Biotecnologia


Resultado de imagem para biotecnologia

Os seres humanos descobriram a muito tempo atrás que seres vivos microscópios podem ser utilizados na produção de alguns alimentos. Até hoje, tal função é estudada por pesquisadores do mundo todo. 

Neste post trago alguns trechos de artigos publicados por pesquisadores sobre o tema Biotecnologia e a ação dos microrganismos na produção de alimentos.

No artigo "MICRORGANISMOS DE USO BIOTECNOLÓGICO" de  Rosemary Neves dos Santos, Aldenir de Oliveira Alves e Elineide Barbosa da Silveira, os pesquisadores afirmam que a biotecnologia é a aplicação de organismos e de sistemas biológicos na produção de bens e serviços. Tradicionalmente, a aplicação da biotecnologia na indústria de alimentos se restringia à produção de pães, queijos, álcool, vinagre e iogurte. Mais recentemente, houve um aumento do interesse pelo uso dessa tecnologia na extração e produção de ingredientes não nutritivos, biologicamente ativos. Existem muitos progressos nas técnicas de produção de alimentos e bioingredientes por fermentação, por processos enzimáticos e por engenharia genética a partir de sistemas biológicos derivados do DNA recombinante. Segundo Tortora et al. [3], a produção em larga escala de microrganismos, células ou componentes celulares e seus produtos são o resultado da biotecnologia. Há centenas de anos, as pessoas têm consumido alimentos que são produzidos pela ação de microrganismos. Mas, só a pouco mais de cem anos, os cientistas demostraram que os microrganismos são responsáveis pela produção de muitos produtos, podendo ser usado como matéria-prima barata e abundante, a temperaturas e pressões normais, evitando a necessidade de sistemas pressurizados, caros e perigosos e, de modo geral, não produzem resíduos tóxicos. Esse desenvolvimento rápido levou a uma melhor compreensão das relações entre microrganismos específicos e seus produtos e atividades. Indústrias específicas tornaram-se ativas em pesquisas microbiológicas e os selecionaram pelas suas qualidades especiais.

Por exemplo, o professor Anthony Sinksey, do Massachusetts Institute of Technology, e seu antigo aluno Oliver Peoples desenvolveram uma tecnologia patenteada do MIT para fazer plástico de milho. O projeto teve início quando Peoples começou a sequenciar o gene da bactéria R. eutropha no laboratório de Sinskey. Esse gene codifica uma enzima que permite à bactéria produzir polihidroxialcanoato (PHA) — uma forma natural de poliéster. Ela precisa apenas de luz do sol, água e uma fonte de carbono para sintetizar o material que utiliza para armazenar carbono e energia. A ideia, a partir dessa descoberta, era aumentar a capacidade de produção da bactéria para que ela pudesse ser usada para fins comerciais. No processo de engenharia metabólica desenvolvido por eles, diferentes genes de diferentes bactérias são incorporados na espécie E. coli, criando uma raça que produz PHA em níveis muito maiores que em bactérias naturais.O uso de materiais agrícolas ajuda a reduzir a quantidade de petróleo utilizada para fazer plásticos tradicionais. Atualmente, segundo os pesquisadores, são necessários dois milhões de barris de petróleo por dia para fabricar plásticos.

Diante do progresso que a biotecnologia vem desenvolvendo na fabricação de produtos e serviços com impacto na vida do produtor e consumidor, os pesquisadores Rosemary Neves dos Santos, Aldenir de Oliveira Alves e Elineide Barbosa da Silveira reuniram informações visando a importância da biotecnologia. Nas informações obtidas, foram abordadas a utilização dos microrganismos em processos biotecnológicos e seus benefícios para o homem e o meio ambiente. 


Resultado de imagem para pão fermento
https://i0.wp.com/acasaencantada.com.br/wp-content/uploads
/2017/01/pao-com-fermento-de-litro4.jpg?resize=1170%2C775&ssl=1
A fermentação por microrganismos é a tecnologia de bioprocessamento mais antiga e também a mais conhecida. Os produtos da fermentação eram originalmente derivados de uma série de reações catalisadas pelas enzimas que eles utilizavam no metabolismo da glicose. Neste processo para obtenção de energia, os microrganismos sintetizam produtos secundários que são amplamente utilizados, a citar: dióxido de carbono, para a fermentação de pães; etanol, na fabricação de vinhos e cerveja; ácido lático, na de iogurtes; ácido acético (vinagre), para conservação de alimentos; entre outros . 

Estes microrganismos são utilizados na produção de antibióticos, aminoácios, hormônios, vitaminas, solventes industriais, pesticidas, agentes processadores de alimentos, pigmentos, enzimas, inibidores e fármacos. As bactérias lácticas (BL), Gram-positivas e anaeróbias facultativas, são capazes de converter açúcar em ácido lático, estando associadas ao preparo de iogurtes, queijos, leites, pães, manteiga, vinhos, carnes, embutidos, picles e silagem. Uma atividade probiótica exercida pelas BL’s é higienizar o tubo digestivo, que hospeda uma microbiota abundante, defendendo o hospedeiro de infecções digestivas causadas por bactérias patogênicas. As vitaminas também podem ser sintetizadas por microrganismos, como por exemplo a riboflavina, cobalamina, ácido ascórbico, β-caroteno e ergosterol. Uma outra forma de utilização é na produção de vacinas de DNA, que consiste em um vetor de expressão, no qual se insere uma construção genética com o gene codificador do antígeno, um promotor eucarionte, sequências acentuadoras e um gene seletivo (marcador). Oferece vantagens por não possuir riscos de causar infecção, seus plasmídeos podem ser desenhados para carrear vários genes e a imunidade adquirida persiste por um longo período. Tortora et al. [3] relata que todos os antibióticos eram originalmente produtos do metabolismo microbiano. Hoje são selecionados os mais produtivos por manipulação genética e nutricionais. A extração do antibiótico é dificultada pela baixa concentração do produto (1 a 2%) de caldo fermentado, sensibilidade dos antibióticos ao pH, temperatura e a presença de vários outros materiais dissolvidos ou em suspensão no caldo fermentado. As três fases básicas do processo de extração de antibióticos são: retirada de sólidos, extração ou fracionamento, concentração e purificação do antibiótico. A diversidade de enzimas microbianas úteis é quase sem limite e pode trazer um futuro bastante promissor. O desenvolvimento dos métodos de fermentação para produção de enzimas por microrganismos não tem assegurado um suprimento potencialmente ilimitado, mas tornou possível a gênese de novos sistemas enzimáticos que não puderam ser obtidos das fontes animais e vegetais. 

Sendo assim, os microrganismos têm sido amplamente úteis para a humanidade, mesmo quando era desconhecida sua existência, hoje representam uma tecnologia promissora em diversos ramos da biotecnologia. São necessários mecanismos legais para proteger a riqueza biológica do Brasil, assegurando dividendos, promovendo a conservação da biodiversidade e permitindo o treinamento de pesquisadores comprometidos com o país. 



Referências 

www.eventosufrpe.com.br/jepex2009/cd/resumos/R0122-3.pdf

http://eco4planet.com/blog/plastico-biodegradavel-e-feito-de-milho/

Microrganismos


Resultado de imagem para Microrganismos

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2nmUpqQ-TQw4V_0aFZg_n77MZD1ncC5IKLtxnH9b1Z5hfmRri2cudSbI3VfHUIcoPSUIkkiX2O3jPbcLkkI1s4HI4wisU2IDwaKQmFxae_ekvYDlQSkMKjDosBqk75Lidh8VFNoEWKD4/s1600/microrganismos-289x300.jpg


    Os Microrganismos são uma forma de vida que não pode ser visualizada sem auxílio de um microscópio. Estes seres diminutos podem ser encontrados no ar, no solo, e, inclusive, no homem.Com relação ao seu contato com o homem, este pode ocorrer de forma positiva e indispensável à vida (bactérias nitrificantes) ou bastante negativa, neste caso, os efeitos prejudiciais à saúde, e, até mesmo à vida do homem, se dá pelo contato com Microrganismos patogênicos (causadores de doenças).


Estes seres tão minúsculos não são todos iguais, eles podem ser muito diferentes em tamanho e modo de vida. Contudo, todos têm em comum uma estrutura bastante simples e a impossibilidade de serem vistos sem o uso de microscópio.


O conhecimento deste tipo de vida se deu graças a descobertas ocorridas ao longo de muitos anos. O ápice destas descobertas ocorreu em 1878, quando Pasteur apresentou a "Teoria dos Germes", a partir daí, deu-se início a chamada Era Bacteriológica.


As pesquisas de Pasteur foram acompanhadas por um grande número de cientistas e médicos. Alguns deles, impressionados pelas descobertas, promoveram mudanças bastante significativas em seus métodos de trabalho.


 Além dos Microrganismos já identificados e classificados (bactérias, fungos, parasitas), havia uma outra categoria que só pôde ser observada após a invenção do microscópio eletrônico. Tratava-se de um ser de estrutura organizacional bastante simples e de existência já presumida: o vírus.

Resultado de imagem para Microrganismoshttps://cptstatic.s3.amazonaws.com/imagens/enviadas/materias/materia11273/microrganismos-alimentos-cursos-cpt.jpg

Importância da invenção do microscópio


 Somente após a invenção do microscópio, foi possível identificar uma grande variedade de seres vivos. A partir daí, eles passaram a fazer parte da classificação dos seres vivos em reinos. 


Eles compõem o Reino Monera (seres unicelulares como bactérias e algas azuis), Protista (seres unicelulares como protozoários e algas eucariontes) e Fungi ( seres uni ou pluricelulares como fungos elementares e fungos superiores).





Fonte:http://www.todabiologia.com/microbiologia/microorganismos.htm

Reprodução

Reprodução Sexuada

Resultado de imagem para namoro biologiahttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgdA-sIYx1DfQxTk2z_G2OYD6JayKU3NNKIW3Eg7s68T-lkLmZaEkoVXlpkCcZCwaZljDzJg-xiKYiod7R_YI4cvQ1wZCSixzGy2k_drIHW3OQg4ppT5H5wFxvUfVuI9Ir9FTlXsay8xI/s400/J4-NAMORO.jpg

      A reprodução faz parte do ciclo de vida dos seres vivos. Através dela, os organismos adultos produzem descendentes, "filhos". Para realizar esta função, os seres vivos podem utilizar-se de dois meios de reprodução: 
  • Reprodução Assexuada Leia mais
  • Reprodução Sexuada
      Sobre a  reprodução assexuada, você clica no link "Leia mais" para os detalhes, pois este post será sobre a reprodução sexuada.

     Na reprodução sexuada é necessário o envolvimento de dois seres vivos, pois ela acontece da união de duas células especiais, chamadas gametas. Cada indivíduo neste envolvimento libera seus gametas, que se fundem formando um novo indivíduo.
      Os gametas são também chamadas de células sexuais.
     Os seres vivos do sexo feminino, produzem células sexuais femininas. E os do sexo masculino, produzem células sexuais masculinas.

Resultado de imagem para gametas
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTEeZBfgrkF5d00QjaNfRBtzZi8tcnNcVsKp0iWwmrxRMdG-chn8SACdxJ7EUEpfVqgiPg_NPkVURoMU6AjEj5apJFj59kc-OFBiqWYkTPAP3UEa8g79tbYCxlujcuzX7Vy5BcOJDQbA/s1600/GAMETAS.png


      Com exceção dos vírus e bactérias, todos os demais seres vivos utilizam dessa via reprodutiva para perpetuação da espécie. 
      A união dos gametas é chamada de fecundação ou fertilização. Por esse processo os gametas, de uma mesma espécie, se fundem para originar a célula ovo (zigoto) que dará origem a um novo indivíduo.
      Durante a fusão, os núcleos gaméticos se unem, havendo uma mescla do conteúdo cromossômico, do DNA presente em cada gameta. Assim, esse mecanismo torna-se importante, porque existe o compartilhamento de material genético, o que aumenta a variabilidade genética.
    Nos animais, por exemplo, na espécie humana, os espermatozoides (gameta masculino) são células pequenas e móveis, enquanto o óvulo (gameta feminino) é uma célula grande e sem mobilidade própria.
Os organismos com reprodução sexuada podem receber as seguintes denominações de acordo com a complexidade da estrutura reprodutiva:
Organismos Dioicos → aqueles que apresentam sexos separados conforme o gênero (macho e fêmea);
Organismos Monoicos → aqueles que possuem os dois sexos, o masculino e o feminino, consequentemente produzem os dois tipos de gametas na mesma unidade estrutural (hermafroditas).
Alguns indivíduos monoicos se reproduzem por fecundação cruzada, nesse caso propiciando variabilidade genética (com enorme frequência em plantas e Oligochaetas / minhoca). Outras utilizam a autofecundação como artifício reprodutivo, uma forma evolutivamente prejudicial à espécie por não causar fluxo gênico entre os indivíduos de uma população (pode ser observado em cultivares de feijão).
Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia
Fontes: http://brasilescola.uol.com.br/biologia/sexuada.htm

Dengue

Informações Técnicas
Doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico: enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, uma pequena parte progride para doença grave. É a mais importante arbovirose que afeta o ser humano, constituindo-se em sério problema de saúde pública no mundo. Ocorre e dissemina-se especialmente nos países tropicais e subtropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti e Aedes albopictus.


Sinonímia
Febre de quebra-ossos, febre da dengue.

Agente etiológico
Um vírus RNA. 
Arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. São conhecidos quatro sorotipos: DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4.

Vetores
Mosquitos do gênero Aedes. A espécie Ae. aegypti é a mais importante na transmissão da doença e também pode ser transmissora do vírus da febre amarela urbana e do vírus chikungunya.
Aedes albopictus é o vetor de manutenção da dengue na Ásia. Embora já esteja presente nas Américas, até o momento, não foi associado à transmissão da dengue nesta região.

Modo de transmissão
            A transmissão se faz pela picada dos mosquitos Ae. aegypti, no ciclo ser humano – Ae. aegypti – ser humano.
            Foram registrados casos de transmissão vertical (gestante - bebê) e por transfusão sanguínea.

Período de incubação
            Varia de 4 a 10 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.


Período de transmissibilidade
Compreende dois ciclos: um intrínseco, que ocorre no ser humano, e outro extrínseco, que ocorre no vetor.
Quando o vírus da dengue circulante no sangue de um humano em viremia (geralmente um dia antes do aparecimento da febre até o sexto dia da doença) é ingerido pela fêmea do mosquito durante o repasto, o vírus infecta o intestino médio e depois se espalha sistemicamente ao longo de um período de oito a doze dias. Após esse período de incubação extrínseca, o vírus pode ser transmitido para humanos durante futuros repastos. Este período de incubação é influenciado por fatores ambientais, especialmente temperatura. Em seguida o mosquito permanece infectante até o final da sua vida (6 a 8 semanas).
 
Suscetibilidade e imunidade
A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal.
A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a imunidade cruzada (heteróloga) existe temporariamente por dois a três meses. A fisiopatogenia da resposta imunológica à infecção aguda por dengue pode ser:
  • Primária: ocorre em pessoas não expostas anteriormente ao flavivírus, no qual o título dos anticorpos se eleva lentamente.
  • Secundária: ocorre em pessoas com infecção aguda por dengue, mas que tiveram infecção prévia por flavivírus no qual o título de anticorpos IgG se eleva rapidamente, com aumento menos marcado de anticorpos IgM.

Fatores de risco individuais determinam a gravidade da doença e incluem idade, etinicidade e, possivelmente, comorbidades (asma brônquica, diabetes mellitus, anemia falciforme) e infecção secundária. Crianças mais novas, particularmente, podem ser menos capazes que adultos, de compensar o extravasamento capilar e estão consequentemente em maior risco do choque do dengue. Estudos soro-epidemiológicos em Cuba e na Tailândia consistentemente corroboram o papel da infecção heterotípica secundária como um fator de risco para dengue grave, embora existam alguns relatos de casos de dengue grave associados com a infecção primária. A dengue grave é também regularmente observada durante infecção primária em bebês nascidos de mães imunes ao dengue.
 
Manifestações clínicas
A infecção por dengue pode ser assintomática ou causar doença cujo espectro inclui desde formas oligossintomáticas até quadros graves com choque com ou sem hemorragia, podendo evoluir para o óbito.
Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de cefaleia, mialgia, artralgia, prostração, astenia, dor retroorbital, exantema, prurido cutâneo6. Anorexia, náuseas e vômitos são comuns. Nessa fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la de outras doenças febris, por isso uma prova do laço positiva aumenta a probabilidade de dengue. Cabe salientar que outras enfermidades podem ter prova do laço positiva. Manifestações hemorrágicas leves como petéquias e sangramento de membranas mucosas podem ocorrer. Observa-se geralmente um aumento e maior sensibilidade do fígado depois de alguns dias da febre.
No período de desfervescência da febre, geralmente entre o 3º e 7º dia da doença, pode ocorrer o aumento da permeabilidade capilar em paralelo com o aumento dos níveis de hematócrito. Isto marca o início da fase crítica da doença. Leucopenia progressiva seguida por uma rápida diminuição na contagem de plaquetas precede o extravasamento de plasma. Derrame pleural e ascite podem ser clinicamente detectáveis de acordo com o grau do extravasamento e o volume de fluidos infundidos. O grau de aumento do hematócrito acima da linha de base geralmente reflete a gravidade do extravasamento de plasma. O choque ocorre quando um volume crítico de plasma é perdido através do extravasamento, o que geralmente ocorre entre os dia 4 ou 5 (com intervalo ente 3 a 7 dias) de doença, geralmente precedido por sinais de alarme.
O choque caracteriza-se por pulso rápido e fraco, diminuição da pressão de pulso (diferença entre as pressões sistólica e diastólica, ≤ 20 mm Hg em crianças. Em adultos esse valor indica choque mais grave), extremidades frias, demora no enchimento capilar, pele pegajosa e agitação. Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque é de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada. O choque prolongado e a consequente hipoperfusão de órgãos resulta no comprometimento progressivo destes, bem como em acidose metabólica e coagulação intravascular disseminada. Isso, por sua vez, leva a hemorragias graves causando diminuição de hematócrito em choque grave. Além disso, comprometimento grave de órgãos, como hepatites, encefalites ou miorcardites e/ou sangramento abundante (gastrointestinal, intracraniano, etc) pode também ocorrer sem extravasamento de plasma ou choque óbvios.
Após as 24-48 horas da fase crítica, uma reabsorção gradual do fluido que havia sido extravasado para o compartimento extravascular ocorrerá nas 48-78 seguintes. Há uma melhora do estado geral, retorno do apetite, sintomas gastrointestinais diminuem, o estado hemodinâmico estabiliza-se e a diurese retorna. Alguns pacientes podem apresentar um rash cutâneo. Alguns podem sentir prurido generalizado. Bradicardia e mudanças no eletrocardiograma são comuns durante esse estágio.
 
Definição de caso

Suspeito
Pessoa que viva ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Ae. Aegypti, que apresenta febre, usualmente entre 2 e 7 dias, e apresente duas ou mais das seguintes manifestações:
•          Náusea, vômitos
•          Exantema
•          Mialgias, artralgia
•          Cefaleia, dolor retroorbital
•          Petéquias ou prova do laço positiva
•          Leucopenia
            Também pode ser considerado caso suspeito toda criança proveniente ou residente em área com transmissão de dengue, com quadro febril agudo, usualmente entre 2 a 7 dias, e sem foco de infecção aparente.

Caso suspeito de dengue com sinais de alarme
É todo caso de dengue que, no período de defervescência da febre apresenta um ou mais dos seguintes sinais de alarme:
•          Dor abdominal intensa e contínua, ou dor a palpação do abdomen
•          Vômitos persistentes
•          Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdico)
•          Sangramento de mucosas
•          Letargia ou irritabilidade
•          Hipotensão postural (Lipotímia)
•          Hepatomegalia maior do que 2 cm
•          Aumento progressivo do hematócrito

Caso suspeito de dengue grave
É todo caso de dengue que apresenta um ou mais dos seguintes resultados:
•          Choque devido ao extravasamento grave de plasma evidenciado por taquicardia, extremidades frias e tempo de enchimento capilar igual ou maior a três segundos, pulso débil ou indetectável, pressão diferencial convergente ≤ 20 mm Hg; hipotensão arterial em fase tardia, acumulação de líquidos com insuficiência respiratória.
•          Sangramento grave, segundo a avaliação do médico (exemplos: hematêmese, melena, metrorragia volumosa, sangramento do sistema nervoso central);
•          Comprometimento grave de órgãos tais como: dano hepático importante (AST o ALT>1000), sistema nervoso central (alteracão da consciência), coração (miocardite) ou outros órgãos.

Confirmado
É todo caso suspeito de dengue confirmado laboratorialmente (sorologia IgM, NS1 teste rápido ou ELISA, isolamento viral, PCR, Imunohistoquimica)
  
Notas:
•          No curso de uma epidemia, a confirmação pode ser feita através de critério clínico-epidemiológico, exceto nos primeiros casos da área, que deverão ter confirmação laboratorial.
•          Os casos graves devem ser preferencialmente confirmados por laboratório (sorologia IgM, NS1 teste rápido ou ELISA, isolamento viral, PCR, Imunohistoquimica). Na impossibilidade de realização de confirmação laboratorial específica, considerar confirmação por vínculo epidemiológico com um caso confirmado laboratorialmente.
•          Durante surtos, também se considera caso confirmado de dengue aqueles casos notificados que não puderam ser investigados, pois se considera que todos possuem vínculo clínico-epidemiológico.

Óbito
Todo paciente que cumpra os critérios da definição de caso suspeito ou confirmado que morreu como consequência da dengue. Pacientes com dengue e co-morbidades que evoluirem para óbito durante o curso da doença, a causa principal do óbito dever ser considerada a dengue.

Nota:
Recomenda-se que os óbitos por dengue sejam revisados por uma comissão interdisciplinar e deve ter estudos laboratoriais específicos para dengue. Na impossibilidade de realização de confirmação laboratorial específica, considerar confirmação por vínculo epidemiológico com um caso confirmado laboratorialmente.

Descartado
Todo caso suspeito de dengue que possui um ou mais dos seguintes critérios:
•          Diagnóstico laboratorial negativo. Deve-se confirmar se as amostras foram coletadas no período adequado.
•          Não tenha critério de vínculo clínico-epidemiológico.
•          Tenha diagnóstico laboratorial de outra entidade clínica.
•          Seja um caso sem exame laboratorial, cujas investigações clínica e epidemiológica são compatíveis com outras patologias.


Fonte:
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/informacoes-tecnicas-dengue

Saúde - Dengue, Chikungunya e Zika

DENGUE


    Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue é uma doença viral que se espalha rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, a incidência aumentou 30 vezes, com ampliação da expansão geográfica para novos países e, na presente década, para pequenas cidades e áreas rurais. É estimado que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente e que aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas morem em países onde a dengue é endêmica.

    Na região das Américas, a doença tem se disseminado com surtos cíclicos ocorrendo a cada 3/5 anos. No Brasil, a transmissão vem ocorrendo de forma continuada desde 1986, intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas com a introdução de novos sorotipos em áreas anteriormente indenes ou alteração do sorotipo predominante. O maior surto no Brasil ocorreu em 2013, com aproximadamente 2 milhões de casos notificados. Atualmente, circulam no país os quatro sorotipos da doença.

_________________________________________________________________

FEBRE CHIKUNGUNYA


   Febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

  • Como se identifica um caso suspeito?

   O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.

  • Após a picada do mosquito, em quantos dias ocorre o início dos sintomas?

    De dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.

  • Se a pessoa for picada neste período, infectará o mosquito?

    Isso pode ocorrer um dia antes do aparecimento da febre até o quinto dia de doença, quando a pessoa ainda tem o vírus na corrente sanguínea. Este período é chamado de viremia.

  • Dor nas articulações também não ocorre nos casos de dengue?

   Sim, mas a intensidade é menor. Em se tratando de Chikungunya, é importante reforçar que a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).

  • Existem grupos de maior risco?

   O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.

  • As pessoas podem ter Chikungunya e dengue ao mesmo tempo?

    Sim.

_________________________________________________________________

ZIKA

    O vírus Zika é transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. A principal ação de combate ao mosquito é evitar sua reprodução. O Aedes aegypti se prolifera nos locais onde se acumula água. Por isso, é importante não deixar recipientes expostos à chuva, além de tampar caixas d’agua e piscina. Recomenda-se também a instalação de telas de proteção em janelas e portas e o uso de repelentes.

SINTOMAS

Febre, coceira, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo e nas juntas e manchas vermelhas pelo corpo. Para maiores esclarecimentos, o médico deverá ser consultado.

INFORMAÇÕES ONLINE SOBRE O ZIKA VÍRUS


_________________________________________________________________

Fonte:
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/dengue
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/links-de-interesse/1073-chikungunya/14718-sinais-e-sintomas

Água - Tratamento de Água



  


   Tratamento de Água é um conjunto de procedimentos físicos e químicos que são aplicados na água para que esta fique em condições adequadas para o consumo, ou seja, para que a água se torne potável. O processo de tratamento de água a livra de qualquer tipo de contaminação, evitando a transmissão de doenças.

    Numa estação de tratamento de água, o processo ocorre em etapas:



- Coagulação: quando a água na sua forma natural (bruta) entra na ETA, ela recebe, nos tanques, uma determina quantidade de sulfato de alumínio. Esta substância serve para aglomerar (juntar) partículas sólidas que se encontram na água como, por exemplo, a argila.



- Floculação - em tanques de concreto com a água em movimento, as partículas sólidas se aglutinam em flocos maiores.


- Decantação - em outros tanques, por ação da gravidade, os flocos com as impurezas e partículas ficam depositadas no fundo dos tanques, separando-se da água.


- Filtração - a água passa por filtros formados por carvão, areia e pedras de diversos tamanhos. Nesta etapa, as impurezas de tamanho pequeno ficam retidas no filtro.



- Desinfecção - é aplicado na água cloro ou ozônio para eliminar microrganismos causadores de doenças.


- Fluoretação - é aplicado flúor na água para prevenir a formação de cárie dentária em crianças.

- Correção de PH - é aplicada na água uma certa quantidade de cal hidratada ou carbonato de sódio. Esse procedimento serve para corrigir o PH da água e preservar a rede de encanamentos de distribuição.




Video sobre a Estação de tratamento de água em Limeira - SP


FONTE: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/tratamento_agua.htm




Queijos



Queijos e suas diferenças – Roquefort x Gorgonzola e Camembert x Brie



    Os queijos são verdadeiras iguarias presentes em nosso dia a dia, e impressiona pela variedade existente em todo o mundo. Em cada pequena cidade do mundo, é possível experimentar um tipo de queijo especifico, que pode diferir no tipo de leite usado, na maneira como os animais foram criados, e etc.

     Em um cenário onde apenas na França (considerada a “terra do queijo) são mais de 400 tipos, podemos concluir que é impossível numerar as versões encontradas em todo o mundo. O que mais impressiona ao falar sobre queijos, é que mesmo existindo inúmeras versões, todos são diferentes, e isso pela forte ação do “terroir”, as características que o produto incorpora do lugar onde foi produzido.

    Existem também alguns exemplos de queijos com a mesma receita, porem com nomes diferentes e vindos de regiões distintas. Isso se explica primeiro pelo “terroir” como dito acima, pois mesmo tendo uma receita igual jamais terão o mesmo sabor, e também pela denominação de origem geográfica, onde determinado queijo só pode ser produzido e nomeado se for feito em uma região especifica.

   Alguns dos melhores exemplos para mostrar a diferença entre os queijos são os franceses Camembert, Brie, Roquefort e o italiano Gorgonzola. Esses 4 exemplos podem ser facilmente confundidos, e na maioria das vezes as pessoas não percebem a real identidade ao consumir.


– ROQUEFORT X GORGONZOLA – Queijos similares, mas com receitas e origens diferentes.

    O queijo Roquefort é o mais famoso “blue cheese” do mundo possuindo um mofo natural chamado “Penicilium roqueforti”. Originário da pequena cidade de Roquefort-sur-Souzon na França, leve esse nome apenas os queijos que tiverem maturação da forma tradicional, nas cavernas do monte Combalou ao sul da França. Nesse ambiente é considerado fundamental e indispensável pela umidade e pela circulação de ar, consideradas ideais.

   O Roquefort é produzido com leite cru de ovelha e tem textura bastante cremosa. A massa do queijo depois de pronta passa por um processo que se chama “piquage”, garantindo as condições para o crescimento dos fungos. Depois de todas as etapas de produção do queijo concluídas, a maturação final deve ser de no mínimo cinco meses.

   O queijo gorgonzola é o primo italiano do francês Roquefort, e a diferença mais importante são os leites utilizados na produção. Enquanto o queijo roquefort é produzido com leite de ovelha, o italiano gorgonzola é feito a partir do leite cru da vaca. Ambos são bem cremosos, mas até mesmo pelo leite de ovelha, o roquefort se diferencia pela intensidade do sabor.


  Há quase dois séculos sem ser produzido em sua cidade de origem (Gorgonzola-ITA), é atualmente o terceiro queijo mais consumido da Itália, atrás apenas dos emblemáticos parmegiano reggiano e do grana padano. A produção do Gorgonzola passou por uma modernização ao longo do tempo, e métodos tradicionais foram atualizados.

   Durante seu processo de produção, o queijo é salgado para perder o excesso de soro, e levado para um ambiente chamado “purgatótio” onde irá desidratar. Em seguida, ele é furado para que os fungos cresçam em seu interior, e levado para maturar em um ambiente úmido e com temperatura controlada. Depois de no mínimo 90 dias, momento onde desenvolve características únicas e potencializa os sabores, o queijo gorgonzola estará pronto para consumo.


– QUEIJO CAMEMBERT X BRIE– Receitas iguais, mas regiões diferentes

     Queijo e França são duas palavras que devem sempre andar juntas, em uma relação que impressiona pela variedade, e pela adoração das pessoas pelo produto. Como dito acima, são mais de 400 variedades em difícil tarefa de escolher o melhor. Entre os mais famosos e consumidos estão os queijos camembert e brie, que mesmo tendo nomes diferentes possuem receitas iguais.

    A diferença primordial entre os queijos citados está no local onde são feitos, nos tamanhos e no formato. O Camembert é originário da região da Normandia e feito em formato circular, já o Brie é originário da região que leva seu nome e vendido em formato triangular.


    Produzidos com leite de vaca cru tanto o Camembert quanto o Brie são cremosos, e cobertos por uma casca aveludada e comestível. Essa casca é um tipo de fungo chamado “Penicillium candidum”. Possuem uma textura bastante interessante e podem ser encontrados com diferentes graus de maturação, ou seja, mais ou menos forte ou suave.

   Os 4 exemplos citados acima são classificados em dois grupos diferentes, o Camembert e o Brie são queijos classificados como “pasta mole”, enquanto o gorgonzola e o roquefort são chamados de queijos azuis. O mais importante e fascinante nessa grande mistura de queijos, é que mesmo o método de produção sendo o mesmo jamais os queijos serão iguais, e isso se explica por uma série de fatores (terroir) que vai desde o tipo de leite usado, até a alimentação dos animais que vão produzir o leite.















FONTE: https://www.petitgastro.com.br/queijos-roquefort-x-gorgonzola-camembert-x-brie/

ELEIÇÕES 2026 X ESCOLA LAICA

  As Eleições de 2026 representam um marco decisivo para o futuro socioeconômico e institucional do Brasil.     O pleito impacta diretament...