O pâncreas é uma glândula mista (anfícrina), com função secretora endócrina e exócrina. Sua porção endócrina é formada por um conjunto de células (ilhotas de Langerhans) especializadas na secreção dos hormônios insulina e glucagon.
Neste aglomerado de células, existe uma distinção, tendo o pâncreas uma região de células betas, responsáveis pela produção de insulina e outra região de células alfas, produtoras de glucagon, lançados na corrente sanguínea. Esses dois hormônios possuem efeitos antagônicos, ou seja, atividade fisiológica inversa. Enquanto a insulina tem sua atuação voltada para a absorção de glicose pelas células do fígado, músculos esqueléticos e tecido adiposo, diminuindo sua concentração em razão da retirada de glicose do sangue. o glucagon, com atividade estimulante oposta, faz aumentar o teor de glicose na corrente sanguínea a partir da quebra do glicogênio (substância de reserva energética). Desta forma, conforme a necessidade do organismo, o pâncreas é requisitado a secretar insulina ou glucagon, dependendo da atividade metabólica a ser desenvolvida, utilizando energia das ligações químicas liberadas pelo catabolismo da glicose durante a respiração celular ou processo de fermentação lática. Fatores genéticos transcricionais, bem como fatores ambientais relacionados ao estilo de vida das pessoas (obesidade, sedentarismo e infecções), provocam distúrbios na síntese desses hormônios, comprometem o organismo causando Diabetes Mellitus tipo I ou tipo II, desregulando a taxa de glicose no sangue.
Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia Equipe Brasil Escola |
Dedico este blog a todos que são meus alunos ou já foram, principalmente para aqueles que jamais esqueceram como foi ser um aluno da Sora Soraia. Bem vindo a todos que por aqui passarem. Super beijo e espero que gostem das postagens.
PÂNCREAS - Insulina e Glucagon
APARELHO DIGESTÓRIO
Aparelho ou Sistema Digestório

O Sistema Digestório é responsável pela absorção de nutrientes dos elementos pelas células do corpo. É nele que ocorre a quebra das moléculas grandes que compõem o alimento, as quais, mais simples e com seu tamanho reduzido, podem ser absorvidas pelas células.
O Tubo Digestório
As glândulas anexas ao tubo digestório produzem substâncias imprescindíveis à digestão. São elas: as glândulas salivares, o fígado e o pâncreas. As glândulas salivares apresentam forma de cachos de uva. Encontram-se na boca e produzem saliva, que umedece o alimento, facilitando a mastigação. O fígado é a maior glândula do corpo, com até 1,5 kg. O fígado armazena nutrientes, converte substâncias tóxicas em substâncias inofensivas ao organismo e produz a bile, secreção esverdeada que atua na digestão dos lipídios. A bile é armazenada na vesícula biliar, uma bolsa e forma oval situada embaixo do fígado e aderente a ele. O pâncreas é uma glândula localizada abaixo do estômago. Essa glândula realiza duas funções: a produção de suco pancreático, que contém enzimas digestivas, e a produção de dois hormônios: o glucagon e a insulina, fundamentais para a regulação da quantidade de glicose no sangue.

O Sistema Digestório é responsável pela absorção de nutrientes dos elementos pelas células do corpo. É nele que ocorre a quebra das moléculas grandes que compõem o alimento, as quais, mais simples e com seu tamanho reduzido, podem ser absorvidas pelas células.
O Sistema Digestório é formado pelo tubo digestório e pelas glândulas anexas.
O tubo digestório é constituído pelos seguintes órgãos: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso.
A boca é o orifício de entrada do tubo digestório. nela, encontram-se estruturas relacionadas à mastigação, que são os dentes e a língua.
A faringe é o canal situado na região da garganta, que liga a boca ao esôfago. É comum às vias respiratórias e digestórias.
O esôfago é um tubo que vai da faringe até o estômago. O esôfago empurra o alimento por meio de movimentos peristálticos.
O estômago é uma dilatação do tubo digestório, em forma de bolsa, que tem capacidade para armazenar cerca de 2 litros de alimento. É revestido internamente por tecido epitelial com grande quantidade de glândulas produtoras de suco gástrico.
O intestino delgado é um tubo com cerca de 6 metros de comprimento e 3 centímetros de diâmetro, que apresenta dobras sobre si mesmo, de modo a ficar acomodado no abdome. Nele, há um grande número de glândulas que secretam o suco intestinal. além disso, sua parede interna é revestida por minúsculos prolongamentos em forma de dedos, chamados vilosidades intestinais, que ampliam sua capacidade de absorção. O intestino delgado é constituído de três partes: o duodeno, o jejeuno e o íleo.
O intestino grosso mede meio metro de comprimentos e 6 centímetros de diâmetro. Divide-se em três porções: ceco, colo e reto. O ceco mede cerca de 5 centímetros, tem a forma de um saco e comunica-se com o colo, que é a maior parte do intestino grosso. Em seguida ao colo, encontram-se o reto, região final do intestino grosso que termina no ânus.
Glândulas Anexas
As glândulas anexas ao tubo digestório produzem substâncias imprescindíveis à digestão. São elas: as glândulas salivares, o fígado e o pâncreas. As glândulas salivares apresentam forma de cachos de uva. Encontram-se na boca e produzem saliva, que umedece o alimento, facilitando a mastigação. O fígado é a maior glândula do corpo, com até 1,5 kg. O fígado armazena nutrientes, converte substâncias tóxicas em substâncias inofensivas ao organismo e produz a bile, secreção esverdeada que atua na digestão dos lipídios. A bile é armazenada na vesícula biliar, uma bolsa e forma oval situada embaixo do fígado e aderente a ele. O pâncreas é uma glândula localizada abaixo do estômago. Essa glândula realiza duas funções: a produção de suco pancreático, que contém enzimas digestivas, e a produção de dois hormônios: o glucagon e a insulina, fundamentais para a regulação da quantidade de glicose no sangue.
FONTE: Livro Do Professor, Sistema Uno de Ensino 8 - Ensino Fundamental, Unidade 2, Capítulo 2 - Grupo Santillana - Editora Moderna - 2007
COLETA SELETIVA
Muita gente fica na dúvida e não sabe direito o que é reciclagem, o que é coleta seletiva, o que quer dizer minimização de resíduos.
Para evitar confusões, abaixo há uma pequena descrição de cada um dos termos:
Coleta seletiva - É a atividade de separar o lixo, para que ele seja enviado para reciclagem. Separar o lixo é não misturar os materiais passíveis de serem reaproveitados ou reciclados (usualmente plásticos, vidros, papéis, metais) com o resto do lixo (restos de alimentos, papéis sujos, lixo do banheiro) . A coleta seletiva tanto pode ser realizada por uma pessoa sozinha, que esteja preocupada com o montante de lixo que estamos gerando (desde que ela planeje com antecedência para onde vai encaminhar o material separado) , quanto por um grupo de pessoas (condomínio, escola, cidade, etc.). Organizar um programa de coleta seletiva não é tão complicado, MAS EXIGE PLANEJAMENTO CUIDADOSO. Entre em contato com o GEA antes de implantar um programa, para obter mais informações: é grátis!
Reciclagem - É uma atividade - na maior parte dos casos, industrial - que transforma os materiais já usados em outros produtos que podem ser comercializados. Através da reciclagem, papéis velhos transformam-se em novas folhas ou caixas de papelão; os vidros se transformam em novas garrafas ou frascos; os plásticos podem se transformar em vassouras, potes, camisetas; os metais tranformam-se em novas latas ou recipientes.
Minimização de resíduos - É um conceito que abrange mais do que a simples coleta seletiva e envio do lixo para reciclagem. Pressupões três regrinhas básicas que devem ser seguidas : primeiro pensar em todas as maneiras de REDUZIR o lixo, depois, REAPROVEITAR tudo o que for possível, e só depois pensar em enviar materiais para RECICLAR. Essa forma de atuação é chamada de 3 R, que é a letra inicial de cada uma das palavras-chave.
LIXO
LIXO - Problema de TODOS
Todos temos ouvido falar muito que o lixo é um problema. Mas ao cidadão comum parece o problema do lixo só existe quando há interrupção na coleta do lixo e os lixeiros deixam de passar na sua porta. É de arrepiar, não é verdade? Sacos e sacos amontoando-se nas calçadas, exalando mau cheiro, atraindo insetos e outros animais. Em resumo: poluindo e sujando a porta da sua casa. O que é preciso entender é que, mesmo quando o lixo é recolhido pelos lixeiros, ele não desaparece, apenas é levado para outro lugar. E é preciso muito cuidado para que ele não cause os problemas que estava causando na porta de sua casa em outro lugar. Afinal, a cidade também é nossa casa, assim como o país, o continente e ... o Planeta.
O lixo é responsável por um dos mais graves problemas ambientais de nosso tempo. Seu volume é excessivo e vem aumentando progressivamente, principalmente nos grandes centros urbanos, atingindo quantidades impressionantes, como os 14 milhões de quilos coletados diariamente na Cidade de São Paulo. Além disso, os locais para disposição de todo esse material estão se esgotando rapidamente, exigindo iniciativas urgentes para a redução da quantidade enviada para os aterros sanitários, aterros clandestinos ou lixões. O lixo, como os demais problemas ambientais, tornou-se uma questão que excede à capacidade dos órgãos governamentais e necessita da participação da sociedade para sua solução.
Uma das possibilidades para reduzir o problema do lixo é a implantação da coleta seletiva de lixo - que consiste na segregação de tudo o que pode ser reaproveitado, como papéis, latas, vidro, plástico, entre outros - enviando-se esse material para reciclagem. A implantação de programas de coleta seletiva de lixo não só contribui para a redução da poluição causada pelo lixo, como também proporciona economia de recursos naturais - como matérias-primas, água e energia - e, em alguns casos, pode representar a obtenção de recursos, advindos da comercialização do material.
Apesar do crescente número de municípios em que a coleta seletiva de lixo é implantada - uma vez que toda a coleta de lixo é atribuição dos governos municipais - verifica-se também um grande número de programas desenvolvidos por iniciativa da sociedade civil, em escolas, empresas, condomínios, etc., que apresentam maior chance de continuidade, pois não estão vinculados a mudanças e interesses políticos.
Até a metade do século 20 o lixo não significava um problema. A maior parte dele era formada por materiais orgânicos, como restos de frutas e verduras, assim como de animais, e tudo isso é degradável pela ação da natureza. O lixo era menor e facilmente transformado pelo próprio Meio Ambiente em nutrientes para o solo.
Muitas pessoas tinham o hábito de ter em suas casas uma horta ou uma criação de galinhas e outros animais domésticos, a quem elas davam seus restos de comida. O que restava era enterrado, retornando ao solo. Portanto, tudo ia muito bem. O pouco que sobrava era recolhido e a natureza fazia sua parte. Entretanto, com o passar dos anos, o modo de vida dos habitantes do planeta foi mudando. A maioria mudou-se das áreas rurais para as cidades. As cidades foram crescendo, reduzindo o espaço de moradia e o tempo disponível dos cidadãos. O resultado é que passou a fazer parte da vida cotidiana a compra de alimentos e outros produtos embalados, prontos para o consumo. Parecia que era a solução perfeita.Chegaram os supermercados, as comidas prontas, o leite longa vida, os vegetais já lavados.... ótimo!
Mas tudo isso passou a significar também montanhas e montanhas de embalagens, sacos plásticos, caixas, isopor, sacolas, sacolinhas, latas disso e daquilo.... E o que é pior: são materiais que a natureza custa muito - quando consegue! - degradar e incorporar novamente ao ciclo da vida.
Felizmente, grande parte desses materiais pode ser reaproveitada ou reciclada, evitando o acúmulo de lixo no solo de nossas cidades e reduzindo o desperdício de recursos naturais.
Mas esse movimento está apenas começando. É necessária a colaboração de todos para que esse problema seja amenizado.
http://www.institutogea.org.br/oproblemadolixo.html
Todos temos ouvido falar muito que o lixo é um problema. Mas ao cidadão comum parece o problema do lixo só existe quando há interrupção na coleta do lixo e os lixeiros deixam de passar na sua porta. É de arrepiar, não é verdade? Sacos e sacos amontoando-se nas calçadas, exalando mau cheiro, atraindo insetos e outros animais. Em resumo: poluindo e sujando a porta da sua casa. O que é preciso entender é que, mesmo quando o lixo é recolhido pelos lixeiros, ele não desaparece, apenas é levado para outro lugar. E é preciso muito cuidado para que ele não cause os problemas que estava causando na porta de sua casa em outro lugar. Afinal, a cidade também é nossa casa, assim como o país, o continente e ... o Planeta.
O lixo é responsável por um dos mais graves problemas ambientais de nosso tempo. Seu volume é excessivo e vem aumentando progressivamente, principalmente nos grandes centros urbanos, atingindo quantidades impressionantes, como os 14 milhões de quilos coletados diariamente na Cidade de São Paulo. Além disso, os locais para disposição de todo esse material estão se esgotando rapidamente, exigindo iniciativas urgentes para a redução da quantidade enviada para os aterros sanitários, aterros clandestinos ou lixões. O lixo, como os demais problemas ambientais, tornou-se uma questão que excede à capacidade dos órgãos governamentais e necessita da participação da sociedade para sua solução.
Uma das possibilidades para reduzir o problema do lixo é a implantação da coleta seletiva de lixo - que consiste na segregação de tudo o que pode ser reaproveitado, como papéis, latas, vidro, plástico, entre outros - enviando-se esse material para reciclagem. A implantação de programas de coleta seletiva de lixo não só contribui para a redução da poluição causada pelo lixo, como também proporciona economia de recursos naturais - como matérias-primas, água e energia - e, em alguns casos, pode representar a obtenção de recursos, advindos da comercialização do material.
Apesar do crescente número de municípios em que a coleta seletiva de lixo é implantada - uma vez que toda a coleta de lixo é atribuição dos governos municipais - verifica-se também um grande número de programas desenvolvidos por iniciativa da sociedade civil, em escolas, empresas, condomínios, etc., que apresentam maior chance de continuidade, pois não estão vinculados a mudanças e interesses políticos.
Até a metade do século 20 o lixo não significava um problema. A maior parte dele era formada por materiais orgânicos, como restos de frutas e verduras, assim como de animais, e tudo isso é degradável pela ação da natureza. O lixo era menor e facilmente transformado pelo próprio Meio Ambiente em nutrientes para o solo.
Mas tudo isso passou a significar também montanhas e montanhas de embalagens, sacos plásticos, caixas, isopor, sacolas, sacolinhas, latas disso e daquilo.... E o que é pior: são materiais que a natureza custa muito - quando consegue! - degradar e incorporar novamente ao ciclo da vida.
Felizmente, grande parte desses materiais pode ser reaproveitada ou reciclada, evitando o acúmulo de lixo no solo de nossas cidades e reduzindo o desperdício de recursos naturais.
Mas esse movimento está apenas começando. É necessária a colaboração de todos para que esse problema seja amenizado.
http://www.institutogea.org.br/oproblemadolixo.html
Cultura é Tudo!
http://mv.vatican.va/3_EN/pages/MV_Visite.html
http://www.louvre.fr/en/visites-en-ligne
http://www.eravirtual.org/pt/
http://www.googleartproject.com/pt-br/
BACTÉRIAS - A Ameaça Invisível
"A ameaça invisível
Bactérias se tronam resistentes a medicamentos, assustam a humanidade e desafiam a ciência a encontrar armas para combatê-las.
(...) Apesar de todo aparato que a medicina dispõe para manter o homem vivo, a ciência ainda não conseguiu vencer inimigos microscópicos, mas com poder de fogo devastador. Vírus, bactérias e outros microrganismos continuam a matar em todo o mundo e se transformaram em um dos maiores desafios para o próximo milênio. (...)
A penicilina foi o primeiro dos antibióticos, os únicos remédios realmente capazes de eliminar uma bactéria. Descoberta em 1928 pelo bacteriologista inglês Alexander Fleming, foi considerada o achado do século. Os antibióticos são poderosos porque atuam sobre as partes vitais da bactéria, ou seja, danificam as estruturas que as mantém vivas. (...)
O uso indiscriminado desses medicamentos promove a eleição das cepas. 'É o princípio da seleção natural. As sensíveis morrem e as mais fortes permanecem', explica o infectologista Marcos Buolos, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Essas sobreviventes geram descendentes ainda mais fortalecidos e dão início a um processo de replicação. Isso não significa que ao tomar um antibiótico os germes ficarão sempre resistentes. A questão está em como e quando usá-lo. Lançar mão do medicamento para uma simples gripe, por exemplo, é incorrer em dois erros. Primeiro, porque em geral a pessoa se automedica. Segundo, a doença na maioria das vezes é causada por vírus - para o qual o antibiótico é ineficiente. Em vez de combatê-los, o remédio vai atacar as bactérias naturais existentes no organismo. Como não havia uma infecção a ser eliminada, morrem as cepas sensíveis. Se houver alguma falha no sistema imunológico, que mantém em equilíbrio a ação dos microrganismos, as bactérias vão se disseminar e não haverá remédio eficiente para combatê-las.
O uso indiscriminado, entretanto, nem sempre está associado à automedicação. Muitas vezes, por falta de conhecimento suficiente ou insegurança, o próprio médico receita o que não devia. (...)
De fato, dosagens inadequadas são perigosas porque radicalizam o processo de seleção natural, além de trazer efeitos colaterais.
Abusos, pouca informação, mitos. Os antibióticos estão cercados desses problemas em todo o mundo. Na maioria das vezes, os idosos e as crianças, que têm as defesas mais suscetíveis à ação dos germes, são as principais vítimas. Uma pesquisa realizada pela prof Lucia Ferro Bricks, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, mostrou que as crianças tomam antibióticos em excesso e de forma inadequada.
As razões para essa situação são várias. uma delas é o fato de que, muitas vezes, os remédios são ministrados antes de se saber exatamente o diagnóstico da moléstia. E os pais também têm sua parcela de culpa. 'Muitos ficam ansiosos e, se um médico não dá um remédio, eles vão a outro até conseguir uma receita', diz Lucia. (...)"
GLOSSÁRIO
CEPA: Tipo de determinada bactéria.
SELEÇÃO NATURAL: é um processo da evolução proposto por Charles Darwin para explicar a adaptação e especialização dos seres vivos conforme evidenciado pelo registro fóssil.
DISSEMINAR: espalhar.
SUSCETÍVEIS: de fácil aceitação, de fácil recebimento.
MOLÉSTIA: doença.
TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS QUÍMICOS
A tabela periódica dos elementos químicos é a disposição sistemática dos elementos, na forma de uma tabela, em função de suas propriedades.
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| Dmitri Mendeleive |
A tabela periódica consiste num ordenamento dos elementos conhecidos de acordo com as suas propriedades físicas e químicas, em que os elementos que apresentam as propriedades semelhantes são dispostos em colunas. Este ordenamento foi proposto pelo químico russo Dmitri Mendeleiev , substituindo o ordenamento pela massa atômica. Ele publicou a tabela periódica em seu livro: Princípios da Química em 1869, época em que eram conhecidos apenas cerca de 60 elementos químicos.
Em 1789, Antoine Lavoisier publicou uma lista de 33 elementos químicos. Embora Lavoisier tenha agrupado os elementos em gáses, metais, não-metais e terras, os químicos passaram o século seguinte à procura de um esquema de construção mais precisa. Em 1829, Johann Wolfgang Döbereiner observou que muitos dos elementos poderiam ser agrupados em tríades (grupos de três) com base em suas propriedades químicas. Lítio, sódio e potássio, por exemplo, foram agrupados como sendo metais suaves e reativos. Döbereiner observou também que, quando organizados por peso atômico, o segundo membro de cada tríade tinha aproximadamente a média do primeiro e do terceiro. Isso ficou conhecido como a lei das tríades. O químico alemão Leopold Gmelin trabalhou com esse sistema e por volta de 1843 ele tinha identificado dez tríades, três grupos de quatro, e um grupo de cinco. Jean Baptiste Dumas publicou um trabalho em 1857 descrevendo as relações entre os diversos grupos de metais. Embora houvesse diversos químicos capazes de identificar relações entre pequenos grupos de elementos, não havia ainda um esquema capaz de abranger todos eles.
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| Antoine Lavoisier |
O químico alemão August Kekulé havia observado em 1858 que o carbono tem uma tendência de ligar-se a outros elementos em uma proporção de um para quatro. O metano, por exemplo, tem um átomo de carbono e quatro átomos de hidrogênio. Este conceito tornou-se conhecido como valência. Em 1864, o também químico alemão Julius Lothar Meyer publicou uma tabela com os 49 elementos conhecidos organizados pela valência. A tabela revelava que os elementos com propriedades semelhantes frequentemente partilhavam a mesma valência.
O químico inglês John Newlands publicou uma série de trabalhos em 1864 e 1865 que descreviam sua tentativa de classificar os elementos: quando listados em ordem crescente de peso atômico, semelhantes propriedades físicas e químicas retornavam em intervalos de oito, que ele comparou a oitavas de músicas. Esta lei das oitavas, no entanto, foi ridicularizada por seus contemporâneos.
Com o desenvolvimento da modernas teorias mecânica quânticas de configuração de elétrons dentro de átomos, ficou evidente que cada linha (ou período) na tabela correspondia ao preenchimento de um nível quântico de elétrons. Na tabela original de Mendeleiev, cada período tinha o mesmo comprimento. No entanto, porque os átomos maiores têm sub-níveis, tabelas modernas têm períodos cada vez mais longos na parte de baixo da tabela. O professor de química russo Dmitri Ivanovich Mendeleiev e Julius Lothar Meyer publicaram de forma independente as suas tabelas periódicas em 1869 e 1870, respectivamente. Ambos construíram suas tabelas de forma semelhante: listando os elementos de uma linha ou coluna em ordem de peso atômico e iniciando uma nova linha ou coluna quando as características dos elementos começavam a se repetir. O sucesso da tabela de Mendeleiev surgiu a partir de duas decisões que ele tomou: a primeira foi a de deixar lacunas na tabela quando parecia que o elemento correspondente ainda não tinha sido descoberto. Mendeleiev não fora o primeiro químico a fazê-lo, mas ele deu um passo adiante ao usar as tendências em sua tabela periódica para predizer as propriedades desses elementos em falta, como o gálio e o germânio. A segunda decisão foi ocasionalmente ignorar a ordem sugerida pelos pesos atômicos e alternar elementos adjacentes, tais como o cobalto e o níquel, para melhor classificá-los em famílias químicas. Com o desenvolvimento das teorias de estrutura atômica, tornou-se aparente que Mendeleev tinha, inadvertidamente, listado os elementos por ordem crescente de número atômico.
| Julius Lothar Meyer |
Em 1913, através do trabalho do físico inglês Henry G. J. Moseley, que mediu as frequências de linhas espectrais específicas de raios X de um número de 40 elementos contra a carga do núcleo (Z), pôde-se identificar algumas inversões na ordem correta da tabela periódica, sendo, portanto, o primeiro dos trabalhos experimentais a ratificar o modelo atômico de Bohr. O trabalho de Moseley serviu para dirimir um erro em que a Química se encontrava na época por desconhecimento: até então os elementos eram ordenados pela massa atômica e não pelo número atômico.
Nos anos que se seguiram após a publicação da tabela periódica de Mendeleiev, as lacunas que ele deixou foram preenchidas quando os químicos descobriram mais elementos químicos. O último elemento de ocorrência natural a ser descoberto foi o frâncio (referido por Mendeleiev como eka-césio) em 1939. A tabela periódica também cresceu com a adição de elementos sintéticos etransurânicos. O primeiro elemento transurânico a ser descoberto foi o netúnio, que foi formado pelo bombardeamento de urânio com nêutrons num ciclotron em 1939.
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