Dietas, Alimentação e Dentição.

Como os hábitos alimentares podem influenciar na qualidade de sua dentição.

O que você come pode denunciar a condição da sua saúde bucal. A sua alimentação, aliada à higienização bucal, é a grande responsável pelas condições perfeitas ou não dos seus dentes. Muitos passam a maior parte do tempo, preocupados com dietas e ginásticas para manter o corpo durinho e bonito, mas muitos se esquecem que os dentes também precisam de cuidados, ''exercício físico'' e também de uma boa alimentação para ter um sorriso de estrela: saudável, bonito e branco.

Isso significa que as dietas, os alimentos e a manutenção de dentes bonitos possuem uma incrível relação entre si. Tudo o que é consumido pelo corpo reflete na qualidade dos dentes, tanto para o bem quanto para o mal. ''Se sua dieta contiver poucos nutrientes essenciais ao corpo, a boca estará mais vulnerável a infecções'', salienta o Dentista-Cirurgião e Diretor-Executivo da Dentalpar, Dr. Armando Rodrigues Filho. ''Do que adianta um corpo esbelto, se a pessoa não consegue sorrir com segurança, esbaldando beleza estética e saúde?'', completa Dr. Armando.


O poder da mastigação

Dietas à base de sopa e líquido versus dietas com alimentos fibrosos

A mastigação é importantíssima para a saúde da mandíbula e da arcada dentária. Alimentar-se apenas com alimentos moles, que não exigem o trabalho dos dentes pode contribuir para a deteriorização dos dentes, pois consequentemente, os dentes não terão uma nutrição adequada se os mesmos não forem usados durante a mastigação.

Os alimentos propícios a estimular o exercício dos dentes são os alimentos crus. Uma dieta baseada em alimentos duros e fibrosos não só fortalece a mandíbula e os dentes, como também, ajuda a higienizar os dentes, entre eles estão: vegetais crus e frutas, como a maçã. Mas, vale ainda ressaltar que não vale se prender ao consumo da maçã, por exemplo, e esquecer da escovação, afirma Dr. Armando. Além disso, alimentos bem triturados auxiliam no sucesso das dietas. ''Para ter uma boa nutrição é preciso uma boa estrutura dentária e, para uma boa nutrição é essencial uma excelente dentição. Dessa forma, é essencial consumir bons alimentos que contém principalmente cálcio, para fortalecer a estrutura óssea do corpo, bem como os dentes'', justifica o Diretor-Executivo da Dentalpar.

Dietas à base de alimentos ácidos

As causas da erosão no esmalte do dente

Imagem relacionadaAs dietas que trazem alimentos e bebidas ácidas podem ser perigosas, pois estão relacionados à erosão dos dentes e/ou a retirada do esmalte que protege a estrutura interna dos dentes. Frutas ácidas, como limão, laranja, abacaxi, carambola, bebidas como vinhos tinto e branco, café e refrigerantes, em geral podem ser perigosos se não forem consumidos de forma balanceada e acompanhados pelo consumo de alimentos responsáveis pelo fortalecimento da estrutura dentária. 

No entanto, o Dr. Armando dá uma dica para o pós-consumo desses produtos: ''enxague a boca após o consumo de alimentos ácidos e espere 30 minutos para então escovar os dentes. Dessa forma, evita-se um maior desgaste do esmalte responsável para proteção dos dentes e evita-se a sensibilização da arcada dentária'', afirma. O Dr. Armando também alerta para a importância da higienização bucal após alimentar-se. Ao consumir chás, cafés e bebidas escuras, sem o cuidado adequado, o acúmulo de substâncias escuras podem também manchar o esmalte do dente, tornando-os mais amarelos e até enegrecidos.

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Entre as principais conseqüências da erosão são hipersensibilidade, descoloração do dente, desgaste e deformação estrutural do dente. Na contramão, dietas em que constam alimentos integrais - massas, cereais e arroz -, legumes, vegetais, frutas variadas em destaque às fibrosas - como maçã e pêra - além de peixes, castanhas, grãos e sementes, queijo, iogurte, leite - fontes de cálcio e vitamina D - fortalecem os dentes e suas estruturas, auxiliando no combate à erosão.


Dietas com ausência de vitaminas e minerais

A saúde bucal sofre com a falta de nutrientes capazes de proteger contra doenças bucais

As vitaminais e os sais minerais são substâncias importantíssimas para a ''regularização'' do seu organismo. Suas funções são de proteger a pele, a visão e os dentes. Essas substâncias têm o poder de aumentar a resistência do organismo contra infecções e doenças. Entre os alimentos podemos citar frutas - maçã, laranja, banana, e verduras - alface, agrião, espinafre, couve. A desnutrição, principalmente a infantil, pode provocar problemas periodentais. ''Isso significa que as dietas pobres em minerais e vitaminas, como cálcio, vitamina D e fósforo pode também causar a hipoplasia* do esmalte. 
Resultado de imagem para cariesO resultado é representado pelos defeitos e irregularidades na superfície do dente'', explica o Dr. Armando.
*Hipoplasia dental, como explica Dr. Armando, é um defeito na formação dos dentes. Pessoas que possuem a hipoplasia dental apresentam manchas no esmalte do dente e estética dental danificada. Essas pessoas se tornam mais vulneráveis à contrair cáries.


A melhor dieta para a boa formação dos dentes

Alimentos benéficos - e maléficos - que auxiliam numa excelente saúde bucal

As conseqüências de uma má alimentação e uma dieta insuficiente é a formação de cáries e gengivite. Segundo as orientações do Dr. Armando Rodrigues Filho, uma boa dieta que favorece o fortalecimento dos dentes e suas estruturas são aquelas formadas por alimentos ricos em nutrientes, como: carboidratos, ácidos graxos essenciais (encontrados em produtos gordurosos), aminoácidos (existentes nas proteínas), vitaminas e muita água. Dessa forma, o especialista recomenda ingerir rotineiramente pães, cereais, verduras, frutas, derivados do leite, carne, aves, peixes, feijão, ovos e nozes.

É importante ressaltar que alimentos com elevado teor de carboidratos, açúcar e amidos devem ser evitados, pois são eles os responsáveis pela produção dos ácidos que formam a placa bacteriana que, por sua vez, ataca o esmalte dos dentes, formando no seu processo final, a cárie. Outra dica é evitar alimentos que grudam nos dentes, pois, estes também são grandes aliados à formação da placa bacteriana. ''Evitando estes alimentos, você estará expondo menos os dentes aos ácidos da placa bacteriana e estes terão menor força para atacar o esmalte, garantindo em maior porcentagem a saúde bucal'', afirma Dr. Armando.


Fonte: Dr. Armando Rodrigues Filho - Cirurgião Dentista e Diretor-Executivo da Dentalpar, operadora de assistência odontológica.

Dr. Armando Rodrigues Filho é Cirurgião Dentista e Diretor Executivo da Dentalpar; graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA); especializado em Ortodontia e Pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

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Evolução da alimentação Humana


    A evolução da alimentação humana desde os tempos do Homo primitivo até aos nossos dias é baseada no estudo dos fósseis do género Homo. Esse estudo paleontológico centra-se na forma e dentição dos maxilares, indo ao ponto de analisar a quantidade de esmalte dentário e a forma da coroa dos molares. Também se analisam os restos fossilizados de animais que serviram de alimento ao homem das cavernas. Neste último caso incluem ossos e até conchas de animais marinhos e, neste caso, em Portugal são célebres os concheiros de Muge que datam do Mesolítico.
   Como não podia deixar de ser, o homem primitivo, tal como qualquer outro animal, alimentava-se individualmente do que conseguia caçar e de plantas silvestres, vivendo só dos recursos naturais. Dependia das condições climatéricas, das secas e das inundações. Era um colector puro. 
    Com o passar de milénios, já no Neolítico, o homem aprendeu a domesticar os animais passando a depender da pastorícia, sem necessidade das longas e por vezes perigosas excursões de caça. Fazia já uma alimentação comunitária. Ao tornar-se sedentário e com a aparição da agricultura, a sua alimentação melhorou, porém continuava dependente das calamidades naturais, normalmente climatéricas, por não saber armazenar e conservar os alimentos.
     A paleontologia humana mostra curiosamente que a melhoria na qualidade da alimentação acompanhou um crescimento evolutivo do cérebro. Todos os australopitecos estudados apresentavam características esqueléticas e dentais estruturadas para processar alimentos vegetais duros e de baixa qualidade energética. Certamente ingeriam carne ocasionalmente, tal como os chimpanzés de hoje, e estudos em membros mais antigos do gênero Homo sugerem que o Homo ancestral consumia menos matéria vegetal e mais animal.
    Quando se estuda a evolução humana surge a pergunta: o que terá empurrado o Homo para uma maior qualidade dietética, necessária ao crescimento cerebral? Terá sido a mudança ambiental ? Ao que hoje se sabe, os Hominídeos surgiram na África e a crescente aridez da paisagem africana limitou a quantidade e variedade de alimentos vegetais comestíveis e também de animais. Aqueles seres que na linha evolutiva deram origem aos robustos australopitecos desenvolveram modificações anatômicas que permitiram a subsistência com alimentos de mastigação mais difícil, porém em maior disponibilidade. O Homo erectus desenvolveu a primeiro sistema de comunidade baseado na caça e coleta, em que os recursos eram compartilhados entre os membros do grupo. A adição de pequenas porções de comida animal à dieta de frutos e outros vegetais, combinada com a divisão dos recursos que é peculiar dos grupos de caça e colecta, teria significantemente aumentado a qualidade e estabilidade da vida dos hominídeos. Uma melhor qualidade dietética, por si só, não explica por que os cérebros dos hominídeos cresceram, mas parece ter desempenhado um papel crítico na eclosão daquela mudança. 


     Um dos momentos cruciais na evolução da alimentação do homem foi o controle do fogo durante o período Paleolítico, há cerca de 2,5 milhões de anos . Não se sabe exatamente quando os precursores do Homo sapiens deixaram de consumir alimentos tal como ficavam quando os caçavam e colectavam. Descobertas arqueológicas em cavernas da China fazem supor que o homem de Pequim, (250 mil e 500 mil anos atrás), já utilizava o fogo para se aquecer e cozinhar carnes e vegetais . Esses são os primeiros sinais de que o homem procurava modificar os alimentos que consumia, sendo isso muito visível no período Neolítico.   
  Ao perceber que carnes e vegetais cozidos duravam mais tempo, passou a usar o processo. Com a defumação, pela exposição das carnes e peixes à fumaça resultante da queima de madeira e carvão, fazia-se a desidratação, criando nos alimentos uma capa protectora para durar mais. 
     Na Europa, a partir da Idade Média, criou-se o hábito de comer carne de porco e para a conserva, parte era salgada, parte defumada e o restante usado no preparo de enchidos. Supõe-se que a primeira forma de salga consistia em enterrar os produtos da caça na areia da praia, para que o sal do mar penetrasse nos alimentos. 

    Na Antiguidade, fenícios, egípcios e gregos secavam peixes para poderem transportá-los com segurança. No entanto, a história mostra que o hábito do sal para preservar alimentos vem quase sempre combinado com a exposição ao sol e daí o hábito, presente até há poucos anos em Portugal, da salga do bacalhau realizada ao ar e ao sol. Na Mesopotâmia, por volta de 2000 a.C, os peixes eram abertos e conservados em salmoura a que por vezes se juntavam ervas aromáticas, tão ao gosto dos romanos . E quem fala de peixe, fala de carne, por exemplo a de bovino, ainda hoje assim preparada no Brasil, a célebre carne de sol. A utilização de baixas temperaturas para a conservação de alimentos também se perde na história. Foi no período Neolítico que o homem descobriu que a carne de caça e os vegetais guardados em locais frios se conservavam por mais tempo. Assim, o homem pré-histórico depositava seus alimentos nas partes mais escuras e frescas das cavernas. Hoje usamos os gigantescos armazéns frigoríficos, os porta contentores refrigerados e até aviões de carga com porões refrigerados pelas baixas temperaturas que existem nas altas zonas da atmosfera.
     Após um grande estímulo inicial no crescimento do cérebro, a dieta e a expansão desse órgão provavelmente interagiram em sinergia; cérebros maiores produziram comportamento social mais complexo, o que conduziu a outras estratégias em tácticas de obter alimento e a uma melhor alimentação que, por sua vez, fomentou a evolução adicional do cérebro, como afirmam alguns estudiosos, a evolução do Homo erectus na África, hà 1,8 milhões de anos atrás, marcou a terceira viragem na evolução humana: o movimento inicial dos hominídeos para fora da África em busca de mais alimentos. 
   A evolução da alimentação provocada pelo êxodo foi muito lenta, e a prova do que afirmamos é que, milhares de anos depois, a população da Europa ainda não conseguia saciar a fome, para já não falar na China onde, até à primeira metade do século XX, raramente havia um ano sem fome. 


    
   Ainda hoje ela não desapareceu da Ásia, da Indonésia, da África e de alguns países da América do Sul. Mas felizmente, exceto quando há calamidades ou guerras, as grandes fomes absolutas parecem estar em vias de desaparecimento, embora muitas populações sofram ainda de subalimentação, como acontece nos países subdesenvolvidos. 

    Em entreposto, as crises de fome acabaram nos países considerados desenvolvidos, desde que as máquinas agrícolas fizeram a sua aparição e vieram permitir uma cultura intensiva do solo. 
     Transportes rápidos, adubos químicos, irrigação, selecção de plantas e animais, combate aos parasitas agrícolas por meio de insecticidas químicos, criação da indústria das conservas, da indústria do frio, tudo isso transformou a alimentação humana. Esta transformação foi ainda acelerada pela industrialização da produção agrícola. Poucos produtos são hoje consumidos sem preparação industrial: legumes e frutos, carne, peixe, ovos, leite. 
    A maior parte dos outros (e até parte destes) é preparada industrialmente, tratada por meios mecânicos, esterilizada pelo calor ou por raios ultravioleta, congelada, perfumada, colorida, purificada por produtos químicos, pasteurizada, destilada. A ciência química cria cada vez mais elementos de síntese, em particular produtos vitaminados.      A introdução da química na alimentação trouxe vários perigos com o uso dos adubos químicos, dos pesticidas e dos aditivos.
    Se é verdade que os adubos químicos vieram possibilitar maior rendimento das colheitas , a verdade é que a qualidade dos alimentos piorou pois estes produtos alteram a qualidade dos alimentos, são incapazes de restaurar integralmente os solos e contribuem em grande escala para a poluição das águas, quando são arrastados pelas chuvas para os rios.
  O DDT que em tempos foi muito usado como insecticida é hoje reconhecido como inconveniente. Este veneno absorvemo-lo nós juntamente com os legumes, o leite, a carne, os frutos, os cereais etc. Os insecticidas penetram na polpa dos vegetais e misturam-se na seiva. Os vegetais ao serem ingeridos pelos animais, acumulam-se na sua gordura e voltam a estar nos produtos alimentares de origem animal que nós ingerimos.
     Muitos dos animais destinados ao abate recebem uma alimentação química que lhes eleva rapidamente o peso. Entre esses produtos, estão antibióticos e sulfamidas e, na criação industrial de aves de capoeira, hormonas femininas sintéticas. Estes produtos não são destruídos pela cozedura e muitas dessas hormonas vão dar origem às dioxinas, que são cancerígenas.


  Também no número extremamente elevado de aditivos que são usados, alguns são cancerígenos. Até o alimento dos pobres, o pão, não foge às influências nefastas da modernização. Há ainda cem anos, o homem podia alimentar-se quase exclusivamente de pão. Hoje não o poderia fazer porque o seu valor alimentar diminuiu e ele já não é um alimento completo e fiável. Em primeiro lugar porque os trigos de grande rendimento que se cultivam agora são ricos em amido mas pobres em glúten e sais minerais, para já não falar no seu cultivo onde são usados adubos e pesticidas químicos. Até a substituição das velhas mós de pedra pelos cilindros de aço veio proporcionar uma produção maior e de uma farinha mais branca, sem as impurezas que coloriam ligeiramente a farinha e eram constituídas por substâncias nutritivas preciosas, (fósforo, cálcio, magnésio, ferro, silício, iodo, manganésio) e vitaminas B e E. 



                                                                                                                      Joaquim .Nogueira 






http://wwwnovas.blogspot.com.br/2010/10/evolucao-da-alimentacao-humana.html

A Função da Lição de Casa

Para que serve a lição de casa?

Descubra porque vale a pena motivar seu filho a fazer as tarefas enviadas para casa.

Texto Luciana Fleury

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Após um dia longo no trabalho, os pais ainda se veem diante de mais um compromisso: apoiar os filhos na realização da lição de casa. E o cansaço que surge neste momento faz muitos se perguntarem por que, afinal, a escola manda exercícios e trabalhos para serem feitos em casa e se realmente vale a pena tanto esforço (deles e dos filhos). 

Para os especialistas em Educação, são várias as respostas para este questionamento e todas elas reforçam a importância do estudo no lar. Um dos pontos de defesa da lição de casa é, exatamente, o fato de ela proporcionar este momento do aluno com os pais. "Uma das principais funções da lição é contribuir para a integração e interação entre aluno, professor e família. Por meio dela é possível saber o que está acontecendo na sala de aula, qual o conteúdo que está sendo ministrado, o que está sendo cobrado e qual o grau de dificuldade ou facilidade que o filho está tendo com o tema", esclarece Rose Mary Guimarães Rodrigues, professora do curso de Pedagogia da Unitri (Centro Universitário do Triângulo).

Há também, os aspectos inerentes ao aprendizado que são trabalhados pela lição de casa, como lista a psicóloga especializada em Educação Especial, Danila Coser, ao apresentar os motivos tradicionalmente apontados pelos professores para justificar a tarefa para o lar:

- Ajuda a reter o conteúdo apresentado
- Aumenta o entendimento dos temas
- Melhora o pensamento critico
- Desperta para autonomia e responsabilidade
- Colabora para ter uma organização voltada para o estudo
- Provoca a independência de estudar sem estar na sala de aula

Para que estes benefícios tenham efeito é preciso garantir uma lição de casa de qualidade  e tomar cuidados para que a lição de casa não vire um problema entre pais e filhos, tornando a hora da lição uma verdadeira hora de pesadelo, cheia de cobranças e censuras.

Segundo as duas entrevistadas, uma lição de casa bem orientada pode ter três funções diferentes:


1. Retomar a matéria dada em sala de aula
Será que seu filho realmente entendeu a explicação dada na classe? A melhor forma de ter esta certeza é tentar resolver, sozinho e em casa, um exercício parecido com o que fez na classe. Às vezes, o que fazia todo o sentido na sala parece um mistério em casa... (e aí, é aproveitar a próxima aula para tirar dúvida com o professor).

2. Ampliar os conceitos apresentados
A tarefa de casa pode quer ir além do que foi dito pelo professor no curto espaço de tempo que ele tem na sala de aula. Após uma aula sobre insetos, por exemplo, a tarefa pode ser descobrir o processo de fabricação da seda (tecido originado do bicho-da-seda). Neste tipo de lição, o desafio é que os alunos complementem as informações dadas na aula, seja pesquisando, seja tentando resolver uma questão mais complexa, seja interpretando e dando sua visão sobre o assunto.

3. Preparar para conteúdos futuros
O próximo capítulo do material escolar de geografia vai falar sobre urbanização e a professora pede como lição de casa que seu filho entreviste vizinhos e comerciantes da região para perguntar quais os principais problemas do bairro. Vai ficar muito mais fácil seu filho entender as consequências da vida nas cidades desta forma, não?





http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/serve-licao-casa-699519.shtml

Dicas para os Pais e Mães

Dicas para ajudar seu filho na hora da lição de casa

Pesquisas comprovam que crianças que fazem a lição de casa diariamente aprendem mais, têm notas melhores e se tornam mais seguras. Faça a sua parte! Acompanhe a lição de casa e participe mais da vida escolar de seu filho.

Visite o site http://educarparacrescer.abril.com.br/licao-de-casa/jogo-licao/ e participe do jogo interativo em que você deve encontrar os erros em uma cena e assim refletir sobre como criar o ambiente ideal para seu filho fazer as tarefas escolares.

DIA DOS PAIS - Cinco dicas para ser um pai mais presente

O que os pais podem fazer para aumentar a sua participação na vida dos filhos? 


                                                                                                                                       Meghie Rodrigues

Foto: Dia dos Pais

O Dia dos Pais está chegando e, com ele, uma boa oportunidade de repensar opapel do pai na vida e na Educação dos filhos. A verdade é que pai e mãe não precisam ser iguais. Cada um ocupa um lugar na diferente na vida da criança - e não há nada de errado nisso. Mas qual é o lugar que ele, pai, ocupa hoje na função de educar? Se ele não é muito presente, o que pode fazer para aumentar a sua participação na vida dos filhos? 

O Educar para Crescer entrevistou três especialistas para falar sobre o assunto: a professora da Faculdade de Educação da UFMG Maria Inês Goulart; o professor da Faculdade de Psicologia, também da UFMG, Cristiano Gomes, e o mestre em Educação pela PUC-Minas Joaquim Ramos. 

Para eles, o papel do pai não cabe mais dentro de ideias rígidas, como aquela de que é o provedor da casa e se movimenta no mundo do trabalho enquanto a mãe cuida do ambiente da casa e da Educação dos filhos. Segundo Maria Inês Goulart, "o homem hoje não pode pensar em como pode contribuir na educação dos filhos porque esse é o seu papel principal como pai", e não majoritariamente uma função materna. Cristiano Gomes concorda com ela quando diz que "é preciso repensar os papéis". Segundo ele, os homens não aceitam mais ser encaixados nesse lugar estereotipado da função da figura masculina na família "porque viram o quanto estavam perdendo no contato com os filhos e no prazer da paternidade". Para Joaquim Ramos, isso acontece também porque "a Educação é uma tarefa que precisa ser socializada. Todo mundo se educa numa família, e inclusive as crianças educam seus pais", reitera. 

Maria Inês destaca ainda que o pai não precisa imitar a mãe. "O pai é diferente da mãe e não precisa educar o filho do mesmo jeito da mãe, mas sim do jeito dele. As brincadeiras são diferentes, as formas de educar são diferentes, a linguagem é diferente. A criança nasce de dois seres humanos que não são iguais, então, nasce da diferença - é a diferença que cria a vida. E é com ela que a criança tem que estar em contato o tempo inteiro." 

Leia a seguir cinco dicas para pais que querem assumir plenamente seu papel na vida e na Educação dos filhos.


1. "Faça o que eu digo - e também o que eu faço"
É aquela velha - mas não antiquada - ideia de que uma pessoa aprende e é educada através do exemplo. Como resume Joaquim Ramos, mestre em Educação pela PUC-Minas: "Uma criança aprende coisas boas e úteis tanto quanto ruins e destrutivas dependendo do exemplo que presencia e do ambiente em que vive".

2. Reserve tempo para brincar
A brincadeira é essencial na formação da criança, dentro e fora da escola, pois está diretamente associada ao crescimento e ao desenvolvimento infantil. "Na brincadeira, o pai tem uma excelente oportunidade de conhecer seu filho. Saber se ele é mais impulsivo, mais paciente, mais reflexivo, como ele reage ao perder e ganhar, como ele pensa diante de um desafio", explica Cristiano Gomes, professor da Faculdade de Psicologia da UFMG.

3. Seja presente e disponível
"Não é tanto o que você faz, não é a ação em si o mais importante, mas sim o dizer ‘estou aqui para você’. É preciso escutar a criança, considerar o que ela diz. Acontece muito de os pais fazerem demais, mas, quando o filho realmente precisa, eles estão sempre ocupados, nunca podem atendê-lo", diz a professora da Faculdade de Educação da UFMG Maria Inês Goulart. Isto se torna mais natural quando os pais veem a criança como alguém potente, pleno, e não como alguém que ainda-vai-ser-algo, um ser incompleto. "É preciso entender que as crianças estão sempre na tentativa de dar um sentido e significado para suas vidas."

4. Dê espaço ao diálogo e à diferença
Dialogar é importante não apenas na relação entre pais e filhos, mas também entre o casal. Em casa, é bom que o pai tenha a mesma autoridade que a mãe. "A imposição de regras não deve ser exclusivamente responsabilidade do pai. Isso é um resquício de uma cultura patriarcal que coloca a mulher como submissa e inferior ao homem", diz Cristiano Gomes, professor da Faculdade de Psicologia da UFMG. Joaquim Ramos concorda com ele quando diz que "se o pai dá uma ordem e a mãe dá outra, a criança fica entre os dois sem saber a quem obedecer. Deve haver espaço para a interlocução e para a diferença na esfera familiar - senão não se educa, se confunde".

5. Demonstre carinho por seu filho
É função tanto do pai quanto da mãe dar espaço ao contato corporal, ao carinho, ao abraço, ao beijo, ao toque, demonstrar o afeto e o amor, dizer que está disponível e criar um ambiente gostoso em casa. "A forma com que os pais fazem isso pode ser diferente, mas precisa ser valorizada", diz a professora da Faculdade de Educação da UFMG Maria Inês Goulart. Cristiano Gomes acrescenta: "A diferença do toque é legal, a ausência dele é que é ruim. Assim, o filho pode ter a experiência de dois tipos de toque ao invés de apenas um. Estabelecer contato físico é papel do pai e da mãe".

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/dia-pais-636436.shtml

ELEIÇÕES 2026 X ESCOLA LAICA

  As Eleições de 2026 representam um marco decisivo para o futuro socioeconômico e institucional do Brasil.     O pleito impacta diretament...