Universo

      O estudo do Universo e a curiosidade em tentar entendê-lo é milenar. Muitos humanos dedicaram suas vidas a estudar o universo, seu surgimento e características. E Universo é matéria de estudo em sala de aula. 
      As aulas de geografia, ciências, história falam de história, cada uma na sua particularidade, mas o assunto persiste na grade curricular. E por que? Hora, porque temos que saber sobre onde vivemos e tudo o que gira em torno deste assunto, pois há sempre conexões com tudo o que acontece na natureza.
       Estudar o Universo é tão importante que é tema de filme, séries e livros. Quem nunca ouviu falar dos filmes "Star Wars"? Bom, não é só este que tem como tema o Universo, são vários. Farei um post relacionando estas obras. Mas neste post venho falar de literatura.



George e o Segredo do Universo, de Lucy e Stephen Hawking (tradução de Laura Alves e Aurélio Rebelo; Ediouro; 306 páginas; 39,90 reais) – Em Uma Breve História do Tempo, livro de 1988 que vendeu mais de 10 milhões de exemplares, o físico inglês Stephen Hawking explicava as mais complexas teorias da astrofísica para o público leigo. Escrito em parceria com sua filha Lucy,George e o Segredo do Universo pretende traduzir os mesmos conceitos científicos para as crianças. O George do título é um menino criado na fazenda por pais retrógrados, que odeiam tecnologia. Ele acaba conhecendo a vizinha Annie e seu supercomputador Cosmos, que o apresenta aos buracos negros e a outros segredos do universo. O livro conta com um belo caderno de imagens, incluindo as mais recentes fotos da superfície de Marte.


    Trechos de George e o Segredo do Universo, de Lucy e Stephen Hawking

Capítulo Trinta e Dois
George prosseguiu:
     E então vocês podem perguntar: e daí? O que uma nuvem de poeira tem a ver conosco? Por que nos importamos com o que aconteceu há bilhões de anos no espaço cósmico? Por que precisamos saber isso? Nos interessa? Bem, interessa, sim, porque aquela nuvem de poeira é a razão de estarmos hoje aqui. Agora sabemos que as estrelas são formadas de gigantescas nuvens de gás no espaço cósmico. Algumas dessas estrelas terminam as suas vidas se transformando em buracos negros que lentamente, muito lentamente, deixam escapar objetos, até desaparecerem numa enorme explosão. Outras estrelas explodem antes de se tornarem buracos negros e enviam ao espaço toda a matéria que têm no interior. Sabemos que todos os elementos de que somos formados foram criados no ventre dessas estrelas que explodiram há muito tempo. As pessoas da Terra, os animais, as plantas, as pedras, o ar e os oceanos são formados de elementos forjado dentro das estrelas. Independentemente das nossas crenças, somos todos filhos das estrelas. E a Natureza demorou bilhões e bilhões de anos para nos formar a partir desses elementos.
George fez um segundo de pausa.
   Portanto, como vêem, demorou um tempo incrivelmente longo para nos formar e formar o nosso planeta. E o nosso planeta não é como qualquer outro planeta do Sistema Solar. Há uns maiores e mais impressionantes, porém nenhum nos serve de lar. Vênus, por exemplo, é quente demais. Em Mercúrio um dia dura cinqüenta e nove dos nossos dias aqui na Terra. Imaginem só se um dia na escola durasse cinqüenta e nove! Seria horrível.
George fez uma pausa por um momento e depois continuou a falar, com o salão inteiro atento às suas palavras enquanto ele descrevia algumas das maravilhas do Sistema Solar. Finalmente ele chegou à parte que considerava a mais importante, no final da sua apresentação.
   O nosso planeta é admirável, e é nosso,resumiu. Pertencemos a ele, e todos nós somos feitos das mesmas substâncias que o próprio planeta. Precisamos, de fato, cuidar dele. Há anos o meu pai vem dizendo isso, e eu apenas me sentia envergonhado. Só percebia que ele era muito diferente dos outros pais. Mas agora não me sinto mais assim: ele está certo em dizer que nós devemos parar de maltratar a Terra. E está certo em dizer que todos nós podemos nos esforçar um pouco mais.

Poesia

    
     A criatividade precisa ser cultivada. É preciso ter um jeitinho todo especial para envolver os alunos a soltar a criatividade. Pois ela está ali, precisando apenas de estímulo para florir. E esta é a tarefa do professor em sala de aula. Criar caminhos para trazer a tona a criatividade dos alunos.


    Falar de poesia para os alunos de hoje não é fácil. Muitos nunca tiveram contato com livros de poesia fora da escola e poucos se interessam, Há muita rebeldia e desinteresse.
      Mas para tudo nessa vida tem jeito, e sem desistir, fui eu falar de poesia com alunos de 6°, 7° e 9° anos da escola "Edna Teresa Fiório" de Santa Gertrudes - SP. A poesia em questão era de Vinícius de Moraes, Soneto de Aniversário. Passei a poesia na lousa, expliquei o que é um soneto e juntos fomos tentando identificar a relação dos versos com o tema aniversário. E depois pedi que cada um deixasse sua criatividade fluir, leve como a poesia e criasse seus versos.

       Surpresa com o resultado, aqui estão os trabalhos destes fabulosos poetas.













 












Fonte

http://www.releituras.com/viniciusm_aniversario.asp

Quem foi Ayrton Senna?

    
     Falar de Ayrton Senna para a geração final dos anos 70 e início dos anos 80, ainda se terá algumas lembranças. Mas e a geração 2000? Será que elas realmente sabem quem foi Ayrton Senna (além de piloto de formula 1). 

     Esta galera que não acordou domingo cedo só para vê-lo correr, domingos estes que tinham um sabor diferente, que não passou pelas alegrias ao vê-lo receber a bandeirada, ao fazer uma ultrapassagem espetacular, que não viveu a dor de perdê-lo, de chorar por ele como se fosse da família; não sabe quem foi Ayrton Senna do Brasil.
     E nesta data que comemoramos seu 54° aniversário, vou-lhes contar um pouco sobre Ayrton Senna.


    Ayrton Senna (1960-1994) foi piloto brasileiro de Fórmula 1. Conquistou três vezes o campeonato mundial correndo pela McLaren.
Em 10 anos de Fórmula 1, disputou 116 corridas, conquistou 65 pole positions e venceu 41 competições. Venceu seis vezes o GP de Mônaco. Era chamado "O Rei de Mônaco".
     Ayrton Senna (1960-1994) nasceu em São Paulo, no dia 21 de março de 1960. Filho de um empresário do ramo metalúrgico, Ayrton Senna da Silva desde cedo interessou-se por carros de corrida. Aos quatro anos, ganhou de presente um pequeno kart de 1 HP, com o qual começou a brincar no pátio da empresa de seu pai. Três anos depois, passou a treinar no kartódromo de Interlagos, em São Paulo. Com oito anos, Ayrton Senna correu pela primeira vez num kart profissional, competindo com adultos. Em 1974, foi campeão paulista na categoria júnior, conquistando o título de campeão brasileiro na mesma categoria no ano seguinte. Conquistou diversos títulos no kart, chegando a campeão sul-americano, e foi duas vezes vice-campeão mundial, em 1979 e 1980. Em novembro desse ano, Ayrton Senna fez testes para ingressar na equipe Van Dieman, de Fórmula 1600, na Inglaterra. Participou de diversas competições, obtendo várias vitórias. No ano seguinte, por um breve intervalo, voltou ao Brasil, disposto a assumir os negócios na empresa de seu pai, mas logo retornou à Inglaterra. 
     

      Em 1982, Senna disputou o Campeonato Europeu 1600. Nesse mesmo ano, transferiu-se para a Fórmula Fiat 2000. A entrada de Ayrton Senna na Fórmula 1 começou em 1983, quando disputou a Fórmula 3 na Inglaterra. Bem-sucedido nessa temporada, obteve propostas para competir na McLaren e na Williams. Acabou escolhendo uma equipe pequena, a Toleman. Em 1985, Senna passou a competir pela Lotus, uma equipe de tamanho médio com a qual preparou o salto que daria em sua carreira. Na Lotus, disputou 48 grandes prêmios entre 1985 e 1987, vencendo seis vezes. Passou a competir com pilotos consagrados, como Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet. Senna acertou sua entrada na McLaren Honda em 1987. Com tecnologia de ponta, a McLaren associava aerodinâmica e potência. Com ela, conquistou o primeiro campeonato mundial em 1988, no ano seguinte foi vice-campeão, atrás do francês Alain Prost, seu companheiro de equipe, e tornou a vencer nas duas temporadas seguintes (1990-1991), sagrou-se tricampeão mundial na categoria, ganhando mais alcunhas como o rei da chuva, pela habilidade para dirigir em pistas molhadas, ou Mr. Mônaco, por suas cinco vitórias consecutivas nesse circuito. Nessa época, a inimizade entre Senna e o também piloto da McLaren Alain Prost tornou-se pública.



    O ano de 1992 marcou a decadência da equipe da Honda. Senna teve problemas em várias provas e acabou a temporada em quarto lugar. No ano seguinte, Senna despediu-se da McLaren, completando uma prova pela última vez, em Adelaide, na Austrália. O campeão mundial transferiu-se para a Williams em 1994, numa transação de 20 milhões de dólares. No dia 1o de maio, Senna liderava a prova no circuito de Imola, na Itália, quando saiu da pista na curva Tamburello e bateu no muro de proteção a 210 km/h. Foi socorrido na pista. Quando a equipe médica chegou, porém, o piloto já estava em coma.
     No dia 4 de maio de 1994, seu corpo chegou ao Brasil. Consternada, a população de São Paulo assistiu ao cortejo fúnebre que foi do aeroporto à Assembléia Legislativa. Coberto com uma bandeira do Brasil, o corpo do campeão foi velado por milhares de pessoas, recebendo honras de Chefe de Estado. Em dez anos de Fórmula 1, Ayrton Senna disputou 161 corridas, venceu 41 e conquistou 65 pole positions (primeira posição de largada). O impacto de sua morte ainda hoje entristece os brasileiros.







Hall da fama

Resultados antes da Fórmula 1

  • 1973 - 01/jul - Primeira corrida de kart - circuito de Interlagos
  • 1978 - Campeão Sul-Americano de kart
  • 1978 - Campeão Brasileiro de kart
  • 1978 - 13 a 17/set - Mundial de Kart em Le Mans/França - 6º colocado
  • 1979 - Campeão Brasileiro de kart
  • 1979 - 18 a 23/set - Mundial de Kart em Estoril/Portugal - 2º colocado
  • 1980 - Campeão Brasileiro de kart
  • 1980 - 17 a 21/set - Mundial de Kart em Niveles/Bélgica - 2º colocado
  • 1981 - Campeão Brasileiro de kart
1981 - Formula Ford 1600 - Equipe Van Diemen (dois campeonatos: P&O Ferries (PO) e Townsend Thoresen (TT))
  • 01/03 - PO - Brands Hatch - 5º
  • 08/03 - TT - Thruxton - 3º
  • 15/03 - TT - Brands Hatch - 1º
  • 22/03 - TT - Mallory - 2º (pole)
  • 05/04 - TT - Mallory - 2º
  • 03/05 - TT - Snetterton - 2º (pole)
  • 24/05 - RAC - Oulton Park - 1º (volta mais rápida)
  • 25/02 - TT - Mallory - 1º
  • 07/06 - TT - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 21/06 - RAC - Silverstone - 2º
  • 27/06 - TT - Oulton Park - 1º (volta mais rápida)
  • 04/07 - RAC - Donnington - 1º (volta mais rápida)
  • 12/07 - RAC - Brands Hatch - 4º (volta mais rápida)
  • 25/07 - TT - Oulton Park - 1º (volta mais rápida)
  • 26/07 - RAC - Mallory - 1º (volta mais rápida)
  • 02/08 - TT - Brands Hatch - 1º
  • 09/08 - RAC - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 15/08 - TT - Donnington - 1º
  • 31/08 - TT - Thruxton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 16 a 20/09 - Mundial de Kart em Parma/Itália - 4º colocado
  • 29/09 - TT - Brands Hatch - 2º (volta mais rápida)
1982 - Formula Ford 2000 - Equipe Rushen Green Racing (dois campeonatos: Campeonato Inglês Pace British FF 2000 (PB) e Campeonato Europeu de 2000 (EFDA))
  • 07/03 - PB - Brands Hatch - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 27/03 - PB - Oulton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 28/03 - PB - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 04/04 - PB - Donnington - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 09/04 - PB - Snetterton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 12/04 - PB - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 18/04 - EFDA - Zolder - pole e abandono
  • 02/05 - EFDA - Donnington
  • 03/05 - PB - Mallory - 1º (volta mais rápida)
  • 09/05 - EFDA - Zolder - pole, volta mais rápida e abandono
  • 30/05 - PB - Oulton - abandono
  • 30/05 - Celebr. - Oulton - 1º (volta mais rápida)
  • 31/05 - PB - Brands Hatch - 1º (volta mais rápida)
  • 06/06 - PB - Mallory - 1º (volta mais rápida)
  • 13/06 - PB - Brands Hatch - 1º (volta mais rápida)
  • 20/06 - EFDA - Hockenheim - pole e abandono
  • 26/06 - PB - Oulton - 1º (volta mais rápida)
  • 03/07 - EFDA - Zandvoort - 1º (pole)
  • 04/07 - PB - Snetterton - 2º
  • 10/07 - PB - Castle Combe - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 01/08 - PB - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 08/08 - EFDA - Hockenheim - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 15/08 - EFDA - Österreichring - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 22/08 - EFDA - Jyllandsring - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 30/08 - PB - Thruxton - 1º (volta mais rápida)
  • 05/09 - PB - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 12/09 - EFDA - Mondello Park - 1º (volta mais rápida)
  • 15 a 19/09 - Mundial de Kart em Kalmar/Suécia - 14º colocado
  • 26/09 - PB - Brands Hatch - 2º (volta mais rápida)
  • 13/11 - Fórmula 3 - Thruxton - Ralt RT3-Toyota - 1º (pole e volta mais rápida)
1983 - Formula 3 - Campeonato Inglês - Equipe West Surrey Racing (exceto em Macau, quando Senna pilotou para a Marlboro/Tedy Yip)
  • 06/03 - Silverstone - 1º (volta mais rápida)
  • 13/03 - Thruxton - 1º (pole)
  • 20/03 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 27/03 - Donnington - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 04/04 - Thruxton - 1º (pole)
  • 24/04 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 03/05 - Thruxton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 08/05 - Brands Hatch - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 30/05 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 12/06 - Silverstone - abandono
  • 19/06 - Cadwell Park - pole, não largou
  • 03/07 - Snetterton - volta mais rápida e abandono
  • 16/07 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 24/07 - Donnington - 2º (pole e volta mais rápida)
  • 06/08 - Oulton - volta mais rápida e abandono
  • 29/08 - Silverstone - 1º (pole)
  • 11/09 - Oulton - abandono
  • 18/09 - Thruxton - pole e abandono
  • 02/10 - Silverstone - 2º
  • 20/10 - GP de Macau - Macau - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 23/10 - Thruxton - 1º (pole e volta mais rápida)

Resultados na Fórmula 1

1985 – Equipe Lotus


  • 21/04 – GP de Portugal, circuito do Estoril 
  • 15/09 – GP da Bélgica, circuito de Spa-Francorchamps

1986 – Equipe Lotus

  • 13/04 – GP da Espanha, circuito de Jerez de la Frontera 
  • 22/06 – GP dos EUA, circuito de Detroit 1987 – Equipe Lotus 

1987 – Equipe Lotus

  •  31/05 – GP de Mônaco, circuito de Monte Carlo 
  • 21/06 – GP dos EUA, circuito de Detroit 1988 

1988 – Equipe McLaren

  •  01/05 – GP de San Marino, circuito de Ímola 1
  • 2/06 – GP do Canadá, circuito Gilles Villeneuve 
  • 19/06 – GP dos EUA, circuito de Detroit 1
  • 0/07 – GP da Inglaterra, circuito de Silverstone 
  • 24/07 – GP da Alemanha, circuito de Hockenheim 
  • 07/08 – GP da Hungria, circuito de Hungaroring 
  • 28/08 – GP da Bélgica, circuito de Spa-Francorchamps 
  • 30/10 – GP do Japão, circuito de Suzuka 
  •  1989 – Equipe McLaren 
  •  23/04 – GP de San Marino, circuito de Ímola 
  • 07/05 – GP de Mônaco, circuito de Monte Carlo 
  • 28/05 – GP do México, circuito Hermanos Rodriguez 
  • 30/07 – GP da Alemanha, circuito de Hockenheim 
  • 27/08 – GP da Bélgica, circuito de Spa-Francorchamps 
  • 01/10 – GP da Espanha,circuito de Jerez de la Frontera




Fonte:

http://www.e-biografias.net/ayrton_senna/

http://educacao.uol.com.br/biografias/ayrton-senna.jhtm

http://www.mensagenscomamor.com/biografias/ayrton_senna_biografia.htm

http://www.brasilescola.com/biografia/airton-senna-silva.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ayrton_Senna

E eu aqui???

Ensino médio no Brasil tem déficit de pelo menos 32,7 mil professores

TCU aponta que área de exatas tem maior déficit e só em Física faltam 9 mil docentes no País; São Paulo e Roraima se negaram a fazer auditoria.


BRASÍLIA - O Brasil tem hoje um déficit de pelo menos 32,7 mil professores no ensino médio, concentrado especialmente na área de exatas - faltam mais de 9 mil docentes apenas em Física. Ao mesmo tempo, as redes têm 46 mil docentes sem formação específica, que poderiam ser capacitados, e 61 mil fora das salas, cedidos para áreas administrativas. As conclusões são de auditoria especial do Tribunal de Contas da União (TCU).

Déficit de professores pode ser ainda maior, já que houve simplificações nos cálculos - Agência Brasil/Divulgação
A análise feita pelo TCU e Tribunais de Contas de 24 Estados e do Distrito Federal - as exceções foram Roraima e São Paulo, que não aceitaram participar - investigou cobertura, professores, gestão e financiamento do ensino médio. "Boa parte desse déficit poderia ser resolvido com melhoria de gestão", afirmou o ministro Valmir Campello, relator da auditoria.
O déficit de professores pode ser maior, uma vez que houve algumas simplificações nos cálculos para evitar superdimensionamento - por exemplo, professores que dão aulas em duas disciplinas foram registrados como dois docentes.
A investigação apurou grande número de contratos temporários. Em média, 30% dos professores do País têm contratação precária - o índice passa de 60% no Espírito Santo (66,6%), em Mato Grosso (64,8%) e em Mato Grosso do Sul (61%). "É expressivo para um tipo de contratação que deveria ser excepcional. Pode ser a maneira de alguns municípios e Estados fugirem da lei de responsabilidade fiscal", disse Campello.
Recursos. A auditoria encontrou discrepâncias significativas entre o que os Estados informam como investimento em educação no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do Ministério da Educação, e outros sistemas.
Os Estados analisados e o Distrito Federal informam investimento de R$ 13,3 bilhões a mais ao MEC do que ao Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), de acompanhamento da Lei de Responsabilidade Fiscal. "Há problemas substantivos sobre qualidade e confiabilidade dos recursos aplicados na educação", afirmou Campello. A auditoria, com recomendações, será enviada ao MEC e aos Estados.

   Agora diga-me...por que estou desempregada. por que envio meu curriculo cheio de experiências, prêmios, cartas de recomendação e não sou chamada sequer para uma entrevista. Será que as escolas particulares querem mesmo professores de verdade? Acho que não, eles preferem "QI", filhos de ex-professores, gente da sociedade, brotinhos recém-formados, querem pessoas que podem ser manipuladas. Pois verdadeiros professores, aqueles que lutam pela educação melhor não se permite ser fantoche de sistemas de ensino que engessam as atitudes e criatividade do professor.

    e aí, me vem esta reportagem do ESTADO DE SÃO PAULO dizendo que há carência de professores?! Me poupem...há professores sim, mas estes são barrados por imensas pilhas de papel e exames a fazer, cursos preparatórios e etc. E muitos ainda saem com o resultado de não aptos por serem obesos. O que isso atrapa no processo de ensino e aprendizagem?? Digam-me. 


QUE BRASIL É ESSE?


#INDIGNAÇÃO




P.S. Estou aqui a espera de um trabalho.



Fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/vida,ensino-medio-no-brasil-tem-deficit-de-pelo-menos-32-7-mil-professores,1142781,0.htm

#INDIGNAÇAO

    

    Minha indignação com o sistema educacional brasileiro é crescente. No entanto continuo a buscar leituras e meios para construir um caminho em que alguns poderão percorrer na busca pelo aprimoramento pessoal e intelectual. Este texto foi retirado de um blog português que publica textos que discutem e refletem teorias de educação, ferramentas para o ensino e neste em particular, fala sobre a ATITUDE como ponto central para a busca do conhecimento. Coloquei o texto de António Pedro Santos na íntegra na esperança de que haja alguns leitores, e que estes possam refletir e comentar sobre este tema.


Atitude

As atitudes, assim como o comportamento fazem parte da vida de qualquer indivíduo. As atitudes são disposições favoráveis ou desfavoráveis relativamente a objetos, pessoas, acontecimentos, ou até, em relação a alguns dos seus respectivos atributos.

As atitudes são aprendidas através da experiência/interação com outras pessoas; são complexas estruturas multicomponentes; têm objetos sociais específicos; são relativamente estáveis; variam na sua quantidade e qualidade possuindo diferentes graus de força motivadora e direção; são expressas através de predisposições comportamentais para agir de certa maneira.

Podemos definir o termo atitude, como a tendência/predisposição adquirida e relativamente estável para agir, pensar ou sentir de uma determinada forma (positiva ou negativa) face a um objeto, pessoa, situação, grupo social, instituição, conceito, ...

Isto é, uma disposição estável para responder, de forma consistente, favorável ou desfavoravelmente, a um objeto psicológico, de forma a predizer e explicar o comportamento humano (Ajzen e Fishbein, 2000).

Funções das atitudes

As atitudes podem desempenhar diversas funções, tais como: favorecer o processo de tomada de decisões (função avaliativa), controlar os comportamentos, propiciar a adaptação à realidade (ajudam a definir grupos sociais, função instrumental, ideológica,...). Para além disto, contribuem para a estabilização da personalidade (estabelecimento da identidade) e podem determinar o modo como pensamos, sentimos e agimos.

Modelo tripartido

Uma forma de conceptualizar uma atitude é através da tripla composição das atitudes. As atitudes são compostas por: crenças, sentimentos (ou afetos) e tendências de ação (comportamentos). Ou seja, a atitude é um construto multidimensional, que tem os seguintes componentes: afetivo, cognitivo e comportamental.

Relativamente ao aspecto cognitivo, as crenças são de dois tipos: crenças informacionais (isto é, o que a pessoa acredita acerca dos fatos de uma situação) e crenças avaliativas (resumem-se ao que a pessoa acredita em relação aos méritos/deméritos, bem/mal, justo/injusto de diferentes situações). Desta forma, Fishbein e Ajzen (1975) consideram as atitudes como o resultado de uma avaliação das crenças relativas ao objeto.

No que se refere à componente afetiva, esta é unidimensional (ou seja, relaciona-se com a forma como o indivíduo vivencia a situação como um todo).

As atitudes baseadas na componente afetiva derivam de emoções despoletadas ou relacionadas com determinado objeto, através de efeitos de mera exposição e/ou de processos de condicionamento.

A tendência para a ação ou comportamento, é uma componente das atitudes, definindo-se como a tendência para agir de forma consistente com a atitude. Para além disto, a componente comportamental pode estar na origem das atitudes, especificadamente através de processos de auto-percepção, que permitem apurar o conteúdo das atitudes (tendo por base comportamentos relevantes para essas mesmas atitudes).

Formação de atitudes

De um modo geral, existem alguns agentes que influenciam a formação das atitudes: grupos primários (família, escola, amigos,...), que criam/limitam as situações para o indivíduo - das quais surgem as cognições e sentimentos.

Para além destes, existem ainda os grupos de referência (de participação ou não do indivíduo), que modelam a formação das suas atitudes na medida em que o indivíduo se identifica com eles.

Assim sendo, as atitudes do indivíduo desenvolvem-se, ao mesmo tempo que este se desenvolve. Ou seja, ao longo do desenvolvimento das atitudes o indivíduo adquire uma educação formal e informal, através da escola, dos pares e de outros agentes sociais (grupos de participação do indivíduo e grupos dos quais não faz parte).

Deste modo, os componentes cognitivos, afetivos e comportamentais que integram as atitudes influenciam-se mutuamente, isto é, qualquer mudança num destes três componentes é capaz de modificar os outros, uma vez que todo o sistema é acionado quando um dos seus componentes é alterado.

Atitude vs comportamento

As atitudes podem ser medidas, ou seja, podemos avaliar a sua direção e intensidade (o que permite efetuar comparações entre os indivíduos e os grupos). Porém, existe a possibilidade das respostas serem influenciadas pelo contexto, pela ordem e formulação das questões, pelo humor do entrevistado, pela sociedade e até pela intenção deliberada de mentir por parte dos sujeitos.

Fishbein e Ajzen (1975) afirmam que as atitudes são importantes fatores na previsão do comportamento humano. 

Desde que se entenderam as atitudes como uma disposição comportamental, percebeu-se que podiam ser utilizadas para explicar a ação do ser humano (as atitudes podem ser deduzidas através do comportamento). Isto é, as atitudes não são diretamente observáveis, mas a partir de uma atitude podemos adivinhar um comportamento. Por exemplo, se tivermos conhecimento de uma pessoa que apresenta uma atitude negativa em relação à inclusão de alunos com deficiência, podemos, de certa forma, prever a forma como se comportará face à inclusão de uma forma geral.

Existem alguns factores que aumentam a consistência da relação entre atitude e comportamento, como: a força da atitude, a estabilidade da atitude, a acessibilidade da atitude, a relevância das atitudes para o comportamento, a saliência da atitude,.... Por outro lado, existem factores que reduzem a influência das atitudes no comportamento, como: pensar acerca das suas próprias atitudes, pressões situacionais, o alvo da atitude,...

Teorias sobre a atitude

A Teoria da Ação Reflectida (Fishbein e Ajzen, 1975), sugere que a causa próxima do comportamento é a intenção da pessoa em envolver-se no mesmo, isto é, as atitudes influenciam o comportamento através da sua influência sobre as intenções.

Assim sendo, as pessoas formam as suas intenções refletindo acerca das suas atitudes e das suas normas subjetivas, formam as suas atitudes refletindo acerca das consequências do seu comportamento e formam as suas normas subjetivas refletindo acerca da aprovação/desaprovação dos outros significativos em relação ao seu comportamento.

A Teoria do Comportamento Planeado (Ajzen, 1985, 2006), foi desenhada de forma a antever e compreender o comportamento humano em determinados contextos. Segundo esta, sempre que se pretende predizer a intenção de uma pessoa relativamente a um determinado comportamento, há que ter em consideração três variáveis: a atitude relativa ao comportamento específico; as normas subjetivas; e o controlo comportamental percebido (percepção do controlo comportamental).

Esta é utilizada quando se pretende observar/avaliar atitudes e intenções no contexto da inclusão. Esta teoria, sugere que as intenções das crianças para incluir pares com deficiência são influenciadas pelas expetativas e normas sociais, atitudes dos alunos e pela perceção do controlo do comportamento.

A Teoria do Contacto (Allport, 1954) assume-se como uma abordagem teórica, utilizada para o estudo das atitudes dos profissionais e dos pares, face aos indivíduos com deficiência. Baseia-se no pressuposto de que o contacto entre grupos em conflito permite aos indivíduos descobrirem um conjunto de afinidades que nunca pensariam existir (propiciando o seu relacionamento e compreensão mútua).

Todavia, é fundamental especificar em que condições o contacto facilita a percepção de semelhança entre os membros desses grupos, tendo para isso, em conta todo um conjunto de fatores: quantitativos (duração dos contatos, número de pessoas envolvidas e diversidade); de estatuto (nível do estatuto dos membros e dos grupos em questão); aspetos de papel (tipo de papéis, subordinação ou dominância); atmosfera envolvente (tipo de contacto); personalidade dos indivíduos (nível de preconceito, experiência prévia do grupo, idade e ainda nível de instrução); áreas de contacto entre grupos (profissional, recreativa, política,...).
Esta teoria é usada para estimular a união e promover a integração, porque promove atitudes positivas, através de experiências planeadas de interação e de um ambiente organizado com precisão. O contacto, estruturado e devidamente implementado, pode reduzir o preconceito e os estereótipos.

Esta teoria defende que quando diferentes populações têm contatos diretos com indivíduos com deficiência, produzem uma mudança positiva de atitudes (Sherril, 1998). 

A Teoria da Dissonância Cognitiva (Festinger, 1957) sugere que após tomarmos uma decisão, todos os aspectos positivos da alternativa não escolhida e todos os aspectos negativos da alternativa escolhida são inconsistentes com a decisão. Assim, para reduzir a dissonância após a tomada de uma decisão, existe uma tendência para aumentar a preferência pela alternativa escolhida e reduzir a preferência pela alternativa que não foi objeto de escolha. Ou seja, existe uma separação entre as crenças pessoais de alguém e suas atitudes e/ou a realidade ao seu redor (contexto).

Considerações finais

A relação existente entre atitudes e os comportamentos é facilmente entendida se situarmos as atitudes no contexto de outros fatores psicológicos que também definem os comportamentos e se atendermos ao princípio de correspondência.

Hoje em dia, existe um conhecimento significativo acerca da rede de relações entre atitudes, comportamentos e outras variáveis.

De uma forma geral, a crença de que a atitude do professor exerça influência direta sobre o êxito da inclusão de pessoas com deficiência em classes regulares enfatizou as pesquisas sobre esta temática na formação do professor.

Tripp e Sherrill (1991) assinalam diversas teorias que explicam as diferentes perspectivas de estudo sobre as atitudes no âmbito da educação física adaptada, sendo a Teoria da Ação Refletida e a Teoria do Comportamento Planeado os modelos teóricos mais estudados e validados, pois prevêem e compreendem grande variedade de comportamentos.

O conceito de atitudes parece adequar-se bastante ao estudo das reações das pessoas face à inclusão.

As reações manifestadas em relação à inclusão acarretam fortes componentes cognitivos, emocionais e comportamentais, que se encontram diretamente ligados às atitudes sociais.

A inclusão de crianças com deficiência no ensino regular, apresenta-se como sendo um objetivo pedagógico e social para diversos países, assim como uma orientação para todas as organizações internacionais.

De uma forma geral, a mudança das atitudes dos docentes envolvem todo um conjunto de condicionantes (valores, desejos, emoções, sentimentos e inseguranças face às realidades vividas na sala de aula com os alunos, órgãos de gestão, pessoal auxiliar e colegas...) que, de certo modo, ocupam um lugar de destaque no sucesso/insucesso de todas as políticas educativas. Assim sendo, a mudança de atitudes face à deficiência deverá ser tida como um desígnio global, dependente das ações, comportamentos e intenções dos professores e restantes agentes educativos, encarregados de educação e sociedade de uma forma geral.
António Pedro Santos


Fonte:


http://edif.blogs.sapo.pt/98218.html


Pensamento do Dia

Albert Einstein


     A Falta de Cultura Ética da Nossa Civilização, creio que o exagero da atitude puramente intelectual, orientando, muitas vezes, a nossa educação, em ordem exclusiva ao real e à prática, contribuiu para pôr em perigo os valores éticos. Não penso propriamente nos perigos que o progresso técnico trouxe diretamente aos homens, mas antes no excesso e confusão de considerações humanas recíprocas, assentes num pensamento essencialmente orientado pelos interesses práticos que vem embotando as relações humanas.     O aperfeiçoamento moral e estético é um objectivo a que a arte, mais do que a ciência, deve dedicar os seus esforços. É certo que a compreensão do próximo é de grande importância. Essa compreensão, porém, só pode ser fecunda quando acompanhada do sentimento de que é preciso saber compartilhar a alegria e a dor. Cultivar estes importantes motores de acção é o que compete à religião, depois de libertada da superstição. Nesse sentido, a religião toma um papel importante na educação, papel este que só em casos raros e pouco sistematicamente se tem tomado em consideração. 
    O terrível problema magno da situação política mundial é devido em grande parte àquela falta da nossa civilização. 
     Sem «cultura ética» , não há salvação para os homens. 

Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo'


Fonte:
http://www.citador.pt/textos/a-falta-de-cultura-etica-da-nossa-civilizacao-albert-einstein

ELEIÇÕES 2026 X ESCOLA LAICA

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