, uma hemorróida interna pode projetar-se através do ânus para fora do corpo, ficando irritada e dolorida. Sintomas da hemorróida externa podem incluir inchaço doloroso ou protuberância dura ao redor do ânus resultante do coágulo sangüíneo. Essa condição é chamada de hemorróida externa trombosada. Adicionalmente, o excesso de esforço e atrito ao redor do ânus podem causar irritação com sangramento e/ou coceira, o que provoca um ciclo vicioso de sintomas. Hemorróidas geralmente não são perigosas ou requerem tratamento para toda a vida. Na maioria dos casos, os sintomas da hemorróida somem em poucos dias.


Como é o diagnóstico da hemorróida?

É importante uma avaliação criteriosa e diagnóstica apropriada pelo médico toda vez que houver sangramento através do reto ou sangue nas fezes. O sangramento pode também ser sintoma de outras doenças no aparelho digestivo, incluindo câncer colorretal. O médico examinará o ânus e reto para procurar por vasos sangüíneos inchados que indicam hemorróidas, e também fará exame retal digital com o dedo em luva lubrificada para tentar sentir anomalias. Avaliação mais precisa do reto para hemorróidas requer exame com anuscópio, um tubo iluminado útil para ver hemorróidas internas, ou com proctoscópio que é usado para examinar mais completamente o reto inteiro. Para verificar outras causas de sangramento gastrintestinal, o médico pode examinar o reto e cólon inferior com um sigmoidoscópio, ou todo o cólon com um colonoscópio.

         Causas

As hemorróidas são causadas por dois fatores principais: hereditários e adquiridos. “Os hereditários são os mais importantes, mas os adquiridos têm também o seu papel, e são causados por hábitos inadequados, tanto da função intestinal quanto do ato da evacuação”, explica Pupo.
Pessoas que ingerem pouca quantidade de fibras, por exemplo, têm constipação intestinal, e necessitam fazer um grande esforço para eliminação das fezes. “Isso provoca um traumatismo local e ajuda a formação das hemorróidas, forçando aquelas veias a se dilatarem e a irem aumentando com o tempo”, esclarece o professor.
Outra causa da doença são os maus hábitos, que podem passar despercebidos. Sentar-se por várias horas no vaso sanitário não é recomendável, já que também força as veias da região anal, e facilita a formação das hemorróidas. O indivíduo apenas deve utilizar a privada quando sentir vontade de evacuar.
 
Como tratar hemorróidas?
         O diagnóstico das hemorróidas é feito por um exame proctológico, com instrumentos especiais, pela inspeção anal, o toque retal e a anuscopia. “Sempre que o paciente sangrar e tiver os sintomas de hemorróidas, ele deve procurar um especialista. Porque um pouco acima destas hemorróidas pode haver um tumor no intestino, de grande incidência. Em 2005, o INCA previu o surgimento de mais de 25 mil novos casos deste câncer, só no Brasil. Este número pode ser menor do que realmente acontece, porque estes dados são baseados nos registros de casos encaminhados ao INCA, atesta o professor. É importante esclarecer que o exame proctológico é indolor, a idéia que assusta os pacientes e impede de procurar o especialista é o causada pelo desconhecimento.

      O tratamento depende do grau. “Para o primeiro grau, em geral trata-se apenas com dietas e bons hábitos. Às vezes, até a de segundo grau pode ser tratada assim, pela melhora do hábito intestinal e da dieta. As de primeiro grau tratamos com esclerose (você injeta um líquido por baixo da hemorróida, na sub-mucosa, para parar de sangrar) ou infra-vermelho (fazer uma pequena queimadura no local das hemorróidas). Para as de segundo e terceiro graus, recomenda-se o tratamento com a ligadura elástica. São anéis que estrangulam as hemorróidas, fazendo-as secarem e caírem. No caso daquelas de terceiro com componente externo associado e  as de quarto grau, o tratamento é sempre cirúrgico”, esclarece o professor.
      É muito comum os pacientes confundirem fissuras anais, doenças venéreas, ou até mesmo tumores de canal anal com hemorróidas. As causas, sintomas e tratamento destas doenças são distintos. “Um problema comum é a trombose ou hematoma anal, caracterizada pelo aparecimento de um abaulamento em volta do ânus, de cor arroxeada, duro, e muito dolorido”, afirma professor Pupo.
     O tratamento da trombose anal pode ser de dois tipos: se ela já passou da fase crítica, de dor intensa, ela deve ser tratada clinicamente, com banhos de assento de água morna e higiene local. Se elas estão na fase aguda, o melhor é retirar o trombo, através de pequena cirurgia, ou então utilizar assento de água fria (com gelo). Além disso, repousar e deitar de barriga para baixo são recomendados. No caso de gestantes, é indicado que ela deite virada para o lado esquerdo.
- Por isso, o recomendável é o paciente sempre procurar um médico especialista, ao apresentar sangramento e dor na região anal. Só a ajuda profissional pode dar um bom encaminhamento ao caso e muitas vezes prevenir uma doença mais grave -, conclui o especialista.

 
Como prevenir hemorróidas?


Prevenir o reaparecimento de hemorróidas necessitará aliviar a pressão e esforço da constipação. O médico geralmente recomenda aumentar a ingestão de fibras e líquidos na dieta. Comer a quantidade correta de fibras e beber de seis a oito copos de líquidos (não alcoólicos) resultará em fezes mais macias, as quais colocaram menos pressão nas hemorróidas causadas pelo esforço de evacuar. Boas fontes de fibras incluem frutas, vegetais e grãos integrais. Adicionalmente, o médico poderá sugerir suplemento alimentar de fibras. Em alguns casos, é necessário que hemorróida seja tratada endoscopicamente ou com cirurgia. Esses métodos são usados para encolher e destruir o tecido.
         A melhor forma de prevenir hemorróidas é manter as fezes macias, de modo que elas sejam evacuadas facilmente, e esvaziar o intestino assim que sentir vontade de evacuar. Exercício físico, incluindo caminhada, e elevação de fibras na dieta podem reduzir a constipação e esforço para evacuar. 

FONTE: http://www.copacabanarunners.net/hemorroidas.html
                http://www.olharvital.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=098&codigo=9

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