Vertebrados - Mamíferos

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Os mamíferos são animais classificados na classe Mammalia. Nela existem animais pesando de 3g a 160 toneladas e medindo de 8 cm até 30 m de comprimento. Podemos encontrar mamíferos em vários ambientes, como na água doce, na água salgada, no ar e na terra firme. Alguns mamíferos (o rato, por exemplo) transmitem microrganismos patogênicos prejudiciais ao homem, mas há mamíferos muito importantes para o ser humano (como a vaca e a cabra, na obtenção de leite, carne, couro, lã, dentre tantas outras coisas).

Há características exclusivas da classe dos mamíferos, são elas:
  • glândulas mamárias;
  • corpo total ou parcialmente coberto por pelos;
  • dentes diferenciados com incisivos, caninos, pré-molares e molares;
  • diafragma, uma membrana muscular que separa o tórax do abdome e que auxilia na ventilação dos pulmões.
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Os pelos que recobrem o corpo dos mamíferos são constituídos de queratina e são formados no interior dos folículos pilosos, nos quais se abre uma glândula sebácea que produz gordura e que tem a função de lubrificar a pele e os pelos, contribuindo para sua impermeabilização. Os pelos nos mamíferos têm a função de proteção e também de isolante térmico, mantendo a temperatura do corpo sempre constante. Sob a pele dos mamíferos há uma camada de células que armazenam gorduras (adipócitos), formando o panículo adiposo. Essa camada de gordura serve como reserva de alimento e também como isolante térmico.



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A baleia e o golfinho são mamíferos aquáticos que não apresentam pelos, pois a presença deles poderia interferir na velocidade da natação. Esses animais possuem uma camada de gordura muito grossa sob a pele, o que impede que eles percam calor do corpo para o ambiente. É importante lembrar que, na fase embrionária, baleias e golfinhos apresentam pelos.
Alguns mamíferos apresentam garras, unhas, chifres e cascos. As garras e os cascos de alguns mamíferos são formados por queratina, enquanto que os cornos, estruturas permanentes, podem ser formados por queratina, como no rinoceronte; ou osso coberto por queratina ou pele, como no boi e no antílope. Os chifres encontrados em alguns grupos de mamíferos são constituídos por ossos e são revestidos por peles apenas durante o crescimento, como nos veados e alces. Nesses mamíferos, os chifres são trocados a cada ano.

As glândulas sudoríparas presentes em alguns mamíferos produzem suor e, com isso, ajudam a baixar a temperatura corporal. Isso acontece porque, ao evaporar, a água presente no suor retira o calor da pele e do sangue, resfriando o corpo.

Em todos os mamíferos, exceto na preguiça, no peixe-boi e no tamanduá, há sete vértebras cervicais, além da cauda que apresenta um número variável de vértebras. Nos humanos, a cauda é vestigial e corresponde ao cóccix.

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Todos os mamíferos, sejam aquáticos ou não, apresentam pulmões constituídos por alvéolos pulmonares, onde ocorrem as trocas gasosas, processo chamado de hematose. O coração dos mamíferos apresenta quatro câmaras, sendo que a circulação é dupla e completa. O sistema urinário dos mamíferos é formado por um par de rins, órgãos que excretam a ureia. A urina de todos os mamíferos passa pelos ureteres, bexiga e uretra, com exceção dos monotremados, que possuem apenas uma abertura (cloaca) para o sistema digestório, reprodutor e urinário.

O sistema nervoso dos mamíferos é bem desenvolvido. Seu cérebro apresenta inúmeras dobras, fazendo com que sua área superficial seja muito grande em relação ao seu volume. Os mamíferos são animais que têm capacidade de inteligência, memória e aprendizado maior que a dos outros vertebrados.
Assim como outros vertebrados, os mamíferos são dioicos, ou seja, apresentam sexos separados. Com fecundação interna, os mamíferos apresentam desenvolvimento direto, sendo quase todos vivíparos, ou seja, o filhote se desenvolve no interior do útero da mãe.

Os mamíferos são classificados em três subclasses: 
  • Prototheria (monotremados), 
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Ornitorrinco
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Equidna
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  • Metatheria (marsupiais) e 
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Canguru
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  • Eutheria (placentários), que serão estudadas separadamente.
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Feto de Golfinho no útero da fêmea
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Prothoteria

Os monotremados são os únicos representantes vivos da Subclasse Prototheria, Superdivisão Australosphenida. Na atualidade, existem somente cinco animais pertencentes a esta ordem, divididos em duas Famílias: Ornithorhynchidae, representada pelo ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus); e Tachyglossidae, contendo indivíduos chamados popularmente de équidnas (Tachyglossus aculeatus, Zaglossus attenboroughi, Zaglossus bartoni e Zaglossus bruijnii). Todas estas espécies são encontradas somente na Oceania, mais especificamente na Austrália e Nova Guiné, embora as três últimas se encontrem criticamente em perigo, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, IUCN.

Apesar de possuírem pelos, glândulas mamárias e coração com quatro cavidades, os monotremados apresentam diferenças gritantes, se comparados à maioria dos mamíferos. Tais animais, por exemplo, põem ovos, entre 12 e 20 dias após a gestação, sendo incubados em ninhos, no caso dos ornitorrincos; ou em bolsas localizadas no ventre da mãe, no caso das équidnas. Após o nascimento, os filhotes se alimentam do leite que emana de uma área especializada na pele materna, chamada auréola, e recebem cuidado parental por cerca de cinco anos. Outras diferenças incluem a ausência de tetas e dentes, a existência de somente uma abertura para a eliminação de fezes e urina, e para a cópula e ovoposição; e a presença de focinhos ou bicos altamente especializados. Quanto a estes, são coriáceos, e contêm receptores eletromagnéticos utilizados, principalmente, para detectar presas.

Uma curiosidade adicional sobre tais animais é que os machos possuem esporões em suas patas traseiras cujo veneno é tão potente quanto o de uma serpente peçonhenta!

Methateria

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Os marsupiais são animais vivíparos que pertencem à subclasse dos mamíferos metatherios, cujos embriões se desenvolvem no útero e nascem precocemente (sem estar completamente formado), terminando o desenvolvimento no interior de uma bolsa de pele (o marsúpio), uma extensão ventral da barriga da mãe.

Os marsupiais mais conhecidos são: os cangurus, os coalas e o demônio da tasmânia (Austrália), os gambás e as cuícas (América do Sul).

Esses mamíferos com placenta rudimentar, portanto com reduzido período gestacional (de 13 a 35 dias), inicialmente alojam os embriões no interior da cavidade uterina, até que se esgote o suprimento nutricional do saco vitelínico (anexo embrionário).

Após o nascimento, o pequeno ser, ainda imaturo, se agarra aos pelos da mãe em direção ao marsúpio, que contêm glândulas mamarias, fornecendo alimento (leite) aos filhotes que ali completam seu desenvolvimento.

Eutheria

Eutheria, um grupo que abrange cerca de 95% dos mamíferos em todo o planeta, reunindo os animais com desenvolvimento embrionário essencialmente na cavidade abdominal, alojados no interior do útero materno, com suporte aos anexos: placenta, saco vitelínico, âmnio, cavidade amniótica e cordão umbilical.

Durante a fase embrionária, o organismo gerado recebe os nutrientes e gás oxigênio para o seu completo desenvolvimento até o momento do nascimento.

Entre as principais Ordens dessa Subclasse, destacam-se as listadas abaixo:

  • Xenarthra (edentados) → Animais sem dentes ou com reduzido número e tamanho de dentes, porém com garras bem evidentes. Exemplo: Tamanduá, tatu e preguiça.
  • Lagomorpha (lagomorfos) → Animais portadores de dois pares de dentes incisivos inseridos na maxila, um com posição anterior (mais proeminente) e o outro situado lateralmente a esses (menos proeminente). Exemplo: Coelho e lebre.
  • Rodentia (roedores) → Animais que possuem dois pares de dentes incisivos inseridos um em cada maxila, crescendo continuamente e adaptados ao hábito de roer alimentos. Exemplo: Porco-espinho, capivara, rato, esquilo e cutia.
  • Carnívora (carnívoros) → Animais com dentes caninos bem desenvolvidos, típico de animais predadores, adaptados a perfurar e rasgar a carne de suas presas. Exemplo: Leão, hiena, morsa, cão e gato.
  • Insetívora (insetívoros) → Animais de pequeno porte, com focinho alongado e pontiagudo. Exemplo: Ouriço-cacheiro.
  • Quiróptera (quirópteros) → Animais voadores, com membros anteriores modificados em asas. Algumas espécies são insetívoras, frutíferas e outras hematófagas. Exemplo: morcegos.
  • Artiodactyla (artiodactílos) → Animais geralmente herbívoros, com número par de dedos (dois ou quatro) protegidos por casco. Exemplo: boi, porco, camelo e carneiro.
  • Cetácea (cetáceos) → Animais marinhos com membros anteriores modificados em nadadeiras e os posteriores ausentes. Exemplo: Baleia e golfinho.
  • Perissodactyla (perissodáctilos) → Animais geralmente herbívoros, com número impar de dedos (um ou três) e caminham sobre o casco. Exemplo: cavalo, zebra e rinoceronte.
  • Sirenia (sirênios) → Animais aquáticos com membros posteriores reduzidos e modificados em nadadeiras e cauda propulsora bem desenvolvida. Exemplo: peixe-boi.
  • Proboscídea (probocídeos) → Animais com narina e lábio superior fusionados em forma de tromba e dentes incisivos superiores com maior evidência. Exemplo: elefante.
  • Primates (primatas) → Animais com mãos e pés contendo cinco dedos distintos e adaptados para apreensão, postura ereta ou semiereta e cabeça formando ângulo reto com o pescoço. Exemplo: chipanzé, gorila, mico e o próprio homem.

Fonte:
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/classe-mammalia.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/marsupiais.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/euterios.htm

FÍSICA - Ondas sonoras e os instrumentos musicais.

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A Física da Música


por: Naylor Oliveira
Características sonoras
A ciência pode hoje apontar certas características físicas de um som musical que o distingue de sons que são apenas ruídos. Utilizando instrumentos que transcrevem as ondas sonoras em imagens visuais (tais como o “osciloscópio”), os cientistas aprenderam que a maioria dos sons musicais formam estruturas definidas por ondas e descritas por funções matemáticas (chamadas de “função seno” ou “senóide”), e que cada instrumento produz uma modalidade matemática diferente. O som é medido fisicamente por três grandezas; a intensidade, a freqüência e o timbre. Intensidade refere-se à amplitude das oscilações da pressão do ar. Freqüência é o número de vezes que a oscilação ocorre por unidade de tempo. E timbre é relativo à presença de harmônicos no som.

Através de um ociloscópio, podemos “ler” a matemática que há por trás da música.
Cada tipo de instrumento musical tem uma espécie de “assinatura”: um conjunto de características sonoras associadas que têm uma descrição matemática extremamente precisa, embora possam parecer subjetivas. O som pode ser representado pela soma de diversas ondas individuais, o que chamamos de “componentes deFourier”. O que diferencia um instrumento de outro são as amplitudes e a duração de cada um dos harmônicos presentes no som resultante.

Uma corda de um piano, quando tocada, emite simultaneamente vários outros sons. Estes sons são chamados de “harmônicos” e podem ser determinados matematicamente. A intensidade de cada um dos harmônicos determina o timbre do instrumento.
A esse conjunto de características chamamos de timbre. A mesma nota emitida por uma trompa soa diferente quando produzida por um violino. Isto acontece porque, embora a freqüência fundamental dos sons seja a mesma em ambos os instrumentos, a excitação das freqüências harmônicas é diferente. No violino, uma extensa gama de harmônicos comparece junto à fundamental, e do conjunto desses sons resulta o timbre do instrumento.

Mesmo uma única corda pode vibrar em vários harmônicos simultaneamente. O timbre do instrumento é a soma destes harmônicos em conjunto com as características da caixa acústica do violão.
Outras caracterizações da música envolvem harmonia e ritmo. A harmonia é a relação que se estabelece entre notas musicais, de maneira a criar uma sensação agradável. Pode ser dada por regras matemáticas de proporção, mas como podemos ter uma infinidade de regras, a harmonia torna-se subjetiva, variando de acordo com o estilo almejado. Os modelos clássicos tomavam partido do pensamento pitagórico-platônico, buscando na música a proporção áurea. Por outro lado, o rock, como proposta moderna de música, subverteu as regras e fez música com acordes que, de acordo com os clássicos, seriam desagradáveis à audição humana.
Ritmo relaciona sucessões de tempos musicais tônicos e átonos, isto é, “fortes” e “fracos”. Pode se definir o ritmo como algo que se aproxima das batidas cardíacas, ou seja, varia de acordo com a emoção que se deseja expor: mais acelerado e frenético ou calmo e suave. Se para a harmonia, mesmo com regras matemáticas, temos uma subjetividade muito forte e presente, com relação ao ritmo tudo se torna subjetivo, isto é, a única maneira de se avaliar um ritmo é baseado em sentimentos e emoções.
Fontes sonoras
Fonte sonora é qualquer corpo capaz de fazer o ar oscilar com ondas de freqüência e amplitude detectáveis pelos nossos ouvidos. No entanto, as fontes mais variadas e ricas em qualidade sonora são os instrumentos musicais, que, de forma geral, podem ser classificados em três grandes grupos: os instrumentos de percussão (como tambor, atabaque, bongô, bateria e xilofone), os instrumentos de corda (como violino, viola, contrabaixo, harpa, piano e violoncelo) e os instrumentos de sopro (como clarineta, flauta, flautim, oboé, fagote, órgão de sopro e saxofone). Lembro também de um “instrumento” muitas vezes esquecido: nossa voz é um complexo de mecanismos presentes tanto nos instrumentos de sopro, cordas ou percursão.
Cada instrumento musical tem a característica de emitir uma mesma nota com timbre diferente dos demais instrumentos. Isso dá ao instrumento uma qualidade particular, que o torna único.
Instrumentos de corda

Os instrumentos de corda têm uma caixa acústica que amplifica o som produzido pela vibração das cordas, como o caso do violino, da viola, do violoncelo, do contra-baixo e do violão.
Na maioria desses instrumentos, o comprimento das cordas são geralmente variados pelos dedos da mão esquerda. Obtêm-se os diferentes tons variando tal comprimento. A harpa e o piano são exceções. Por não ser possível variar o comprimento das cordas da harpa, seus pedais variam a tensão aplicada em tais cordas. Já o piano possui cordas com tensões definidas. Utiliza-se de alavancas associadas à teclas para que se acione a corda.

Assim como o piano, o berimbau é um instrumento de corda percurtida.
A maioria dos instrumentos, no entanto, possui cordas presas a um braço e sobre uma caixa acústica de madeira (utilizada para amplificar o som). A madeira e os espaços de ar no corpo de um violino, por exemplo, são essenciais na produção de um som com qualidade. Um bom violino tem a virtude especial de vibrar fielmente com cada corda e nas diversas alturas, mesmo nas mais agudas. Um violino deficiente altera as vibrações, aumentando algumas e omitindo outras.
O estudo dos instrumentos de corda está baseado na teoria das ondas estacionárias, ou seja, na freqüência das ondas sonoras que as cordas emitem. Essas freqüências naturais dependem de três fatores: a densidade linear das cordas (a massa da corda dividida pelo volume que a mesma ocupa), o módulo da tração a que elas estão submetidas (se a corda está mais apertada ou frouxa no braço do instrumento) e o comprimento linear da corda.
Instrumentos de sopro
Nos instrumentos de corda, os músicos vibram tais cordas e esta vibração se transmite ao instrumento, que vibra o ar, produzindo o som que chega a nossos ouvidos. Por outro lado, nos instrumentos de sopro, o músico vibra o ar diretamente, utilizando-se dos próprios lábios, da força do diafragma e do controle das aberturas do instrumento (com seus dedos).
Se soprarmos várias garrafas (que contenham quantidades distintas de água) por seu gargalo, perceberemos diferentes sons. As que contiverem mais ar (consequentemente menos água) produzirão um tom mais baixo do que as outras. A coluna de ar mais longa, tal como a corda mais longa, produz um som mais grave.

Exemplos de instrumentos de sopro: clarineta, clarone, fagote, oboé, sax alto, sax soprano, sax tenor e sax barítono.
Na maioria dos instrumentos de sopro, da flauta ao órgão, muda-se a freqüência do som alterando-se o comprimento da coluna de ar. Em instrumentos onde o ar é movimentado pela boca do instrumentista, o músico aumenta a coluna de ar cobrindo os orifícios do instrumento e a diminui os descobrindo. Isso é feito com as pontas dos dedos diretamente ou com auxílio de teclas ou chaves. No entanto, o órgão de sopro (comumente utilizado em igrejas góticas) movimenta o ar através de um mecanismo próprio, e o controle da coluna de ar se dá por meio das teclas que acionam tubos de diferentes comprimentos e diâmetros.

Através do movimento do ar dentro da coluna de ar, temos o som dos instrumentos de sopro e seus harmônicos.
O bocal de uma clarineta, por exemplo, tem uma lâmina fina de bambu, conhecida como “palheta”. Soprando no bocal, a palheta vibra, produzindo, deste modo, uma onda sonora que se propaga para a extremidade aberta do instrumento, onde é parcialmente refletida. A onda refletida volta para o bocal, reflete-se de novo, e assim por diante. As ondas, viajando de uma extremidade para outra do tubo, vibram com uma certa freqüência. Se encurtássemos o tubo, as ondas viajariam uma distância menor, voltando ao ponto de partida em menos tempo; a freqüência seria assim aumentada e o som se tornaria mais agudo. Em vez de cortar o tubo, pressionamos chaves, de modo a abrir os orifícios existentes nos lados. Isto tem o mesmo efeito que encurtar o tubo, permitindo assim a execução de uma escala.
Nos instrumentos da categoria dos metais, o que produz a vibração do ar é a vibração dos lábios do músico; porém o princípio é o mesmo. No trombone de vara, faz-se o aumento e a redução da coluna de ar movimentando para dentro e para fora um tubo em forma de U (isto é, encurtando ou aumentando o comprimento do tubo). Em outros instrumentos como o trompete, a tuba, a trompa e o trombone de pistos, o bombardino e outros, existem chaves que controlam a passagem do ar por vários segmentos de tubo, alterando assim a distância total percorrida pela onda sonora. Outros instrumentos que não possuem partes móveis nem chaves, como a corneta,  o clarim, a trompa de caça e outros, podem emitir apenas uma gama reduzida de frequências, ou seja, apenas as notas correspondentes aos harmônicos da nota fundamental do instrumento.

No trombone de vara a coluna de ar é variada movendo a extensão em forma de U.
Instrumentos de percussão
Os sons dos instrumentos de percussão dependem da vibração da película flexível em que se bate, com baquetas ou com as mãos. A pele do tambor, por exemplo, é extremamente esticada nas bases de uma superfície cilíndrica de madeira ou de metal. As vibrações da pele e do corpo do tambor produzem o som. Em alguns tipos de tambor pode-se alterar a freqüência do som variando-se previamente a tensão da pele. No timbale, o músico consegue alterar a tensão que a pele é presa ao tambor durante a execução sinfônica.

Nos instrumentos de percussão, o que vale para a música é o ritmo, e não a harmonia. Acima temos a conga, o bongô, a bateria e o pandeiro.
Como instrumentos de ritmo, os tambores produzem sons que diferem radicalmente dos produzidos por instrumentos mais melodiosos. Um bumbo (ou zabumba) e uma tuba, por exemplo, produzem sons de muito baixa intensidade. Mas a tuba toca uma nota musical definida matematicamente, ao passo que o som do bumbo é mais explosivo do que melódico. A razão disto é que a nota da tuba é composta de um certo número de ondas sonoras, cada qual com um comprimento de onda específico, ao passo que a pele em vibração do bumbo e o seu interior cavernoso produzem um enxame desorganizado de ondas. Em vista do tamanho do bumbo, suas ondas são quase todas de baixa intensidade, mas incoerentes demais para compor uma nota reconhecível. Os tambores compreendem a subdivisão mais importante dos instrumentos de percussão. Tais instrumentos podem abranger quase tudo o que produz som quando percutido.
Hoje em dia, com o avanço da eletrônica em todas as modalidades do conhecimento humano, os instrumentos acabaram se subdividindo em duas categorias: os acústicos (corda, sopro e percussão) e os eletrônicos.
Instrumentos Eletrônicos
Datam da década de 1960 e são compostos por sintetizadores. São exemplos a guitarra, o teclado, o contra-baixo, etc. Hoje em dia, quase todo instrumento tem sua versão eletrônica.
Há aproximadamente 40 anos foi criado o que veio a ser chamado sintetizador, que nada mais é do que um aparelho capaz de criar uma infinidade de timbres sonoros. Quando o instrumentista aperta uma das teclas do sintetizador, este acaba produzindo eletronicamente a freqüência correspondente, junto com um grande número de harmônicos. Em seguida estes harmônicos são amplificados e ajustados a fim de dar uma maior ou menor intensidade nesta freqüência específica. A somatória de todas as freqüências de saída denominam-se “som sintetizado”.

Um sintetizador consegue reproduzir sons em diversos timbres, simulando outros instrumentos.
Com a finalidade de criar um som, o músico faz ajustes nas intensidades das freqüências envolvidas, a fim de conseguir um timbre que o satisfaça. Porém, antes de 1985, não era possível conseguir sons contendo timbres naturais, como o violino ou o trompete, devido ao fato destes instrumentos produzirem um número muito grande de harmônicos em seus sons.
Com a invenção do sampler (“amostrador”), criou-se o caminho inverso, ou seja, este dispositivo era capaz de captar os sons produzidos por algum instrumento musical e armazená-los em sua memória. Com os conseqüentes avanços no campo da eletrônica, hoje em dia já se produzem cd’s totalmente compostos por sons sintetizados, imitando guitarra, flauta, baixo, etc. Existem modernos teclados eletrônicos que produzem os sons de diversos instrumentos, uma verdadeira orquestra em um único aparelho.
Por fim, acompanhando os avanços dos instrumentos eletrônicos, surgiu uma linguagem de transmissão de dados digital especialmente destinada à música, denominada MIDI (do inglês: musical instrument digital interface), que interliga qualquer instrumento musical a um sintetizador por meio de um cabo conector. Deste modo, caso se registre no sampler do sintetizador o som de uma tuba, pode-se conectar outro instrumento musical, por exemplo um banjo, e, ao tocá-lo, sairá o timbre musical da tuba.
Assim, música é pura arte, mas mesmo a mais essencial das artes pode ser avaliada e estudada pelo universo da Física.

Adaptado e ampliado de uma publicação originalmente hospedada em http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_25/musica.html
Adaptado e revisado por Levi de Paula Tavares em novembro de 2011
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Fonte:
https://musicaeadoracao.com.br/25359/a-fisica-da-musica/ Acessado em 27 de novembro de 2018.






Vertebrados - Anfíbios

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Os anfíbios são animais que se caracterizam por ter duas formas de vida: a fase larval e a fase adulta.
Em geral, a primeira fase desses animais é de vida aquática e, assim como os peixes respiram por brânquias. Ao longo dessa fase, eles desenvolvem patas e a respiração torna-se pulmonar ou cutânea (através da pele), fazendo com que possam viver tanto na água, quanto em terra firme. Essa transformação é chamada de metamorfose. 
A metamorfose é um fenômeno da natureza em que um ser vivo sofre alguma alteração física e transforma-se, ganhando uma aparência nova e diferente. Assim como os girinos se transformam em sapos através da metamorfose, as lagartas se transformam em borboletas da mesma forma.
O nome anfíbio tem origem em duas palavras gregas. Amphi = de dois lados; Bios = vida. Ou seja, estes animais vivem em dois meio ambientes diferentes, o aquático e o terrestre. Porém, não vivem em qualquer ambiente aquático, mas só em águas doces. Por isso você não irá encontrar um anfíbio no mar.

  • O corpo dos anfíbios possui uma pele lisa, fina e úmida. Não possui nenhuma escama como os répteis e peixes, ou pelos como os mamíferos.
  • A temperatura do corpo dos anfíbios varia de acordo com a temperatura do ambiente em que eles estão. Se estiverem dentro de uma água gelada, sua temperatura corporal será baixa; se estiverem em um lugar muito quente, sua temperatura corporal será elevada.
  • Eles se alimentam de pequenos insetos, como moscas e mosquitos, além de aranhas e minhocas. Podem comer também pequenos mamíferos ou até mesmo outros anfíbios.
  • Esses animais costumam viver em lugares úmidos e próximos a água, como lagos e rios.
  • Apesar se possuírem pulmões, os anfíbios respiram muito mais pela pele do que pela narina, e por isso eles precisam estar com a pele sempre úmida. Isso é chamado de respiração cutânea.
  • É na água que os anfíbios depositam seus ovos, pois seus filhotes, no início da vida, precisam estar dentro da água o tempo inteiro.
Os anfíbios existem há mais de 350 milhões de anos e foram os primeiros animais a apresentar musculatura para se sustentar fora da água.
Os anfíbios são agrupados em três ordens (Anuros, Urodelos, Ápodes), com ampla distribuição geográfica na terra: De acordo com a literatura são conhecidas 5.500 espécies e a anfibiofauna da América do Sul é a mais rica do planeta, com aproximadamente 1.740 espécies, distribuídas por 140 gêneros e 16 famílias. No Brasil são atualmente conhecidas 517 espécies de anfíbios.

Anuros

Quando adultos, possuem patas e não apresentam cauda: sapos, rãs e pererecas.

O sapo tem pele seca e enrugada.

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A rã tem pele úmida e lisa.

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A perereca tem “ventosas” nos dedos, que facilitam sua adesão a pedras, paredes etc.

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​Urodelos

Possuem corpo alongado, patas laterais e uma longa cauda: salamandras e tritões.

As salamandras nadam movimentando a cauda.

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A característica comum a todas as espécies de tritão é a sua permanência prolongada em pontos de água doce durante a época de reprodução.

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Ápodes


Têm corpo cilíndrico e não possuem patas.

As cobras-cegas, vivem enterradas no solo e são mais ativas à noite. Com olhos bem reduzidos. Lembram grandes minhocas, mas possuem osso e cabeça bem delimitada.

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Fontes:
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/anfibio.htm
https://www.estudokids.com.br/anfibios/
https://www.todamateria.com.br/anfibios/

Vertebrados - Répteis

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Os répteis são animais vertebrados que possuem o corpo com pele repleta de escamas grossas que são fatores adaptativos que favorecem a sobrevivência em ambientes secos, pois ajudam a evitar a perda excessiva de água. 

Muitos répteis se rastejam, tal fato é que deu o nome a esse grupo: o termo “réptil” deriva da palavra “reptare”, do latim, que significa “rastejar”. A maioria é carnívora, embora alguns da Ordem Chelonia apresentem dieta herbívora. O coração apresenta dois átrios e um ventrículo parcialmente dividido, exceto no caso dos Crocodilianos, nos quais o coração se apresenta com as quatro cavidades completas. Eles possuem esqueleto completamente ossificado, e a maioria dos representantes com patas possui cinco dedos em cada uma delas. Além disso, são encontrados nesses animais doze pares de nervos cranianos. Répteis costumam ser encontrados em ambientes terrestres. Alguns também podem ser vistos nos troncos ou copas de árvores, dentro da água, ou mesmo caminhando em nossas paredes, como é o caso das lagartixas. 

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Os primeiros vertebrados a se tornarem independentes da água para se reproduzir foram os répteis.
Diferentes dos anfíbios, que podem viver em ambientes terrestres, animais como sapos rã e pererecas são extremamente dependentes da água para se reproduzir. Um fato que marca muito a evolução dos vertebrados é que nos répteis os ovos com casca são uma importante característica que permitem a sobrevivência em ambientes com pouca água. O embrião é protegido pela casca que ajuda a evitar a perda excessiva de água. A fecundação é interna, ou seja, acontece dentro do corpo da fêmea e não mais na água como no caso dos anfíbios.

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Outra adaptação ao ambiente seco é que seus pulmões são mais eficientes nas trocas gasosas e o coração mais eficiente em manter o sangue venoso separado do sangue arterial. Outra característica típica desses seres vivos é o fato de sua temperatura corporal variar conforme a temperatura do ambiente em que estão. Assim, quando está frio, o corpo apresenta uma temperatura baixa e, ao esquentar, ele também se aquece.

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Podem ser divididos em cinco classes dentro de sua espécie: os crocodilanos (os crocodilos e jacarés, por exemplo, que são encontrados geralmente em regiões de clima quente); os quelônios (os cágados, jabutis e diversos tipos de tartarugas); os ofídios (são as cobras e serpentes), os sáurios (os lagartos e camaleões) e o tuatara, este grupo foi o único que sobrou do grupo pré-histórico dos reincocéfalos (eles habitam unicamente a Nova Zelândia). 

No Ensino Fundamental e Médio, os répteis são uma classe dividida nas seguintes ordens: 
  • Ordem Squamata - abriga os lagartos, camaleões, iguanas, lagartixas, cobras-de-duas-cabeças (patas ausentes e corpo com anéis, semelhante ao das minhocas) e serpentes; 
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  • Ordem Chelonia - abriga animais com corpo coberto por casco ósseo (carapaça e plastrão) e sem dentes: as tartarugas marinhas e de água doce, os cágados e os jabutis;


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  • Ordem Crocodilia - abriga os crocodilos, gaviais, aligátores, jacarés e caimões; 

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  • Ordem Rhyncocephalia - abriga os tuataras, que são animais parecidos com os lagartos, e restritos à Nova Zelândia. 
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Fontes:
http://escolakids.uol.com.br/repteis.htm
https://www.todabiologia.com/zoologia/repteis.htm
http://planetabiologia.com/repteis-caracteristicas-classificacao-e-exemplos-resumo/2/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/os-repteis.htm

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