Chiclete?










    Ninguém sabe ao certo quando o homem começou a mascar resinas extraídas de árvores, mas há registros históricos de que vários povos da Antiguidade, como os gregos, já tinham esse costume. O hábito também era comum no continente americano, antes mesmo da colonização européia. O látex do sapotizeiro - árvore que dá o sapoti - era usado como goma de mascar pelos maias e astecas, entre outras civilizações pré-colombianas. A essa resina os nativos davam o nome de chicle. A guloseima que conhecemos hoje surgiu no final do século 19. Mais precisamente em 1872, ano em que o inventor americano Thomas Adams fabricou o primeiro lote de chicletes em formato de bola e aromatizando as resinas naturais com extrato de alcaçuz (planta da família das leguminosas e do gênero Glycyrrhiza que possui raízes adocicadas, ricas em glicirrizina e das quais se extrai um xarope usado em confeitaria, em medicamentos para tosse e na produção de alguns tipos de cerveja). Nas décadas seguintes, ele abriu várias fábricas para atender a demanda crescente dos consumidores americanos pelo novo produto.
     Em meados do século 20, especialmente após a Segunda Guerra (1939-1945), as resinas naturais foram substituídas por substâncias sintetizadas a partir do refino do petróleo. "O motivo para essa troca foi o custo de fabricação, já que a resina natural é muito mais cara que a borracha sintética", diz o engenheiro químico Múcio Almeida, gerente de desenvolvimento de produtos da Adams do Brasil. A partir da década de 1960, surgiram os primeiros chicletes sem açúcar, que, segundo os fabricantes, além de diminuírem os riscos de cáries, ajudam a manter os dentes limpos, pois estimulam a produção de saliva, que remove partículas de alimentos. Com ou sem açúcar, é bom tomar alguns cuidados com essa guloseima. Crianças pequenas que engolem a goma correm o risco de ter as vias aéreas bloqueadas ou de ter interrompido o fluxo intestinal. Outro alerta: mascar com a barriga vazia pode causar problemas estomacais, pois há um estímulo desnecessário à produção de enzimas gástricas.

Passo-a-passo do processo de fabricação do chiclete:

1º- O primeiro passo é a produção da goma base. Ela tem como ingredientes: borracha sintética e parafina (ambas derivadas do petróleo), óleos vegetais (são substâncias emulsificantes que dão liga a mistura) e antioxidantes (conservantes químicos). A mistura ainda leva carbonato de cálcio para dar mais volume.

2º- A goma base vai para as fábricas de chiclete propriamente ditas, onde é derretida e a ela adicionados outros ingredientes como: açúcar ou adoçante, aromas, corantes, ácidos cítricos (naqueles chicletes que possuem um sabor azedinho) e glicerina (substância que dá liga ao produto).

3º- Pronta, essa mistura é despejada em placas para esfriar e endurecer, depois a mistura é cortada em tiras e então fatiada no tamanho exato que cada chiclete terá.

4º- Alguns chicletes possuem uma casquinha crocante em volta da goma, para formá-la, os chicletes já fatiados são banhados em um xarope feito de açúcar ou adoçante e amido.

5º- A última etapa é a embalagem e comercialização do produto.

Após esse longo processo, o chiclete está pronto para ser consumido. É só mascar e se deliciar com seus sabores.






http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiu-e-como-e-feito-o-chiclete
http://chicleteiros-chicleteiros.blogspot.com.br/2011/09/fabricacao-do-chiclete.html

Ser Educador


Ser educador é exercer a mais refinada profissão. Um profissional na arte de melhorar o ser humano, um missionário no desenvolvimento da consciência. Ser educador é verdadeiramente estar comprometido com as pessoas, não somente com o conhecimento, mas acima de tudo com o bom uso desses conhecimentos. Existe uma diferença entre ser professor e ser educador. O professor é um profissional comprometido apenas com o conhecimento e conteúdo. O educador é um profissional comprometido com o conhecimento a fim de evoluir a consciência do ser humano na sua complexidade. 

Uma sociedade é formada por indivíduos muitas vezes, cheios de culturas, muitos conhecimentos, muitos argumentos e sem nenhuma consciência. Esta pessoa teve no seu convívio escolar um professor e não um educador. Ela aprendeu os conhecimentos de forma superficial e faz o mesmo uso na sua vida. No momento atual, as escolas estão carentes de educadores, carentes de consciência e carentes de valorização. Ser professor significa distanciar-se da sua real função na educação, e ligar-se no mundo do saber muito e comprometer-se com pouco. Este pensamento leva o professor a separar-se de sua missão e ver que o resultado do seu trabalho não é sua responsabilidade. Sua mente é parada, pensa que sabe tudo e não precisa aprender mais. 

O educador sabe que seu o maior desafio é aprender sempre com seus educandos, pois, eles são gerações mais atualizadas do que a sua. Na visão dele, estas crianças são evoluções dos seres humanos. O educador sabe que somente com bom uso do conhecimento pode chegar a desenvolver nestes estudantes grandes consciências. O maior aliado do educador é o tempo. Sabe que grandes construções levam muito tempo e por isso a importância da confiança depositada nesta missão. Vendo a educação de hoje, percebe-se a necessidade urgente de educadores. Ser educador é ir além, é resgatar consciência, começando primeiramente com a sua própria. Aqui está o primeiro grande desafio da profissão, e muitos fazem a opção de serem apenas professores.

Estas palavras têm o intuito de chamar a consciência dos professores, para olharem a sua profissão, e ver a fundamental importância que ela exerce numa nação. Ver que sua profissão forma grandes sociedades. E ao contrário disso, também contribuiu para a deformação de muitas. A função do professor consciente é de resgatar e perceber sua importância na sociedade que está inserido. Ele precisa se perceber e transformar esta profissão em educadores de consciência. Desta forma estará exercendo o verdadeiro papel na prevenção social tão desejada, contra futuros profissionais inconscientes de suas funções. Educar as crianças é o mesmo que prevenir grandes desordens do futuro. Não há outro caminho a ser seguido.

Ser educador é trabalhar o desconhecido que mora dentro de cada criança, de modo que se torne claro aos seus olhos, para que assim se possa crescer. E ver a sua maravilhosa contribuição numa sociedade consciente e melhor. “Professor esta na hora de perceber dentro de si o que é ser verdadeiramente educador”. Valorize sua profissão e reconheça a sua função, que o reconhecimento que tanto se espera de outros comece primeiro com você. Reconheça os grandes educadores que contribuíram para que você hoje pudesse assumir esta profissão. E principalmente reconheça em você, o grande profissional que você se tornou. Trabalhe consciente que o reconhecimento tanto pessoal quanto profissional será uma realidade.

Rosangela Cristina da SilvaRosangela Cristina da Silva
serintegraltol@brturbo.com.br
www.institutoserintegral.com.br

Fonte: http://www.artigos.com/artigos/humanas/educacao/ser-educador-2289/artigo/#.U9K9L_ldXwg

Doenças Gastrointestinais - Cirrose

A formação de nódulos e de fibrose no fígado caracteriza um quadro de cirrose, doença comumente associada ao consumo desmedido de álcool e a algumas doenças, como a hepatite C e a hepatite B. Num caso de cirrose, as células do fígado são destruídas e o órgão tem suas funções comprometidas ou mesmo paralisadas.


Fatores de risco

O consumo de álcool em excesso, o alcoolismo e o contágio por hepatite, principalmente hepatite C, aparecem como os principais fatores de risco para o problema. Hepatite B é outro fator de risco, assim como o consumo de alguns tipos de medicamentos.

Diagnóstico de Cirrose

O diagnóstico de cirrose combina avaliação médica, realização de exames laboratoriais e de exames de imagem, como o ultra-som. Em alguns casos, é necessária a realização de biópsia das células do fígado, para avaliar também o desenvolvimento de um possível câncer.

Tratamento de Cirrose

A reversão da cirrose ainda não se mostrou viável. O tratamento consiste em medidas para evitar o avanço do problema. A cura da cirrose, atualmente, só é possível a partir do transplante de fígado. No que se refere à dieta, é indicado evitar o excesso de sal, frituras e carne vermelha. O consumo de álcool é completamente proibido e as refeições devem ser realizadas sempre em pequenas porções, divididas ao longo do dia.

Consequências da Cirrose





A melhor prevenção das cirroses de origem viral é através da vacinação contra Hepatite B, dos rigorosos critérios de controle do sangue usado em transfusões, do uso de preservativos nas relações sexuais e do uso individualizado de seringas pelos usuários de drogas injetáveis. Destas formas, a cirrose causada pelas hepatites B e C podem ser minimizadas.

É necessário o tratamento dos portadores das hepatites crônicas B e C, antes que evoluam para cirrose. E nos portadores de cirrose inicial, para prevenir que cheguem a estágios mais avançados.

No caso do álcool, deve-se evitar o seu uso excessivo. É exigida a parada total do seu consumo em indivíduos com hepatite B ou C.

Apesar de apenas uma minoria das pessoas que bebem demais terem cirrose, o risco aumenta proporcionalmente à quantidade e ao tempo de consumo. Não é possível precisar que quantidade de álcool causará cirrose em determinada pessoa, entretanto, doses acima de 20g de álcool por dia, o equivalente a duas latas de cerveja ou duas taças de vinho, ou duas doses de destilado, são suficientes para, em certos homens, causar doença. Em mulheres, a metade desta dose, ou seja, 10 gramas de álcool por dia, já pode provocar cirrose.

Deve-se lembrar que pessoas aparentemente “resistentes” ao álcool, ou seja, que ingerem frequentemente bebidas, porém não ficam embriagadas (bêbadas), podem não ter o fígado tão resistente, e desenvolver cirrose sem nunca terem ficado bêbadas.

Leia Mais: Cirrose | ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br/gastroenterologia/cirrose#ixzz37vhegAsB 
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Doenças Gastrointestinais - Hepatite


O nome "hepatite" é utilizado para designar processos degenerativos no fígado, que podem ter diversas origens. A hepatite pode ser causada por patógenos, como os vírus, ou por agentes tóxicos, como o álcool e alguns medicamentos. Dependendo do tipo de hepatite, ela pode representar uma ameaça maior ou menor à saúde humana.

A seguir, trataremos dos tipos mais comuns de hepatites virais, as hepatites A, B e C. Os vírus que atacam o fígado são chamados de hepatovírus. Eles se reproduzem no interior de células do fígado, chamadas de hepatócitos. O sistema imunológico do indivíduo contaminado passa a atacar e a destruir os hepatócitos contendo o vírus, dando início a um processo de inflamação no órgão.
Hepatite A

A hepatite do tipo "A" é transmitida pelo "vírus da hepatite A", ou HAV (da sigla em inglês para hepatitis A vírus). O contágio se dá através de água ou alimentos contaminados, ou do contato com fluídos de indivíduos doentes. Em regiões com condições precárias de saneamento básico, a hepatite A pode se tornar epidêmica.

O HAV pode se manter incubado por um período que varia de 10 a 50 dias. Neste período, apesar de o portador não apresentar sintomas, ele pode transmitir o vírus.

Os principais sintomas da hepatite A são: pele e olhos amarelados, vômitos, cansaço, urina com coloração escura e fezes esbranquiçadas. A hepatite A é considerada uma forma branda de hepatite e não resulta em consequências mais graves.

Não existe tratamento específico para a hepatite A. Este é realizado apenas com repouso e alimentação balanceada. Geralmente, o organismo se recupera após 4 a 15 semanas. O tempo de recuperação depende de características pessoais do indivíduo contaminado e da quantidade de vírus presente no organismo.

A prevenção da hepatite A inclui, principalmente, medidas de higiene pessoal, como lavar as mãos antes das refeições, e a ingestão de água e alimentos de origem confiável.
Hepatite B

A hepatite do tipo "B" é provocada pelo "vírus da hepatite B" ou HBV. O contágio se dá através do contato com sangue contaminado. Assim, a transmissão pode ocorrer, por exemplo, através de relações sexuais sem proteção, da transfusão de sangue contaminado e da utilização de materiais cirúrgicos e odontológicos não esterilizados. O HBV é resistente e pode sobreviver por até uma semana fora do hospedeiro, o que torna as chances de contágio ainda maiores.

A hepatite B pode levar a consequências graves, como insuficiência hepática, cirrose ou até mesmo câncer de fígado. O indivíduo portador pode passar anos sem apresentar sintomas, podendo, no entanto, transmitir o vírus.

A hepatite B pode ser aguda, fulminante ou crônica. A aguda refere-se às primeiras manifestações da doença. Os sintomas podem ser semelhantes aos da hepatite A, ou podem estar ausentes.

Em alguns casos, a reação do sistema imunológico é tão intensa que provoca a rápida destruição de uma grande quantidade de células do fígado. É a chamada hepatite B fulminante. Esta manifestação da hepatite B pode ser fatal se não for tratada a tempo.


Não existe tratamento específico para a hepatite B aguda. Assim como na hepatite A, a maioria dos pacientes adultos e sem outras doenças se recupera totalmente. A recuperação está relacionada com características individuais, como idade e estado de saúde, bem como com a quantidade de vírus presente no organismo.

No entanto, algumas pessoas não conseguem liquidar completamente o HBV e passam a ser portadoras crônicas da doença. É nestes casos que se corre o risco do desenvolvimento de doenças potencialmente fatais, como a cirrose e o câncer.

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorrem cerca de 1 milhão de mortes em decorrência das complicações da hepatite B crônica ao redor do mundo. O tratamento da hepatite B crônica é realizado por meio de medicamentos que dificultam a replicação viral.

A prevenção da hepatite B é realizada por meio de medidas que evitem o contato com o sangue contaminado, mas também utilizando uma vacina. A vacinação é recomendada para todas as crianças e adolescentes. Adultos que atuam em profissões nas quais entram em contato frequente com sangue - como médicos, dentistas, manicures e tatuadores - também devem ser vacinados.
Hepatite C

A hepatite do tipo "C" é provocada pelo "vírus da hepatite C" ou HCV. O contágio se dá através do contato com sangue contaminado pelo HCV. Suas formas de transmissão e sintomas são similares aos da hepatite B.

No entanto, a chance de desenvolvimento da forma crônica da hepatite C é muito maior do que na do tipo B. Assim, a probabilidade de consequências graves, como cirrose e câncer de fígado, são maiores neste tipo de hepatite.

Para a hepatite C ainda não existe vacina, pois o HCV apresenta uma alta taxa de mutação. Portanto, neste caso, a prevenção é a única forma de controle. O tratamento da hepatite C, assim como a da B, é realizado utilizando-se medicamentos que impedem a replicação viral.
Diagnóstico

O diagnóstico da hepatite é realizado principalmente através de exames laboratoriais. Alguns destes exames detectam a presença de enzimas hepáticas no sangue. A presença destas enzimas na corrente sanguínea indica que os hepatócitos estão sendo destruídos.

Porém, para avaliar se a hepatite é realmente viral, é indicada a realização de exames sorológicos. Esses exames detectam a presença no sangue de anticorpos anti-HAV, anti-HBV e anti-HCV. Em alguns casos, realiza-se a biópsia de fragmentos de tecido do fígado, a fim de se analisar o grau dos danos causados ao órgão.





Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/hepatite-virus-atacam-celulas-do-figado.htm

Doenças do Aparelho Digestório - Salmonelose

É uma infecção causada por diferentes espécies de Salmonella. Distribuídas por todo o mundo, a multiplicação do agente causador fora do corpo é facilitada quando em altas temperaturas. Desta forma, pode-se dizer que as regiões subtropicais e tropicais são as mais afetadas.


Tanto em países desenvolvidos com em subdesenvolvidos, a salmonelose é uma das principais formas de intoxicação alimentar. Os mais importantes veículos de transmissão desta infecção são os produtos de laticínio e de origem animal. Ao ingerir água contaminada ou alimentos com restos de fezes de animais infectados uma pessoa pode vir a desenvolver um quadro de salmonelose. Maus hábitos de higiene também estão associados à transmissão desta doença. Alimentos como ovo, carne e vegetais, por exemplo, podem estar contaminados com estes microrganismos e ainda assim possuírem uma aparência extremamente normal. Deve-se tomar atenção ao ingerir alimentos crus, como kibes, e evitar comer carnes mal passadas. Produtos de origem vegetal também podem ser contaminados em diferentes etapas do cultivo.

Após a ingestão das Salmonella estas penetram no epitélio do intestino delgado, causando assim uma pequena inflamação. Os sintomas tendem a se manifestar cerca de 6 horas após o contágio ou até mesmo 72 horas depois. Pode ocorrer das bactérias atingirem a corrente sanguínea e infectarem outros órgãos, aumentando com isto a gravidade da doença.

AGENTE CAUSADOR

As bactérias do gênero Salmonella são as causadoras desta complicação. Estes microrganismos pertencem à família Enterobacteriaceae e são constituídos por bastonetes de, em média, 0,5 micrômetros por 1 micrômetro. Anaeróbios facultativos, a grande maioria é móvel. O contágio ocorre quando há a ingestão de alimentos ou água contaminada e também devido a maus hábitos de higiene. Deve-se ficar atento ao consumo de alimentos crus e de alimentos que tenham ficado muito tempo à mostra, como em restaurantes por kilo.

A grande maioria dos casos de infecção fica restrita somente ao intestino delgado. Contudo, dependendo do agente causador e do estado do organismo agredido pode haver multiplicação em outros locais como baço, cérebro e fígado.


COMO SE DESCOBRE A DOENÇA (DIAGNÓSTICO)

Para ter certeza de que se trata de um caso de salmonelose o médico irá realizar o isolamento da bactéria. Para tal isolamento deve-se colher material clínico, este irá variar de acordo com o tipo de infecção, podendo ser fezes, sangue ou líquor, por exemplo.


Como existem diversas espécies de Salmonella a identificação do real agente causador pode ser um pouco complicada. Para tanto pode ser preciso um certo número de repetições de exames laboratoriais. Geralmente diante dos sintomas logo há a suspeita do diagnóstico de salmonelose. Uma breve conversa com o paciente para avaliar suas últimas refeições e hábitos de higiene pode ajudar na certeza do quadro.

Para um correto e eficiente tratamento é de extrema importância fazer o diagnóstico diferencial de outras moléstias como, por exemplo, colite ulcerativa, gastrenterite viral ou disenteria amebiana. Após a certeza do quadro deve-se dar início imediato ao tratamento, já que a salmonelose pode acabar se tornando algo muito mais grave caso atinja outros órgãos.




SINTOMAS

Os sintomas da salmonelose podem muitas vezes parecer bastante com os de outras complicações médicas. Por isto, diante de qualquer comportamento anormal do seu organismo consulte rapidamente um médico. É importante realizar o diagnóstico diferencial para dar início ao correto tratamento.

Após o contágio o período de incubação pode variar um pouco. Os sintomas tendem a se manifestar cerca de 6 horas a até 72 horas após a ingestão dos microrganismos. Os mais comumente notados nestes casos são:
  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Vômitos;
  • Cólicas;
  • Náuseas;
  • Diarreia, podendo ou não apresentar sinais de sangue.
Diante destes sintomas consulte imediatamente um médico. A intensidade pode variar de pessoa para pessoa e depende bastante do estágio da infecção. Geralmente a salmonelose não deixa graves sequelas, entretanto, pacientes imunodeprimidos, idosos, crianças e portadores de anemia falciforme necessitam tomar maiores cuidados.


PREVENÇÃO

São simples as medidas que podem ser tomadas com o intuito de se prevenir casos de salmonelose. Bons hábitos de higiene, por exemplo, auxiliam na prevenção não somente desta como de diversas outras doenças. Portanto, nunca deixe de lavar as mãos após ir ao banheiro e antes de todas as refeições.

Quando for beber leite somente o faça se estiver fervido ou se for do tipo pasteurizado. Evite consumir alimentos crus, principalmente carnes, tanto de bois, de porcos ou aves. Carnes mal passadas também devem ser evitadas. Todos os alimentos à base de frango ou de galinha necessitam ser devidamente cozidos durante o preparo.

Os ovos são uma das principais formas de contágio, portanto, adquira o hábito de comê-los apenas cozidos. Maioneses que são feitas em casa costumam ter ovos na receita, fique atento a isto. Todas as verduras e legumes precisam ser super bem lavados antes do consumo. Deixá-los mergulhados em água com um pouco de hipoclorito de sódio pode ser uma boa medida preventiva. Faça o mesmo antes de comer suas frutas.

Após utilizar utensílios de cozinha para preparar carnes cruas não se esqueça de lavar com atenção o objeto. Todos os ovos necessitam ser armazenados sob refrigeração. Através destas simples medidas uma salmonelose pode ser evitada.

Doenças do Aparelho Digestório - Gastrite



Ao ingerir algum alimento nosso organismo produz ácidos para fazer a digestão. Esse processo acontece no estômago que é protegido por uma mucosa para evitar inflamações e danos nas paredes do estômago. A gastrite é a inflamação do tecido interno (revestimento mucoso) do estômago.

A mucosa do estômago oferece resistência à irritação e normalmente pode suportar um elevado conteúdo ácido. No entanto, pode irritar-se e inflamar-se por diferentes motivos.

O segundo estagio da gastrite é a gastrite aguda. Geralmente quando um indivíduo sofre de gastrite e não recebe o tratamento adequado, tende a piorar e agravar a gastrite, tornando essa aguda.

A gastrite aguda é muito perigosa à saúde e bem estar do paciente já que a mesma provoca dores muito fortes e pode ser provável que se desenvolva uma úlcera e até mesmo um câncer de estômago em casos mais graves.

A gastrite aguda pode apresentar com os seguintes sintomas:
  • Falta de apetite
  • Enjoo
  • Dores abdominais fortes
  • Vômitos
  • Inchaços
  • Arrotos e outros.
De um modo geral a gastrite aguda pode ser derivada de muitas causas, as mais comuns são:
  • Provocadas pela bactéria Helicobacter pylori.
  • Pessoas que sofrem de refluxo biliar.
  • Má alimentação.
  • Tratamentos prolongados com remédios que fazem danos as paredes do estômago.
  • Consumo de bebidas como café, refrigerantes e álcool em excesso.
  • Fatores emocionais.
A gastrite é diagnosticada através de um exame chamado endoscopia. A endoscopia é feita com um aparelho chamado endoscópio que é um tubo flexível que contém microcâmaras em suas extremidades que captam as imagens internas do estômago. O tubo é introduzido pela boca do paciente até o estômago, esse caminho é captado pelas câmeras do endoscópio permitindo que o médico diagnostique a gastrite.

Depois de diagnosticada a gastrite dependendo do grau o médico avaliará qual o melhor tratamento para o paciente.

De um modo geral, a gastrite é tratada inicialmente a base de uma dieta sana e equilibrada. Algumas precauções devem ser tomadas no tratamento da gastrite aguda, para isso algumas coisas devem ser estritamente evitadas, como:
  • Evitar o consumo excessivo de café, álcool e bebidas ácidas e gasosas. Esses tipos de bebidas pioram e complicam mais a gastrite aguda.
  • As pessoas que sofrem de gastrite aguda devem cortar totalmente o vicio de fumar.
  • Em alguns casos, os pacientes que se medicam com remédios que agridem o estômago devem ser temporariamente suspendidos. Em todo caso, o médico irá indicar a suspensão.
  • Evitar comer chocolates.
  • Evitar comidas que contenha gordura ou comidas fritas.
Quer saber mais sobre os sintomas, causas e tratamento da gastrite? Confira um vídeo de um especialista que explica detalhe por detalhe sobre a enfermidade, assista a seguir.



A gastrite bacteriana segue-se normalmente a uma infecção por organismos como o Helicobacter pylori (bactérias que crescem nas células secretoras de muco do revestimento do estômago). Não se conhecem outras bactérias que se desenvolvam em ambientes normalmente ácidos como o do estômago, embora muitos tipos possam fazê-lo no caso de o estômago não produzir ácido. Tal crescimento bacteriano pode provocar gastrite de forma transitória ou persistente.

A gastrite erosiva crônica pode ser causada por substâncias irritantes como os medicamentos, sobretudo a aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides (AINE), à doença de Crohn e a infecções bacterianas e virais. Este tipo de gastrite, que se desenvolve lentamente, pode verificar-se hemorragias ou ulcerações. É mais frequente em pessoas que abusam de álcool.

A gastrite viral ou por fungos pode desenvolver-se em doentes crônicos (doença crônica é uma doença que não é resolvida num tempo curto) ou imunodeprimidos (um indivíduo que tem as suas defesas imunológicas fracas e é facilmente contagiado por vírus ou bactérias).

A gastrite também pode ser induzida pela ingestão de agentes corrosivos, como os produtos de limpeza, ou pelos elevados níveis de radiação (por exemplo, na radioterapia). E também por causa do tipo de alimentos que são consumidos frequentemente.

Os vilões da alimentação que podem causar gastrite:

Alimentos que são "amigos" do estômago:

Sintomas

Os sintomas variam conforme o tipo de gastrite. No entanto, normalmente uma pessoa com gastrite sofre de indigestão e de dores na parte alta do abdômen.

Como a gastrite aguda por stress é provocada por outra doença subjacente, os traumatismos ou as queimaduras em geral camuflam os sintomas gástricos. No entanto, a pessoa pode sentir dores na parte alta do abdômen. Pouco depois de um traumatismo, no revestimento do estômago podem surgir pequenos pontos hemorrágicos. Em poucas horas, estas pequenas lesões hemorrágicas podem converter-se em úlceras. As úlceras e a gastrite podem desaparecer se a pessoa recuperar rapidamente do traumatismo. Se assim não for, as úlceras podem tornar-se maiores e começar a sangrar, normalmente entre 2 e 5 dias depois da lesão. A hemorragia pode fazer com que as fezes sejam de cor negro-alcatrão, tingir de vermelho o líquido do estômago ou, se for muito abundante, fazer baixar a tensão arterial. A hemorragia pode ser maciça e mortal.

Os sintomas da gastrite erosiva crônica incluem náuseas ligeiras e dor na parte alta do abdômen. No entanto, muitas pessoas (como os consumidores crônicos de aspirinas) não sentem dor. Algumas pessoas podem apresentar sintomas parecidos com os de uma úlcera, como dor, quando o estômago está vazio. Se a gastrite se complicar com úlceras sangrantes, as fezes podem adotar uma cor negro-alcatrão (melena) ou então podem verificar-se vômitos de sangue vermelho (hematemese) ou de sangue parcialmente digerido (como borra de café).

Diagnóstico

O médico suspeita da gastrite quando o paciente tem dores na parte alta do abdômen, bem como náuseas ou ardor. Se os sintomas persistirem, muitas vezes não são necessárias análises e começa-se o tratamento em função da causa mais provável.

Se o médico tiver dúvidas, pode ser necessário um exame ao estômago com um endoscópio. Se for preciso, pode ser feita uma biopsia (obtenção de uma amostra do revestimento do estômago para ser examinada).

Se a gastrite se mantiver ou reaparecer, o médico procura a causa, por exemplo uma infecção, e analisa os hábitos dietéticos, o consumo de medicamentos e a ingestão de álcool. A gastrite bacteriana pode ser diagnosticada com uma biopsia. Muitas pessoas com gastrite bacteriana têm anticorpos contra a bactéria causadora do problema; estes podem ser detectados com uma análise ao sangue.

Tratamento

Muitos especialistas tratam uma infecção por Helicobacter pylori se provocar sintomas. A infecção pode ser controlada ou eliminada com bismuto e antibióticos, como a amoxicilina e o metronidazol. Por vezes, pode ser difícil eliminar o Helicobacter pylori do estômago.

A maioria das pessoas com gastrite aguda por stress cura-se por completo quando se consegue controlar a doença subjacente, a lesão ou a hemorragia. No entanto, 2% das pessoas nas unidades de cuidados intensivos têm hemorragias abundantes por este tipo de gastrite, o que muitas vezes é mortal. Portanto, quando existe uma doença grave, uma lesão importante ou queimaduras extensas, os médicos procuram prevenir a gastrite aguda por stress. Para a prevenir e tratar, na maioria das unidades de cuidados intensivos, e depois duma intervenção cirúrgica, costumam ser administrados antiácidos (que neutralizam a acidez do estômago) e potentes fármacos antiulcerosos (que reduzem ou anulam a produção de ácido do estômago). Nos doentes com fortes hemorragias devidas a uma gastrite por stress, foi utilizada uma ampla variedade de tratamentos. No entanto, só algumas pessoas têm um bom prognóstico: tais hemorragias podem ser mortais. De facto, as transfusões de sangue podem piorar a hemorragia. Os pontos de hemorragia podem ser temporariamente fechados mediante a aplicação de calor durante a endoscopia, mas a hemorragia reaparecerá se o problema subjacente não for resolvido. Se a hemorragia persistir, deve ser induzida a coagulação do vaso sanguíneo lesionado ou pode ser necessário extirpar todo o estômago, com o fim de salvar a vida da pessoa.
A gastrite crônica erosiva pode ser tratada com antiácidos. O enfermo deve evitar certos fármacos (por exemplo, a aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides) e comidas irritantes. Os comprimidos de aspirina com um revestimento protetor provocam menos úlceras do que os que o não têm. O misoprostol provavelmente reduz o risco de úlceras provocadas pelos medicamentos anti-inflamatórios não esteróides.


Não tenha gastrite! Procure evitar:

- Frituras e alimentos gordurosos;

- Ingerir líquidos em excesso durante as principais refeições;

- Bebidas que contenham cafeína, como refrigerantes, café, chá mate;

- Bebidas alcoólicas;

- Condimentos (pimenta do reino, mostarda, pimenta malagueta, orégano, catchup);

- Alimentos excessivamente gelados ou quentes;

- Substituir as refeições por lanches rápidos;

- Períodos de jejum ou excesso de alimentação;

- Alimentos ricos em enxofre: cebola, repolho, brócolis, feijão, couve-flor, espinafre, agrião, cozido, pimentão.

- Situações estressantes;

- Fumo, álcool;

- Medicamentos sem orientação médica.

Atenção: Nenhuma orientação substitui uma consulta clínica individualizada realizada por um profissional de saúde!




Fonte: Editado de http://www.manualmerck.net/?id=128&cn=1087
                                http://gastrites.com.br/o-que-e-a-gastrite-aguda/

Nelson Mandela

    Nelson Mandela é o homenageado desta sexta-feira, 18 de julho, quando se comemora o Dia Internacional de Nelson Mandela. Ícone da luta pela igualdade racial na África do Sul e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, ele teve o seu aniversário transformado em data comemorativa em 2009 pela ONU.

 Luta contra o racismo desde a juventude

Nelson Rolihlahla Mandela é um símbolo da luta contra o Apartheid, que separava negros e brancos na África do Sul. Líder de grupos rebeldes no país e grande ativista na luta pelos direitos dos negros, foi preso em 1964 e só foi solto em 1990. Aclamado por uma grande multidão, ergueu o punho cerrado mostrando que a sua batalha continuaria.
Mas tudo começara muito antes dali. Nascido em 18 de julho de 1918 em uma família de nobreza tribal, aos 23 anos foi para Joanesburgo fugindo de casamento organizado por seus familiares. Ao chegar à capital, rodou de emprego em emprego, estudou Artes na Universidade da África do Sul e também fez um curso jurídico em Witwatersrand.
Então, criou um escritório de advocacia para negros, o primeiro do país. E, assim, começou a perceber como a Justiça local pendia para os brancos. Notou que havia um grande abismo entre as duas raças no país. Foi ali que viu que poderia lutar contra isso. Decidiu entrar no Congresso Nacional Africano, um movimento político sul-africano fundado justamente para lutar pela causa negra.
27 anos de prisão
Em 1949, o Apartheid, que separava negros e brancos na África do Sul, foi aprovado oficialmente. Leis segregacionistas passaram a ser impostas pelo governo, com tomada de terras de negros, mestiços e indianos, e a situação só piorou nos anos anteriores. Em 1954, Mandela, junto a Walter Sisulu e Albert Luthuli, criam o Congresso do Povo, visando unir os não-brancos contra o sistema político racista que se instaurou.
Mandela e De Klerk, com quem negociou sua saída da prisão (Foto: Wikimedia/World Economic Forum)Mandela e De Klerk, com quem negociou sua saída da prisão (Foto: Wikimedia/World Economic Forum)
A briga contra os poderosos fez com que Mandela passasse a ser caçado pelas autoridades do país, especialmente após passar a apoiar o braço militar da revolução, o “Lança de Uma Nação”. Em 1962, foi detido. Em 1964, condenado à prisão perpétua. Então, foi para a cela 466/64 da prisão da Ilha Robben e ficou lá até 1982, quando foi transferido para Pollsmor.
A partir de 1986, começou a tentar negociar com o governo a sua saída da prisão e o fim do Apartheid. Demorou, mas ele conseguiu. Nas negociações com Frederik de Klerk, que assumiu o lugar do então mandatário sul-africano Pieter Willem Botha, conseguiu a sua libertação. Em 11 de fevereiro de 1990, o ativista, enfim, foi solto, e deixou a prisão.
Presidência, Nobel e reconhecimento mundial
A partir dali, era questão de tempo até Mandela tomar o lugar que lhe era de direito: a presidência. Em 1991, virou presidente do CNA. Em 1992, um referendo entre os brancos, com mais de 68%, aprovou uma futura constituinte. Em 1993, ele ganha o Prêmio Nobel da Paz. E em 1994, com 62% dos votos, ganha a eleição em meio à tensão dos grupos de extrema direita e dos próprios revolucionários.
Mandela tem reconhecimento mundial (Wikimedia/South Africa The Good News)
Mandela tem reconhecimento mundial (Wikimedia/
South Africa The Good News)
Depois, aprovou uma nova Constituição, adotou um novo hino nacional, criou uma comissão para investigar os crimes do Apartheid, e recolocou a África do Sul no caminho para a democracia. Recebeu mais de 250 prêmios e condecorações por seu trabalho. Além do Nobel, ganhou reconhecimentos de importância como o Presidential Medal of Freedom dos Estados Unidos e a Ordem de Lenin da União Soviética.
Deixou a presidência em 1999, quando já lutava contra problemas de saúde. Em 2001, foi diagnosticado com um câncer de próstata, e lutou por anos contra a doença. Em 2011, o ativista teve uma grave infecção respiratória. Em 2012, uma nova internação, com dores abdominais. Em meados de 2013, sofreu uma infecção pulmonar.
E após anos de luta e dedicação à política, Mandela faleceu em 5 de dezembro de 2013. Sua luta e trajetória de vida, porém, seguem vivas, e assim permanecerão para sempre. Não somente para os sul-africanos como para todo o mundo.

Frases marcantes de Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor da pele, origem ou religião dela”; “As pessoas certamente aprendem a odiar. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar já que o amor surge de forma mais natural no coração das pessoas que seu oposto”; “A educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”.

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