FÍSICA - Ondas sonoras e os instrumentos musicais.

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A Física da Música


por: Naylor Oliveira
Características sonoras
A ciência pode hoje apontar certas características físicas de um som musical que o distingue de sons que são apenas ruídos. Utilizando instrumentos que transcrevem as ondas sonoras em imagens visuais (tais como o “osciloscópio”), os cientistas aprenderam que a maioria dos sons musicais formam estruturas definidas por ondas e descritas por funções matemáticas (chamadas de “função seno” ou “senóide”), e que cada instrumento produz uma modalidade matemática diferente. O som é medido fisicamente por três grandezas; a intensidade, a freqüência e o timbre. Intensidade refere-se à amplitude das oscilações da pressão do ar. Freqüência é o número de vezes que a oscilação ocorre por unidade de tempo. E timbre é relativo à presença de harmônicos no som.

Através de um ociloscópio, podemos “ler” a matemática que há por trás da música.
Cada tipo de instrumento musical tem uma espécie de “assinatura”: um conjunto de características sonoras associadas que têm uma descrição matemática extremamente precisa, embora possam parecer subjetivas. O som pode ser representado pela soma de diversas ondas individuais, o que chamamos de “componentes deFourier”. O que diferencia um instrumento de outro são as amplitudes e a duração de cada um dos harmônicos presentes no som resultante.

Uma corda de um piano, quando tocada, emite simultaneamente vários outros sons. Estes sons são chamados de “harmônicos” e podem ser determinados matematicamente. A intensidade de cada um dos harmônicos determina o timbre do instrumento.
A esse conjunto de características chamamos de timbre. A mesma nota emitida por uma trompa soa diferente quando produzida por um violino. Isto acontece porque, embora a freqüência fundamental dos sons seja a mesma em ambos os instrumentos, a excitação das freqüências harmônicas é diferente. No violino, uma extensa gama de harmônicos comparece junto à fundamental, e do conjunto desses sons resulta o timbre do instrumento.

Mesmo uma única corda pode vibrar em vários harmônicos simultaneamente. O timbre do instrumento é a soma destes harmônicos em conjunto com as características da caixa acústica do violão.
Outras caracterizações da música envolvem harmonia e ritmo. A harmonia é a relação que se estabelece entre notas musicais, de maneira a criar uma sensação agradável. Pode ser dada por regras matemáticas de proporção, mas como podemos ter uma infinidade de regras, a harmonia torna-se subjetiva, variando de acordo com o estilo almejado. Os modelos clássicos tomavam partido do pensamento pitagórico-platônico, buscando na música a proporção áurea. Por outro lado, o rock, como proposta moderna de música, subverteu as regras e fez música com acordes que, de acordo com os clássicos, seriam desagradáveis à audição humana.
Ritmo relaciona sucessões de tempos musicais tônicos e átonos, isto é, “fortes” e “fracos”. Pode se definir o ritmo como algo que se aproxima das batidas cardíacas, ou seja, varia de acordo com a emoção que se deseja expor: mais acelerado e frenético ou calmo e suave. Se para a harmonia, mesmo com regras matemáticas, temos uma subjetividade muito forte e presente, com relação ao ritmo tudo se torna subjetivo, isto é, a única maneira de se avaliar um ritmo é baseado em sentimentos e emoções.
Fontes sonoras
Fonte sonora é qualquer corpo capaz de fazer o ar oscilar com ondas de freqüência e amplitude detectáveis pelos nossos ouvidos. No entanto, as fontes mais variadas e ricas em qualidade sonora são os instrumentos musicais, que, de forma geral, podem ser classificados em três grandes grupos: os instrumentos de percussão (como tambor, atabaque, bongô, bateria e xilofone), os instrumentos de corda (como violino, viola, contrabaixo, harpa, piano e violoncelo) e os instrumentos de sopro (como clarineta, flauta, flautim, oboé, fagote, órgão de sopro e saxofone). Lembro também de um “instrumento” muitas vezes esquecido: nossa voz é um complexo de mecanismos presentes tanto nos instrumentos de sopro, cordas ou percursão.
Cada instrumento musical tem a característica de emitir uma mesma nota com timbre diferente dos demais instrumentos. Isso dá ao instrumento uma qualidade particular, que o torna único.
Instrumentos de corda

Os instrumentos de corda têm uma caixa acústica que amplifica o som produzido pela vibração das cordas, como o caso do violino, da viola, do violoncelo, do contra-baixo e do violão.
Na maioria desses instrumentos, o comprimento das cordas são geralmente variados pelos dedos da mão esquerda. Obtêm-se os diferentes tons variando tal comprimento. A harpa e o piano são exceções. Por não ser possível variar o comprimento das cordas da harpa, seus pedais variam a tensão aplicada em tais cordas. Já o piano possui cordas com tensões definidas. Utiliza-se de alavancas associadas à teclas para que se acione a corda.

Assim como o piano, o berimbau é um instrumento de corda percurtida.
A maioria dos instrumentos, no entanto, possui cordas presas a um braço e sobre uma caixa acústica de madeira (utilizada para amplificar o som). A madeira e os espaços de ar no corpo de um violino, por exemplo, são essenciais na produção de um som com qualidade. Um bom violino tem a virtude especial de vibrar fielmente com cada corda e nas diversas alturas, mesmo nas mais agudas. Um violino deficiente altera as vibrações, aumentando algumas e omitindo outras.
O estudo dos instrumentos de corda está baseado na teoria das ondas estacionárias, ou seja, na freqüência das ondas sonoras que as cordas emitem. Essas freqüências naturais dependem de três fatores: a densidade linear das cordas (a massa da corda dividida pelo volume que a mesma ocupa), o módulo da tração a que elas estão submetidas (se a corda está mais apertada ou frouxa no braço do instrumento) e o comprimento linear da corda.
Instrumentos de sopro
Nos instrumentos de corda, os músicos vibram tais cordas e esta vibração se transmite ao instrumento, que vibra o ar, produzindo o som que chega a nossos ouvidos. Por outro lado, nos instrumentos de sopro, o músico vibra o ar diretamente, utilizando-se dos próprios lábios, da força do diafragma e do controle das aberturas do instrumento (com seus dedos).
Se soprarmos várias garrafas (que contenham quantidades distintas de água) por seu gargalo, perceberemos diferentes sons. As que contiverem mais ar (consequentemente menos água) produzirão um tom mais baixo do que as outras. A coluna de ar mais longa, tal como a corda mais longa, produz um som mais grave.

Exemplos de instrumentos de sopro: clarineta, clarone, fagote, oboé, sax alto, sax soprano, sax tenor e sax barítono.
Na maioria dos instrumentos de sopro, da flauta ao órgão, muda-se a freqüência do som alterando-se o comprimento da coluna de ar. Em instrumentos onde o ar é movimentado pela boca do instrumentista, o músico aumenta a coluna de ar cobrindo os orifícios do instrumento e a diminui os descobrindo. Isso é feito com as pontas dos dedos diretamente ou com auxílio de teclas ou chaves. No entanto, o órgão de sopro (comumente utilizado em igrejas góticas) movimenta o ar através de um mecanismo próprio, e o controle da coluna de ar se dá por meio das teclas que acionam tubos de diferentes comprimentos e diâmetros.

Através do movimento do ar dentro da coluna de ar, temos o som dos instrumentos de sopro e seus harmônicos.
O bocal de uma clarineta, por exemplo, tem uma lâmina fina de bambu, conhecida como “palheta”. Soprando no bocal, a palheta vibra, produzindo, deste modo, uma onda sonora que se propaga para a extremidade aberta do instrumento, onde é parcialmente refletida. A onda refletida volta para o bocal, reflete-se de novo, e assim por diante. As ondas, viajando de uma extremidade para outra do tubo, vibram com uma certa freqüência. Se encurtássemos o tubo, as ondas viajariam uma distância menor, voltando ao ponto de partida em menos tempo; a freqüência seria assim aumentada e o som se tornaria mais agudo. Em vez de cortar o tubo, pressionamos chaves, de modo a abrir os orifícios existentes nos lados. Isto tem o mesmo efeito que encurtar o tubo, permitindo assim a execução de uma escala.
Nos instrumentos da categoria dos metais, o que produz a vibração do ar é a vibração dos lábios do músico; porém o princípio é o mesmo. No trombone de vara, faz-se o aumento e a redução da coluna de ar movimentando para dentro e para fora um tubo em forma de U (isto é, encurtando ou aumentando o comprimento do tubo). Em outros instrumentos como o trompete, a tuba, a trompa e o trombone de pistos, o bombardino e outros, existem chaves que controlam a passagem do ar por vários segmentos de tubo, alterando assim a distância total percorrida pela onda sonora. Outros instrumentos que não possuem partes móveis nem chaves, como a corneta,  o clarim, a trompa de caça e outros, podem emitir apenas uma gama reduzida de frequências, ou seja, apenas as notas correspondentes aos harmônicos da nota fundamental do instrumento.

No trombone de vara a coluna de ar é variada movendo a extensão em forma de U.
Instrumentos de percussão
Os sons dos instrumentos de percussão dependem da vibração da película flexível em que se bate, com baquetas ou com as mãos. A pele do tambor, por exemplo, é extremamente esticada nas bases de uma superfície cilíndrica de madeira ou de metal. As vibrações da pele e do corpo do tambor produzem o som. Em alguns tipos de tambor pode-se alterar a freqüência do som variando-se previamente a tensão da pele. No timbale, o músico consegue alterar a tensão que a pele é presa ao tambor durante a execução sinfônica.

Nos instrumentos de percussão, o que vale para a música é o ritmo, e não a harmonia. Acima temos a conga, o bongô, a bateria e o pandeiro.
Como instrumentos de ritmo, os tambores produzem sons que diferem radicalmente dos produzidos por instrumentos mais melodiosos. Um bumbo (ou zabumba) e uma tuba, por exemplo, produzem sons de muito baixa intensidade. Mas a tuba toca uma nota musical definida matematicamente, ao passo que o som do bumbo é mais explosivo do que melódico. A razão disto é que a nota da tuba é composta de um certo número de ondas sonoras, cada qual com um comprimento de onda específico, ao passo que a pele em vibração do bumbo e o seu interior cavernoso produzem um enxame desorganizado de ondas. Em vista do tamanho do bumbo, suas ondas são quase todas de baixa intensidade, mas incoerentes demais para compor uma nota reconhecível. Os tambores compreendem a subdivisão mais importante dos instrumentos de percussão. Tais instrumentos podem abranger quase tudo o que produz som quando percutido.
Hoje em dia, com o avanço da eletrônica em todas as modalidades do conhecimento humano, os instrumentos acabaram se subdividindo em duas categorias: os acústicos (corda, sopro e percussão) e os eletrônicos.
Instrumentos Eletrônicos
Datam da década de 1960 e são compostos por sintetizadores. São exemplos a guitarra, o teclado, o contra-baixo, etc. Hoje em dia, quase todo instrumento tem sua versão eletrônica.
Há aproximadamente 40 anos foi criado o que veio a ser chamado sintetizador, que nada mais é do que um aparelho capaz de criar uma infinidade de timbres sonoros. Quando o instrumentista aperta uma das teclas do sintetizador, este acaba produzindo eletronicamente a freqüência correspondente, junto com um grande número de harmônicos. Em seguida estes harmônicos são amplificados e ajustados a fim de dar uma maior ou menor intensidade nesta freqüência específica. A somatória de todas as freqüências de saída denominam-se “som sintetizado”.

Um sintetizador consegue reproduzir sons em diversos timbres, simulando outros instrumentos.
Com a finalidade de criar um som, o músico faz ajustes nas intensidades das freqüências envolvidas, a fim de conseguir um timbre que o satisfaça. Porém, antes de 1985, não era possível conseguir sons contendo timbres naturais, como o violino ou o trompete, devido ao fato destes instrumentos produzirem um número muito grande de harmônicos em seus sons.
Com a invenção do sampler (“amostrador”), criou-se o caminho inverso, ou seja, este dispositivo era capaz de captar os sons produzidos por algum instrumento musical e armazená-los em sua memória. Com os conseqüentes avanços no campo da eletrônica, hoje em dia já se produzem cd’s totalmente compostos por sons sintetizados, imitando guitarra, flauta, baixo, etc. Existem modernos teclados eletrônicos que produzem os sons de diversos instrumentos, uma verdadeira orquestra em um único aparelho.
Por fim, acompanhando os avanços dos instrumentos eletrônicos, surgiu uma linguagem de transmissão de dados digital especialmente destinada à música, denominada MIDI (do inglês: musical instrument digital interface), que interliga qualquer instrumento musical a um sintetizador por meio de um cabo conector. Deste modo, caso se registre no sampler do sintetizador o som de uma tuba, pode-se conectar outro instrumento musical, por exemplo um banjo, e, ao tocá-lo, sairá o timbre musical da tuba.
Assim, música é pura arte, mas mesmo a mais essencial das artes pode ser avaliada e estudada pelo universo da Física.

Adaptado e ampliado de uma publicação originalmente hospedada em http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_25/musica.html
Adaptado e revisado por Levi de Paula Tavares em novembro de 2011
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Fonte:
https://musicaeadoracao.com.br/25359/a-fisica-da-musica/ Acessado em 27 de novembro de 2018.






Vertebrados - Anfíbios

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Os anfíbios são animais que se caracterizam por ter duas formas de vida: a fase larval e a fase adulta.
Em geral, a primeira fase desses animais é de vida aquática e, assim como os peixes respiram por brânquias. Ao longo dessa fase, eles desenvolvem patas e a respiração torna-se pulmonar ou cutânea (através da pele), fazendo com que possam viver tanto na água, quanto em terra firme. Essa transformação é chamada de metamorfose. 
A metamorfose é um fenômeno da natureza em que um ser vivo sofre alguma alteração física e transforma-se, ganhando uma aparência nova e diferente. Assim como os girinos se transformam em sapos através da metamorfose, as lagartas se transformam em borboletas da mesma forma.
O nome anfíbio tem origem em duas palavras gregas. Amphi = de dois lados; Bios = vida. Ou seja, estes animais vivem em dois meio ambientes diferentes, o aquático e o terrestre. Porém, não vivem em qualquer ambiente aquático, mas só em águas doces. Por isso você não irá encontrar um anfíbio no mar.

  • O corpo dos anfíbios possui uma pele lisa, fina e úmida. Não possui nenhuma escama como os répteis e peixes, ou pelos como os mamíferos.
  • A temperatura do corpo dos anfíbios varia de acordo com a temperatura do ambiente em que eles estão. Se estiverem dentro de uma água gelada, sua temperatura corporal será baixa; se estiverem em um lugar muito quente, sua temperatura corporal será elevada.
  • Eles se alimentam de pequenos insetos, como moscas e mosquitos, além de aranhas e minhocas. Podem comer também pequenos mamíferos ou até mesmo outros anfíbios.
  • Esses animais costumam viver em lugares úmidos e próximos a água, como lagos e rios.
  • Apesar se possuírem pulmões, os anfíbios respiram muito mais pela pele do que pela narina, e por isso eles precisam estar com a pele sempre úmida. Isso é chamado de respiração cutânea.
  • É na água que os anfíbios depositam seus ovos, pois seus filhotes, no início da vida, precisam estar dentro da água o tempo inteiro.
Os anfíbios existem há mais de 350 milhões de anos e foram os primeiros animais a apresentar musculatura para se sustentar fora da água.
Os anfíbios são agrupados em três ordens (Anuros, Urodelos, Ápodes), com ampla distribuição geográfica na terra: De acordo com a literatura são conhecidas 5.500 espécies e a anfibiofauna da América do Sul é a mais rica do planeta, com aproximadamente 1.740 espécies, distribuídas por 140 gêneros e 16 famílias. No Brasil são atualmente conhecidas 517 espécies de anfíbios.

Anuros

Quando adultos, possuem patas e não apresentam cauda: sapos, rãs e pererecas.

O sapo tem pele seca e enrugada.

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A rã tem pele úmida e lisa.

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A perereca tem “ventosas” nos dedos, que facilitam sua adesão a pedras, paredes etc.

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​Urodelos

Possuem corpo alongado, patas laterais e uma longa cauda: salamandras e tritões.

As salamandras nadam movimentando a cauda.

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A característica comum a todas as espécies de tritão é a sua permanência prolongada em pontos de água doce durante a época de reprodução.

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Ápodes


Têm corpo cilíndrico e não possuem patas.

As cobras-cegas, vivem enterradas no solo e são mais ativas à noite. Com olhos bem reduzidos. Lembram grandes minhocas, mas possuem osso e cabeça bem delimitada.

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Fontes:
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/anfibio.htm
https://www.estudokids.com.br/anfibios/
https://www.todamateria.com.br/anfibios/

Vertebrados - Répteis

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Os répteis são animais vertebrados que possuem o corpo com pele repleta de escamas grossas que são fatores adaptativos que favorecem a sobrevivência em ambientes secos, pois ajudam a evitar a perda excessiva de água. 

Muitos répteis se rastejam, tal fato é que deu o nome a esse grupo: o termo “réptil” deriva da palavra “reptare”, do latim, que significa “rastejar”. A maioria é carnívora, embora alguns da Ordem Chelonia apresentem dieta herbívora. O coração apresenta dois átrios e um ventrículo parcialmente dividido, exceto no caso dos Crocodilianos, nos quais o coração se apresenta com as quatro cavidades completas. Eles possuem esqueleto completamente ossificado, e a maioria dos representantes com patas possui cinco dedos em cada uma delas. Além disso, são encontrados nesses animais doze pares de nervos cranianos. Répteis costumam ser encontrados em ambientes terrestres. Alguns também podem ser vistos nos troncos ou copas de árvores, dentro da água, ou mesmo caminhando em nossas paredes, como é o caso das lagartixas. 

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Os primeiros vertebrados a se tornarem independentes da água para se reproduzir foram os répteis.
Diferentes dos anfíbios, que podem viver em ambientes terrestres, animais como sapos rã e pererecas são extremamente dependentes da água para se reproduzir. Um fato que marca muito a evolução dos vertebrados é que nos répteis os ovos com casca são uma importante característica que permitem a sobrevivência em ambientes com pouca água. O embrião é protegido pela casca que ajuda a evitar a perda excessiva de água. A fecundação é interna, ou seja, acontece dentro do corpo da fêmea e não mais na água como no caso dos anfíbios.

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Outra adaptação ao ambiente seco é que seus pulmões são mais eficientes nas trocas gasosas e o coração mais eficiente em manter o sangue venoso separado do sangue arterial. Outra característica típica desses seres vivos é o fato de sua temperatura corporal variar conforme a temperatura do ambiente em que estão. Assim, quando está frio, o corpo apresenta uma temperatura baixa e, ao esquentar, ele também se aquece.

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Podem ser divididos em cinco classes dentro de sua espécie: os crocodilanos (os crocodilos e jacarés, por exemplo, que são encontrados geralmente em regiões de clima quente); os quelônios (os cágados, jabutis e diversos tipos de tartarugas); os ofídios (são as cobras e serpentes), os sáurios (os lagartos e camaleões) e o tuatara, este grupo foi o único que sobrou do grupo pré-histórico dos reincocéfalos (eles habitam unicamente a Nova Zelândia). 

No Ensino Fundamental e Médio, os répteis são uma classe dividida nas seguintes ordens: 
  • Ordem Squamata - abriga os lagartos, camaleões, iguanas, lagartixas, cobras-de-duas-cabeças (patas ausentes e corpo com anéis, semelhante ao das minhocas) e serpentes; 
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  • Ordem Chelonia - abriga animais com corpo coberto por casco ósseo (carapaça e plastrão) e sem dentes: as tartarugas marinhas e de água doce, os cágados e os jabutis;


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  • Ordem Crocodilia - abriga os crocodilos, gaviais, aligátores, jacarés e caimões; 

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  • Ordem Rhyncocephalia - abriga os tuataras, que são animais parecidos com os lagartos, e restritos à Nova Zelândia. 
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Fontes:
http://escolakids.uol.com.br/repteis.htm
https://www.todabiologia.com/zoologia/repteis.htm
http://planetabiologia.com/repteis-caracteristicas-classificacao-e-exemplos-resumo/2/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/os-repteis.htm

FÍSICA - Ondas

Classificação das ondas

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Uma onda é um movimento causado por uma perturbação, e esta se propaga através de um meio.

Um exemplo de onda é tido quando joga-se uma pedra em um lago de águas calmas, onde o impacto causará uma perturbação na água, fazendo com que ondas circulares se propagem pela superfície da água.

Também existem ondas que não podemos observar a olho nu, como, por exemplo, ondas de rádio, ondas de televisão, ondas ultra-violeta e microondas.

Além destas, existem alguns tipos de ondas que conhecemos bem, mas que não identificamos normalmente, como a luz e o som.

Mas o que elas têm em comum é que todas são energias propagadas através de um meio, e este meio não acompanha a propagação.

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Conforme sua natureza as ondas são classificadas em:
  • Ondas Mecânicas: são ondas que necessitam de um meio material para se propagar, ou seja, sua propagação envolve o transporte de energia cinética e potencial e depende da elasticidade do meio. Por isto não é capaz de propagar-se no vácuo. Alguns exemplos são os que acontecem em molas e cordas, sons e em superfícies de líquidos.
  • Ondas Eletromagnéticas: são ondas geradas por cargas elétricas oscilantes e sua propagação não depende do meio em que se encontram, podendo propagar-se no vácuo e em determinados meios materiais. Alguns exemplos são as ondas de rádio, de radar, os raios x e as microondas.
Todas as ondas eletromagnéticas tem em comum a sua velocidade de propagação no vácuo, próxima a 300000km/s, que é equivalente a 1080000000km/h.

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Quanto a direção de propagação as ondas são classificadas como:
  • Unidimensionais: que se propagam em apenas uma direção, como as ondas em cordas e molas esticadas;
  • Bidimensionais: são aquelas que se propagam por uma superfície, como as água em um lago quando se joga uma pedra;
  • Tridimensionais: são capazes de se propagar em todas as dimensões, como a luz e o som.
Quanto à direção da vibração as ondas podem ser classificadas como:
  • Transversais: são as que são causadas por vibrações perpendiculares à propagação da onda, como, por exemplo, em uma corda:
  • Longitudinais: são ondas causadas por vibrações com mesma direção da propagação, como as ondas sonoras.
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Características das ondas

Todas as ondas possuem algumas grandezas físicas, que são:
  • Frequência: é o número de oscilações da onda, por um certo período de tempo. A unidade de frequência do Sistema Internacional (SI), é o hertz (Hz), que equivale a 1 segundo, e é representada pela letra f. Então, quando dizemos que uma onda vibra a 60Hz, significa que ela oscila 60 vezes por segundo. A frequência de uma onda só muda quando houver alterações na fonte.
  • Período: é o tempo necessário para a fonte produzir uma onda completa. No SI, é representado pela letra T, e é medido em segundos.
É possível criar uma equação relacionando a frequência e o período de uma onda:

f = 1/T

ou

T = 1/f
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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/68/Som_freq.png
  • Comprimento de onda: é o tamanho de uma onda, que pode ser medida em três pontos diferentes: de crista a crista, do início ao final de um período ou de vale a vale. Crista é a parte alta da onda, vale, a parte baixa. É representada no SI pela letra grega lambda (λ).
  • Velocidade: todas as ondas possuem uma velocidade, que sempre é determinada pela distância percorrida, sobre o tempo gasto. Nas ondas, essa equação fica:
v = λ / T ou v = λ . 1/T ou ainda v = λ . f
  • Amplitude: é a "altura" da onda, é a distância entre o eixo da onda até a crista. Quanto maior for a amplitude, maior será a quantidade de energia transportada.
A unidade internacionalmente utilizada para a freqüência é Hertz (Hz) sendo que 1Hz equivale à passagem de uma crista ou de um vale em 1 segundo.

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Variação do período da onda.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/15/Wave_period.gif







Fonte:

http://www.sofisica.com.br/conteudos/Ondulatoria/Ondas/superposicao2.php
https://www.infoescola.com/fisica/ondulatoria-ondas/



Recapitulando



A área da Física que estuda o som é chamada de Acústica. Para entende-la melhor precisamos relembrar alguns conceitos:


Onda: é a variação periódica de uma grandeza física. Uma onda é composta por:

Crista: Pontos de maior intensidade, o topo da onda.
Vale: Pontos de menor intensidade da onda.
Nível Médio: Pontos entre o as Cristas e os Vales.

A distância entre a crista ou o vale e o nível médio é chamada amplitude (y). Já a distância entre duas cristas consecutivas ou dois vales consecutivos é chamada de comprimento de onda (λ).


Onde:

λ – Comprimento
y - Amplitude

O tempo que uma oscilação leva para se repetir é chamado período (T), medido em segundos(s). A frequência (f) significa quantas vezes uma oscilação se repete por unidade de tempo, medida em Hertz (Hz). Dessa forma:

f = 1/t

O Som é uma onda mecânica que possui a intensidade e frequência necessárias para ser percebida pelo ser humano. Entendemos como onda mecânica uma onda que precisa de meios materiais, como o ar ou o solo, para se propagar. As frequências audíveis pelo ouvido humano ficam entre 16 Hz e 20000Hz (20kHz). Dentro desta faixa a encontram-se a voz humana, instrumentos, musicais, alto-falantes, etc.

Abaixo de 16Hz temos os infra-sons, produzidos por vibrações da água em grandes reservatórios, batidas do coração, etc.

Acima de 20kHz estão os ultra-sons emitidos por alguns animais e insetos (morcegos, grilos, gafanhotos...), sonares, aparelhos médicos e industriais.

Os dispositivos que produzem ondas sonoras são chamados de fontes sonoras. Entre os que mais se destacam estão aqueles compostos por:
Cordas vibrantes como violão o piano, as cordas vocais etc.
Tubos sonoros como órgão flauta, clarineta.
Membranas e placas vibrantes tal como o tambor
Hastes vibrantes como o diapasão, triangulo, etc.

Podemos caracterizar os sons a partir de sua intensidade, altura ou timbre.

A intensidade está ligada à quantidade de energia transportada pelo som. Desta forma, conforme a intensidade do som dizemos que ele é mais forte (a onda possui maior amplitude) ou mais fraca (a onda possui menor amplitude).

A altura está relacionada com a freqüência do som. Assim distinguimos os sons mais altos como os de maior frequência (mais agudos) e os mais baixos como os de menor frequência (mais graves). As notas musicais buscam agrupar diferentes freqüências sonoras produzidas por um instrumento.

O timbre corresponde ao conjunto de ondas sonoras que formam um som. O timbre permite diferenciar diferentes fontes sonoras, por exemplo é fácil perceber que o som de uma guitarra e de uma flauta são completamente diferentes.

A velocidade do som no ar é de 340 m/s. A fórmula que relaciona velocidade, amplitude e frequência sonora é:

V = λ . f





Fontes:
http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol4/Num1/a10.pdf
http://www.algosobre.com.br/fisica/acustica.html

Vertebrados - Aves

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Características Gerais

Aves são animais vertebrados que possuem o corpo revestido de penas. As penas são indispensáveis para a regulação da temperatura e para o voo. Ocupam vários tipos de ambiente e de maneira geral dominam o ar. Compreendem cerca de 9000 espécies conhecidas.

São animais de sangue quente, também chamados homeotérmicos ou endotérmicos, por sua capacidade de manter a temperatura corporal constante. Para isso elas tem metabolismo elevado, necessitando de muita energia.

São ovíparas. A boca é um bico, sem dentes que pode variar de forma e de tamanho conforme a espécie, sendo estas adaptações ao tipo de alimentação.

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Têm dois pares de membros: anteriores as asas e posteriores as pernas ou patas. As patas também são adaptadas ao tipo de ambiente em que vive a ave. Cada pé geralmente com quatro dedos, canela e dedos envolvidos por pele cornificada. Seu esqueleto é delicado e forte, totalmente ossificado, têm ossos muito leves e às vezes são cheios de ar, ossos pneumáticos, que facilitam o vôo. O esterno é modificado em quilha, facilitando o corte do ar e fixando a musculatura peitoral.

O processo de reprodução é por fecundação interna: são ovíparas, isto é, põe ovos que eclodem fora do organismo materno. A capacidade de voar e a homeotermia permitiam que as aves se difundissem por toda parte.

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Respiração por pulmões compactos muito eficientes, presos às costelas e ligados aos sacos aéreos de paredes finas que se estendem entre os órgãos internos, apresentam um órgão especial a siringe, na base da traqueia, adaptada ao canto. O sistema circulatório é composto de coração e vasos sanguíneos. O coração tem quatro cavidades no coração, o sangue venoso não se mistura ao sangue arterial.

As aves não têm bexiga urinária, mas seu sistema urinário é composto pelos rins e ureteres, por este motivo elas não conseguem acumular a urina, que se mistura com as fezes e é eliminada pela cloaca, como uma secreção semi-sólida. 

Sua pele é recoberta por penas e com glândulas, as aves aquáticas apresentam na cauda a glândula uropigiana para impermeabilizar as penas. 


Capacidade de vôo

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A capacidade de voar permitiu que as aves se deslocassem facilmente de um lugar para outro e ocupassem diversos territórios, chegando a lugares dificilmente alcançados por outros animais.
As aves podem ser divididas em dois grupos com relação a capacidade de voar:

Aves carinatas

As carinatas são aves que apresentam uma quilha no osso esterno, chamada carena. Possuem músculos peitorais desenvolvidos, responsáveis pelo batimento das asas. Muitas podem voar, outras fazem apenas voos curtos, como a galinha. Algumas aves como os pinguins, sofreram modificações em suas asas, que as tornaram aptas apenas para a natação.


Aves ratitas

As ratitas são aves que não apresentam carena no esterno, e são incapazes de voar, como a ema e o avestruz.

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Esqueleto de avestruz
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O voo é uma importante adaptação das aves, que lhes permite:
  • Habitar diversos ambiente;
  • Fugir dos predadores;
  • Buscar novas fontes de alimentos;
  • Aumentar o campo visual;
  • Realizar migrações quando as condições ambientais se tornam desfavoráveis, como no período de inverno.
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Características relacionadas ao vôo:
  • Membros anteriores transformadas em asas recobertas por penas. As penas são uma característica exclusiva das aves. Elas permitem o voo, são isolantes térmicos (importante para a homeotermia) e funcionam para a camuflagem e como atrativo sexual. Habitualmente é o macho que possui uma plumagem exuberante, como o pavão.
  • Presença de quilha ou carena, nas quais se prende o músculo peitoral responsável pelos batimentos de asas durante o vôo.
  • Presença de ossos pneumáticos, que são ossos ocos, preenchidos de ar. 
  • Pulmão altamente eficiente. As aves precisam de muito oxigênio para gerar energia durante o vôo.
  • Ausência de dentes.
  • Presença de sacos aéreos, que maximizam a capacidade respiratória e contribuem para a leveza do corpo.
  • Intestinos reduzidos, sendo a evacuação realizada durante o vôo.
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Fontes:
Apostila Uno - Editora Moderna - 7° ano
https://www.todamateria.com.br/aves/
http://www.portalsaofrancisco.com.br/biologia/caracteristicas-gerais-das-aves
www.reinodosanimais.com.br/www.cantodasaves.hpg.ig.com.br/www.terramater.pt 

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